quinta-feira, 7 de abril de 2016

Mensagem: Igreja vitoriosa - A igreja em oração

Igreja vitoriosa - A Igreja em oração
Atos 4:23-31

Graça e paz irmãs e irmãos em Cristo. Nós queremos refletir sobre uma igreja vitoriosa. Queremos ser uma igreja prevalecente neste mundo. Estamos com muitos desafios pela frente. Queremos ver conversões. Queremos multiplicar mais discípulos. Queremos multiplicar igrejas. Queremos gerar e enviar missionários. Queremos gerar mais líderes. Queremos multiplicar as células. Queremos concluir a reforma. Queremos construir um novo prédio. Precisamos de recursos de toda natureza.
Cada um de nós tem anseios pessoais e grandes desafios a enfrentar. Temos alvos para nós mesmos que parecem impossíveis. Como chegar lá?

A passagem aqui mencionada é um relato da perseguição que os apóstolos estavam sofrendo. Pedro e João foram presos e interrogados pelo Sinédrio, uma espécie de Supremo Tribunal Federal dos judeus nos tempos de Jesus que era composta de 71 membros, a saber, escribas, anciãos, membros das famílias dos sumo-sacerdotes, o presidente da assembléia.
Pedro e João foram proibidos de falar de Jesus (Atos 4:18) e foram ameaçados (Atos 4:21). Preliminarmente gostaria de observar que: a)Após a cura do coxo e a pregação do evangelho, os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus prendem Pedro e João (Atos 4:1-4). O que podemos aprender? Os líderes e todas as pessoas que estão influenciando e frutificando sofrerão algum tipo de resistência. Estamos numa guerra, que apesar de vencida, ainda enfrentaremos batalhas e ataques. É como na batalha da Normandia, quando os aliados em 06/06/1944 invadem e vencem o exercito nazista naquele lugar ficando conhecido como o dia “D”. Ali a guerra foi ganha, mas houve outras batalhas até que o inimigo se desse por vencido. b)Pedro e João compartilham com a igreja as ameaças (Atos 4:23). O que podemos aprender? Devemos compartilhar com as nossas células e irmãos na fé acerca das resistências que enfrentamos.

Diante dos desafios que a igreja primitiva nas casas está sofrendo, as ameaças e proibições, bem como seus líderes sendo perseguido, qual é a reação mais sensata? O que podemos fazer diante dos desafios impostos a nós que relatei no início dessa mensagem? Vamos aprender com a igreja primitiva:

1.Uma igreja vitoriosa é unida em oração (v.24-28)
A igreja “unânimes, levantaram a voz a Deus...”. Perceba que é um cenário de guerra para a igreja primitiva. Apesar do expressivo número de convertidos, a igreja continua sendo minoria marginalizada. Os religiosos da época que detinham todo o poder político e as leis, não davam alternativa aos líderes e à própria igreja. O que fazer quando não se sabe o que fazer?
Unanimidade em direção ao Senhor – Há um ensinamento de Jesus que é muito claro. “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e casa sobre casa cairá.” (Lucas 11:17). Essa expressão unânime é o mesmo que dizer: com uma mente, de acordo comum, com uma paixão. De 12 vezes que essa palavra aparece em Atos, 10 delas nos ajuda a entender a singularidade da comunidade cristã em seus primórdios. Ela é um composto de duas palavras no original que significam “impedir” e “em uníssono”. Denota tanto a força de um exército quanto a orquestra em perfeita harmonia. I. Como exército – a igreja tem soldados valentes. Como um só homem, em unidade no poder do Senhor ela avança sob a direção do general Jesus contra as portas do inferno. É a oração feita em concordância com o mais profundo anseio da alma da coletividade.  II. Como orquestra – Igual aos instrumentos tocados sob a direção de um maestro, assim o Espírito Santo harmoniza as vidas dos membros da igreja.
Perceba que o que regia a igreja primitiva era estar sob a direção do General e sob a condução do maestro Espírito Santo. A oração deles começa da seguinte forma: “Tu Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o amor e tudo o que neles há.” Quando não se sabe o que fazer, com unanimidade a igreja se volta para o Cabeça e soberano sobre todas as coisas. Eles reconhecem o propósito de Deus nas perseguições e adversidades e com o olhar nelas, é que eles oram. “teu propósito predeterminaram.Não se trata de unanimidade na forma do que fazer, mas unanimidade em direção àquele que sabe o que fazer porque Ele é soberano sobre tudo e todos e que para tudo tem um propósito específico. A Romênia vivia debaixo de um regime comunista sob a liderança de Nicolae Ceausescu, bárbaro e assassino. Entretanto, Deus libertou a Romênia em apenas 10 dias. Deus usou uma igreja de 80 membros para desencadear essa revolução. Em 15/12/1989, a polícia secreta cerca a casa do pastor daquela igreja para expulsa-lo da cidade. Os 80 membros fizeram um cordão de isolamento em volta daquela casa e a polícia mandou buscar reforços. Todos os crentes da cidade se mobilizaram. A polícia chegou atirando em todos. Naquela mesma noite uma jovem saiu gritando pelas ruas: “Deus existe! Deus existe! Deus existe! Liberdade! Liberdade! Liberdade!” Aquele grito alcançou o coração da nação e em 25/12/1989 havia 100.000 crentes na capital romena lideradas pelos seus pastores que estavam na praça a plenos pulmões unânimes: “Deus existe! Deus existe! Deus existe! Liberdade! Liberdade! Liberdade!” e o regime caiu. Deus responde a uma igreja, a uma célula, a uma família unânime na oração, com a mesma paixão e que confia Nele como o grande condutor da história.

2.Uma igreja vitoriosa entrega a Deus seus desafios para não paralisar (v.29-30)
a)”agora, Senhor, olha para as suas ameaças...” (v.29). A igreja primitiva se viu ameaçada, porém, sua reação foi a mais correta. Ameaçar a igreja de Cristo é ameaçar o próprio Cristo. Pode alguém ameaçar a Cristo, o Cabeça da igreja? Você consegue perceber que não estamos sozinhos em hipótese alguma? Igreja, Deus tem me falado muito sobre fé nesses dias. Quando não há fé surgem o medo e a incredulidade. O sinédrio quisera paralisar os apóstolos e a igreja, ameaçando-os. A insegurança (que é estar dominado por algum tipo de medo), o medo, a ansiedade, a incredulidade são sentimentos que surgem quando de alguma forma nos vemos ameaçados e esses sentimentos têm o poder de nos paralisar, pois, são fatores incapacitantes. Logo pensamos que não somos capazes, que não conseguiremos e que não avançaremos. Quais são os desafios que você encontra hoje e se tornam fatores incapacitantes, ou instrumentos de paralisia? Se Jesus tivesse dado ouvido às ameaças e não ao Pai, os discípulos não seriam chamados, a igreja não teria se expandido e nós não estaríamos aqui. O que quero dizer? Se dermos lugar à incredulidade, à insegurança, e às ameaças, não teremos legado e não promoveremos a glória de Deus. Houve um homem de fé chamado Jorge Müller. Ele sustentou um orfanato com 2.000 crianças sem um tostão se quer. Certa vez um homem chamado Dr Pierson se hospedou no orfanato, ao passo que Jorge lhe disse que não havia nada o que comer na manhã seguinte. Jorge o convidou para orar e confiar na provisão de Deus. Na manhã seguinte a alimentação já estava suprida em abundância para todos do orfanato e ambos não sabiam como aquilo havia acontecido. Quando perguntando sobre como adquirir tamanha fé, Müller respondeu: 1) Lendo a Bíblia e meditando sobre o texto lido, chega-se a conhecer a Deus, por meio da oração; 2) Procurar manter um coração puro e uma boa consciência; 3) Se desejamos que a nossa fé cresça, não devemos evitar aquilo que a prove e por meio do qual ela seja fortalecida. Quais são as ameaças que você vê na sua célula? Falta de líder em treinamento? Falta de anfitrião? E no seu ministério? É a falta de recursos? É na sua vida? É a crise econômica? É o desemprego? Deus nos convida a viver por fé. Ele nos chama a caminhar de joelhos.
Em II Reis 6:8-23 podemos ler o relato em que o Rei a Síria manda um exército para capturar e matar Eliseu. Seu moço se desespera. Eliseu então lhe responde: “Não temas, porque mais são os estão conosco do que os que estão com eles. Orou Eliseu e disse: peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O Senhor abriu os olhos o moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.” Vamos pedir ao Senhor neste dia: “Senhor, abra os meus olhos.”
b) “concede aos teus servos que anunciem com toda intrepidez a tua palavra”. (v.29) Outro elemento essencial nessa oração é o pedido que eles fazem. Jesus disse: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” João 14:13. Sugiro que você vá à Bíblia e leia o verso 12 também. A igreja primitiva ora a vontade de Deus e esse é o segredo. É vontade de Deus que sua obra prospere e avence. Mas, como saber a vontade de Deus? Como ter orações respondidas na direção da obra de Deus e não paralisar diante dos obstáculos e ameaças que surgem? Volto-me mais uma vez a Jorge Müller que uma vez questionado sobre isso, ao que respondeu: 1) Procuro manter o coração em tal estado que ele não tenha qualquer vontade própria no caso. De dez problemas, já temos a solução de nove, quando conseguimos ter um coração entregue para fazer a vontade do Senhor, seja essa qual for. Quando chegamos verdadeiramente a tal ponto, estamos, quase sempre, perto de saber qual é a sua vontade; 2) Tenho um coração entregue para fazer a vontade do Senhor, não deixo o resultado ao mero sentimento ou a uma simples impressão. Se o faço, fico sujeito a grandes enganos; 3) Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio da sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acompanhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito, sem a Palavra, fico sujeito, também, a grandes ilusões; 4) Depois considero as circunstâncias providenciais. Essas, ao lado da Palavra de Deus e do seu Espírito, indicam claramente a sua vontade. 5) Peço a Deus em oração que me revele sua própria vontade. 6) Assim depois de orar a Deus, estudar a Palavra e refletir, chego à melhor resolução deliberada que posso com a minha capacidade e conhecimento; se eu continuar a sentir paz, no caso, depois de duas ou três petições mais, sigo conforme essa direção.
Deus é a fonte de toda ousadia, intrepidez e coragem que você e eu precisamos. Deus é a fonte de todos os recursos que precisamos. Por isso, precisamos orar.

3.A igreja vitoriosa é cheia do Espírito Santo (v.31)
Deus quer uma igreja cheia do Seu Espírito. O que é uma igreja cheia do Espírito Santo? É uma igreja onde Deus habita (João 14:17). É uma igreja onde não há engano e não se esquece das palavras de Jesus (João 14:26). São crentes andando no Espírito com a visão de Deus e não dão lugar à carne (Gálatas 5:16). É um povo com intrepidez e que anuncia a Palavra de Deus. É um povo dominado pelo amor, pela alegria, pela paz, pela longanimidade, pela benignidade, pela bondade, pela mansidão e pelo domínio próprio (Gálatas 5:22-23). É uma igreja que fala das maravilhas de Deus a todos os povos (Atos 2:1-4). É uma igreja cheia de autoridade (Atos 4:8). A igreja primitiva foi cheia de autoridade porque cultivava uma vida de oração e fé, elementos essenciais para uma vida no poder do Espírito. Igreja de Cristo, dê lugar ao Espírito de Deus. Orem em suas células, orem em suas casas, orem todo o tempo! Orai sem cessar (I Tessalonicenses 5:17).

Rodrigo Rodrigues Lima

Pastor

Reflexão: "Evite discussões desnecessárias"

Evite discussões desnecessárias
II Timóteo 2:23-26

Não é de hoje que temos a necessidade de emitir opiniões e debater sobre assuntos que sequer temos domínio. Porém, especialmente no tempo atual, com o crescente individualismo e relativismo, as pessoas mais do que nunca emitem opinião sobre tudo. A internet deu voz e as redes sociais abriram as janelas da vida privada.
Quando eu era criança, meu avô no interior da Bahia jogando buraco com seus amigos discutiam assuntos diversos. Não se perdia a amizade nas divergências, aliás, as fortalecia. Hoje não é bem assim. As pessoas sem muito relacionamento com você emitem opinião sem que você pergunte se deseja e fecham as portas de um relacionamento. Deletamos, excluímos, bloqueamos, etc.
Hoje as pessoas com tanto acesso à informação, não analisam sequer as fontes. Quando questionada a fonte e veracidade de suas opiniões, imediatamente elas respondem: “Eu vi na internet”, como se essa por si só fosse fonte verídica de supostos fatos. Como disse um proeminente filósofo, “as pessoas apenas adjetivam e querem fazer valer suas opiniões sem reflexões profundas”.
A verdade é que as pessoas deste mundo globalizado e individualista têm necessidade de serem ouvidas. Há uma enorme carência coletiva de falar. O desafio é ouvir, aliás, muito desafiador que o ouvir é o escutar. Como pastor eu não apenas ouço, mas escuto.
Para uma sociedade extremamente virtual, sinestésica e que recebe muitas informações de todos os lados, escutar não é uma tarefa realmente fácil.
Escutar tem a ver com o estado de espírito. Para eu escutar alguém preciso estar livre de ansiedade, e o que esse mundo mais tem é gente ansiosa.
O ideal mesmo como disse alguém é que na maior parte das discussões devêssemos ter reações bovinas: “hummm....uuhummm....uhmmm”. Você em silêncio lança a dúvida se é uma pessoa brilhante ou estúpida. Ao abrir a boca poderão constatar o que realmente você é.
A palavra de Deus diz o seguinte: “Até mesmo o tolo passará por sábio, se conservar sua boca fechada; e, se dominar a língua, parecerá até que tem grande inteligência.” Provérbios 17:28. Vemos aqui a sabedoria do silêncio. O filósofo e matemático francês Blaise Pascal disse: “A maior parte dos problemas do homem decorre de sua incapacidade de ficar calado.” A minha avó dizia: “Em boca fechada não entra mosquito.”

A passagem bíblica que menciono acima é um sábio conselho de um pastor mais maduro a um jovem pastor. Evite discussões desnecessárias! Não seja ansioso para fazer valer suas opiniões ou até mesmo se justificar.
A versão NTLH diz o seguinte nos versículos 23 a 26: “Fique longe das discussões tolas e sem valor, pois você sabe que elas sempre acabam em briga. O servo do Senhor não deve andar brigando, mas deve tratar todos com educação. Deve ser um mestre bom e paciente, que corrige com delicadeza aqueles que são contra ele. Pois pode ser que Deus dê a eles a oportunidade de se arrependerem e de virem a conhecer a verdade. E assim voltarão ao seu perfeito juízo e escaparão da armadilha do Diabo, que os prendeu para fazerem o que ele quer.”

Fica evidente que a questão não é debater, mas o que, com quem debater e o propósito deste debater.  Como cristãos, servos de Deus devemos seguir esse sábio conselho de Paulo:

1.A discussão é tola e sem valor? Agregará alguma coisa ou vai acabar em briga?

2.Você vai tratar com educação ou vai “perder a linha”?

3.Se é algo contra você, corrigirá com delicadeza ou não?

Observe que o propósito final sempre é ganhar o outro (oportunidade; arrependimento; conhecimento da verdade). Se elas estão na armadilha do diabo, você não precisa cair também. Evite discussões. Seja menos ansioso para falar o que pensa e seja servo do Senhor. Aprendamos a escutar!

No amor de Cristo,
Rodrigo Rodrigues Lima

Pastor

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Reflexão - O Evangelho

O Evangelho
Romanos 1:1-5

O apóstolo Paulo introduz sua carta aos Romanos falando do Evangelho e da sua chamada para o Evangelho. É espetacular como Paulo aproveita cada oportunidade para explanar acerca dos fatos do Evangelho de Jesus Cristo. Vamos a eles:

I.O Evangelho é o cumprimento das promessas das Sagradas Escrituras
“prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras” (v.2). O Evangelho atesta a veracidade do Antigo Testamento de que nenhuma das profecias e tipificações foram em vão. Aquele que feriria a cabeça da serpente (Gênesis 3:15), se manifestara. O descendente de Abraão, por meio do qual, todas as nações foram benditas (Gênesis 12:3). O pão vivo que desceu do céu, aludindo ao maná que sustentou o povo no deserto. A água viva, aludindo à rocha e à água que dela brotou para saciar a sede dos hebreus, agora sacia a nossa sede. O cordeiro e seu sangue que poupou os primogênitos hebreus de serem mortos apontavam para o cordeiro da páscoa que seria dado em sacrifício para salvação da humanidade. O grande profeta preanunciado por Moisés (Deuteronômio 18:15). Eu poderia seguir aqui com uma enorme lista das tipificações e promessas que apontaram para Jesus e o Evangelho.
A boa notícia não é uma história inventada sem fundamentos. É a mais completa história de amor de um Deus que amou a sua criação e propôs resgatá-la. Por isso, as Escrituras ostentam também o título de a História da Salvação. A Antiga Aliança, isto é, o Antigo Testamento dá lugar à Nova Aliança, ao Novo Testamento.

II.O Evangelho é a boa notícia acerca de Jesus, o Deus encarnado da raiz de Davi
“com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi...” (v.3)
Jesus é o verbo que se fez carne e “tabernaculou”, isto é, Deus habitando entre nós em forma humana. E como homem, procedeu de uma linhagem real, do trono de Davi, a quem Deus faz a promessa de que seu trono seria estabelecido para sempre (II Samuel 7:16), assim explanado por Pedro em seu discurso no dia de pentecostes (Salmo 132:11; Salmo 16:10). O Evangelho é a boa notícia do Deus que se fez homem para nos resgatar (Isaías 53). Ele é o Filho de Deus que vem para estabelecer seu trono e seu reino para sempre (Isaías 9:1-6).

III.O Evangelho é a boa notícia da morte de ressurreição de Jesus
“...ressurreição dos mortos...” (v.4)
Se a ênfase não está na morte e ressurreição de Jesus, então não podemos chamar de pregação evangélica. Se não destacamos os fatos do Evangelho, então não há evangelho.
Pedro destaca o fato da morte e ressurreição. Jesus foi morto (Atos 2:23), mas Ele ressuscitou (Atos 2:32; Atos 4:10).
A palavra evangelho aparece em todas as cartas de Paulo. Em I Cortíntios 15:1-4 ele relembra àquela igreja o que lhes anunciou. Que, segundo as Escrituras Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia.

IV.O Evangelho é a boa notícia também aos gentios
“...entre todos os gentios.” (v.5)
Paulo reconhece sua vocação em proclamar o Evangelho aos gentios. A igreja é o novo Israel de Deus. Não éramos povo de Deus, agora somos (I Pedro 2:10). Todas as nações são benditas (Gênesis 12:3). O povo que andava em trevas viu grande luz (Isaías 9:1-2). Todos podem ser feitos filhos de Deus. “Em Cristo não há grego nem judeu, circuncisão ou incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3:11). O Evangelho é universal.

O Evangelho é o poder de Deus. É um convite ao arrependimento pela fé. É o caminho para o céu. A única condição para nos aproximarmos de Deus é crer no Seu Filho. Não há mérito humano. Nessa sinergia da salvação, nossa única atitude é responder com fé. O justo viverá pela fé! Somos salvos pela graça mediante a fé. Não é por obras. Nossos atos de justiça para alcançar a salvação, as chamadas boas obras, não são suficientes. Deus se satisfaz em Sua própria justiça enviando Seu Filho como prova de amor para resgatar homens egoístas, auto-suficientes que desprezam o conhecimento de Deus. O evangelho é o antídoto e a solução para uma sociedade egoísta. Fala de um Deus que abriu mão se si mesmo e da Sua glória para se identificar com sua criação oferecendo perdão e reconciliação.
Todos que entenderam o Evangelho e experimentaram o Seu poder serão como Ele em ações e palavras. Se não assim, certamente não experimentaram em sua totalidade o poder do Evangelho e a santificação.
O Evangelho é vida, pois somos chamados a viver pela fé, isto é, em fidelidade a um Deus que passa a habitar em nós por meio do Seu Espírito. É vida de Deus fluindo em nós a qualquer preço e sob qualquer circunstância. É viver sob o controle daquele que nos criou e sabe o que é melhor em todos os aspectos de nossa vida frágil humana. É viver por Deus e para Deus. É viver o amor e manifestá-lo. É não mais confiar no meu EU e em minha própria justiça, mas pelo Espírito. É viver o esforço da dependência. Evangelho é vida!

Evangelho é liberdade! Viver a graça e a misericórdia de Deus. Como súditos do Reino de Deus, livres do poder do pecado e de Satanás, somos livres!

Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor

domingo, 3 de abril de 2016

A fragilidade humana!

Tema: A fragilidade humana
II Coríntios 12:7-10

Amadas irmãs e amados irmãos, esta semana foi muito difícil para muitas pessoas da nossa comunidade e tem ainda tem sido muito difícil para muitos. Momentos de enfermidade, desemprego, dor, tristeza e dificuldades diversas. Irmãos, essas coisas revelam nossa fragilidade, ou seja, revelam do somos feitos, do pó da terra. Fala tanto da fragilidade do corpo quanto da alma. Nos falta literalmente força física e subjetivamente, nos falta força emocional. Falar dessa fraqueza é falar da realidade do ser humano e de toda a criação. Desde a queda de Adão e Eva assumimos essa condição. Essa fragilidade fala do nosso sofrimento. Alguns, por não saber lidar com o sofrimento chegam a tirar a sua própria vida. Outros se decepcionam com Deus e professam ateus diante do sofrimento. Há outro grupo de pessoas, e essas, dentro das igrejas em profunda crise, pois, não deixam de crer em Deus e frequentam a igreja, mas seus corações estão cheio de feridas, cheio de marcas de tanto sofrimento e não querem admitir que no fundo, estão mesmo é decepcionadas com Deus. Por isso, falar da fraqueza (fragilidade) e do sofrimento não é algo muito simples. É pisar em um campo minado de muitos corações. Por isso mesmo, falar de sofrimento é também falar de cura hoje. A cruz é o caminho onde Jesus escolheu se identificar com o nosso sofrimento, mas é também o lugar onde Ele escolheu curar nossas emoções e nos fazer enxergar os nossos sofrimentos com os olhos de Dele. Está escrito na Carta aos Hebreus: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hebreus 4:15
Antes de mais nada, é importante todos sabermos que temos um Deus amoroso e gracioso, que sabe que somos pó (Salmo 103:14).

1.O reconhecimento de nossa fragilidade gera humildade (v.7)
O apóstolo Paulo foi um homem que recebeu revelações do Senhor (II Coríntios 12:1; 6) e isso foi a sua glória. Ele teve o privilégio de ver a grandeza das revelações de Deus. Se olharmos na história bíblica todos os homens que tiveram profundas revelações de Deus enfrentaram algum tipo de sofrimento. Como é gostoso crescer nos dons, ministérios, se achar na obra de Deus e nas revelações de Deus. Entretanto, isso se configura em um perigo na nossa caminhada, se não nos mantivermos humildes. Você se lembra de que nos paradoxos de Deus, para crescer você tem que diminuir? O que se pode aprender com o sofrimento de Paulo?
I.Ao reconhecer sua fragilidade, Paulo se mantém imune à repulsão. Repulso é o contrário de empatia. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”. Filipenses 2:5 Pessoas que passam pelo sofrimento e por momentos que se vê sem força se identificam com o sofrimento e com a fragilidade dos outros se tornando mais sensíveis e solidárias. Quem sofreu o luto compreende e sabe como consolar alguém que sofre de luto. Quem sofreu com certa enfermidade compreende e sabe como consolar alguém com a mesma enfermidade. Jesus se compadece de nós porque Ele sofreu na carne o que nós sofremos hoje. Pessoas arrogantes não compreendem as outras.
II.Ao reconhecer sua fragilidade, Paulo se mantém imune ao orgulho. “Para que não me ensoberbecesse”. Tem um ditado que diz: “Deus não dá asa à cobra”. Se você nasceu de novo, Deus não lhe dará nada que o afaste Dele e lhe dará todo o necessário para que você permaneça próximo a Ele. A soberba precede a queda e a altivez de espírito a ruína. Provérbios. A maneira pela qual Deus nos mantém em equilíbrio com a nossa natureza é o espinho. O espinho nos fala da humanidade e da sua fragilidade. A cruz nos chama à RENDIÇÃO. A vida cristã só pode ser vivida por pessoas RENDIDAS A DEUS que desistem de viver pelos seus esforços, entretanto, o nosso EGO se torna inimiga. Quando estamos sofrendo corremos para a cruz e daquele que se fez frágil nos rendemos e nos mantemos humildes diante de Deus. Ficamos escandalizados com pessoas que crescem na vida com Deus, mas enfrentam algum tipo de sofrimento. Entretanto, não quero dizer qualquer tipo de sofrimento. Existem sofrimentos que nós causamos por nossas más escolhas e decisões, mas existem sofrimentos que nos fogem ao controle e desses quero lhe dizer que Deus tem um propósito. Ele está forjando Cristo em você.
Você já pensou na fragilidade de Jesus como homem indo à cruz? A lógica da cruz é que quanto mais me ponho diante da cruz mais conheço a Deus e quanto mais conheço a Deus, mais me pareço com Ele como Seu FILHO. A cruz é para o FILHO. Jesus é o filho de Deus! Você é filho de Deus? Então a cruz é para você também. A cruz gera humildade.
Pergunta 1: Como o sofrimento ajudou você a ser solidário com as pessoas?

2.O reconhecimento de nossa fragilidade gera intimidade com Deus (v.8-9)
A vida cristã só pode ser vivida por pessoas RENDIDAS QUE NEGARAM A SI MESMAS e que desistiram de viver pelos seus esforços. Como nos rendemos? Em oração! Quando Paulo se vê em sofrimento, em seu momento de fragilidade e fraqueza com aquele espinho na carne, Ele ora e pede que Deus afaste o mensageiro de Satanás. Ele pede três vezes! Aprendemos aqui que a oração é uma arma poderosa enquanto Deus nos aproxima Dele por meio de nossa própria fragilidade. O sofrimento nos ensina a orar. O espinho nos ensina a orar. A oração gera em nós atitude de submissão diante da fragilidade, pois, quando eu oro passo a discernir os propósitos de Deus. Percebemos nossa fragilidade não só na dor, mas diante de desafios ministeriais e na vida como um todo. Paulo e Silas presos oravam e cantavam. Por que Paulo estava preso? Porque estava fazendo a vontade de Deus. O que ele faz? Canta e ora porque ele estava ciente que tudo aquilo estava conforme o propósito de Deus. A intimidade com Deus cresce em meio ao sofrimento.
I.Algo está sendo gerado enquanto reconhecemos nossas limitações – O que Deus começou na sua vida antes do sofrimento e dos desafios gigantescos Ele vai cumprir. Devemos aguardar biblicamente a boa obra que Deus começou.
II.Deus está formando em nós – As portas que Deus abre e fecha, as perdas e os ganhos que ocorrem na nossa caminhada cristã e todo o mais tem a ver com o que Deus está formando em nós como um tapeceiro. Enquanto se entrelaça os fios fica tudo feio. Temos que ver pelo lado certo.
III.Deus está formando em nós – Deus está nos preparando para esta vida e para a vida eterna.
IV. Deus quer nos ensinar a visualizar o resultado do que está fazendo em nós – Há frutos para serem colhidos. O principal fruto a ser colhido é intimidade com Deus. Paulo ouve a Deus: “A minha graça te basta”. A intimidade nos leva a experimentar GRAÇA.
Deus está nos aperfeiçoando. Vejamos Hebreus 12:4-13 com ênfase para os versos 10 e 11. Deus nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Pergunto: Qual é o pai que não quer que seu filho se pareça com Ele? Por isso corrigimos nossos filhos em amor, porque temos um padrão de moral e conduta que queremos ver em nossos filhos. Quando você contraria seu filho para o bem Dele, ele fica EXERCITADO PARA A VIDA. Deus está nos exercitando para a vida eterna. Para sermos parecidos com Ele. Ele está nos forjando. Isso aconteceu com Jesus! Vejamos Hebreus 5:7-9. Todos que passam pela prova saem fortalecidos. O povo de Israel entrou no deserto com a mentalidade de medo e escravidão. Saiu como guerreiro que sabia depender de Deus e fazia os povos em sua volta tremer. O chamado de Deus para o seu povo não mudou, mas seu povo mudou. Deus nos muda através da cruz para o estarmos preparados para o que temos de receber Dele. Até mesmo quando enfrentamos gigantes na terra prometida somos fortalecidos. Nosso coração se enche de confiança e fé em Deus.
Pergunta 2: Como a serenidade de outros cristãos durante o sofrimento aprofundou o seu respeito por essas pessoas?

3.O reconhecimento de nossa fragilidade humana produz poder e força (v.10)
Irmãos e irmãs, Paulo é louco ou há um mistério aqui! Paulo é masoquista? Ele gosta de sofrer? Ser cristão é gostar de sofrer? Claro que não! Mas, Paulo descobriu algo poderoso por meio do sofrimento, por meio desse reconhecimento de sua fragilidade!
Lembremos que Paulo é vaso de barro, limitado, impotente e fraco. Mas, ele entendeu a mensagem da cruz. Ele entendeu que o segredo da vitória é a rendição. O segredo de uma vida de poder e força estão na fraqueza, na impotência, no se submeter ao trabalhar de Deus enquanto descobrimos nossa fragilidade no sofrimento e quando nos vemos diante de desafios ministeriais e da vida como um todo! Para entendermos mais isso, vamos pensar no povo de Israel no deserto. Quando o povo de Israel atravessa o mar vermelho eles viverão quarenta anos no deserto. A passagem pelo mar vermelho representa para nós o sangue de Jesus fazendo divisão entre o Egito (que é a vida velha) rumo à terra prometida (a nova vida), mas tem deserto no meio para preparar o povo para a terra prometida. É no deserto que o povo conhece o poder de Deus mais de perto.
I.No deserto houve maná – É no deserto que somos alimentos pelo poder de Deus. O maná é o poder de Deus nos alimentando a alma, a vida, e sobretudo a fé. O povo foi alimentado pela fé no deserto.
II.No deserto tem nuvem durante o dia e coluna de fogo durante a noite – Nesse processo de libertação do Egito, daquilo que é velho e no processo de dependência de Deus, nos dias quentes do deserto tem nuvem de Deus protegendo e noites frias do deserto o povo foi guiado, protegido e aquecido pela coluna de fogo. É no deserto que experimentamos a direção, a proteção e o calor do Espírito de Deus sobre a nossa vida. É poder de Deus no meio da fraqueza! É poder de Deus.
Deus quer nos fazer carvalhos de justiça! (Isaías 61:1-3). O carvalho demora anos para crescer. Quanto mais temporais e tempestades enfrenta, mais forte e adulto se torna. Suas raízes se aprofundam de tal forma que os ventos e as tempestades não podem derrubá-la. As tempestades não apresentam para ela ameaças apenas desafio. Ela é uma árvore cheia de marcas, retorcida peças tempestades que enfrentou, mas é referência para geólogos para medir as tempestades que a floresta já enfrentou. Por isso igreja, Paulo tem prazer no sofrimento por amor a Cristo. Quando ele é fraco, então Ele é forte por causa do poder de Deus experimentado em sua vida.
Para concluir, abra a sua bíblia no Salmo 103. Vejamos o quão amoroso e gracioso é o nosso Deus.

Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor

domingo, 27 de março de 2016

As sete últimas palavras de Jesus na cruz

As sete últimas palavras de Jesus na cruz!

Irmãs e irmãos, as últimas palavras de uma pessoa antes da morte são emblemáticas. Quais seriam suas últimas palavras antes do último suspiro da vida? Pesquisei e encontrei várias que ficaram marcadas na história. Quero destacar algumas delas. 1) Frederico Guilherme, rei da Prússia disse: “Não pode ser! Deus, vou mesmo morrer com esse terno?” 2) Karl Marx, filósofo e economista alemão disse: “Últimas palavras são para bobos que nunca disseram o suficiente.” 3) Voltaire, filósofo francês, quando um sacerdote o pede para que abandone o diabo, ele responde: “Meu bom homem, essa não é a hora adequada para fazer inimigos.” 4) Getúlio Vargas, presidente do Brasil, escreve em sua carta antes do suicídio: “Saio da vida para entrar na história.” 5) Por fim, Casanova, libertino italiano, ao se confessar na iminência da morte expressa: “Vivi como um filósofo, morro como um cristão.” Porém, na sua crucificação, há sete frases coletadas em 3 dos 4 evangelhos que são de profundo significado, que faz da morte de Jesus uma pregação com princípios eternos. Vamos a elas:

1.Lucas 23:34 – Palavra de perdão – “Pai perdoa-lhes”
Era comum que os bandidos crucificados promovessem xingamentos e escárnios enquanto o publico assistia sua lenta e dolorosa morte. Seus algozes eram alvos de palavras de zombaria e desprezo numa tentativa de superioridade por parte dos sentenciados. Entretanto, a postura do Filho de Deus é diferente. Na cruz, injustamente ali colocado e debaixo de muito escárnio tendo suas vestes sorteadas, Jesus roga a Deus por seus inimigos dizendo: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Isso é a boa nova. O contraditório da cruz. Esse é o convite de Jesus para seus discípulos quando os chama para a cruz: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.” Ou como dizem os católicos: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” Somos chamados para o perdão.

2.Lucas 23:43 – Palavra de salvação – “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”
Somos também chamados a receber o perdão de Deus através do sincero arrependimento. Somos chamados a experimentar a graça salvadora de Jesus. Na cruz, Jesus divide a humanidade entre aqueles que recebem o seu perdão, daqueles que zombam do seu amor na cruz. Um bandido diz: “Salva-te a ti mesmo” e outro diz: “Lembra-te de mim”. A cruz nos chama ao posicionamento de abandono do pecado e de retorno para Deus. Em qual cruz você está? Paulo mesmo afirma: “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.” I Coríntios 1:18. Há salvação e esperança na cruz. Para aquele bandido que não havia mais esperanças, Jesus lhe trouxe salvação.

3.João 19:26-27 – Palavra de cuidado – “Eis aí teu filho”
Na cruz Jesus reafirma o valor da família. Jesus é o filho mais velho. Sabemos que na cultura judaica cabe ao filho mais velho o cuidado de seus pais. Numa era de tantas distorções dos valores a família e do descaso de homens, viver a mensagem da cruz nos remete à nossa responsabilidade com a família. Você tem viúva em sua família? “Quem não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” I Timóteo 5:8. Lembremos que na instituição da páscoa os judeus, Deus ordenou que fosse comemorada em família.

4.Mateus 27:46 – Palavra de sofrimento e solidão – “Porque me abandonastes”
Essa expressão de Jesus aponta para o drama do pecado que afasta o homem de Deus. A única explicação para que Jesus naquele momento perceba o abandono do Pai, está no fato Dele assumir o pecado de toda a humanidade. “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus.” II Coríntios 5:21. Ele foi posto naquela cruz, Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades (Isaías 53:5). Mas, também Ele enfrentou a dura realidade na qual vivemos quanto aos nossos sofrimentos. Não pesa sobre nós mais a angústia do pecado, mas enfrentamos os sofrimentos da vida. A cruz fala sim de sofrimento. Viver a cruz é estar disposto também a viver angústias. Servir a Deus não é um mar de rosas. “No mundo tereis aflições” (João 16:33). “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém, não destruídos; levando no corpo sempre o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.” II Coríntios 4:8-9ss. Portanto, o sofrimento de Jesus na cruz nos serve de encorajamento. O autor aos hebreus dirá: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hebreus 4:15. A cruz nos fala de sofrimento, mas também nos fala de consolo.

5.João 19:28 – Palavra de humanidade – “Tenho sede”
Jesus é o homem perfeito. Nisto Ele se identifica também com nossa humanidade. Jesus tem sede! O autor deste evangelho tem o cuidado de destacar a humanidade de Jesus. Afinal de contas, é necessário que se por um homem entrou o pecado no mundo corrompendo a todos, por um só homem, Jesus Cristo, a graça salvadora se manifeste a todos (Romanos 5:15-17). Jesus é o divino/humano. E como homem, conforme se descreve em Salmos 69:20-21, ao pedir por piedade, ele recebe ira; ao buscar consolo, ele encontra acusadores; ao pedir por alimento, ele recebe fel (veneno); ao pedir água, ele recebe vinagre. Parece paradoxal. Aquele que é a água viva tem sede. Porém, Ele bebe o amargo para que por meio da sua morte tivéssemos nossa sede saciada.

6.João 19:30 – Palavra de Vitória – “Está consumado”
Aleluia! Está consumado! Tetelestai! Está totalmente pago, a dívida está paga, está completo, está encerrado! Jesus consuma as Escrituras. As mais de 300 profecias que apontaram para Ele e para cada ato da sua vida estão realizadas. Ele consuma a derrota de Satanás. “Ele despojou principados e potestades, os expôs publicamente ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Colossenses 2:15). “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para desfazer as obras do diabo.” (I João 3:8). O valente está amarrado! A igreja avança e as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor (Mateus 16:18). É a consumação da derrota da morte! Convido você para meu sepultamento. Ali quero que você se lembre que não é o fim. Passaremos da morte para a vida porque Jesus venceu e ressuscitou. Ele é o primogênito entre muitos e quando Ele voltar o último inimigo da igreja será vencido (I Coríntios 15:54-56). É a consumação de nosso acesso à Presença de Deus pelo sangue de Jesus. (Hebreus 10:19-22).

7.Lucas 23:46 – Palavra de entrega – “Entrego meu espírito”
Jesus repousa nos braços do Pai após a luta ganha. É um resumo do que foi a Sua vida! toda a sua vida foi de entrega às pessoas conforme a Sua vocação. É um convite a uma vida plena no Pai. Ir para a cruz significa entrega total. Jesus nos convida a seguir seu exemplo como seus discípulos. Jesus nos convida a uma vida de entrega total a Ele, atendendo à sua vocação a nós.

Temos a certeza de que não terminou ali. Não me cansarei até o fim da minha vida de narrar a mais bela história de amor. Leia Mateus 28:1-10.

Rodrigo Rodrigues Lima

Pastor

quarta-feira, 9 de março de 2016

Missão - A motivação e o reconhecimento do ministério de Jesus!

Missão - A motivação e o reconhecimento do ministério de Jesus!
João 5:34; 37; 41; 44

Tanto a motivação quanto o reconhecimento no ministério de Jesus emergiram da mesma fonte, o Pai.
A missão de Jesus foi bem sucedida por ser guiado por mais esse princípio catalisador. Onde estava fundamentada a motivação e o reconhecimento de Jesus? Nos homens? Na aprovação dos seus familiares? Na sua capacidade? No resultado de sinais miraculosos e na aprovação da multidão?
A pior coisa para um funcionário é não ser valorizado. Pense naquele empregado que chega antes de todos, dá o sangue para a empresa, o último a sair e que vive por aquela causa fazendo além do necessário, mas no final ele se decepciona porque seu companheiro de trabalho que faz o necessário ganha a promoção. Não é frustrante? A pessoa se sente injustiçada e logo perde a sua motivação, pois, seu trabalho duro não foi reconhecido. Você pastor(a), líder, irmão(ã), diácono, diaconisa, membro de algum ministério, líder de célula, profissional, como se sente hoje com relação a tudo isso? Talvez você não venha se sentido valorizado ou reconhecido.
Irmãos, Jesus em três anos veio cumprir a missão do Pai. Ele ministrou sobre as pessoas. Jesus dedicou-se a elas, chorou por elas, teve compaixão de todas elas e no final sua promoção foi uma cruz. No que consistiu a motivação e o reconhecimento de Jesus que o levou a cumprir a missão?
Nós queremos ser uma igreja de discípulos altamente motivados e engajados. Porém, qual é o segredo de Jesus? Como podemos ter um ministério tão abençoado quanto ao de Jesus? Onde e como deve residir nossas motivações e o reconhecimento na nossa vida seja ela dentro ou fora da igreja como discípulos e funcionários?

Antes de entrarmos nos princípios, vale a pena contar uma história recente. Um dia desses, meu sogro compartilhou comigo que seus colegas de trabalho estavam muito admirados da sua dinâmica de vida. Ele vai de um lado para o outro aplicando injeções, muitas vezes de graça, chegando cedo à empresa e arrumando tempo para fazer outros atendimentos realizando sempre o além do necessário. A empresa não lhes dá o devido reconhecimento, então eles estavam realmente admirados. Em compensação, o meu sogro estava dizendo o quanto aquele pessoal é devagar e desmotivado. Já chegam à empresa cansados e fazem somente o necessário. A pergunta é: Qual é a diferença entre meu sogro e seus colegas de trabalho? Será que a resposta mais satisfatória é: “Ele faz o que gosta?” Conhecemos pessoas que gostam do que são, mas estão na mesma condição dos colegas do meu sogro. Conhecemos líderes de igreja que gostam do que fazem, mas estão na mesma condição dos colegas do meu sogro.
Vamos aos princípios da motivação e reconhecimento que levaram Jesus a um ministério bem sucedido:

1.Jesus é servo e não empregado (João 5:19; Marcos 10:45)
A pista deste entendimento está aqui: “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai.” Em Marcos 10:45 diz que o Filho do homem veio para servir e dar a sua vida. A palavra servir ali é diácono. O diácono não é um escravo ou empregado, mas um ministro. O ministro é alguém rende ofícios ministeriais e o faz voluntariamente. É muito mais do que um empregado. O empregado tem horário marcado, faz pelo salário e espera reconhecimento. Jesus não é servo das pessoas, mas de Deus para ministrar às pessoas. Como pastor eu sou servo de Deus e Ele me diz a quem e como devo ministrar. Eu não sou empregado das pessoas, mas servo de Deus. Porém, há muitos pastores e líderes que se frustram porque apesar de se considerarem servos de Deus, tem mentalidade de empregado. Há um texto que sempre menciono porque exemplifica muita coisa. Em Marcos 1:35-38 Jesus se deixa guiar pela voz do Pai e não pela voz da multidão. ​Jesus não é guiado pela necessidade de pessoas, mas pelo propósito do Pai. Seu valor não está naquilo que Ele faz, mas na voz daquele que o vocacionou.
A missão de Jesus não era satisfazer os desejos dos que o seguia, mas cumprir a vontade do Pai. É grande o número de líderes que fracassam quando abandonam a missão para agradar seguidores ou a si mesmos.
O servo é guiado por uma missão e não por uma obrigação. O servo, o verdadeiro ministro de Deus não cumpre escalas. Quando você entende que é um ministro de Deus às pessoas para atender aos propósitos do Pai, e não um empregado da igreja que tem que atender às pessoas, a um ministério, a uma célula ou qualquer coisa função, você é guiado por Deus e atende ao segundo princípio abaixo.

2.Jesus atende a uma vocação e não a uma necessidade (João 5:34)
Jesus é muito categórico: “O Pai, que me enviou.” Jesus se vê como um enviado. Ele não vem para ajudar a fazer alguma coisa. Deus não precisa de ajuda, Deus envia pessoas vocacionadas por Ele. Somos soldados na batalha prontos para obedecer ao general que nos dirá como, quando e onde. Na guerra não somos voluntários, mas convocados. Às vezes somos tentados a ajudar diante de alguma necessidade. De fato, a motivação inicial de todos os vocacionados é a necessidade que arde em seu coração, mas logo ela descobre que na verdade é chamada para aquilo. Pessoas guiadas por necessidades têm algumas caraterísticas: I.Querem reconhecimento, mas não aceitam cobranças. (João 17:21 – Jesus confronta a motivação de Pedro) II.Fazem na força própria e tem dificuldade de depender de Deus. (João 6:11 – A multiplicação de pães e peixes – Jesus não despreza a multidão e os poucos recursos que tem) III.Possui muita disposição humana, mas não possui disposição divina. (Jeremias 26:20-24 – Urias é ameaçado, foge e morre. Jeremias, obedece e não teme a morte, mas é poupado – Jeremias 26:12-15). Os servos que cumprem a vontade do Pai celestial não temem os estratagemas humanos. A sua confiança está nos propósitos divinos, não nos seus esforços para controlar as circunstâncias. Jesus lavou os pés do seu traidor. Isso é ter clareza de missão. Os vocacionados não fazem para ser reconhecidos, mas podem ser reconhecidos porque são vocacionados. IV.Tem medo da rejeição e tem medo de servir aqueles a quem pode prejudicá-lo. (João 6:66-71 – Jesus é rejeitado pela multidão quando os chama a um compromisso e serve Judas lavando os seus pés). V.Querem servir o cabeça sem a confirmação do corpo. Essa é uma profunda verdade. (Atos 13:1-3). Os vocacionados são chamados pelo cabeça e recebem a confirmação do corpo. Tem muita gente voluntária ou rebelde mesmo que querem atender a um chamado sem a confirmação do corpo, a igreja. São independentes e não interdependentes. Missionários, pastores e líderes em geral são craques nesse tipo de rebelião. São impulsionados pela necessidade e não pela vocação.

3.Jesus traz glória ao Pai tornando-o visível a todos (João 5:41; 44)
Quem busca a glória de Deus vê se manifestar entre ele a glória de Deus. Quem procura a glória do homem, vê se manifestar a glória do homem. Aqui está a essência da motivação e do reconhecimento de Jesus. Fazer o Pai conhecido. Aprendi algo muito especial nessa minha caminhada pastoral. Quando busco fazer Deus conhecido, isto é, Sua Presença notável seja por ações ou por ensino, verdadeiramente Deus se faz presente. Quase todas as mulheres sabem fazer um frango ensopado na panela, mas eu sei quando foi minha mãe quem o fez. Há uma marca registrada dela. É a presença da minha mãe naquela comida. Todo chefe de cozinha tem uma marca, uma presença através daquilo que ele faz.
De semelhante modo, todo aquele que descobriu ser um servo (ministro de Deus), que faz por vocação e não por necessidade e faz Deus conhecido, o faz impelido por Deus para que aquilo que ele faz faça Deus notável. A palavra glória significa esplendor, honra, brilho. (Isaías 6:3; Salmo 19:1) Portanto, estar cheio da glória de Deus é estar pleno da Sua beleza, do Seu esplendor, do Seu brilho. Aqueles que são motivados por Deus e por Sua glória o fazem conhecido. Havia nos tempos de Spurgeon ótimos pregadores, dos quais ele era considerado o príncipe dos pregadores. Todas as vezes que um bom pregador trazia sua mensagem, as pessoas diziam: “Que bela mensagem! Esse pregador fala muito bem. Gostei da sua pregação. Quero ouvi-lo mais vezes.” Entretanto, quando Spurgeon pregava, as pessoas saiam de seus cultos dizendo: “Como Jesus é maravilhoso. Preciso me arrepender dos meus pecados. Sou constantemente confrontando pela palavra de Deus. Deus se fez presente. Quero ouvir Deus mais vezes. Outros diziam: Não quero mais ouvir esse pregador.” Veja algumas pistas no ministério de Jesus – Mateus 7:28-29 (Ele ensina como quem tem autoridade); Mateus 16:13-16 (Quando Jesus indaga a seus discípulos a respeito de sua pessoa).

A igreja é chamada à missão. Sua missão é fazer o Pai conhecido, promovendo a Sua glória na terra. Somente quando agimos como servos de Deus e vocacionados é que cumprimos a missão. Quem vive pela missão não busca aprovação humana e nem reconhecimento humano. Antes, é impelido e guiado pela glória de Deus (João 5:44).

Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor