domingo, 23 de abril de 2017

TEMA: Viva no Poder de Jesus - Atos 3:1-10

Viva no poder de Jesus
Atos 3:1-10
O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

1.O poder de Jesus opera através dos dependentes da vida de oração (v.1)
Os discípulos haviam tido uma profunda experiência com Deus ao receberem o poder do Espírito Santo. Eles haviam na expectativa da promessa de Jesus em oração.
O texto menciona princípios poderosos:
a)Orar é um hábito cristão, por isso, precisamos de parceiros. O texto relata que Pedro e João vão juntos orar. Esse princípio é dado por Cristo. Temos nosso momento particular, mas somos mais encorajados quando estamos com companhia. É melhor serem dois do que um. Precisamos ter parceiros de oração que subam ao monte conosco. Que oram por nós quando não temos força ou estamos cansados. Quem caminha só tende a ficar pelo caminho. Quem é o seu parceiro de oração?
b)Orar é um hábito cristão, por isso, deve ter prioridade na agenda do discípulo. A hora nona (15 horas), era o horário do sacrifício da tarde que era acompanhado por orações da congregação. Para os judeus era uma tradição religiosa, uma familiarização. Para os Filhos de Deus é uma necessidade, um anseio para estar na Presença do Pai. Nosso coração deve ser como o de Davi no Salmo 84. Ansiarmos por intimidade com o Pai. Pedro e João tiveram o exemplo do mestre. Jesus não saia da Presença do Pai. Quando não estava em missão, o víamos em consagração em lugares desertos para cultivar seu relacionamento com o Pai. Oração para Jesus era uma relação contínua com o Pai. Não era uma questão meramente de disciplina religiosa, mas de necessidade para fortalecer sua alma e dar o próximo passo. Depois de Atos 2, se quisermos viver uma vida que leva as pessoas à Jesus, Atos 3 deve ser uma realidade. Haverá momentos que tentarão inverter nossas prioridades, por isso, eles simplificam para viver Atos 6:4 “nos dedicaremos à oração e à Palavra.”
c)Orar é um hábito, uma constante na vida de pessoas que fluem no poder de Jesus.
São Crisóstomo, um dos patronos da igreja primitiva ferve o meu coração com suas palavras: “O poder da oração extinguiu a violência do fogo, fechou a boca dos leões, silenciou revoltosos, pôs fim às guerras, expulsou demônios, rompeu as cadeias da morte, escancarou os portões do céu, minorou enfermidades, repeliu mentiras, salvou cidades da destruição.” Quem se põe de joelhos diante de Deus, não se curva diante de nenhuma situação. Moisés, Elias, Eliseu, Daniel, Jeremias, John Wesley, Billy Graham e você. Todos nós temos poder através da vida de oração.

O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

2.O poder de Jesus opera através de circunstâncias onde não há esperança (v.2-7)
a)Circunstâncias que nos ensinam a não ficar apenas na porta do templo. (v.2) Na religião judaica dar esmolas para o mendigo era uma forma de se sentir aceito por Deus por meio de boas ações. O mendigo e seus amigos sabiam disso, por isso, para ele todos os dias às 3 horas da tarde o mendigo era posto na entrada do templo para se aproveitar da vida piedosa dos judeus que queriam fazer boas ações para se sentirem aceitos por Deus. Irmãos, muitos se aproximam de Deus quando precisam de algo. Esses só chegam até à porta da Presença de Deus. Suas expectativas ficam apenas nas esmolas de uma oração de alguém mais maduro na fé. São pessoas que vivem sempre na dependência financeira, emocional, espiritual, ou seja o que for da parte dos outros. Isso é viver na mendicância espiritual. O mendigo tinha um sentimento usual. A incerteza que se expressa numa combinação de imploração insistente e indiferença dos outros que ele sempre espera ajuda que resultava em frequentes decepções. Se sua expectativa está no crente mais maduro, mais espiritual, no pastor, mas não toma uma posição de pedir um basta a Deus, saindo da porta do templo para entrar no templo, sua condição nunca vai mudar. Há esperança para a sua situação, mas não haverá mudança ficando apenas na porta do templo.
b)Circunstâncias que nos ensinam que não temos poder em nós mesmo. (v.6) Em contrapartida, há aqueles que não estão na posição do mendigo, mas da de Pedro e João. Você é um cristão! Você é um líder, um influenciador, e muitas necessidades se apresentam diante de nós. Entretanto, são essas mesmas circunstâncias, um problema de casamento, uma enfermidade, um problema de vício, seja qual for, Deus nos chama a confiar Naquele que tem todo o poder. Pedro e João não tinha nada a oferecer ao coxo materialmente. Mas, eles tinham muito maior e acima das expectativas do coxo. Deus quer nos levar ao extraordinário através de nós por meio do poder Dele. É a história de Deus na vida das pessoas, portanto, não se trata da nossa capacidade ou do que podemos oferecer a elas. Se eu faço na força do meu poder, posso manter as pessoas em condição de mendicância. Porém, se as levo a Jesus e faço no poder do nome de Jesus, Ele muda a situação das pessoas através das nossas vidas. A única coisa que devemos fazer é estender a mão no poder e na autoridade do nome de Jesus (v.7).

O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

2.O poder de Jesus opera para que reconhecem a glória de Deus (v.8-10)
a)Deus é glorificado quando entramos no templo. (v.8). O nosso objetivo meus amados irmãos é que Deus seja glorificado! O coxo saiu da mendicância na porta do templo, à margem da Presença de Deus e entrou na Presença de Deus pulando e louvando a Deus. O primeiro a reconhecer a glória de Deus foi o próprio coxo. Deus tem um banquete espiritual preparado para você. Hoje, ouvindo ou lendo esta mensagem, posso lhe dizer que sou Pedro e João diante de você. Eu não tenho nada para lhe oferecer, mas estou diante daquele que tem todo o poder para se revelar a você. Posso lhe estender a mão através desta Palavra, se você crer que há poder no nome de Jesus e desejar que esta situação tenha um basta definitivo, Jesus quer te levar para dentro do templo, para a Sua Presença!
b)Deus é glorificado quando outros reconhecem a mudança da nossa condição. (v.10). Como você tem sido visto? Um encrenqueiro, um falido, um crente apático. Deus quer ser glorificado em sua vida. Você precisa de um milagre hoje em sua vida? Deus tem interesse em que Sua glória seja manifesta em sua vida! O que é impossível para Deus? Reconheça, se arrependa, se humilhe e Deus será exaltado em você, no seu lar, no seu trabalho e todos exaltarão a Deus porque Ele muda a sua condição.

O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

Conclusão:
Jesus quer operar o seu poder! Ele nos convida a dar um passo de fé rumo à uma vida de oração. Ele nos convida a olhar com fé para a circunstância que estamos vivendo hoje. Ele nos convida a promover a Sua glória! Seu Reino é chegado. Seu domínio está sobre nossa vida nessa era.


No amor de Cristo,

Rodrigo Rodrigues Lima, Pr.

domingo, 9 de abril de 2017

TEMA: A Excelência no obra de Deus. II Samuel 6:1-11

A Excelência na obra de Deus!
II Samuel 6:1-11

Amada igreja, gostaria de chamar a atenção de vocês para a Presença de Deus, resgatando o seu significado e o seu impacto em nossas vidas.
Para compreendermos o texto aqui mencionado é importante que entendamos o significado da Arca da Aliança e um pouco da sua história.
A Arca da Aliança representa a presença de Deus no meio do seu povo. Deus mandou que ela fosse feita de madeira acácia e coberta de ouro puro por dentro e por fora. Ordenou que fundisse nela quatro argolas de ouro em cada ponta por onde passaria os dois varais também feitos de madeira acácia e coberta com ouro puro, pois, por meio daqueles varais ela deveria ser carregada (Êxodo 25:10-16). Como ela representava a Presença de Deus, deveria ficar no lugar santíssimo no tabernáculo, o Santo dos Santos separado pelo véu (Êxodo 26:33). Cabia à tribo de Levi, segundo a orientação do Senhor, de carregar a Arca (Deuteronômio 10-8-9).
Nos tempos dos juízes, os líderes espirituais dos israelitas viviam em pecado e desmoralizando as coisas de Deus, os filhos de Eli, Hofni e Finéias. Se assim viviam os líderes espirituais, imagine o povo por eles guiado. Então, os israelitas saíram em peleja contra os filisteus perdendo a primeira batalha. Os anciãos, perplexos porque Deus permitira que perdessem a batalha, decidem levar a Arca para o campo de batalha. Eles usam a presença de Deus, mas o resultado foi a morte de Hofni e Finéias e a arca tomada pelos filisteus (I Samuel 4). A Arca fica na casa de Dagom, deus dos filisteus que, para espanto deles, a cada madrugada estava prostrado diante da Arca, diante da Presença de Deus. Eles são acometidos de úlceras. A Arca que saira de Ebenézer, que significa Pedra de Auxílio, agora estava entre os filisteus e lá estava se tornando para eles uma pedra de tropeço (I Samuel 5:1-12). A Arca, então, é levada de lá para a casa de Abinadabe, da tribo de Judá em Quiriate-Jearim e lá permanecerá 20 anos (I Samuel 7:1-2).
Davi, conforme o texto que lemos, com uma boa intenção decide levar a arca para Jerusalém, entretanto, Davi carrega num carro novo. Os bois tropeçam, Uzá segura a Arca e morre. Uzá era filho de Abinadabe e certamente cresceu com a arca em sua casa que lá ficou 20 anos. Com isso, vamos a algumas lições e atitudes que precisamos observar em nossa vida para romper com a familiarização com a Presença de Deus.

1.O inimigo da excelência: Conformismo e Familiarização com as coisas de Deus
Uzá estava acostumado com a Arca na sua casa. Ele perdeu com esses 20 anos a noção de valor. Quando nos acostumamos com as coisas, nós as ignoramos. Crescer na igreja, fazer as mesmas coisas sempre sem perceber a noção da Sua Presença pode nos levar a perda do impacto. Podemos dizer: “Já vi isso demais na igreja.” Mais um culto de domingo, mais uma vigília, mais uma atividade qualquer se não há mais expectativa pelas coisas de Deus, significa que nos acostumamos, estamos familiarizados e com o tempo, tal qual Hofni e Finéias, podemos querer usar a Presença de Deus como um amuleto.
 Adabe e Abiú apresentaram fogo estranho no altar porque acreditavam que podiam fazer de qualquer jeito as coisas de Deus na Sua Presença. O resultado de todos eles foi morte. Temos que ser como crianças e estarmos cheios de expectativas na Presença de Deus.

Reflexão: O que a presença de Deus tem significado para você hoje? Como está seu coração quando você chega no prédio para cultuar? Você que lidera, como tem feito a obra de Deus? Como temos nos portado na Presença de Deus? Fazer as coisas de Deus no automático todos os domingos não tem lhe trazido temor?


2.A base da excelência: Essência e propósito que vem de Deus
Pelo que vemos no texto o culto está bem animado. Eles resolvem carregar a Arca em um carro novo, que simboliza o melhor deles para a presença de Deus. Eles estão se alegrando perante o Senhor com todo tipo de instrumentos, mas a pessoa principal do culto não estava muito feliz com o que estava vendo. Uma vida sem culto é um culto sem vida. O que vemos aqui é pura religiosidade. Não adianta adorar a Deus e querer dar o melhor se não estiver segundo os seus padrões. Sem os padrões de Deus, o culto pode ser emocionante, mas não significa nada. Se Deus não está recebendo aquele culto, apesar da alegria deles na presença do Senhor, significa que há na verdade irreverência. O que traz reverência é o temor. O que traz temor é a obediência à Deus. Obediência a Deus gera culto na vida e vida no culto. O que Deus não recebe está invadindo o culto e se invade o culto é irreverência. O irreverente não liga para o que está acontecendo na presença de Deus. Excesso de espontaneidade fala de irreverência, isto é a banalização a Presença de Deus. Por isso, é tempo de resgatar uma vida de culto a Deus.

Reflexão: Como é o seu culto a Deus? Ele se caracteriza pela reverência, de um coração que vive segundo os seus padrões, ou há irreverência em entrar na sua Presença, acostumado com aquilo que ofende a Presença Dele? O que você precisa resgatar hoje para experimentar um avivamento pessoal e seu culto ser cheio de vida e sua vida ser um grande culto a Deus? 

3.O modo da excelência: Piedade e Competência ao modo de Deus
Existem duas maneiras de desobedecer a Deus: I. Deus mandou e você não fez; II. Deus não mandou e você fez mesmo assim. Isso é típico de quem perdeu o temor ou, se preferir, se acostumou com a Presença de Deus, se acostumou com as coisas de Deus.  O resultado é sempre morte. Morte ministerial, morte da fé, morte dos sonhos, enfim, morte. A obra de Deus não morre, mas aquele que perdeu o temor, ou se preferir, se acostumou a viver no piloto automático as coisas de Deus, pode morrer sim.
a.primeiro: Eles carregam a Arca sobre carros de bois. Deus estabeleceu que ela deveria ser carregada pelos letivas sobre os varais. Carregaram da forma que não deveria carregar.
b.segundo: Uzá era da tribo de Judá e não da tribo de Levi. Fez o que não devia fazer.
Aprendemos que Deus se importa e muito com o COMO FAZEMOS A SUA OBRA. O como de Deus tem a ver com os seus mandamentos. Deus deseja OBEDIÊNCIA DE CORAÇÃO.
Não vamos nos acostumar com o agir de Deus. Vamos manter o coração singelo. Lá no céu não poderemos apresentar desculpas, pois, Deus já estabeleceu o COMO. O que mantém o nosso coração sedento por Deus é a obediência.

Reflexão: Tenho obedecido aos mandamentos do meu Deus? Como tenho feito Sua obra? Reflete seus parões? Minha vida reflete essa obediência e tem mantido o meu coração sedento por Sua Presença?


Conclusão
Deus deseja ter histórias profundas conosco através da Sua Presença. Sua GRAÇA se manifesta em Cristo para todo aquele que hoje reconhecer sua condição, se arrepender e voltar ao primeiro amor. O segredo para não se acostumar com a presença de Deus é manter o coração singelo, puro e humilde. Talvez você precise hoje resgatar aquela expectativa pela presença de Deus que só sentimos quando vamos ao ACAMPAMENTO. Deus não quer que você sinta isso uma vez por ano, mas todos os dias. Talvez você precise restabelecer o altar no seu coração para que sua vida seja um culto a Deus, ou, talvez você precise resgatar aquela vida de obediência. Este é o convite de Jesus para você. DESFRUTAR DA SUA PRESENÇA É TUDO!

Rompa hoje a familiarização com a Presença de Deus. Viva no NOVO DE DEUS!

domingo, 2 de abril de 2017

TEMA: Uma vida vibrante movida pela glória de Deus! Êxodo 33:7-11

Uma vida vibrante movida pela glória de Deus!
Êxodo 33:7-11

Deus quer para você uma vida vibrante movida por sua glória.
O que significa vibrante? Vibrante significa intenso, forte, animado, eufórico, entusiasmado, extasiado, enfim alegre.
As crianças são os seres mais vibrantes que existem. A criança é movida por uma inquietação contínua. Até dizemos: "Essa criança parece que está com formiga. Essa criança não para". Por quê? Porque ela é intensa, eufórica, continuamente extasiada. As crianças em casa querem o tempo todo brincar, pular e estar em constante movimento. Enfim, elas são vibrantes.
Deus quer que você tenha uma vida vibrante Nele. A glória de Deus, o anseio por sua Presença é o que tornará a nossa vida vibrante. Se queremos romper com aquilo que nos intimida e participarmos de um propósito gloriosamente eterno dando sentido à nossa existência, então devemos estar constantemente motivados e vibrantes, devemos ter fome pela glória de Deus. Você só está pleno se está imerso em Cristo. O que nos move a buscar a Deus é uma santa insatisfação, um apetite espiritual por mais de Deus. Você deve ter o mesmo "gemido de Davi" (I Crônicas 13:12 - quando quer levar a Arca), "Eu quero a glória de Deus! Eu quero a Presença de Deus!" Uma santa insatisfação!

Mas, não tem como viver a glória de Deus sem fazer uma escolha, uma decisão como fez Moisés (Hebreus 11:24-26). Eu tenho que deixar o Egito e ter uma nova disposição de coração. Tudo o que é bom tem um custo e tem um preço a pagar. Disposição de desviar o coração daquilo que me afasta de Deus ou o coloca em segundo plano na minha vida.

Como se dá essa vida vibrante?
1.    Buscar a Deus sempre (v.7)
a)    Veja que Moisés "costumava". Não vai ter glória de Deus se não buscar a Deus dia a dia. Qual é a razão pela qual nos reunimos no domingo e nas células? Eu desejo a glória de Deus!
b)    "Bem longe do arraial". Moisés tinha muito claro que não seria no meio da muvuca. Ele possivelmente avisava à sua esposa para não permitir que fosse interrompido. Qual é o seu horário de estar bem longe do arraial? Separar um tempo revela que Deus é nossa prioridade. A W Tozer chamando sua congregação a pensar se Deus e Seu Reino era a sua maior prioridade elaborou 7 perguntas: 1.O que mais desejamos? 2.O que mais ocupa a nossa mente?3.        Como gastamos nosso dinheiro? 4.O que fazemos com o nosso tempo livre. 5.De que companhia desfrutamos? 6.A quem e a que admiramos? 7.Do que rimos?
A vida vibrante nasce dessa incessante busca de Deus.

Como se dá essa vida vibrante?
2. Entrar na tenda (v.9)
A glória só desce se entrar na tenda. O que isso significa? Significa que Deus só está inteiro para aquele que é inteiro com Ele. Deus tem prazer numa adoração sincera. Ela não é sentimental apenas. Ela é um reflexo de uma vida transformada. O coração sincero diante Dele é um reflexo do que há dentro e fora, por atos (vida; conduta) e por pensamentos. É reflexo do amor sacrificial que renuncia a si mesmo, o pecado e o mundo por amar a Deus e Sua Palavra. Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua Presença, rocha minha e redentor meu.
A vida vibrante é uma vida sem peso e sem máscaras. É uma vida plena e inteira diante de Deus e dos homens.

Como se dá a vida vibrante?
3. Aprofundar o nível de relação com Deus (9-11)
a)    "Falava o Senhor". Eu preciso aprender a orar. Minha oração muitas vezes parece um furto e não uma relação. Se eu somente saqueio Deus, então não vou ouvi-lo. Deus quer falar com você e comigo. Qual foi a última vez que você ouviu Deus falar? Ele dizendo: "Essa a direção que eu dou em sua vida para...". Salmo 34:18
b)    "Face a face". Deus fala tá perto que você sente o hálito Dele. Muitos estão atras de recados e terceiros. Quem tem intimidade com Deus não precisa de recados.
c)    "Fala como amigo". Amigo é alguém que compartilha da sua intimidade e dos principais momentos da sua vida. Com quem você tem andado? O que Deus fala a seu respeito?
A vida vibrante é fruto do prazer da intimidade com Deus.

Rodrigo Rodrigues Lima,
Pastor





sexta-feira, 17 de março de 2017

TEMA: Reavives o dom - II Timóteo 1:6-14

Reavives o dom!
II Timóteo 1:6-14

Deus quer uma igreja ativada! Todos tem pelo menos um dom, um talento recebido da parte de Deus. Há pessoas paralisadas. Há outras que acreditam que o tempo já passou.

1.Porque o seu dom precisa de fogo (v.6)
A palavra reavivar significa acender, por fogo, inflamar e ser fervoroso. Observamos que Paulo está orientando a Timóteo que ele próprio ponha fogo em seu dom. O dom é algo que precisa de fogo constante. Se Paulo diz a Timóteo que ele deve reavivar o dom, isso significa duas coisas: 1) A chama do dom pode esfriar; 2) Nós temos a responsabilidade em mantê-la acessa.
Pergunto: A chama do seu dom está acessa?

2.Porque o seu dom pode se esfriar pelas intimidações (v.7)
Paulo diz a Timóteo que não deve ser tímido, isto é, covarde, com medo. Podemos fazer um paralelo com a vida de Elias. Timóteo se encontra intimidado. Como o dom pode esfriar? a) Rejeição - Timóteo era muito jovem como pastor e as pessoas não respeitavam sua autoridade pastoral (I Timóteo 4:12). Elias temeu por sua vida. O medo da rejeição é um fator de intimidação. Elias foi rejeitado. O medo de ser rejeitado ou julgado pode arrefecer o nosso dom. b) Circunstâncias difíceis – Paulo, o discipulador de Timóteo está preso. Vincular seu ministério a um prisioneiro era intimidador para Timóteo, pois, seu mentor Paulo, preso, o exorta a participar dos sofrimentos dele (v.8) e justifica a sua prisão (v.12) por causa do evangelho (v.11-12). Elias estava numa circunstância difícil. As circunstâncias da vida podem nos arrefecer. c) Esgotamento – Timóteo, além de ter que lidar com a prisão de Paulo, também precisa lidar com problemas internos da igreja (II Timóteo 2:14; 16-26). Elias estava esgotado. Trabalhamos tanto e sem parar que em dado momento somos intimidados porque emocionalmente estamos abalados por pessoas, circunstâncias e tudo o mais. Isso pode arrefecer o seu dom. d) Deslocamento e perda de propósitoPaulo lembra a Timóteo que seu dom foi recebido por imposição de mãos (v.6). Quando nos esquecemos de quem nos chamou, ocorre um deslocamento e perda de propósito. Elias havia perdido o propósito. Você que é um líder na casa do Senhor, que há tempos não exerce o seu dom, hoje Deus te chama a pôr fogo no seu dom. As vezes a nossa desculpa é a falta de tempo. Na verdade, as prioridades se inverteram porque houve um deslocamento e perda de propósito. e) A própria mente – Elias dizia: “Tenho sido em extremo zeloso” II Reis 19:14. A nossa própria mente muitas vezes trabalha contra nós mesmos. A presunção pode causar pensamentos intimidatórios. Pergunto a você hoje meu irmão e irmã: O que foi que te fez ou pode te fazer parar? O dom pode esfriar por meio da intimidação. Intimidados por pessoas, circunstâncias e nossa própria mente podemos nos acovardar. Rompa suas intimidações.
Pergunto: Você se sente intimidado por algo? Se sim, qual o reflexo que isso tem trazido ao seu dom? Você está fluindo plenamente e com graça em seu dom?

3.Porque Deus o vocacionou para exercer seu dom (v.9; 11; 6)
Timóteo ao olhar para a situação ele apaga e fica intimidado. Paulo lhe fará alguns lembretes: Ele precisa: 1) Lembrar que o dom foi dado por Deus (v.6); 2) Lembrar que ele foi vocacionado por Deus (v.9); 3) A exemplo de Paulo, ele foi designado por Deus (v.12). Não foi homem que lhe deu o dom. Não foi uma denominação que lhe deu o dom. Não foi seu pastor que lhe deu o dom. Seu dom foi dado por Deus. Um grande privilégio e uma grande responsabilidade. Deus quer te levantar meu irmão e minha irmã. Você é uma benção de Deus escolhido e escolhida por Deus para ser um instrumento de poder no Espírito Santo.
Esse ponto é crucial. Quando nos esquecemos de quem nos vocacionou, a chama poderá apagar.
Pergunto: Você vive como um vocacionado? Se for pressionado por pessoas, circunstâncias ou sua própria mente, relembrar essa verdade será suficiente para você reavivar o dom que há em você?

4.Porque seu dom frio pode ser um perigo para a obra de Deus ou pode ser uma chama viva nas mãos de Deus (v.13)
Paulo mostra para Timóteo que a razão da sua prisão é o evangelho. Portanto, o evangelho precisa ser propagado. Quem está livre? Timóteo. Uma pessoa de Deus acovardada põe o padrão da mensagem em risco, pois, estará sem poder (reavives). Qualquer que seja seu dom se você, por algum motivo, não está fluindo nele, põe o padrão da missão de Deus em risco. Paulo escreve que somos um corpo. Todas as partes do corpo precisam estar em perfeita harmonia para o corpo fluir. A partir do momento que um membro começa a sofrer, o corpo imediatamente reage. Sua funcionalidade está comprometida. Paulo, ciente do perigo diz à Timóteo que ele precisa reavivar, isto é, ser cheio do Espírito Santo para "guardar o bom depósito" (v.14) que é a preciosidade da mensagem. Um obreiro acovardado compromete a missão. O Espírito Santo é o azeite que faz a chama ficar acesa. Quando estamos cheios do Espírito Santo as impurezas são queimadas pelo fogo de Deus. As intimidações são ofuscadas pelo brilho do fogo do Espírito. Israel era uma nação que corria perigo porque um Rei não fluía na sua autoridade dada por Deus. Porém, um jovem cheio do Espírito Santo enfrentou um gigante. Deus quer que você seja cheio do azeite! Deus quer que você pegue fogo. John Wesley que fluía no dom da pregação dizia: “Me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar”.
Pergunto: Você tem sido fiel ao depósito que tem recebido pelo Espírito Santo? Você tem mantido o padrão do evangelho e da missão?


Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor

domingo, 12 de março de 2017

Sermão 12/03/2017 - Os caminhos de Deus para uma vida extraordinária

Os caminhos de Deus para uma vida extraordinária
I Coríntios 1:18-25

Amados irmãos e irmãs, dando sequência à série de mensagens que Deus tem nos dado para este mês de março sobre avançar para o extraordinário de Deus, firmes no propósito de sermos uma igreja guiada pelo sopro do Espírito de Deus, tenho certeza que Deus tem mais para derramar sobre nós neste dia.
Na semana passada falamos sobre como evitar cairmos na perda do fervor espiritual e seguirmos vivendo esse extraordinário de Deus. Em fevereiro falamos sobre o plano mestre de Deus para as nossas vidas. Veja que tudo tem convergido para um propósito de sermos cheios do Espírito Santo e cumprirmos a missão de Deus. Deus quer nos levar a caminhos mais profundos para vivermos esse extraordinário. Quantos estão dispostos a pagar o preço desse desafio de viver uma vida extraordinária?
A vida de Jesus foi uma vida extraordinária. Ele viveu o caminho que o Pai trilhou para Ele. Nós também somos chamados a viver essa vida extraordinária. Esse extraordinário tinha a ver com algo não tão extraordinário assim, mas que se tornou o caminho para uma vida vitoriosa e extraordinária em Deus. O caminho da cruz. Qual é o real propósito do Evangelho, senão uma vida abundante e extraordinária? Por que muitos não vivem esse extraordinário de Deus? Por que tantas pessoas decepcionadas com igrejas, pastores e líderes? Por que tantos deturpando essa mensagem extraordinária? Por que tantos crentes feridos? Essas respostas tem a ver com a maneira como as pessoas vêm encarando o Evangelho da graça, a Mensagem da Cruz, ou o que vou chamar de os caminhos de Deus para uma vida extraordinária.
Os caminhos para uma vida extraordinária em Deus devem despertar em nós o mesmo sentimento que houve em Paulo quando escreveu: “Mas longe esteja de mim, eu gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo.” Gálatas 6:14. E mais, podem e deverão gerar em nós um tamanho contentamento em Deus que poderemos dizer: “Portanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” Filipenses 1:21

Paulo quando escreve essa carta aos coríntios está lidando com uma divisão terrível. Alguns eram partidários de Paulo, outros de Apolo, outros de Pedro e outros de Cristo. Há uma verdadeira carnalidade e muita gente decepcionada. Para corrigir esse problema, Paulo os traz à centralidade da cruz e lhes apresenta os caminhos de Deus para uma vida extraordinária. Ele quer ensiná-los a viver em unidade e na vida comum focados em Cristo, uma vez que já havia uma divisão pior em torno da mensagem da cruz. Você quer uma vida de poder e vitoriosa em Deus? Aqui está o princípio. Vamos nos focar nos caminhos de Deus para uma vida extraordinária. Não olhemos para homens, mas para a cruz!

O primeiro caminho de Deus para uma vida extraordinária...
1.O caminho da renúncia do PODER e negação do EU (v. 23)
Para entendermos porque os judeus consideram a cruz escândalo sendo convidados ao caminho da renúncia, é importante fazer um breve pano de fundo. Para os judeus, o Messias viria como uma grande força política. Vez por outra aparecia uma pessoa reivindicando a autoridade messiânica, por isso, os judeus lhes pediam um sinal. Eles realmente esperavam um messias político que derrotasse os romanos, uma vez que eles foram feitos província romana e pagavam impostos a César. Eles esperavam que o Messias estabelecesse o governo político. Também não era para menos. Há cinco capítulos nos Salmos (2; 22; 69; 72; 110) e três capítulos em Isaías (9; 11; 35) que são atribuídas ao Messias. Por isso eles tinham e tem ainda hoje tanta expectativa. Na perspectiva judaica o Messias governará nessa terra sempre vitoriosa, com excelência, justiça e glória. Seu reinado será pacífico, próspero, grandioso e glorioso.
Entretanto, Jesus é visto como o Messias esperado por muitos, mas no final ele foi pendurado no madeiro. O que significa o madeiro para o judeu? Leia Deuteronômio 21:22-23: “Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.” Diante desse texto vem o escândalo. Como podia o Messias de Deus terminar sua vida crucificado, condenado pelos seus e sob a maldição do próprio Deus? Escândalo! Veja que a questão central aqui é PODER! PODER POLÍTICO. O poder político do Messias venceria o poder político dos romanos e estabeleceria a soberania do estado de Israel, mas o Messias foi para a cruz. Escândalo! Jesus está ensinando o caminho de uma vida extraordinária. Como isso se aplica nós hoje? Assim como aqueles tentaram salvação usando o poder do Messias segundo o seu conceito de poder, muitos hoje tentam se salvar e se relacionar com Deus sem cruz.

Irmãos, a cruz continua sendo escândalo para aqueles que confiam no poder humano e em sua própria capacidade de se salvar. Todo aquele que confia na sua própria força se escandaliza com a cruz. A cruz foi escândalo para Pedro. Ele disse a Jesus: “por ti darei a própria vida.” João 14:37. Mas Jesus disse: “Antes que o galo cante você me negará três vezes”. João 14:38. Enquanto não negarmos a nós mesmos, continuaremos negando a Cristo. Na auto-suficiencia de Pedro, suas máscaras caíram. Pedro se esforça por Jesus (João 18:26), Pedro se parece com Jesus (Mateus 26:73), Pedro foi visto com Jesus (Mateus 26:69), mas nada disso foi suficiente. Ele queria servir a Jesus do seu jeito e por isso a cruz se tornou escândalo. Quando Pedro fracassa, Jesus ressurreto vai restaurá-lo e dirá mais ou menos assim: “Pedro, você não morreria por mim? Apascenta as minhas ovelhas.” A esse  Pedro ressurreto Jesus vai ensiná-lo que cruz não é auto-suficiência. Veja João 21:18-20. Você tem pedido poder para Deus e só tem sido colocado em situações de grande pressão. Quanto mais poder você pedir a Deus, mais pressões você enfrentará para que seja colocado em situações de aparente fraqueza. Essa é a grande benção da contradição. Veja que o mesmo ocorre com Moisés. O mesmo ocorre com José no Egito. Quanto menos poder humano e menos EU, mais poder de Deus é derramado sobre nós.

O segundo caminho de Deus para uma vida extraordinária...
2.O caminho das contradições e da dependência (v. 23)
Na cultura grega a crucificação era um método de execução pública que combinava humilhação e tortura e para eles os deuses eram muito poderosos e a fonte de sabedoria. Como poderia Deus ser crucificado? A grandeza era a natureza do pensamento grego em todos os aspectos. De repente, alguém diz que os homens mataram Deus numa cruz? A cruz continua sendo loucura para aqueles que se sentem contrariados em seus pensamentos de grandeza e auto-suficiência. Os discípulos de Cristo são chamados à dependência de um Deus que se entregou. O que Ele fez foi para ser o modelo e abriu um caminho para a vida extraordinária. A vida extraordinária é loucura porque ela nos convida para o caminho das contradições. Os paradoxos da vida com Deus. Um teólogo chamado Paul Althus diz: “crer significa viver em contradição constante com a realidade que se vê e confiar no que não pode ser visto.” Cristo morre para nos dar vida. Ele se faz o menor de todos para ser exaltado sobre todos. Ele nos convida ao mesmo caminho. Para viver com Cristo, precisamos morrer para nós mesmos. Se somos os últimos, Nele somos feitos os primeiros. O menor de todos entre nós é o maior. Quem perde a sua vida vai achá-la. É dando que se recebe. Deus nos chama ao caminho da dependência. Você tem sido humilhado, rejeitado, desprezado, sofrido com muita dor e está angustiado? Esse é o caminho da sua vitória. Não nos gloriemos nas bênçãos que temos recebido meus irmãos (Romanos 5:3-5; II Coríntios 12:7-10). Quanto mais descermos, ais seremos exaltados. Temos celebrado tantas bênçãos espirituais que temos recebido, mas não é colocando os olhos nelas que manteremos uma vida de poder. É, antes de tudo, mantendo o coração humilde e quebrantado. É nos derramando diante Dele. Diminuindo cada vez mais para que Ele cresça. Assim estaremos sempre de pé diante da Sua Presença. É loucura? Sim! É a grande benção da contradição. O caminho de Deus para uma vida extraordinária.

O terceiro caminho de Deus para uma vida extraordinária...
3.O caminho do PODER da cruz e do Espírito Santo (v. 24)
I.Poder (Veja Isaías 53)
a.Na fraqueza Dele na cruz, daquele Messias que aos olhos dos judeus é fraco e sem poder, que nos olhos dos gregos ele é loucura, nós experimentamos poder. Ele foi erguido, subindo como escândalo e loucura na cruz, mas para nós é poder de Deus (v.2-3)
b.Ele nos libertou do poder da escravidão do pecado. Suas feridas nos curaram. (v.4-5;10;12b) Traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades nos libertou do poder do pecado. “Àquele que não conheceu pecado, se fez pecado por nós; para que, Nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” II Coríntios 5:21
c.Fomos reconciliados com Ele (v.11) Fomos feitos justos. Somos contados na família de Deus. Justos e justificados. Ele nos livrou do nosso EGO. Tomar a cruz, portanto, é LIBERDADE! Que maravilhoso poder! É o poder de Deus para transformação de todo o que crê.
Nós estamos sendo chamados a experimentar essa vida de PODER. Ele foi prensado no largar de azeite e Dele foi extraído o óleo do Espírito. Você também é prensado para ser extraído um poder sobrenatural. O poder para vencer o pecado, para cumprir a missão e se dar como Ele.
II.Sabedoria de Deus (Veja Romanos 3:21-26)
Como pode Deus ser justo contra o pecado e salvador dos pecadores ao mesmo tempo? Deus se torna homem sem pecado, para que por meio do sacrifício de um homem sem pecado Ele satisfaça a sua própria justiça. Essa é a loucura! A loucura de Deus é mais sábia do que a sabedora dos homens.

Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor


domingo, 5 de março de 2017

Sermão 05/03/2017 - A Igreja de Laodicéia - Sintomas, causas e a cura da perda do fervor espiritual

A Igreja de Laodicéia – Sintomas, causas e a cura da perda do fervor espiritual
Apocalipse 3:14-22

Graça e paz amada igreja. O texto que lemos é a última carta de Jesus às sete igrejas da Ásia Menor, direcionada à igreja de Laodicéia. Das sete igrejas, cinco receberão repreensão e duas delas palavras de encorajamento. Para todas elas há uma mesma declaração: “Conheço”. Jesus passeia no meio da sua igreja (Apocalipse 2:1 “anda no meio dos sete candeeiros de ouro” que são as igrejas). Ele sabe tudo sobre a sua igreja, pois seus olhos são como chamas de fogo (Apocalipse 1:14), o que significa que seus olhos penetram o que aos nossos olhos são impenetráveis. Ele conhece todos os nossos pensamentos. Ele conhece a você e mim. Ele conhece nossas obras ocultas e reveladas. Ele conhece nosso zelo bíblico bem como a nossa falta de amor, como na igreja de Éfeso. Ele conhece nosso sofrimento, como na igreja de Esmirna. Ele conhece nossa falta de zelo com a doutrina, mas o nosso amor permissivo, uma graça barata como na igreja de Pérgamo. Ele conhece nosso amor, fé, serviço, perseverança e muitas obras que temos boas, mas a tolerância com o pecado e a imoralidade como na igreja de Tiatira. Ele conhece a nossa falta de integridade em nossas obras e a fidelidade daqueles poucos que tem permanecido fiéis como na igreja de Sardes. Ele conhece a nossa falta de força, porém, a perseverança e fidelidade como a da igreja de Filadélfia. Jesus conhece a apatia espiritual e a mornidão que se apodera da sua igreja como na igreja de Laodicéia. Jesus conhece a Sua igreja e sabe dar um diagnóstico preciso a respeito dela. Qual é o diagnóstico que Jesus tem a seu respeito?

Para todas as igrejas Jesus faz uma apresentação de si mesmo, dá um diagnóstico preciso, apresenta uma recomendação e, por fim, dá uma promessa. Para a igreja de Laodicéia, nos versos 15 a 17 temos o diagnóstico, dos versos 18 a 20 uma recomendação e dos versos 21 a 22 uma promessa.

1)      Os sintomas de uma igreja que perdeu o fervor espiritual (v.15-16)
Jesus contextualiza a realidade desta igreja com a sua localidade. Laodicéia era uma importante cidade, pois era o cruzamento de rotas comerciais por causa de suas vantagens comerciais e militares, mas não por aspectos naturais. 10 km ao norte de Laodicéia se encontrava a cidade de Hierápolis, cujas águas termais eram e até hoje são terapêuticas. 16 km a leste de Laodicéia se encontrava a cidade de Colossos, cuja a água era potável, fresca e pura. Laodicéia não tinha água suficiente, por isso, canalizava sua água das fontes quentes de Denizli. A água não tinha tempo suficiente para esfriar nos aquedutos, chegando morna à cidade. Suas águas eram impróprias para beber e tampouco eram terapêuticas. Suas águas eram cheias de sais minerais e substâncias que provocavam náuseas e vômitos. Laodicéia era a única igreja que provocava náuseas em Jesus. Jesus faz uma declaração devastadora a seu respeito: “nem és frio nem quente...Assim porque és morno e nem és quente e nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. Jesus revela os sintomas. Esta era uma igreja morna. Essa mornidão revela:
Esterilidade espiritual – Os crentes em Laodicéia deveriam ser conhecidos por seu poder de cura espiritual (como as águas quentes terapêuticas de Hierápolis), ou por seu ministério revigorante e vivificante (como as águas frescas de Colossos). A esterilidade é reflexo de uma espiritualidade estéril. Seus frutos são reflexos do nível de seu relacionamento com Deus e para Ele conta os frutos. Curiosamente a igreja de Laodiceia não é denunciada por problemas doutrinários. O que revela que esta igreja poderia estar muito bem doutrinariamente, mas sua ortodoxia não produzia frutos. Não havia nela problemas de imoralidade ou permissividade, mas havia se acostumado. Uma igreja seguramente familiarizada com a vida religiosa. Jesus é claro ao afirmar em João 15 que quem Nele permanece, frutifica. Por que essa igreja perdeu o fervor espiritual?

2)      As causas de uma igreja que perdeu o fervor espiritual (v.17-18)
Os crentes da igreja em Laodicéia estavam imensamente ricos, e isso os levava à autossuficiência e complacência, isto é, eles preferiam fazer a política da boa vizinhança com o mundo. É a tal expressão “nada a ver”. Isso não tem nada a ver. Autossuficiência e a complacência é uma combinação mortal para o cristão. Jesus fala com detalhes da natureza dessa igreja. O problema não é a riqueza em si, mas a falta de pobreza espiritual que Jesus esperava daquela igreja. Como o crente perde essa sensibilidade espiritual?
Autossuficiência que se manifesta em orgulho e arrogância. Isso é muito sutil. Praticamente não se percebe quando se chega a este estado. Eles haviam sucumbido ao estilo de vida da cidade e nem perceberam. 1) Esta igreja se considerava segura nas suas posses, mas eram aos olhos de Jesus miseráveis e pobres. Jesus os aconselha: “compres ouro refinado de mim”. Laodicéia foi desenvolvida dos bancos e comércios da cidade. Os crentes, ricos, achavam que suas posses acumuladas os tornavam ricos, mas eles eram pobres. Jesus deixa claro: o propósito de Deus é a verdadeira riqueza para a sua igreja, “o tesouro do céu, onde traça e nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam e nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Mateus 6:20-21; 2) Essa igreja se considerava bem vestida espiritualmente, mas Jesus os considerava nu. Jesus os aconselha: “compres de mim vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não vejas a sua nudez”. Laodicéia era famosa por sua lá preta brilhante. Em outras palavras, é possível você se vestir de Armani ou Prada, mas pode estar “nu” diante de Deus. Jesus revela que esta igreja está em condição de desgraça diante de Deus, por causa da vergonha que simboliza o merecimento do juízo de Deus (Isaías 20:3-4)3) Essa igreja precisava enxergar, pois Jesus os considerava cegos. Jesus os aconselha: “compres colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas”. Laodicéia era considerado o maior centro oftalmológico da época. Lá eram fabricados colírios. Entretanto, Jesus chama a sua igreja a perceber sua cegueira espiritual, arrepender-se e receber cura espiritual de Cristo, pois, somente Ele é a fonte de cura.
Em suma percebemos que: 1) Esta igreja não tinha leitura correta a respeito de si mesma; 2) Esta igreja havia perdido a noção de eternidade e estava muito familiarizada com o mundo em que vivia (Colossenses 3:1-3); 3) Esta igreja havia perdido a noção da sua constante e real condição diante de Deus – pobreza espiritual (Mateus 5:3). Quando ganhamos orgulho espiritual porque fazemos as coisas de Deus; 4) Esta igreja havia perdido a noção de dependência, por confiar na sua capacidade e nas conquistas materiais (Salmo 127:1-3). Eram verdadeiros CRENTES NOMINAIS. Sem vida de Deus, apesar de serem bons doutrinariamente, não fazerem nada de errado e serem bem sucedidos em tudo o que faziam, mas eram complacentes. ´
O pior de tudo, é pensarmos que estamos de acordo com Deus, sem percebermos que Deus está nauseado conosco. Isso ocorre quando a Palavra de Deus não é mais a palavra final em nossas vidas e onde não há vida na Palavra, não há fervor espiritual. Os laodicenses causavam náuseas em Jesus. Como mudar essa situação? Aceitar a disciplina do Senhor! Ele nos ama.

3)      A cura para uma igreja que perdeu o fervor espiritual (v.19-20)
Os laodicenses estavam cegos por sua própria espiritualidade indiferente, a uma prosperidade mundana e achavam que por estar tudo bem com eles, era sinal de que estavam bem com Deus. Jesus quer aprofundar a Sua relação com a igreja. Ele está do lado de fora!
Amados, podemos estar fazendo tudo certo. Podemos estar até mesmo lendo, orando e jejuando como a igreja de Laodicéia, mas sem fervor espiritual, pois, não é os atos de religiosidade que demonstrarão que somos crentes firmes. 1) Maior intimidade. Sede da Palavra. Maior anseio por orar e jejuar. Coração puro. Santidade nas intenções e prazer em estar com Ele.  O que revelará nosso fervor espiritual é o quanto estamos próximos a Ele e este relacionamento mudando o nosso caráter, nosso comportamento, mudando nossa essência e gerando em nós mais desejo de estar com Ele em Sua Presença. 2) Abandono do pecado. O fervor espiritual gera em nós repulsa pelo pecado. Gera entristecimento com tudo aquilo que não está de acordo com o Espírito Santo que habita em nós. O pecado deixa de ser hábito. Nos enojamos dele. 3) Submissão ao Espírito. Guiados pelo Espírito não seremos rebeldes a Deus e aos líderes. Estaremos mais sensíveis a Deus.

Hoje Jesus está batendo na porta do seu coração para resgatar uma relação mais profunda e transformadora. Ele quer comer comigo e com você. Ele quer jantar. Ele diz: “arrepende-te”. Ele quer seu amigo.  Ele quer que a Palavra seja verdade em sua vida.
Há uma promessa. Não se preocupe em sentar em lugares importantes aqui na terra, pois, Ele tem um trono preparado para nós no céu (v.21).

No amor de Cristo,
Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor