quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Devocional 21/12/2016 - TEMA: Está com ele a Palavra do Senhor

TEMA: Está com ele a palavra do Senhor.
Texto: "Disse Josafá: Está com ele a palavra do Senhor." II Reis 3:12

OBSERVAÇÃO
Os reis de Israel, Edom e Judá estão em marcha contra Moabe e ficam sem água para o exército. Em batalha, sem o suprimento essencial Josafá decide buscar a Deus. Ele busca um profeta de Deus.

PRÁTICA
Que palavra poderosa. Deus levanta uma igreja de profetas para um mundo em batalha e sedento. Através da visão que Ele tem dado creio que muitos farão como Josafá e dirão a respeito de cada membro de nossa comunidade que são verdadeiros ministros do Senhor: "Está com ele a palavra do Senhor". Aleluia.

ORAÇÃO
Querido Pai obrigado porque sei que o Senhor está levantando uma igreja de verdadeiros profetas. Em nossa comunidade onde cada um é um ministro do Senhor, tu tens o propósito de fazer com que cada um seja um verdadeiro profeta do Senhor. Que os em batalhas e sedentos de água venham e reconheçam em cada filho seu um profeta do Senhor.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Devocional 20/12/2016 - TEMA: O pecado de Acazias

TEMA: "O pecado de Acazias"
Texto: "Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?" II Reis 1:3b

OBSERVAÇÃO
Acazias fica enfermo e querendo saber se seria curado, manda consultar outro deus. Elias é enviado por Deus para repreender o rei. O pecado de Acazias foi buscar resposta fora do Senhor.

PRÁTICA
Deus me traz uma revelação nesta passagem. Quando as coisas não vão bem, a tendência é buscar apoio em pessoas, lugares, métodos e o apoio sempre poderá estar naquilo que não gera vida, mas morte, pois, o único que gera vida é Deus. Deus me alerta a sempre apoiar-me Nele. Dele vem a direção e o apoio quando as coisas não estiverem bem.

ORAÇÃO
Querido Pai, obrigado por essa palavra. Tu és o meu sustentador de todos os momentos. Livra-me do pecado de Acazias.

PARA AVALIAR
1)No momento da crise, o que vem primeiramente à sua mente?
2)Numa crise conjugal, ministerial ou financeira, a quem você recorre primeiramente?
3)Em sua vida hoje há mais sinais de morte ou de vida? Morte nos fala de fim, desistência, desânimo e derrota. Vida nos fala de restauração, cura, ânimo e vitória.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Devocional 06/12/2016 - TEMA: Olhai para mim!

TEMA: "Olhai para mim"
Texto: "Olhai para mim e sede salvos." Isaias 45:22

OBSERVAÇÃO:
Deus chama a atenção do povo de Israel que volte seus olhos para o verdadeiro Deus e seu salvador e não depositem esperança em ídolos.

PRÁTICA:
Diante de tantos desafios que tenho enfrentado, Deus chama a minha atenção a não permitir que meu coração crie ídolos ou confie em escapes que não sejam Ele, o meu Senhor e Salvador. Deus me chama à constante consagração, pois, se necessário for, Ele levantará quem menos espero para prover o escape necessário, um Ciro.

ORAÇÃO:
Querido Pai, obrigado pela Tua Palavra. Que meus olhos estejam somente em Ti o meu Salvador.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Vivendo a Palavra de Deus no exemplo de João Batista

Vivendo a Palavra de Deus no exemplo de João Batista
Marcos 1:2-8
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Introdução

O evangelho de Marcos foi escrito muito provavelmente para os crentes de Roma, em sua maioria novos convertidos tornando imperativo que a história da vida de Jesus e os seus ensinos fossem registrados para as futuras gerações. Seu objetivo audacioso era que cada leitor conhecesse a Deus pessoalmente.
Após o cativeiro babilônico, houve um grande silêncio da parte de Deus. Por séculos Deus não enviara mais profetas ao seu povo. Havia apenas a promessa da vinda do Messias e muitos haviam se apegado a tais promessas. É neste contexto de silêncio, que há uma quebra e João Batista entra em cena como o precursor do messias e arauto das boas novas de salvação.

  1. A Palavra de Deus renova a nossa expectativa, a nossa esperança (v.1-3)
Marcos cita os profetas e relembra a fuga do Egito para qualificar e quantificar essa expectativa que havia no coração dos remanescentes fiéis às promessas de Deus e o caráter do mensageiro. Conduzindo por um Anjo no deserto rumo à terra prometida no passado que ia adiante do Seu povo na fuga do Egito, assim é qualificada a expectativa da vinda do Messias com a chegada do mensageiro João Batista (Êxodo 23:20). Ele é o cumprimento da profecia de Isaías (Isaías 40:3). A Palavra está se cumprindo. Havia uma expectativa dormente. Não se trata de qualquer expectativa, mas daquela que aponta para a chegada do Cristo. Ele abre as portas para a entrada do Cristo.

Aplicação pessoal: Como está a tua esperança e expectativas da vida cristã? Onde você tem depositado as suas expectativas? O que tem servido de fonte para a tua esperança? Como podemos ajudar os desesperançados?

O que será que Deus está querendo nos dizer?

I)A Palavra de Deus é sempre verdadeira. Ainda que pareça esquecida ou demorada todas as suas promessas cumprirá. Ele vela por Sua Palavra.
II)A Palavra de Deus é a verdadeira fonte de renovo e esperança. Só há uma maneira de manter a fé viva – pela Palavra de Deus.
III)A Palavra de Deus registra as ações de Deus. Portanto, podemos confiar cegamente em Sua Palavra, pois, ela registra um Deus que intervém na história.
IV)Nosso Deus é um Deus de expectativas. Não aceite viver menos do que uma fé expectante. Uma vida cristã vibrante tem esperança no retorno de Cristo e no céu.

  1. A Palavra de Deus nos conduz a um culto verdadeiro (v.4-6)
João Batista aparece no deserto pregando e batizando. Propositadamente Marcos e os demais evangelhos descrevem João com vestes feitas de pelos de camelo, trazendo uma cinta de couro e se alimentando de gafanhotos e mel silvestre. São as mesmas descrições do profeta Elias (II Reis 1:8). Elias é o profeta que restaura o culto ao único Deus verdadeiro em Israel quando chama para o confronto os profetas de Baal (I Reis 18). Elias denuncia o pecado, chama o povo ao arrependimento e restaura o altar. Elias é o profeta restaurador.
Quando lemos Malaquias 4:5, o profeta Malaquias anuncia o precursor do sol da justiça (Malaquias 4:2) que é uma clara referência a Cristo. Jesus dá testemunho de João (Mateus 11:7-19) e questionado por seus discípulos sobre por que Elias deveria vir primeiro, Jesus responde que Elias veio e este era João Batista (Mateus 17:10-12). Não se trata de uma reencarnação de Elias, mas do que o próprio Elias representou para o povo, isto é, o profeta que repara o altar e restaura o culto a Deus. O que vemos em João Batista, portanto, como precursor da vinda do Messias e restaurador, é um profeta que denuncia o pecado (Mateus 3:7), chama ao arrependimento (Mateus 3:8) e batiza os arrependidos como sinal de seu arrependimento (Mateus 3:6). Claramente o povo estava cansado de uma religião vazia e sem expectativa de vida abundante. Agora está se iniciando um novo êxodo, pois, o povo está se separando de uma vida religiosa fácil e institucionalizada e multidões vão ao deserto para ouvir João Batista. João exige dos seus seguidores uma vida transformada e um discipulado radical. É o mesmo que Jesus exigirá dos seus discípulos.

Aplicação pessoal: Vemos que João Batista é um homem guiado pela expectativa da manifestação de Deus na terra. Ele chama o povo ao verdadeiro culto que é fruto do arrependimento, da confissão e do batismo. O quanto o seu culto pessoal tem sido verdadeiro a Deus? Como está o altar do seu coração? Precisa haver reparo?

O que Deus está querendo nos dizer?

I)Assim como a vinda do Messias exige um preparado para sua chegada, a sua permanência em nossos corações também exige um relacionamento que produz constante transformação.
II)Deus também deseja que todos saíamos do lugar onde há vida religiosa fácil e rumemos, atraídos pela Sua Palavra, ao lugar de arrependimento, confissão e transformação.  
III)Não existe culto verdadeiro se este não for focado na presença de Cristo e fruto de uma vida submetida à Palavra.
IV)Somos chamados a viver em novidade de vida. O altar, cuja oferta somos nós mesmo, precisa sempre estar reparado para que Deus receba o nosso louvor a nossa adoração.

  1. A Palavra de Deus é lida e pregada à luz de Cristo sendo cristocêntrica (v.7-8)
João Batista aparece no deserto como cumprimento da profecia de Isaías apontando para o Cristo (v.3). João Batista chama o povo ao arrependimento para a chegada do Cristo (v.5). João era cristocêntrico. Sua missão tinha um sentido e um propósito – CRISTO. Ele exalta a Jesus e sabemos disto em suas próprias palavras. Os escravos serviam aos seus senhores e lhes desatavam as sandálias. Entretanto, João, diante da dignidade do Filho de Deus, ainda que fosse um escravo, se considerava totalmente indigno até mesmo de desatar as sandálias do Seu Senhor. João Batista descreve a grandeza desse seu Senhor em três aspectos: a) Poder; b) Dignidade; c) Ministério. Vejo algo muito especial aqui. A motivação, a submissão e a humildade de João Batista na sua missão de precursor do Messias. Ele foi bem sucedido em sua missão, pois, ela estava totalmente motivada e calçada em Cristo.

Aplicação pessoal: Onde você tem encontrado poder e unção para viver a vida cristã nos momentos alegres e difíceis? O que mais tem lhe motivado como alguém que tem servido? Onde você tem encontrado poder e unção para realizar o que tem feito como cristão e discípulo e Cristo? O quanto você tem vivido sob o ministério de Cristo, o poder do Espírito?

O que será que Deus está querendo nos dizer?

I)Aos que desejam um ministério frutífero e abençoado, este deve servir aos propósitos de Cristo e sob o poder, a dignidade e o ministério de Cristo.
II)Um ministério bem sucedido e uma vida cristã abençoada é cristocêntrico em tudo o que é realizado. Se a sua vida e o que você faz não tem Cristo como motivação e alvo, certamente você não estará pleno.
III)Jesus derramou seu Espírito como sinal da salvação e é nesse mesmo Espírito que cumpriremos a missão. Sejamos cheios do Espírito Santo e teremos uma vida e um ministério cristocêntrico.

Conclusão


João Batista foi o cumprimento das promessas segundo a Palavra de Deus, o que nos enche de esperança porque a Palavra é fiel e verdadeira. João Batista, como profeta e homem da Palavra guiou o povo para a Palavra restaurando naquelas vidas o culto verdadeiro e a expectativa da chegada do Messias. João Batista tinha consciência de sua missão e sabia que seu dever era uma mensagem, esta, com Cristo no centro. Assim deve ser a nossa vida cristã. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, uma vida na Palavra.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Devocional 20/09/2016 - TEMA: O caminho mais longo

TEMA: O caminho mais longo

TEXTO: "Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito." Êxodo 13:17

OBSERVAÇÃO:
No processo de transição Deus pode conduzir seu povo pelo caminho mais longo por um propósito. O objetivo aqui é evitar que o povo volte se arrependa e volte para o Egito.

PRÁTICA:
Deus tem me conduzido por um processo de transição e penso que ele está longo, porém, voltar para trás não é mais possível. Deus está me guiando e Nele confio. Jesus é a Rocha mais alta que eu.

ORAÇÃO:
Querido Pai, obrigado porque Tu não me deixas ficar pelo caminho. Tu és a minha Rocha. Tu és a minha direção. Ainda que o caminho pareça longo, creio em Ti.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Salmo 73 - 24/07/2016 - IMeL Mirandópolis

Células – Uma nova velha estratégia

Células – Uma nova velha estratégia

“Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.” Mateus 9:16-17

Células ou pequenos grupos são um assunto crescente nos nossos tempos. Causa muito temor, haja vista os exageros promovidos em igrejas que abraçaram essa estratégia e que chegou a causar divisão. Entretanto, essa estratégia, que muitos olham com certo temor, não se trata apenas de mais um meio de crescimento.
A passagem bíblica do vinho e do odre explica bem o que está acontecendo.
Sabemos que a nossa sociedade está em transformação e com o avanço tecnológico, mais e mais mudanças ocorrem, de maneira que temos muita dificuldade em acompanha-las. A igreja está inserida neste mundo e tem o desafio de discernir os tempos como os da tribo de Issacar (I Crônicas 12:32) para saber como ela, igreja, sendo o Israel de Deus, deve agir para pregar o Evangelho de Jesus Cristo.
Se por um lado, a sociedade está mais secularizada (deixando Deus de lado), pluralizada (dizendo que as verdades são relativas), privatizada (cada um vivendo por si, buscando a felicidade própria sem valores morais cristãos e se isolando cada vez mais), desconfiada e desacreditada com as instituições, por outro lado, a igreja tem nesses perigos uma grande oportunidade. Sim!
Nunca se viu tantas pessoas com depressão e famílias tão desestruturadas e tantos “desigrejados” que desacreditam da instituição igreja. Temos resposta para isso? Sim! O Evangelho é sempre atual, pois, propõe a cura para o mal do homem que se chama pecado. Porém, não dá para responder aos anseios do homem atual do século XXI usando um modelo que funcionou no século XX.
O vinho novo (evangelho) é sempre atual, mas os odres (estruturas) envelhecem e o evangelho não fica preso a essas estruturas. O evangelho (vinho novo) rompe sim com os odres velhos (estruturas velhas). As pessoas estão carentes de referências e essência. Elas querem significado. Elas querem vida!
Por isso, acredito firmemente que essa crescente de igrejas em células ou pequenos grupos tem oferecido uma reposta tanto para os de dentro como para os de fora da vida da igreja.

Você já parou para pensar que o paradigma atual de igreja tem gerado mais consumidores de culto do que efetivamente discípulos de Cristo? As pessoas “pagam” seus dízimos e exigem que lhes sejam prestados o melhores serviços religiosos. Elas pagam por uma boa pregação, por um bom louvor, por uma bom culto infantil para seus filhos e quando acham que não está com boa qualidade, procuram outro “supermercado da fé” para comprarem serviços religiosos melhores. São verdadeiros consumidores de culto.
Estatisticamente vemos que as igrejas assim possuem 80% de consumidores e 20% de trabalhadores que poderiam estar ganhando vidas e discipulando, mas que estão na verdade procurando forma de manter os outros 80% satisfeitos. Esse definitivamente não é o modelo bíblico de igreja que Jesus tinha em mente quando a inaugurou. Seu imperativo foi: “Fazei discípulos”.
Então, vem a pergunta chave: “De que maneira a igreja pode responder aos anseios da sociedade atual sem que seus membros se tornem meros consumidores, mas que TODOS (sem exceção) estejam ativos como membros no corpo de Cristo?” A resposta é células.

O que são células?

O corpo humano é composto por milhares de pequenas unidades que se juntam para formar o corpo como um todo. Essas unidades são chamadas células. Um bebê tem seu início em uma pequena célula no útero da mãe, então ela cresce e se multiplica em duas células. Essas duas células transformam-se em quatro, as quatro em oito, as oito em dezesseis e assim por diante.
Uma célula transforma-se em um corpo humano, cheio de vida e maravilhoso! Como as células do corpo humano, as células da Igreja são pequenas. Quase não são percebidas, porém, fundamentais. Elas nascem, crescem e, em determinado momento, elas se multiplicam dando vida a outra célula e, desse modo, a Igreja – como o corpo humano - cresce e se estabelece. 1 Coríntios 12:27 “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.”
A célula é um grupo de oito a quinze pessoas que formam uma comunidade numa casa semanalmente para experimentar o amor de Deus, para crescer no relacionamento com os outros e para alcançar os incrédulos.

Ativamos o corpo de Cristo levando cada membro a reconhecer que é um ministro. Muitos pensam apenas no pastor como o único ministro. Mas, não é assim. Se Jesus quisesse que somente os sacerdotes fossem ministros, ele não teria escolhidos pescadores e iletrados para serem seus discípulos, mas teria ido à sinagoga ou ao sinédrio e levantado entre os sacerdotes fariseus e saduceus como seus discípulos.
O pastor, na verdade, se torna um capacitador de ministros na comunidade local. Ele deixa de ser um “capelão” que socorre os membros que vivem doentes (problemas e mais problemas), e leva as pessoas a assumirem o sacerdócio universal (I Pedro 2:9). Um membro que é ministro assume um coração de servo para atender aos desafios do Reino.
A visão de uma igreja que trabalha em células é que cada membro seja um ministro e cada casa uma igreja.
Cada casa uma igreja? Sim! A igreja não são as quatro paredes. As quatro paredes se chamam prédio da igreja, local onde a igreja (as pessoas) se reúnem. A palavra igreja significa ajuntamento ou assembleia. Por ser a igreja de Deus, ela é também chamada de assembleia (ajuntamento) dos santos. Ninguém é igreja sozinho. É antibíblico ser desigrejado. A igreja é um corpo vivo. Ela é orgânica, portanto, composta de membros. Somos igreja quando nos reunimos. Em 1 Pedro 2:4-10, o apóstolo Pedro nos ensina que somos a Casa Espiritual edificados sobre Cristo. Cada membro ou ministro é uma pedra viva nessa edificação. Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 7:48). Ele habita em mim e em você. Nós somos a igreja de Deus juntos. Portanto, quando um grupo de pessoas se reúnem numa casa para desfrutar do poder, da presença e do propósito de Cristo, então, lá naquela casa está a igreja. Paulo diz em Efésios 2:22 que somos edificados para a habitação de Deus no Espírito e que somos templos do Espírito Santo em I Coríntios 6:19. Por isso, eu sou habitação de Deus e quando me reúno com os meus irmãos, somos igreja.

Então vem a pergunta: “Se eu participo de uma célula não preciso ir aos cultos no prédio da igreja?” Claro que deve ir. Pense na igreja (não no prédio da igreja, mas nas pessoas) como um avião. O avião precisa de duas asas para decolar. Uma asa se chama a grande celebração, ou as reuniões que fazemos no prédio da igreja. Para que prédio? O prédio é o lugar onde capacitamos os ministros de Deus e celebramos juntos com todas as células. A outra asa se chama células ou pequenos grupos, onde compartilhamos a vida de Deus e abrimos nossos corações acerca daquilo que Deus falou conosco no domingo, na grande celebração. É nesse ambiente que crescemos em comunhão e preparamos os ministros. Portanto, uma não exclui a outra, mas se completam.

Quais os fundamentos essenciais de uma igreja em célula?

1.Células - O poder, a presença e o propósito de Cristo
As células têm como propósito que seus participantes tanto o não cristão, o novo na fé quanto os mais experientes conheçam a Cristo e cresçam em viver para as expectativas de Jesus Cristo numa realidade constante da sua Presença. Veja que as células não são um fim em si mesmo. Se o propósito da célula não for a presença de Cristo, será apenas mais uma reunião qualquer. Vale destacar que a igreja primitiva não tinha prédios. Os primeiros cristãos se reuniam e viviam como igreja nos cenáculos que eram as grandes salas das casas onde faziam as refeições. A igreja começou num cenáculo (Atos 1:13). A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi numa casa (Atos 2:1-2). Mesmo com três mil pessoas, eles conservavam as reuniões nas casas (Atos 2:46). As reuniões nos lares eram uma estratégia evangelística (Atos 5:42; Atos 10:24-48). A perseguição da igreja aconteceu nas casas porque a igreja era nas casas (Atos 8:3). Saulo foi curado e restaurado numa casa (Atos 9:17-19). Batismos aconteciam nas casas (Atos 9:36-41; Atos 16:30-33). Repetidas vezes Paulo encerrava suas cartas escrevendo direcionado à igreja na casa de alguém (Romanos 16:5; I Coríntos 16:19; Filemon 1-2). A presença e o poder de Cristo se manifesta onde a igreja (pessoas) está reunida.

2.Células - Teologia da igreja em células
No caminho do discipulado cristão um a um e no compartilhar das células, a teologia da igreja em células não é diferente de numa igreja que se diz evangélica, isto é, sua mensagem está centrada na cruz de Cristo, e sua humilhação, bem como o caminho da glorificação. A mensagem da cruz fala de serviço e viver em células é viver para servir tanto ao não crente como aos irmãos. Viver uma vida de fé e serviço só é possível através da cruz, do negar-se a si mesmo por amor a Deus e ao próximo. As células são ambientes propícios para crescermos na vida espiritual poderosa e vibrante em serviço.

3.Células – Cuidado pastoral, discipulado e saúde espiritual
Para o verdadeiro conhecimento da natureza, caráter e ministério de Jesus, é necessário uma vida individual e comunitária saudável. É indiscutível que vemos os grupos pequenos e células, dentro do Corpo maior de Cristo, como o melhor ambiente para o nascimento, discipulado, encorajamento e cuidado dos crentes. (§ 6060 item 6 do Manual da Igreja Metodista Livre).
John Wesley, o fundador do metodismo, tinha tanta convicção de que esse ambiente era saudável que fundou as sociedades, classes e bandas.
As classes de Wesley eram como nossas células. Veja: Wesley viu a oportunidade pastoral que se apresentava pela estrutura prática das classes: os líderes das classes (indicados por Wesley: “aqueles em quem posso confiar”) se tornaram guias espirituais de seu grupo. Wesley, sempre que possível, se reunia com os líderes semanalmente. A Sociedade de Londres tinha nessa época mais de mil membros, e esse método ajudou Wesley a vencer as dificuldades de poder conhecer cada pessoa nas sociedades que cresciam rapidamente e estender o toque pessoal de sua supervisão pastoral (e disciplina). Por razões as mais variadas, tornou-se mais vantajoso reunir os membros das classes do que visitá-los em suas próprias casas. Desse modo, como Wesley disse: “uma inquirição mais completa foi feita sobre o comportamento de cada pessoa... conselhos ou reprovações eram dados sempre que exigidos, as brigas foram apaziguadas, desentendimentos foram removidos; e depois de uma hora ou duas passadas neste serviço de amor, eles concluíam com preces e ações de graças” (Societies, 262).
As classes (...) continham todas as pessoas da sociedade, não apenas aquelas que voluntariamente se agrupavam. Permitiam o exercício da disciplina entre toda a sociedade. (Heitzenrater, 1996, p. 117-119)

4.Células – Treinar para evangelizar, liderar e Multiplicar
O projeto de Deus é que o evangelho se expanda a todas as nações. Deus quer filhos! Os crentes devem ser preparados para viverem e proclamarem as Boas Novas e gerar esses filhos para Deus. O que mais traz alegria a Deus não são os nossos cultos avivados e boas músicas, danças e boas pregações. Não! O que traz alegria a Deus e ao céu é um pecador arrependido se convertendo a Cristo. Basta ler Lucas 15:7. Isso condiz com a ênfase na evangelização e no discipulado. Vivemos na prática essa capacitação através das células, ganhando pessoas para Cristo, edificando-as, consolidando-as e enviando-as para fazer novos discípulos.
Entendemos que para isso, cada ministro (cada membro) deve fluir nos cinco ministérios de Efésios 4:11. Eles devem ser preparados para no ambiente da célula evangelizar, cuidar (pastorear), ensinar (o mestre), profetizar (edificar, consolar e exortar) e enviar ou ir, que é o aspecto apostólico. Não entendemos como títulos, mas como funções que todos os ministros em alguma medida já exercem. Você já consolou alguém certamente. Você já aconselhou alguém certamente. Você já falou de Jesus para alguém certamente. Você já tirou dúvidas sobre a bíblia para alguém certamente. Perceba que é mais simples do que imaginamos. A evangelização, a formação de líderes e a multiplicação é algo natural de uma igreja saudável.

Concluo desafiando você a assumir sua identidade de ministro e liderar uma célula. Cumpra a grande comissão! Gere filhos para Deus e faça a diferença.

No amor de Cristo,
Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor

Igreja Metodista Livre de Vila Moraes