domingo, 15 de agosto de 2021
15.08.2021 - AJUSTE O SEU GPS PARA O MODO FÉ
Ajuste
o GPS para o “modo fé”
Gênesis
12:1-9
Enquanto muitos querem crer para receber, essa fé que venho apresentar a você é a que tem a ver com o crer para obedecer. Quero convidar você para viver uma fé na qual em sua vida Deus é o protagonista principal, onde não se trata do que Ele pode fazer por você, mas do que Ele decide fazer através de você. A fé na qual você ganha uma nova perspectiva de vida. Uma fé que é como um óculos e faz você enxergar o momento de hoje e sua vida como parte de um projeto eterno e que faz você parar de questionar, abraçar o que está vivendo obedientemente e viver as mudanças que Deus quer promover na sua vida. Uma fé que faz você olhar Ele e reconhecer que deve parar de resistir ao que Ele deseja fazer e abraçar o seu processo que visa fazer você perceber que Ele tem uma história e você está inserido nela. Estamos fazendo reflexões para o pós-pandemia. Queremos ir rumo ao novo. Em um tempo de crise, de seca na terra, é que Deus chama Abraão. Ele vai em direção ao novo. Ele precisou ajustar seu GPS para o modo fé. Quais são as implicações dessa fé a que Deus nos convida a seguirmos com Ele rumo ao novo?
Abraão, o pai da fé é o esse exemplo dessa fé obediente, na qual a sua caminhada com Deus, faz de Deus o protagonista principal quando este homem decide abraçar o seu processo e submeter a Deus. Ajuste o seu GPS para o “modo fé”.
1.A fé te faz renunciar tudo o que é terreno para abraçar o eterno. Fé é renunciar tudo o que é material para abraçar o espiritual
v.1 – “Saia da sua
terra, da sua parentela e da casa de seu pai” – Para os agricultores e
pastores, a terra era a subsistência. Sair de sua terra é o mesmo que abrir mão
tanto de sua fonte de renda e alimento, como renunciar a sua identidade. Sair
do seio de sua família (parentela) é o mesmo que sair do lugar de segurança.
Sair da casa de seu pai é o mesmo que renunciar à herança, isto é, o seu futuro
garantido. Abrão está renunciando à segurança de sua subsistência, de sua
proteção e de sua herança. Deus não informou à Abraão para onde deveria ir. O
risco é muito grande. “Vá para a terra que lhe mostrarei”
–
Abrão é chamado a renunciar para confiar obedientemente no que não pode
controlar, viver num relacionamento obediente com aquele que não se poder ver e
arriscar-se obedientemente numa terra sobre a qual nada se sabe.
Está
ocorrendo aqui uma grande mudança porque ele está tomando uma grande decisão. A
única coisa que Abrão pode fazer no momento é observar Deus no presente e se
engajar com o que Deus está fazendo. Abrão foi impelido a crer na Palavra
divina sem nenhuma garantia de que daria certo.
2.A fé está apoiada nas promessas de Deus
v.2-3 – “Farei de
você uma grande nação [...] Em ti serão benditas todas as famílias da terra”
– Aqui uma promessa é dada e temos mais uma prova de fé. Sarai era estéril. Ele
promete tornar Abrão grande. Ao renunciar todas as coisas, Abrão perde a
reputação em sua terra natal, Deus promete que Ele será engrandecido na terra,
muito mais do que poderia conseguir permanecendo em sua terra. Deus diz que
Dele fará uma grande nação, sendo sua esposa estéril. Quando a Giovanna estava
para nascer, o convênio ainda estava na carência para parto. O valor do cheque
era de R$ 10.000,00. Se ela fosse para a UTI neonatal, o cheque compensaria no
dia seguinte. Confiávamos que ela nasceria sem problemas. A pediatria nos
dizia: “Ela será saudável. Dará tudo certo”. Confiados na palavra da médica, eu
assinei aquele cheque. Abraão assina um cheque caução de sua própria vida. Ser
um discípulo de Jesus é abraçar o convite Dele para uma jornada de fé com a sua
vida. Deus está dizendo: “Assina o cheque caução porque eu garanto o sucesso
do meu projeto na sua vida”.
3.A fé tem muito mais a ver com a jornada do que com a chegada
v.4-5
–
Abrão partiu! A fé é uma vida de obediência e confiança na estrada, o caminho.
O que vai ser de nós no pós-pandemia? Uma vez definido que Abrão aceita
obedecer a alguém que ele não pode controlar e nem ver e ir para um lugar sem
saber onde é, ele diz “sim” às promessas e às ordens do Deus vivo, o Deus
presente. Sabe o que é interessante? Aqui fica evidente que não se trata da
história de Abrão, mas da história de Deus. Abraão dava início à participação
do que Deus faria por ele e o ponto decisivo era a decisão de Abrão se
aceitaria ou não ir. Ele começa sua jornada de fé para viver a história de
Deus. Essa mudança era radical. Ele tinha setenta e cinco anos de idade, levou
tudo o que possuía e foi obediente à visão celestial. Todos quantos quiserem
conhecer a Deus de coração, enfrentarão processos e saiba que esses mesmos processos
são, na verdade, a sua jornada de fé. Não tem atalhos! Abraão precisou caminhar,
caminhar e caminhar errante morando de favor em terra que não lhe pertencia,
indo ao Egito para não passar fome e tudo mais em sua jornada com uma única
garantia: a promessa! A obediência de Abrão revela confiança e submissão. As
pessoas que foram com Abrão, segundo os rabinos, foram aquelas persuadidas por
ele a adorar o verdadeiro Deus. Enquanto você espera que Deus chegue logo ao
resultado, ele está dizendo para você: “Observe a jornada”. A única coisa que
Abrão pode fazer no momento é observar Deus no presente e se engajar com o que
Deus está fazendo.
4.A fé é a certeza das coisas que se esperam e convicção de fatos que não se veem
v.6-7 – Abrão chega à
terra de Canaã. Tanto para o povo hebreu no futuro nos tempos de Moisés, quanto
para nós cristãos no futuro eterno, Canaã representa a terra prometida. Mas,
naquele momento Canaã será uma promessa futura para os descendentes de Abrão.
Ele está na terra dos cananeus, em terra inimiga, mas o local não impediu que
ele tivesse um encontro com Deus. A situação na qual se encontrava não o
impedia de crer em Deus. Na verdade, fica claro que Abrão não está usando Deus,
mas está permitindo Deus usá-lo para a história divina. Já começa a fé de Abrão
a ter provas, mas Deus vai sinalizando mais de sua promessa. O que faz Abrão
prosseguir é a Presença de Deus. A Presença de Deus é a realidade dominante e
decisiva em toda a jornada de Abrão. Abrão creu além do que estava diante de
seus olhos.
5.A fé obediente te faz você adorar pelo que Ele é mais do que pelo que Ele faz
v.8-9 – Mais uma vez
Abrão edifica um altar. Por onde quer que ele passasse, um altar era
estabelecido. O altar é um testemunho de sua confiança e dependência em relação
à Palavra de Deus. Essa fé gera um espírito adorador na jornada. Enquanto
crescemos na submissão e na obediência em cada etapa da jornada, edificamos um
altar de adoração a Deus em nossas vidas. A gratidão pelo que não se vê é
maior!
Ajuste seu GPS rumo ao novo para o “modo fé”. No amor de Cristo,
Pastor
Rodrigo
domingo, 8 de agosto de 2021
08.08.2021 - PRATIQUE A VIDA SIMPLES
PRATIQUE A VIDA SIMPLES
“Estilo de vida do Reino de Deus para o pós-pandemia"
Mateus 6:24-34
“Depois
da pandemia poderemos ter um período de libertinagem sexual e gastança
desenfreada.” Essa é a manchete da BBC Brasil em 16 de janeiro de 2021. Eles entrevistam o sociólogo
Nicholas Christakis que foi considerado pela revista Time como uma das 100
pessoas mais influentes do mundo.
Ele faz uma análise interessante do
passo a passo pandemia e gostaria de compartilhar com você. Ele diz:
Período da pandemia - Em
períodos de pandemia, as pessoas tipicamente se voltam mais para a religião,
poupam dinheiro, são tomadas pela aversão ao risco, têm menos interações
sociais e ficam mais em casa.
Período intermediário - “Temos
que nos recuperar dos impactos sociais, psicológicos e econômicos. Milhões de
pessoas estão sem emprego ou tiveram de fechar seus negócios. Muitas crianças
interromperam os estudos. E muitas pessoas estarão de luto. Superar todos esses
problemas não será algo rápido.” Isso dura em torno de 2 anos (2021-2023)
Período pós-pandemia (2024) - As
pessoas inexoravelmente vão buscar mais interação social. Vão a casas noturnas,
restaurantes, manifestações políticas, eventos esportivos. A religiosidade vai
diminuir, haverá uma tolerância maior ao risco e as pessoas gastarão o que não
puderam gastar. Depois da pandemia, pode vir uma época de libertinagem sexual e
gastança desenfreada.
Será que a Bíblia registra fatos
semelhantes? Ao olhar para a história do povo de Deus nas Escrituras, identifiquei
pelo menos dois momentos.
Quando o povo sai do Egito e
aguarda Moisés no Monte Sinai - O povo de Deus viveu 400 anos como escravos
no Egito. Deus levanta Moisés para conduzir o povo à liberdade. No pé do Monte
Sinai o povo presenciou a manifestação de Deus (Êxodo 20:18-21) e enquanto
Moisés permaneceu na presença de Deus, o povo cansou de esperar por Moisés e
edificaram um altar diante de um bezerro de ouro e fizeram festa. Certamente
foi um culto cheio de promiscuidade e libertinagem (Êxodo 32:4-6). Após séculos
clamando por um libertador e receberem o socorro de Deus, eles se desviam do
Senhor. Promiscuidade e prostituição idólatra.
Período pós-cativeiro babilônico em Jerusalém - Outro momento pós-desastre é o que está registrado nos livros de Esdras e Neemias. Podemos dizer que Esdras e Neemias fizeram parte do processo de transição em que o povo retorna para Jerusalém e restauram os muros. Há um avivamento espiritual, as pessoas se voltam para Deus naquele momento de reconstrução. Entretanto, não demorou muito para que Deus os repreendesse conforme registra o livro de Ageu. O povo focou em reconstruir suas casas e gastaram muito dinheiro nisso. Está escrito: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Este povo diz: “Ainda não chegou o tempo, o tempo em que a Casa do Senhor deve ser reconstruída”. Por isso, a palavra do Senhor veio por meio do profeta Ageu, dizendo: “Acaso é tempo de vocês morarem em casas luxuosas, enquanto este templo permanece em ruínas?”. (Ageu 1:2-3). Gastança desenfreada e inversão de prioridades. Eu sou morada de Deus! O princípio deve ser aplicado à minha vida com Deus e na relação com a missão em meu lar e na sociedade em geral.
Como queremos sair depois dessa pandemia? Antes da pandemia, já falávamos do mal do século, a ansiedade decorrente dos seguintes fatores: A vida financeira desgovernada e o hábito é viver endividado, sem liberdade financeira. A pressão da presunção a respeito das expectativas, de clientes, do patrão, do marido/esposa e filhos. Uma pressão interna pelo medo de errar, de fracassar, de perder o cliente, de perder o emprego, de perder o amigo. Então, constatamos o fato de que o outro e a preocupação excessiva com o futuro tem muita influência sobre o modo como as pessoas vivem, lideram e se relacionam de uma maneira que rouba a paz e a alegria. Será que voltaremos a falar: “NÃO TENHO TEMPO NEM PARA RESPIRAR?”
Diante de todo esse quadro surge algumas perguntas:
a) Como não cair no mesmo erro do povo hebreu que edificou para si um bezerro
de ouro? b) Como não cair no mesmo erro do povo pós-cativeiro que priorizou
outras coisas e gastaram muito deixando Deus em segundo plano em suas vidas? c)
É possível viver uma vida abundante e plena? d) Você acredita que é possível
viver uma vida sem ansiedade e preocupações?
Segundo David Kornfield, vida simples é: “uma
vida não complicada nem corrida que dispõe de tempo e flexibilidade para
desfrutar e estender o Reino de Deus.” Uma das maneiras mais poderosas
para o mundo do século XXI, de darmos testemunho no trabalho, em casa, na
universidade e na sociedade em geral é o nosso estilo de vida, isto é, o estilo
de vida do Reino de Deus. A pergunta é: COMO VIVER UMA VIDA SIMPLES?
Uma pessoa que vive uma
vida simples possui uma fala confiável e honesta, pois sua palavra é sim sim e não não. Ela já não tem mais receio
daquilo que possam pensar ao dizer não. A avidez por status e
posição desaparece, porque ela não precisará mais do reconhecimento e
aprovação de ninguém. Ela descobriu o seu valor e sua identidade no lugar
certo. Seu desapego pelos bens é evidente e está a disposição de
outros, porque ela já não está mais ansiosa e insegura quanto ao
futuro.
O texto que lemos é tido por muitos como o coração da vida simples. Quero trazer alguns princípios de uma vida simples. Deus tem uma vida abundante para nós. Ele definitivamente não quer que a gente viva uma vida desordenada nesse pós-pandemia. Podemos fazer do jeito certo! Podemos seguir rumo ao no do jeito de Deus. Ele quer para nós paz e alegria no Espírito Santo. Ele quer que do nosso interior fluam rios de águas vivas. Vida simples é: “uma vida não complicada nem corrida que dispõe de tempo e flexibilidade para desfrutar e estender o Reino de Deus.”
1.No Reino de Deus o estilo de vida está fundamentado no descanso (v.25, 31 e 34)
Jesus nos ensina algo muito poderoso. Ele diz três
vezes: “não se preocupem.” Preocupar-se ou andar inquieto não
combina com o descanso na graça. Andar ansioso, no grego, significa
“ser atraído para direções diferentes”. É estar em constante movimento sem sair
do lugar e chegar em lugar nenhum. É andar com a cabeça e a visão em outros
lugares, mas não inteiro no presente. Alguns dizem: “Estou tão cansado,
mas não fiz nada – só pensando!”. É completamente diferente de descansar.
Segunda uma psicóloga, a preocupação é um processo mental que nos tira
o sono e nos consome dia a dia com dilemas a que damos importância excessiva. Como
viver esse descanso rumo ao novo?
a.Considere dádiva de Deus tudo o que você possui. O sol que temos não resulta de esforço nosso, mas do cuidado
gracioso de Deus. Jesus nos ensinou: “Nos dê hoje o
pão nosso de cada dia” (Mateus 6:11). Davi orou: “Porque
quem sou eu, e que é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas
coisas? Porque tudo vem de Ti, e nós só damos o que vem das tuas
mãos.” (I Crônicas 29:13). Deus exorta o seu povo em
Deuteronômio 8:17-18a “Portanto, não pensem: “A minha força e o poder
do meu braço me conseguiram essas riquezas. Pelo contrário, lembrem-se
do Senhor.” Devemos colocar a justiça própria a a autossuficiência
sob o domínio de Jesus! Tudo o que temos vem Dele.
b.Reconheça que é assunto de Deus, e não nosso,
cuidar do que temos e do futuro. Deus é
capaz de proteger o que pôs em nossas mãos. Veja o que está escrito no Salmo
127:1-3. Com isso não quero dizer que você não vai fazer a sua parte, mas
você passa a ter liberdade para confiar em Deus com
relação a todas as áreas da sua vida. Isso inclui sua reputação, seu emprego
etc. Lembra-se de Jó? Não adianta nada nos preocuparmos com as coisas que estão
fora do nosso controle, como se vai chover amanhã ou se vamos passar em um
teste ou não.
c.Viva no tempo em que Deus atua, isto é, no
presente. Vejamos os verbos nessa passagem que lemos.
Deus vive no kairós. Kairós significa tempo oportuno, isto é, o tempo de Deus é
sempre apropriado, conveniente, adequado, exato. Veja que nesta passagem os
verbos usados por Jesus quanto às preocupações estão no futuro e toda a
narrativa de Jesus quanto a Deus e suas ações estão no presente. Portanto,
buscar o Reino de Deus é viver o aqui e agora. As nossas expectativas
sobre aquilo que esperamos que Deus vai fazer, muitas vezes tem nos cegado
sobre aquilo que Ele realmente está fazendo. No Salmo 46:10 Deus diz: “Aquietai-vos
e sabei que eu sou Deus”.
2.No Reino de Deus o estilo de vida está fundamentado na busca do Reino e da justiça (v.33)
Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. Tudo gira em torno de manter as “primeiras coisas” em primeiro lugar. Se Deus não estiver no topo de nossa agenda não existe Reino de Deus em nossa vida. Soren Kiekergaard, um filósofo existencialista e teólogo dinamarquês, filho de pastor escreveu o seguinte: “Deveria alguém arrumar um emprego adequado a fim de exercer uma influência virtuosa? Sua resposta: não. DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS. Então deveríamos distribuir todo o dinheiro que temos para dar de comer aos pobres? Novamente a resposta é: não. DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS. E quanto a sair pregando essa verdade pelo mundo, isto é, que as pessoas devem buscar primeiro o Reino de Deus? Mais uma vez, a resposta sonora é: não; DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS. Não importa o quão dignas sejam as outras preocupações, no momento, em que elas se tornam o foco dos esforços passam a ser idolatria e ocupar a nossa mente. Agora, quando o Reino de Deus está genuinamente em primeiro lugar, as questões sociais, as preocupações ecológicas, o planejamento familiar, a preocupação com o pós-pandemia e financeiro receberão a devida atenção. Então vem a pergunta: “Mas, eu não sou responsável pelas minhas escolhas e decisões?” Quando priorizamos a vida com Deus e assumimos nossa identidade em Cristo, ficamos dominados e influenciados pela natureza, prioridades e coração de Cristo de tal maneira que nossas escolhas evidenciam a influência dele. Assim sendo, você possui a mentalidade de que tudo o que você escolhe e faz, flui de um coração que buscou em primeiro lugar o Reino de Deus. A escolha é sempre sua, mas a influência Dele é evidente. Você escolhe vida. Escolher vida significa que nós tomamos decisões que permitem a graça e a cura de Deus trabalhar livremente em nossas vidas.
Rodrigo Rodrigues Lima
Pastordomingo, 1 de agosto de 2021
01.08.2021 - REAFIRME SUA IDENTIDADE
REAFIRME A SUA IDENTIDADE
Mateus 16:18
A nossa identidade está em processo de transformação contínua.
Segundo Habermas concebe, um indivíduo é responsável
pela condução de sua biografia e pode construir novas identidades ao longo de
sua existência motivado por fragmentações e rupturas que conduzem a uma
superação, permitindo um novo reconhecimento nas interações sociais em que faz
parte. Guarde isso: “construir novas identidades ao longo de sua existência
motivado por fragmentações e rupturas que conduzem a uma superação, permitindo
um novo reconhecimento nas interações sociais em que faz parte.”
Quando Cristo entrou em sua vida sua identidade passou por um processo de ruptura com um modus vivendi mundano para viver a realidade do Reino de Deus. Uma constante renovação da mente está em curso e o objetivo é que você seja você, mas um “novo eu”. Pedro se achava muito crente quando deixou as redes para seguir a Cristo. Vamos perceber que as crises servem para nos conhecermos a nós mesmos e nos rendermos ao senhorio de Jesus.
Nesses 1 ano e meio de pandemia, e agora na expectativa para o pós-pandemia, Deus nos dá uma grande oportunidade de crescermos em fé e reafirmamos nossa identidade Nele a partir das crises. Aqui vão algumas perguntas para você fazer uma análise pessoal: 1.Palavras te machucaram em algum momento a ponto de você parar? 2.Você está frustrado com os resultados profissionais ou ministeriais? 3.Há sonhos que não se realizaram? 4.Hoje você não está tão motivado quanto antes? 6.Qual é o estado do seu coração hoje? 7.O que esses tempos revelaram a seu respeito? Quem é você? Vamos observar na vida de Pedro que todos estamos em alguma fase nesse processo de formação de uma identidade.
Pedro, o discípulo de Jesus enfrentou uma crise que no final desemboca em uma identidade firmada em Jesus, pois, precisou aprender que Jesus o amava não por causa do seu desempenho, mas porque Jesus simplesmente o amava. Creio que Deus também está trabalhando em nós para amadurecermos nesse processo. Que lições aprender com a vida de Pedro?
1. A crise da fé e o convite à dependência (Lucas 5:1-11)
Temos nesta passagem de Lucas 5:1-11 o relato da pesca maravilhosa. Jesus tira Pedro da vida mediana, ou o que
podemos chamar de previsível. Pedro sabe a que horas pescar, sabe quantos
peixes em média poderá alcançar, sabe tudo o que é necessário para uma boa pesca.
Ele é pescador por profissão. Porém, Jesus rompe com todos os conceitos e a
previsibilidade de Pedro e o convida a depender. O primeiro choque aqui é: “Onde
está a minha dependência”? Jesus vem para quebrar essa estabilidade e essa
previsibilidade e libertar a Pedro. Pedro está no controle! Entretanto, se
estamos falando de assumir a identidade de filho, estarmos no controle não será
uma opção. Não será uma opção a Pedro. Aliás, não será uma opção a nenhum de
nós.
Assim Jesus fez com você quando lhe convidou para liderar, para gerar,
para frutificar. Jesus entra na nossa experiência e aumenta a temperatura. Ele
diz para Pedro: “Doravante serás pescador de homens” (v.11). Jesus está
dizendo: “Aprenda a confiar em mim no
previsível, e se necessário vou levar você ao imprevisível e tirar você de sua
zona de conforto para me conhecer”.
Viver a caminhada com Cristo é um convite à fé e à dependência. Deus é Deus que age no comum e nos milagres! Nós fazemos cálculos e ele permite enquanto forja em nós o Seu caráter. Não tem outra maneira de experimentarmos uma transformação em nossa identidade sem essa crise da renúncia de controle. A pandemia e muito mais agora o pós-pandemia, nessa expectativa do novo, vivemos um kairós de dependência e fé.
2. O milagre de andar sobre as águas e a crise de afundar (Mateus 14:24-32)
A relação está se aprofundando. Ondas e ventos contrários estão sobre a
embarcação. Eles seguiram uma orientação de Jesus (v.22). O que está ocorrendo
aqui? Pedro está tão confiante em Jesus que anda sobre as águas. Entretanto,
por um instante, vem o medo. O medo de morrer. O medo da vergonha. O medo de
confiar e se decepcionar. Até então, Pedro está andando sobre as águas porque
ouviu Jesus dizer: “Vem”. Perceba que em momento algum o texto disse que o
vento havia cessado e que as águas agitadas haviam parado. No verso 30 vemos a
palavra medo! Medo significa: “Não consigo confiar e descansar”. Medo é alma
atribulada e cansada. Pedro foi mais ousado e corajoso que os demais
discípulos, mas o medo foi mais forte. Pedro renunciou às redes, mas agora deve
seguir renunciando ao controle.
Nós atendemos ao convite de Deus para confiar, para liderar, para
avançar, para trabalhar e confiar, mas logo a nossa alma fica atribulada ao
olhar que o vento não cessa, que o mar se agita! Essa pandemia agregou alguns
elementos à nossa rotina: a) boa distância da terra (insegurança); b) Ventos e
ondas das circunstâncias; c) Uma noite longa; d) Fantasmas. Será que não me
enganei ao responder ao seu convite? Então essas coisas ferem o coração e volta
o mérito e a justiça própria lhe acusando e dizendo de que não é capaz, não
merece, não está apto porque os ventos e as ondas das circunstâncias nas quais
você se encontra e te limitam, fazem você questionar e ferem o seu coração. O
medo bate. Ohh irmãos! Quanta pressão temos enfrentado ao longo desses meses.
Você é amado de Deus. Aqui faço uma pergunta: Por que temos vergonha de
reconhecer que nossas expectativas nos traem? Então, você se volta para a
explicação lógica das coisas e aquilo que era uma pura obediência, um ato de
fé, agora está sendo racionalizado e você se esquece que simplesmente ouviu um
convite: “Vem”! Mas, é um processo! Ainda que afundemos, tivemos coragem de
andar sobre as águas. Estamos amadurecendo.
Mas, aqui está um pouco mais da crise que está modelando a sua identidade. Não é momento para desistir, mas para se entregar ao Senhor.
3. A crise para desistir do desempenho e da autossuficiência (João 13:37-38; Mateus 26:69-75)
Pedro era sincero, mas muito autoconfiante. Ele servia a Jesus com toda a sua vontade, mas era muito cheio de si, muito autoconfiante. Havia muita arrogância. Arrogância não no sentido de ter um nariz empinado, mas de alguma maneira nunca querer estar por baixo. Assim é quem não tem uma identidade firmada em Cristo. O que os outros pensam ou a imagem que se deseja passar revela muito a dependência da aprovação das pessoas. É necessário estar por cima, não é mesmo? Não creio que isso seja algo reconhecido, mas é próprio da natureza humana. Todos precisam estar afirmados de alguma maneira.
Pedro confiava tanto em seus esforços que diz a Jesus: “por ti darei a
própria vida.” (João 13:37). Em resumo amada igreja, nós precisamos aprender a
não confiar em nós mesmos (João 13:38). Entretanto, Pedro é um exemplo daquilo
que todos nós fazemos em algum momento nesse processo de formação de nossa
identidade em Cristo. A verdade é que não dá para ser amigo de Jesus
baseado naquilo eu posso fazer por Ele, mas na força Dele. Todos nós
sofremos em algum momento tentando ter um desempenho que agrade a Deus e
crentes de que seremos aceitos por Ele. Quantos pastores e líderes frustrados
porque seguiram as regras, ordenaram e seguiram direitinho o planejamento e no
final as coisas não aconteceram como eles queriam. Oramos para Deus curar
e Ele não curou. Jejuamos para a pandemia ir embora no mês seguinte e ela não
foi. Fomos amadurecendo na marra, inclusive da falsa sensação de que podemos
provocar a ação de Deus com uma varinha mágica chamada fé. Não! Até a fé está
contaminada com arrogância e autossuficiência. Tivemos que aprender a
conhecer a Deus livre de misticismos e achismos e a viver a fé como ela
realmente é, isto é, Deus continua sendo Deus ainda que minha oração não seja
respondida como gostaria. Pedro era imaturo! Queria que Jesus evitasse a cruz.
Jesus repreende Satanás na vida de Pedro. Na hora “H” Pedro o negou. Na
verdade, Pedro estava se aproximando de uma ruptura com crenças infantis para
conhecer o Cristo, o Messias de verdade. As crises mostram a realidade nua e
crua e nos desafia a negar a nossa própria força e autoconfiança.
Não! Não é assim Pedro! Qual foi
o resultado disso tudo? (Mateus 26:69-75)
Baseado na própria força o amigo nega a Jesus. Pedro conheceu a si mesmo. Ele viu sua performance, seu mérito. Pedro chora amargamente sua própria decepção. Ele descobriu que os métodos e o desempenho fracassaram. A humanidade dele era pobre e desqualificada. Aqui é o clímax: “O sonho acabou”. Perdeu-se todos os referenciais. O desempenho e a autossuficiência desembocam em fracasso. Veja que isso não consciente, mas é uma relação de transformação do confiar em si próprio para confiar somente em Deus. É a transformação de nossa identidade. O medo do fracasso, o desejo de ver o fruto, a ânsia de provar algo será provado! Todos os nossos atos de fé serão provados pelo tempo, pelas circunstâncias para chegar à seguinte pergunta: “Tu me amas?”
4. Uma nova identidade e o amor desinteressado por Ele (Marcos 16:1-7)
Jesus não desiste de Pedro, apenas lhe ensina que não é do seu modo. Jesus não desiste de você, mas apenas quer lhe dizer que não é do seu modo. Ele diz: “Dizei aos discípulos e ao meu “melhor amigo”, o mais decepcionado, o mais fracassado, o mais frustrado”. Numa dimensão individual Jesus vem ao encontro da minha incapacidade. Numa dimensão individual Jesus vem ao encontro da sua incapacidade. Você disse que vai parar? Disse que vai desistir? Ele está dizendo: “Eu vou ao Seu encontro”.
Pedro pula no rio em direção a Jesus. Jesus não cobrou Pedro. Jesus não
jogou na cara de Pedro tudo o que Ele havia feito de errado. Pedro não
tinha mais como fazer nenhuma promessa a Jesus, a não ser reconhecer seu
fracasso para experimentar o olhar compassivo de Jesus. A identidade está
pronta a ser consolidada. Esse é o segredo daquelas conversões
poderosas que vez por outra ouvimos. Geralmente a pessoa diz que ficava muito
mal, ou seja, ela não tinha nada a oferecer a Deus, além do seu fracasso.
Quando a pessoa ficou muito mal em que estava totalmente exposta de vergonha,
desprezo e rejeição por todos à sua volta, ela se rendeu ao único que não estava
preocupado com o seu desempenho. Assim foi com a mulher adúltera. Ele não nos
ama por causa do nosso desempenho. Lembra-se disso? Mas, seu amor é o que
precisamos para receber cura e libertação.
Jesus inicia um diálogo com Pedro. Na nossa versão bíblica não
compreendemos a profundidade desse diálogo. Ele se dá mais ou menos assim –
Jesus: “Pedro, você me ama com amor desinteressado, amor esse que me põe acima
de tudo e de todos e que não espera nada em troca e que está acima, até mesmo,
da sua vida?” Pedro responde: “Senhor, você sabe que tenho muita consideração
por você.” Jesus pergunta mais uma vez a Pedro obtendo a mesma resposta. Então,
na terceira vez Jesus pergunta: “Pedro, você tem muita consideração por mim,
então? Pedro, magoado, ressentido responde: “Sim Senhor! “Eu tenho muita
consideração por você”. Em outras palavras, Pedro está afirmando que em seu
desempenho havia fracassado e que não adiantava fazer mais promessas, era o
Pedro insuficiente e incapaz. Ele sabia que não conseguia corresponder ao amor
de Jesus no mesmo nível. Mas, o mais impactante dessa história toda é que Jesus
diz para ele três vezes: “Apascenta as minhas ovelhas”. Jesus se aproxima de Pedro,
do coração do Pedro incapaz e o restaura. Jesus lapidou a pedra e ele se
tornou Pedro! Jesus está nos lapidando e nos dando uma nova identidade.
quarta-feira, 23 de junho de 2021
O Novo Nascimento
O novo nascimento
Baseado no sermão 45 de John Wesley
Duas doutrinas são fundamentais para os cristãos: a doutrina da justificação e a doutrina do novo nascimento.
A
justificação é a grande obra que Deus faz por nós, perdoando os nossos pecados.
O
novo nascimento é a grande obra que Deus opera em nós, renovando a nossa
natureza.
Vamos
entender o que é o novo nascimento.
POR QUE PRECISAMOS NASCER DE NOVO?
1.
Porque
Deus quer restaurar a imagem Dele em nós, como era antes da queda
E Deus disse: — Façamos
o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Tenha ele
domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais
domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os animais que rastejam pela
terra. Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o
criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:26,27
O ser humano refletia perfeitamente a imagem de Deus antes da queda em três aspectos:
Imagem natural – Um ser imortal, espiritual, dotado de entendimento, liberdade de vontade e vários afetos. Em suma ser pensante, com emoções e vontade.
Imagem política – O administrador (mordomo da criação). Tenha ele (ser humano) domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os animais que rastejam pela terra. Gênesis 1:26
Imagem moral – Como Deus é amor,
sendo o ser humano criado à sua imagem, este era cheio de amor e movido por
este amor em suas intenções, pensamentos, palavras e atos. Assim como Deus é
cheio de justiça, misericórdia e verdade, assim também era o ser humano antes
da queda. Deus é puro, portanto, assim era o ser humano no começo, puro de toda
mancha pecaminosa. A prova disso é que Deus considerou no dia em que criou o
ser humano: “que era muito bom” Gênesis 1:31
2. Porque a morte veio para toda a humanidade após a queda de Adão
Deus deu ao ser humano a liberdade de vontade e lhe deu uma advertência: E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá. Gênesis 2:16,17
Mas, Adão desobedeceu a Deus declarando assim que não queria que Deus o governasse, mas que iria viver por sua própria vontade; não queria buscar felicidade em Deus, mas no mundo e nas obras de suas mãos. Como resultado:
Morte
física – quando o corpo se separa da alma;
Morte
da alma – quando essa se separa de Deus.
O amor de Deus foi extinto de sua alma. Assim, ele passou a ter medo de Deus, de modo que fugiu de Sua presença: Ao ouvirem a voz do Senhor Deus, que andava no jardim quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher se esconderam da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gênesis 3:8.
Diante disto, o ser humano perdeu tanto o conhecimento de Deus quanto o amor de Deus. Ele foi privado da imagem de Deus e se tornou ímpio e infeliz, agora, revestido de orgulho e obstinação, de apetites e desejos pecaminosos.
A morte espiritual veio a todos os seres humanos, como a
perda da vida e da imagem de Deus.
Eu nasci na
iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe. Salmos 51:5
Portanto, assim
como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio
a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque
todos pecaram. Romanos 5:12
Ele lhes deu vida, quando vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais vocês andaram noutro tempo, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência. Efésios 2:1,2
Em
suma, todo ser humano precisa nascer de novo por causa da corrupção de sua
natureza. Todos os seres humanos nascem corrompidos por causa do pecado,
consequentemente, separados de Deus. Daí a necessidade de nascer do Espírito de
Deus.
COMO PODE O SER HUMANO NASCER DE NOVO?
O modo preciso dessa obra espiritual ninguém sabe explicar. Quando Jesus está dialogando com Nicodemos a respeito do assunto, Ele diz: “O vento sopra onde quer, você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” João 3:8 Podemos estar absolutamente certos, como do soprar do vento, que se ergue e se acalma, assim é o nascido do Espírito.
A analogia do bebê na barriga e seu nascimento
Um
bebê na barriga de sua mãe tem olhos, mas não vê; tem ouvidos, mas não ouve.
Faz uso muito imperfeito de qualquer outro sentido.
Somente depois de nascido é que podemos dizer que o ser humano começa a viver. Assim que o bebê nasce, ele começa a ver a luz e os objetos. Os órgãos dos sentidos são liberados. Seus olhos passam a ver e, o paladar, o olfato, seus ouvidos e suas mãos e pés passam a sentir. Ele passa a respirar e viver de maneira totalmente diferente do modo como estava na barriga de sua mãe.
O ser humano natural é como um bebê na barriga de sua mãe em sua condição espiritual
Antes
de nascer de novo, o ser humano corrompido pelo pecado, em paralelo com essa
ilustração do bebê na barriga da mãe, se encontra nas mesmas condições
espiritualmente. Ele tem olhos, mas não vê. Possui ouvidos, mas não ouve. Seus
demais sentidos espirituais estão anulados e é o mesmo que se não os tivesse.
Então, ele não tem conhecimento de Deus e nenhum contato com Ele. Ele não se
relaciona com Deus de modo algum.
Nada sabem, nem
entendem, porque os olhos deles estão grudados, para que não vejam,
e o coração deles já não pode entender. Isaías 44:18
— Filho do homem, você mora no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, tem ouvidos para ouvir e não ouve, porque é casa rebelde. Ezequiel 12:2
O ser humano que nasce de novo é como um bebê que saiu
da barriga e passa a ter vida espiritual
Porque Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo. 2 Coríntios 4:6
Quando nasce um bebê dizemos: “Ela deu à luz”. Alguém que estava no escuro de um útero, veio para o mundo claro. Você estava no escuro das trevas e nasceu de novo, veio para a luz do conhecimento da glória de Deus. Agora, os sentidos espirituais estão liberados. Você fica sensível para o mundo de Deus!
Seus ouvidos são abertos e você se torna capaz de ouvir os benefícios do novo nascimento:
1. O perdão de seus pecados
Homem, os seus
pecados estão perdoados. Lucas 5:20
Vá e não peque mais. João 8:11
2. Se torna filho de Deus e o Espírito de Deus passa a habitar em você
Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque vocês não receberam um espírito de escravidão, para viverem outra vez atemorizados, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai.” O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Romanos 8:14-16
3. Sente uma profunda paz
Paz de Deus, que excede todo entendimento. Filipenses 4:7
4. Sente o amor de Deus
Porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado. Romanos 5:5
Todos os seus sentidos espirituais, como um bebê recém-nascido, passam a ser exercitados, de maneira que o ser humano passa a discernir o bem e o mal de ordem espiritual. Pelo uso deles, diariamente, o ser humano cresce no conhecimento de Deus.
Sobre
a natureza do novo nascimento John Wesley dirá:
“É aquela grande
mudança que Deus opera na alma, quando Ele chama-a para a vida, quando Ele
levanta-a da morte do pecado para a vida da justiça. É a mudança operado em
toda a alma pelo poderoso Espírito de Deus, quando ela é “criada de novo em
Cristo Jesus”, quando é “renovada segundo a imagem de Deus, em justiça e verdadeira
santidade”; quando o amor do mundo se muda em amor de Deus, o orgulho em
humildade, a impetuosidade em mansidão; o ódio, a inveja, a malícia numa
sincero, terno e desinteressado amor a toda a humanidade. O novo nascimento
é, numa palavra, aquela mudança pela qual a mente terrena, sensual e diabólica
se transforma na “mente que havia em Cristo Jesus”. Está é a natureza do
novo nascimento: “assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.
PARA QUE FIM É NECESSÁRIO NASCER DE
NOVO?
1. Para a Santidade
Santidade
é muito mais do que regras e conduta externa. Santidade é a imagem de Deus
impressa sobre o coração.
Você se lembra como começou este material? Descrevendo como era o ser humano antes da queda! Ele não conhecia o pecado porque a imagem de Deus era refletida perfeitamente nele. Com o novo nascimento, ao ser humano é possibilitado refletir a imagem de Deus. Com o novo nascimento, passamos a ter a mente de Cristo que implica em:
Amor contínuo e agradecido, tal qual é o amor de Deus
Jesus respondeu: — “Ame o Senhor, seu
Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Mateus 22:37
No amor não existe medo; pelo contrário, o perfeito amor lança fora o medo. Porque o medo envolve castigo, e quem teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:18,19
Contínuo sacrifício agradável a Deus, aceitável através de Cristo pela renovação de nossa mente
Portanto,
irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de
vocês. E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus
os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar
qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:1,2
2. Para salvação
eterna
Procurem viver
em paz com todos e busquem a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor. Hebreus 12:14
3.
Para
a felicidade