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sexta-feira, 2 de abril de 2021

02.04.2021 - Por um ministério vibrante - Gênesis 2

 Por um ministério vibrante

Gênesis 2

Pastorear e manter um ritmo contínuo de revitalização da igreja local é um gracioso desafio. Temos uma vocação que queima em nossos corações. O dom é uma chama que precisa constantemente estar alimentada para não apagar.

Lendo o capítulo dois de Gênesis, que relata o descanso de Deus, a gênese da terra, a formação do homem e da mulher, encontro três princípios essenciais para mantermos nosso ministério vibrante e a chama do dom sempre acesa.

1.      Descanso (Gênesis 2:2)

O verbo descansar mencionado nesta passagem pode ser traduzido por celebrar. O descanso tem a ver com a celebração do trabalho devidamente planejado, ordenado e realizado (Levítico 23:32). Deus concluiu e celebrou.

Nós pastores temos dificuldades com o descanso e encontramos facilmente uma lista de justificativas para não colocar em prática essa disciplina. Temos desculpas razoáveis. Um ministério na igreja que está sem alguém para liderar, a preocupação com o que as pessoas pensarão se nos virem desfrutar. Há uma história que diz:

“Certa vez um pastor tirou férias e foi para a praia. Caminhando na areia branca, foi reconhecido por um irmão que lhe disse: - ‘Pastor, o senhor aqui na praia? Sabia que o diabo não descansa?’ – ao que o pastor lhe respondeu: - ‘Sim meu filho! Por isso, ele o enviou para me perturbar’”. É cômico, para não dizer trágico.

Entretanto, o descanso é divino. O descanso é bíblico. O descanso é espiritual. O descanso é necessário.

Precisamos avaliar a nossa vocação à luz da vocação de Jesus. Ele não era apressado e tinha uma profunda compreensão de sua missão. O descanso era vital para o ritmo que ele tinha. O ócio contribui para o aumento da criatividade e auxilia o corpo a produzir proteínas e hormônios essenciais para estarmos saudáveis e vibrantes no exercício do labor pastoral.

Confesso que por muito tempo fui assolado pelo ativismo. O ativismo quase sempre é a expressão de algum sentimento oculto não resolvido. Ele pode estar escondendo a rejeição e o medo de ser rejeitado. Então, buscamos aprovação dos outros sabotando a nós mesmos e negligenciando a beleza e a sanidade do dizer “não”.

Se você não tem conseguido descansar, certamente tem lhe faltado a alegria no ministério ou está em vias de. Pergunte-se a si mesmo: “Eu tenho experimentado o verdadeiro descanso todos os dias? Tenho concluído aquilo que tenho planejado e ordenado para poder celebrar? Em quais áreas de minha vida existem pendências que geram um sentimento de incompletude e me impedem de descansar e celebrar? O que meu ativismo pode estar mascarando?”

Lembre-se, o descanso é divino, é bíblico, é espiritual e necessário.

2.      Todo trabalho é um culto. O labor pastoral é um culto a Deus (Gênesis 2:15)

A palavra cultivar vem do hebraico ABAD que significa servir, ministrar, lavrar e trabalhar. Também pode ser traduzida por culto. Tanto em inglês quanto em espanhol, a palavra usada para se referir às reuniões de culto é serviço. Serviço a Deus! Culto, cultivo. Alguns correspondentes em outras passagens:

“e cumpram seus deveres para com ele e para com todo o povo, diante da tenda do encontro, para ministrarem (abad) no tabernáculo. Portanto, você entregará os levitas a Arão e a seus filhos; de todos os filhos de Israel, os levitas são dedicados ao serviço de Arão.” Números 3:7-8

“Não adore (abad) essas coisas, nem preste culto (abad) a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Deuteronômio 5:9

Sirvam (abad) o Senhor com temor e alegrem-se nele com tremor.” Salmo 2:11

O trabalho, o cultivo e o ministrar ao Senhor em culto estão intimamente ligados. Tanto a relação de cuidado com a terra (trabalho) quanto o cuidado com o templo falam de uma perspectiva integral de adoração a Deus. Paulo escreve aos colossenses, especialmente aos escravos cristãos: “Tudo o que fizerem, façam de todo coração, como para o Senhor e não para as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” Colossenses 3:23-25

Numa dimensão mais ampla, tudo o que fazemos é um culto, um serviço a Deus. O cristão vive integralmente ao Senhor fazendo de suas tarefas um culto ao Senhor.

Mas, vamos refletir um pouco. Quantos pastores, lá no íntimo de seus corações, se sentem em um verdadeiro inferno? Não é para menos. Muitas lideranças não facilitam o labor pastoral. O autor aos Hebreus aconselhou às igrejas escrevendo: “Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará proveito nenhum para vocês”. Hebreus 13:17.

Em outros casos, pastores deixaram de amar profundamente o local onde Deus os colocou e estão expectantes por uma oportunidade de Deus para ir a um outro lugar  movidos por frustração e esgotamento. A tendência é perdermos a alegria pela igreja que pastoreamos e até ficarmos azedos com a instituição que pertencemos.

De todos os pastores revitalizadores que já ouvi, uma fala é uníssona e muito clara: “Ame o lugar onde Deus o colocou”. Em outras palavras, tenha prazer onde está. Faça do local onde Deus o colocou um "lugar de delícias".

Eu lhe pergunto: Seu trabalho é um Éden?

Éden significa lugar de delícias. Cultivar o solo do jardim certamente deveria ser algo prazeroso numa terra de delícias. Creio que Deus tinha em mente que o trabalho deveria associar adoração a Ele com prazer ao homem.

Deus quer que exista algo de significativo e prazeroso no trabalho. O homem foi criado para cumprir a vontade de Deus e é nisso que está o seu prazer. Trabalhar naquilo para o que você foi criado, desenvolvendo e exercendo as habilidades que Deus lhe deu devem o levar a uma vida plena consigo mesmo e com Deus.

Tenho descoberto que posso transformar meu trabalho em um Éden.

Creio que, de tempos em tempos, precisamos aceitar o convite de Deus para fazer um balanço dos nossos sentimentos e motivações e recalibrar a nossa vocação para resgatar a paixão por Ele e por aquilo que Ele nos confiou. Faça do seu ministério um culto e “transforme”, ou veja a sua igreja local em um Éden. Pergunte-se a si mesmo: Como o meu trabalho extrai o máximo do potencial de meus dons e habilidades? Como posso encarar o meu trabalho como um ato de culto a Deus e ter prazer ao mesmo tempo? Como posso transformar ou ver a igreja local que pastoreio em um Éden?


3.      Sozinho não (Gênesis 2:18)

Estamos falando de princípios para mantermos nosso ministério vibrante. Por isso, vou abordar duas realidades: a) A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério casadas; b) A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério solteiras.

a)      A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério casadas

Não é bom que o homem esteja só! A solidão não é boa para o homem e nem para a mulher.

Nesta passagem vemos que o homem tinha a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim. Deus viu que o homem precisava de ajuda, por isso, lhe faz uma auxiliadora.

Não é por acaso que a mulher será formada da costela, isto é, de um dos lados do homem e vista como "da mesma carne", ou seja, uma só carne (v.24)! Ela é auxiliadora! Ela completará o homem estando ao seu lado e este não estará só. É Deus quem leva a mulher até o homem (v.22). O princípio se aplica tanto a homens quanto a mulheres (pastoras) no exercício do ministério. O cônjuge é um presente de Deus. Eles estavam nus e não se envergonhavam, o que percebo que não há qualquer malícia ou máscaras, portanto uma relação de profunda interdependência e vulnerabilidade. (v.25)

Quando um dos cônjuges não tem o chamado pastoral, isso não significa que eles não fazem parte do ministério. Veja, não devemos “coisificar” o ministério e idolatrá-lo. O ministério é realizado por uma pessoa vocacionada e essa pessoa tem necessidades. Essa pessoa precisa ser ajudada, auxiliada, amada, cuidada e o casamento é a forma pela qual a pessoa vocacionada pode ser nutrida e até socorrida.

Minha esposa sempre foi uma grande parceira em meu ministério, sobretudo, para mim.

Peça para o seu cônjuge, a luz de Gênesis 2:18; 24-25 responder a você o quanto você tem facilitado para que ele(ela) seja seu auxílio. Peça também que avalie o quanto sente que você é interdependente e vulnerável. De repente você discorda de mim nesse aspecto, mas lhe digo que isso tem contribuído para eu ter um ministério vibrante e apaixonado. É necessário avaliar se o problema é o cônjuge ou a sua falta de vulnerabilidade e interdependência. Deus lhe deu este cônjuge!

b)      A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério casadas

No caso de pastores e pastoras que não tem cônjuges, o princípio é o mesmo! Sozinho não! O apóstolo Paulo era um celibatário. Entretanto, ele nunca fez o ministério sozinho. Ele tinha seu companheiro Epafrodito, seu discípulo e filho na fé Timóteo. No começo ele teve Barnabé. Ele também tinha Tito.

Muitos pastores caminham só por não confiar nos outros. O quanto custa para você ter um ministério vibrante e estar apaixonado no ministério? Peça a Deus auxiliadores, ajudadores para você e para o seu ministério. Aprenda a capacitar e equipar pessoas em sua igreja local. Desenvolva-as. Você colherá muitos frutos para a glória de Deus.

No amor de Cristo,

Rodrigo Rodrigues Lima

quinta-feira, 1 de abril de 2021

01.04.2021 - Igreja revitalizada, igreja em missão! Gênesis 1

 Igreja revitalizada, igreja em missão!

Gênesis 1

 1. Do caos à harmonia (v.2-3)

No princípio a terra era sem forma, isto é, devastada. Era uma confusão. Era desolada. O lugar estava dominado pelo caos. A escuridão era permanente. Havia uma verdadeira desordem. Entretanto, Deus é o autor da criação. Ele traz ordem ao caos. Ele promove harmonia nessa terra devastada. No lugar da devastação, passamos a ver edificação. A confusão dá lugar à organização. Em vez de escuridão, passamos a ver luz. O caos dá lugar à harmonia.

Igrejas que precisam de revitalização devem reconhecer a confusão, a devastação e até mesmo a escuridão que paira sobre elas. A princípio pensamos em estrutura, mas o que deve vir em primeiro lugar é o aspecto espiritual do pastor, da liderança e de seus membros. Precisamos sinceramente responder às seguintes perguntas: “O que está desordenado em minha vida? Em que área preciso contar com o auxílio de Deus para ordenar a minha vida? A desordem não combina com o caráter de Cristo em mim.”

A revitalização da igreja começa com a revitalização do pastor e dos líderes descendo aos membros. Respondendo honestamente a tais perguntas, poderemos nos render a Deus, reconhecer nosso pecado e confessar que precisamos de seu auxílio para que haja luz! Deus quer trazer luz.

Quando Paulo envia Tito para Creta, o objetivo é claro! “Foi para esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes...” (Tito 1:5)

Deus não unge métodos, mas unge pessoas. Pessoas cheias da vida de Deus passarão a refletir sobre as estruturas. A estrutura será orgânica e um reflexo da vida de Deus que flui através de nós.

Uma igreja em constante revitalização é uma agência do Reino de Deus para trazer ordem ao caos que domina o contexto no qual ela está inserida. Os lares estão um caos. Os casamentos estão em desordem à nossa volta. Famílias disfuncionais! Corrupção por todo lado. Entretanto, uma igreja em contínua revitalização poderá chegar a essa realidade cheia de compaixão e autoridade de Jesus para dizer: "Haja luz". Que brilhe a luz de Cristo através de sua igreja.


2.  Organização, processos e etapas (v.5; 7; 13; 19; 23; 31)

Deus é sempre oportuno. Ele sabe a hora certa das coisas. Ele não cria o homem primeiro, do contrário, como sobreviveria? Deus não é apressado e trabalha um dia após outro. Existe uma ordem na criação e dias específicos. Deus trabalha de modo a harmonizar todas as coisas. Deus é organizado!

Observamos na criação processos. Existem etapas bem definidas. Deus não começa pela criação do homem, mas trazendo luz à escuridão. Ele cria as condições climáticas e terrenas para que a terra se torne habitável. Ele trabalha no solo. Por fim, Deus cria o homem à sua imagem e semelhança e o processo é concluído com um descanso.

A revitalização da igreja deve seguir os mesmos princípios. Muitas igrejas desejam gerar vida e multiplicar, mas elas perderam o vigor. Nós não podemos fazer uma planta crescer da noite para o dia, mas podemos criar processos e etapas que criam as condições para que a planta cresça saudável.

Não podemos fazer a igreja avançar e crescer da noite para o dia, pois, Deus é quem dá o crescimento. Podemos trabalhar com Deus no sentido de criar processos e etapas para criar condições que gerarão um ambiente de crescimento, tal qual uma estufa. Paulo fala desse processo: “Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus”. I Coríntios 3:6

As fases da vida revelam que não podemos pular etapas. Não matriculamos nosso filho bebê em uma universidade para medicina. É irracional. De semelhante modo, a igreja enquanto uma comunidade orgânica, passa por etapas de crescimento. Em cada etapa ela precisa ser devidamente nutrida.

Existe um outro elemento essencial aqui: TEMPO! Deus poderia ter criado o mundo de uma única vez? Sim! Mas, Ele não o fez. Deus nos ensina o precioso valor dos processos. Processos e etapas falam de tempo. Revitalizar uma igreja leva tempo e quem determina é o próprio Deus.

Quando Paulo envia Tito para Creta, observamos um claro processo com etapas bem definidos. Leia toda a carta a Tito e observe as orientações paulinas.

Precisamos nos perguntar: “Tenho clareza dos processos e etapas de saúde da igreja? Tenho uma clara visão bíblica de uma igreja saudável e sei discernir os processos e etapas dessa comunidade? Qual é o próximo passo?” A cada etapa concluída, a cada processo nessa comunidade orgânica devemos ser capazes de dizer: “E viu Deus que isso era bom”.


3. Deus é criador e criativo. Revitalizar é ser criativo (v.1; 4; 7; 21; 27)

Deus traz à existência o que não existe. Expressões como “fez” e “criou” são o centro da ideia deste capítulo de Gênesis.  Tudo o que Deus faz é conforme o Seu caráter. Tudo o que Ele faz é perfeito. As coisas que Deus cria falam de quem Ele é. Refletem o Seu caráter, Suas escolhas e prioridades, Seus sentimentos e anseios. De semelhante modo, as coisas que criamos falam de quem nós somos. Refletem nosso caráter, nossas escolhas, nossas prioridades, sentimentos e anseios. A capacidade de criar é algo que se vê em toda a criação. O ser humano é consciente de sua criatividade. Até insetos criam. É impressionante ver um vespeiro, ou um ninho de barro criado pela ave João-de-Barro.

Uma igreja em contínuo processo de revitalização é criativa. Ela é capaz de comunicar com a geração atual sem perder sua identidade e propósito. Ela encarna sem perder a sua essência.

Quando Paulo chega em Atenas, movido por uma revolta em seu espírito, um descontentamento santo, ele cria uma ponte fabulosa e criativa para comunicar o evangelho no centro do conhecimento: “...encontrei também um altar no qual aparece a seguinte inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO”. Pois esse que vocês adoram sem conhecer é precisamente aquele que eu lhes anuncio”. Atos 17:23. Isso é fantástico!

A fonte e o alvo dessa criatividade é o próprio Deus. A igreja que revitaliza precisa identificar pontes na cultura inserida para comunicar a verdade e até mesmo ser contracultura quando for necessário.

Outro aspecto importante a respeito dessa criatividade tem a ver com a capacidade que Deus nos deu para a edificação do corpo por meio de dons espirituais e habilidades naturais. Deus deu a cada membro de nossas comunidades habilidades e dons para que possam todos criar! A igreja deve ser um ambiente criativo e que favorece a criatividade em favor da missão. (I Coríntios 12:4-11; Efésios 4:11-16)

Deus me deu a habilidade de elaborar sermões, estudos, livros, enfim, criar conteúdo. Deus me deu a habilidade de ensinar com didática e paixão. Deus me deu a habilidade de administrar e fazer gestão. Deus me deu a habilidade de encorajar. Deus me deu a habilidade de liderar e inspirar. Todas essas habilidades e dons são aspectos do caráter de Deus em mim. A pergunta é: O quanto estou explorando essas habilidades? Que notas eu daria a mim em cada uma delas? Em quais delas brilho e em quais delas preciso crescer?

Revitalizar é favorecer um ambiente para que as pessoas desenvolvam seus dons para o serviço. Isso é dar espaço para criar ministérios, formas de serviço e cumprirmos a missão de Deus. A criatividade deve ser um reflexo do caráter de Deus em seus filhos.


4. Deus é o provedor para toda criação. Ele é quem supre as necessidades da igreja e sua missão. (v.29)

Deus criou todas as condições para que eu possa plantar e colher. Ele proveu os recursos necessários para que eu viva. Tudo vem Dele. Deus oferece todas as condições para a vida ser mantida. É curioso pensar que que o desenvolvimento dos alimentos sugere fé. É necessário um tempo de espera para a colheita. Deus provê na medida certa e para o tempo certo. Ele é quem dá a semente.

A fonte de provisão da igreja é o próprio Deus. Ele é quem providencia o Salvador para reconciliar o homem com Ele. Ele é quem providencia a mensagem a ser pregada, a semente de salvação. É ele quem toca o coração dos perdidos por meio de sua graça preveniente. É dele que vem os dons para o serviço. É Ele quem dá o crescimento para a igreja. É ele quem provê os recursos humanos e financeiros para que a igreja se desenvolva.

A igreja se apropria desses recursos na medida em que cresce em obediência e dependência. Jesus disse: “E tudo o que vocês pedirem em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirem alguma coisa em meu nome, eu o farei.” João 14:13-14

Revitalizar está intimamente ligado à obediência e dependência do Deus provedor. Ele supre todas as necessidades da igreja que está cumprindo a missão totalmente obediente e dependente Dele.


5. A multiplicação da vida é um reflexo de quem Deus é. Multiplicação está no coração da grande comissão (v.22; 28)

Deus é o autor da vida e multiplicador! A criação perfeita é multiplicadora. Segundo os cientistas, o universo continua se expandindo, isto é, se multiplicando. Os seres vivos crescem e se multiplicam. Esse foi o imperativo de Deus ao criar os seres vivos. “Sejam fecundos, multipliquem-se...”. Cada ser vivo, desde então, tem gerado segundo à sua espécie.

Esse imperativo continua valendo. No novo testamento, no coração da Grande Comissão, Jesus disse: “Façam discípulos de todas as nações...” Mateus 28:19. Essa multiplicação da imagem de Deus em Cristo está intimamente ligada à multiplicação do homem na criação que deveria refletir perfeitamente a imagem de Deus.

A revitalização da igreja tem a ver com a restauração da imagem de Deus em cada ser humano. Fazer discípulos é restaurar o caráter de Deus na vida de cada ser humano na criação. Acredito que esse seja o principal propósito da revitalização da igreja. A igreja é instituída para proclamar as boas nova e fazer discípulos batizando e ensinando a obedecer a todos os mandamentos do Senhor Jesus.

Uma igreja que não tem cumprido esse papel precisa urgentemente de revitalização.

Pastores e líderes geram segundo à sua espécie. A igreja é cara do pastor. A igreja reflete os valores da liderança. Não podemos permitir esterilidade e nada menos que a imagem de Cristo em nós.

 

No amor de Cristo,

Rodrigo Rodrigues Lima

 

sábado, 6 de janeiro de 2018

​Teologia que revitaliza - Tito em Creta - PARTE 1

Teologia que revitaliza - Tito em Creta - PARTE 1
Tito 1:1-3; 1:16; 2:11-14; 3:4-7

Sabemos que Paulo é mentor do pastor da revitalização em Creta orientando-o. Sabemos que Tito é o pastor que lidera a revitalização. Mas, por que revitalizar? No que consiste a teologia que revitaliza uma igreja?

Quando começa e quando termina a revitalização?
A igreja é um organismo vivo, e como tal, ela precisa estar no pleno vigor, cheia de vitalidade. Assim sendo, revitalização é um contínuo na vida da igreja.

Revitalizar a estrutura ou a mensagem?
O vinho precisa ser conservado, por isso, o odre precisa ser renovado. Se não trocar o odre quando necessário, ele envelhece e se rompe.
Temos uma mensagem que não muda, porém, ela deve ser preservada e contextualizada sem perder sua essência, geração após geração. A forma como a igreja se estrutura para propagar a mensagem e cumprir a grande comissão é importante e precisará ser avaliada quando a mensagem já não estiver chegando aos ouvintes. O esforço quanto à mensagem é de mantê-la sempre simples e compreensível para cada geração.

Algumas igrejas perdem pessoas e até fecham porque estão supervalorizando o odre em detrimento ao vinho porque caiu na armadilha da relevância sem reflexão. Tanto o odre quanto o vinho são importantes, pois, formam um conjunto! Outras igrejas, na ânsia por relevância estão comunicando uma mensagem híbrida, misturando o vinho com "outros fluídos" diluindo a pureza da mensagem, oferecendo um produto que gera resultados imediatos em termos numéricos e financeiros, entretanto, sem haver transformação de vidas.

Podemos mudar a cor da parede, o estilo musical, a forma de expor a mensagem, o nome da escola dominical, o sistema de governo, a liderança, o prédio e tudo o que for necessário em termos de estrutura, mas se tudo isso for um fim em si mesmo, sem considerar a razão pela qual se promovem as mudanças, a aparente revitalização a médio ou longo prazo se resumirá a resultados trágicos que variam de platô e estagnação a desvirtuação doutrinária e até encerramento das atividades.
A revitalização não é um momento, mas o contínuo de uma igreja que reconhece a urgência de sua tarefa. A reconciliação do homem com Deus é a tarefa dos embaixadores do Reino de Deus. O ponto de referência é a restauração da nossa identidade de filhos de Deus, o "façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança" e isso é salvação. Portanto, o princípio da revtialização é o propósito eterno de Deus, de sermos conforme à imagem do Seu Filho Jesus Cristo.

Aqui está o aspecto mais sensível da revitalização, o coração dessa tarefa. Qual é o teor da mensagem que revitaliza?

Antes precisamos fazer algumas perguntas: Tudo o que fazemos na vida da igreja, desde ajuntamentos dominicais, ações sociais, os departamentos ou ministérios, células ou pequenos grupos, cursos, treinamentos, teologia das canções, mensagens, boletins, teatro, enfim, tudo o que ocorre dentro de uma igreja local e a nível denominacional, têm seus membros e líderes uma clara compreensão do por que fazem o que fazem? Suas ações são norteados por esse propósito eterno, isto é, a reconciliação do homem com Deus, a restauração à imagem de Seu Filho sendo manifestado aqui em obras, em suma, a salvação? Conseguem mensurar suas ações e dizer objetivamente e apresentar frutos concretos como resultado delas norteados pelo propósito eterno?

Aplicando o propósito eterno e as perguntas acima na árdua tarefa de Tito em Creta, essa carta nos oferece blocos que tratam do teor da mensagem que revitaliza, e digo mais, aquilo para qual a estrutura está se montando naquela cidade. Paulo não deixa de mencioná-la. Portanto veremos aqui o conteúdo da mensagem que revitaliza, as doutrinas que Paulo descreve que se torna o meio e o fim da organização dessa igreja em Creta.

Pr. Rodrigo Rodrigues Lima

Leia também:

1)  Tito - O Pastor Revitalizador

 2) Paulo - O Mentor da revitalização em Creta

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Revitalização - Tito - O pastor revitalizador

TITO - O pastor revitalizador

O nome de Tito é mencionado 13 vezes nas cartas de Paulo.
Em II Coríntios (2:13; 7:6; 7:13-14; 8:6; 8:16; 8:23; 12:18)
Em Galatas (2:1; 2:3)
Em II Timoteo (4:10)
Em Tito (1:4)

Observo que Tito foi alguém muito presente no ministério de Paulo. Ele o acompanhou em Jerusalém, o serviu de consolo em um momento difícil e sempre esteve a disposição para o apoiar segundo a necessidade das igrejas. A convivência com Paulo e a intensa participação no dia a dia das igrejas em crise contribuíram para a formação do perfil de Tito como um pastor revitalizador. Certamente muito do que Tito aprendeu foi na “fogueira”, não sem acompanhamento e orientação.
Observando Tito aprendo que:

     1.O revitalizador precisa ter um mentor (1:4)

Paulo o chama de verdadeiro filho. Conforme passagens mencionadas acima vemos uma estreita relação de discipulado. A convivência forma Tito. Ao observar como Paulo fazia e tendo a oportunidade de replicar, Tito aprende a plantar e revitalizar igrejas. É benção ter um mentor experiente para auxiliar a fazer gestão da revitalização. O mentor:

A) Auxilia o revitalizador a manter o foco (1:4-5)
Há um foco bem definido na missão de Tito como revitalizador da igreja em Creta. Paulo o orienta sendo presente através de contato (1:4) lhe enviando uma carta. O revitalizador precisa do apoio de seu mentor através de contato o auxiliando a recalibrar o foco de sua missão (1:5).

B) Auxilia o revitalizador com palavras diretivas e encorajamento (1:13; 1:15)
O mentor de Tito o empodera e o encoraja. É muito importante no processo de revitalização que o pastor revitalizador possa contar com pessoas que o empoderem e o encorajem a seguir com sua missão.
Fica evidente que Paulo é o responsável pela igreja em Creta. Entretanto, o princípio de mentoria numa revitalização permanece. É saudável que o pastor revitalizador voluntariamente se submeta a um cuidado de mentoria pessoal e ministerial. Todo pastor revitalizador deveria pensar em ter alguém que invista tempo em sua vida lhe fazendo perguntas e o auxiliando a manter o foco.

      2.O revitalizador é um capacitador e formador de líderes (1:5-9; 2:7; 3:13)

Ao observarmos as atribuições de Tito fica evidente que em um processo de revitalização, seu principal trabalho é formar liderança. Neste sentido o revitalizador:

A) Identifica líderes e os constitui (1:5-9)

I. Ter intencionalidade em identificar líderes (1:5)
No processo de revitalização a principal atribuição do pastor revitalizador é formar líderes. Uma igreja que cresce não se sustenta sem uma boa base de líderes. Talvez seja esse o seu maior desafio em todo o processo.

II. Ter critérios claros para selecionar os líderes (1:6-9)
O revitalizador precisa ser uma pessoa com critérios claros para identificar líderes. Observo que as igrejas que mais tem crescido e se revitalizado possuem um clara trilha de formação de líderes. A falta de critérios compromete o surgimento de líderes saudáveis. Esse tema abordaremos mais detalhadamente em outro tópico.

B) É modelo de liderança (2:7-8)
O líder sempre é modelo, mas numa fase de revitalização o ensino e a conduta do pastor revitalizador falará mais alto. Uma igreja que precisa de revitalização necessita de um modelo vivo que evidencie que o que está sendo proposto dá certo. Ele é o modelo de que a oração, o testemunho, a reverência, enfim, tudo o que é e faz realmente é possível. O pastor revitalizador também deve ser modelo dos critérios que estabelecerá na formação dos líderes. O líder modela pelo que faz e pelo que não faz todo o tempo. Ninguém pode oferecer o que não recebeu.

C) Forma equipes para enviar (3:13)
Esse aspecto é interessantíssimo. Penso que o destaque especial de Paulo a Zenas e a Apolo revela que eles mereciam uma atenção especial e possivelmente fossem os melhores líderes. Esses certamente foram trazidos por Tito para uma proximidade maior, não para que ficassem com ele em Creta, mas para serem preparados e enviados.

      3.O revitalizador deve ser hábil em relacionamentos interpessoais (1:13; 1:15; 3:8-11)

O Pr Ziel Machado sempre cita uma frase de sua mãe quando aborda relacionamentos na igreja. “Viver com os irmãos no céu, oh que glória! Viver com os irmãos na terra é outra história.” O pastor revitalizador certamente enfrentará conflitos nos relacionamentos. Toda mudança ou ajustes geram conflitos. Então o que fazer?

A) Ter convicção da sua vocação e da sua missão (1:5)
Saber exatamente o que deve ser feito e estar ciente de onde se quer chegar ajuda muito o pastor revitalizador a lidar melhor com os relacionamentos interpessoais e os conflitos. Um líder inseguro quanto a sua vocação e missão certamente será engolido. Tito está em Creta por uma designação divina. O melindre e a intimidação são frutos da falta de convicção e autoridade.

B) Ter convicção e amar o suficiente para confrontar (1:13)
A convicção deve ser na sã doutrina. A sã doutrina deve modelar tanto o ensino quanto a conduta. Sendo o pastor revitalizador o modelo (2:7-8), ele confrontará pela causa maior que é a verdade visando a saúde da igreja. A igreja em fase de revitalização precisa de um líder hábil em resolver conflitos.

C) Ter convicção a tal ponto de evitar os facciosos (3:10-11)
O coração genuinamente pastoral não quer perder pessoas. Entretanto, é de suma importância saber lidar com pessoas assim, especialmente se elas têm poder de influência. A transparência e o diálogo com ações bíblicas é o caminho da saúde. Jesus nos orienta em Mateus 18:15-17 que o confronto deve ocorrer e estabelece etapas. Relacionamento resolve relacionando-se.
Uma das grandes chaves do sucesso na revitalização é a habilidade de se relacionar. É essencial para que possa haver mudanças necessárias.

      4.O revitalizador deve conhecer a cultura local (1:12-13)

Paulo descreve o modo de viver dos cretenses, logo, ele aponta para a cultura na qual a igreja está inserida. Revitalizar a luz da Palavra de Deus significa constituir uma igreja que não apenas vive uma contra-cultura, mais esteja apta a transformar a cultura na qual está inserida.

      5.O revitalizador deve ter profunda convicção doutrinária (1:13; 2:1; 2:7; 2:11-15; 3:1; 3:4-8)

A base da revitalização está na mensagem. É na pregação e no ensino do Evangelho que haverá a genuína transformação. Portanto, tanto a paixão com que se prega e ensina, quanto o conteúdo da pregação e do ensino são elementos essenciais no processo de revitalização. Não se trata de uma mensagem de auto-ajuda. Também não se trata de anunciar somente o que se tem domínio. Tem que ser pregado todo o desígnio de Deus.
Por isso, ele será capaz de repreender para que se tornem sadios na fé (1:13). Poderá ensinar e exortar (2:1; 2:6; 2:15) com toda autoridade. Sua autoridade está no conteúdo da mensagem e na vida (2:7). Ele deve conhecer tão profundo a ponto de falar com ousadia (2:8).
Vale ressaltar que se observamos os grandes avivalistas, o conteúdo de suas pregações e ensino giraram em torno da mensagem central do Evangelho. Palavras chaves na recomendação de Paulo a Tito quanto ao que deveria ser pregado com ousadia: GRAÇA; ESPERANÇA; IMPIEDADE; REGENERAÇÃO; CRISTO; SALVADOR; BOAS OBRAS; PURIFICAÇÃO; VIDA ETERNA.

Pr. Rodrigo

Revitalização - Paulo - O mentor da revitalização em Creta

PAULO - O mentor da revitalização em Creta

O mentor que orienta o Pastor que revitaliza a igreja:

      1.Tem uma clara identidade pessoal e missional (1:1)

A) Identidade pessoal
Paulo se descreve como servo de Deus. A sua identidade em Cristo define bem quem ele é. Ele não se vê além disso. Um mentor saudável não procura se auto-afirmar ou tomar o lugar de Cristo. Ele não é maior do que o Seu Senhor e tem uma atitude de submissão ao Deus da missão.

B) Identidade missional
A palavra apóstolo fala da vocação de Paulo e de sua missão. Ele é um enviado de Jesus Cristo. Como apóstolo, sua tarefa está definida por aquele que o enviou. O pastor mentor tem um perfil apostólico e muita clareza de que não se trata de uma realização pessoal, mas uma realização de Deus. Ele está a serviço do noivo da igreja. Quem define a sua agenda e missão é o próprio Cristo. Ele não busca se auto-promover, mas visa promover tão somente a fé dos eleitos de Deus. Ele busca promover o pleno conhecimen0to da verdade e não o seu conhecimento. Em suma, Paulo tem como propósito promover uma relação mais intima da noiva com o noivo. Quando pensamos em revitalização, a relação da igreja com Cristo descreve o alvo da nossa missão.

      2.Tem uma clara fé bíblica e prática (1:2-3; 2; 3:1-8)

Dedicarei uma parte exclusiva à mensagem central, a dieta da pregação que visa a revitalização em outro momento. Aqui falo sobre o mentor orientador de um pastor revitalizador. Paulo é este mentor a Tito. O crer correto deve levar a um sentir correto que refletirá em um agir correto. O que levará essa igreja em Creta a ser revitalizada, em profundo relacionamento com Cristo e relevante:

I.Fé Bíblica com uma mensagem focada na missão de Deus

A) Mensagem centrada no propósito eterno de Deus (1:2-3)
O propósito eterno de Deus se revela em Cristo e tem seu olhar na eternidade.

B) Mensagem centrada no Evangelho da Graça de Deus em Cristo (2:11-14; 3:4-7)
A igreja que deve ser revitalizada concentra sua pregação no Evangelho da Graça.
Muito mais do que estratégias e fórmulas de crescimento, a igreja precisa ser conduzida por uma mensagem cristocêntrica. A forma como a igreja está estruturada deve facilitar a comunicação dessa mensagem e a ação missional da igreja.

II.Fé prática evidenciada na conduta e no testemunho:

A) O modo de vida dos obreiros (1:5-9)
Aquele que prega deve viver a mensagem que anuncia. Ele modela pelo caráter e vida. A revitalização da igreja começa com a revitalização do pastor. Tema que será abordado a parte.

B) O modo de vida dos membros (2:2-10; 3:1-2)
Os cristãos devem ser testemunhas vivas da mensagem. Aquilo que eles professam deve refletir no modo como vivem. A igreja revitalizada passa por esse processo de transformação dos discípulos que nela comungam. Ela deve ser uma comunidade de discípulos de Cristo saudáveis tanto em seus relacionamentos internos como externos. Tema que será abordado a parte.

C) O modo de vida do revitalizador (2:7-8; 15)
Aquele que está revitalizando a igreja, levantando líderes e orientando os discípulos de Cristo deve ser ele mesmo o exemplo. Tema também que será abordado a parte.
Observamos em geral, que Paulo tem uma clara teologia bíblica e prática. Suas orientações não giram em torno das necessidades das pessoas da igreja, mas gira em torno da necessidade de pregar e viver uma mensagem que transforma. Gira em torno da necessidade de assumirem a sua identidade em Cristo para o cumprimento da missão.

      3.Tem uma clara visão das gerações que compõem a igreja (2:2; 2:3-4; 2:6)

A igreja são pessoas. Revitalizar a igreja passa por uma clara compreensão das demandas de cada geração. O pastor mentor da revitalização precisa ter este claro discernimento para orientar corretamente. Paulo tem um conselho para cada geração nessa igreja.

      4.Tem uma clara visão quanto a fazer discípulos e trabalhar em equipe (1:4; 3:12-13)

Tito é chamado por Paulo de verdadeiro filho na fé. Justamente porque ele é formado e acompanhado que Paulo pode lhe confiar a tarefa em Creta (v.5). Paulo, como orientador de um revitalizador sabe que alguém só pode dar o que recebeu. Por isso, orienta a Tito que também treine e discipule a outros. Um orientador na área de revitalização precisa ter uma clara noção de trabalho em equipe e discipulado.

      5.Tem uma clara postura apologética e disciplinar (1:10-16; 3:9-11)

O mentor orientador sabe que o processo de revitalização enfrentará conflitos. Há pelos menos dois aqui descritos:

A) Conflito contra as heresias (1:10-16; 3:9)
Paulo sabe o prejuízo que existe ao tolerar qualquer mensagem cujo o conteúdo compromete a sã doutrina. Ele orientará que se deve repreender severamente tal ensinamento.

B) Conflito com aqueles que causam divisões (3:10-11)
Aquele que não ouve a voz do pastor não é ovelha. Paulo diz que essa pessoa que causa divisões deve ser evitada.
Tem uma clara ênfase no ensino, na pregação e na exortação (1:3; 1:13; 2:1; 2:6; 2:15; 3:1; 2:8; 3:13-14)
O processo de revitalização de uma igreja exige uma intensa agenda de treinamentos, capacitações, ensinos, lembretes etc. O pastor orientador deve assegurar que o pastor revitalizador está usando de todas as ferramentas possíveis para orientar a todos de acordo com a sã doutrina todo o tempo.

Pastor Rodrigo