terça-feira, 26 de julho de 2016
Células – Uma nova velha estratégia
Células
– Uma nova velha estratégia
“Ninguém põe
remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e
fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário,
rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho
novo em odres novos, e ambos se conservam.” Mateus 9:16-17
Células ou pequenos grupos são um assunto crescente
nos nossos tempos. Causa muito temor, haja vista os exageros promovidos em
igrejas que abraçaram essa estratégia e que chegou a causar divisão.
Entretanto, essa estratégia, que muitos olham com certo temor, não se trata
apenas de mais um meio de crescimento.
A passagem bíblica do vinho e do odre explica bem o
que está acontecendo.
Sabemos que a nossa sociedade está em transformação
e com o avanço tecnológico, mais e mais mudanças ocorrem, de maneira que temos
muita dificuldade em acompanha-las. A igreja está inserida neste mundo e tem o
desafio de discernir os tempos como os da tribo de Issacar (I Crônicas 12:32)
para saber como ela, igreja, sendo o Israel de Deus, deve agir para pregar o
Evangelho de Jesus Cristo.
Se por um lado, a sociedade está mais secularizada
(deixando Deus de lado), pluralizada (dizendo que as verdades são relativas),
privatizada (cada um vivendo por si, buscando a felicidade própria sem valores morais
cristãos e se isolando cada vez mais), desconfiada e desacreditada com as
instituições, por outro lado, a igreja tem nesses perigos uma grande
oportunidade. Sim!
Nunca se viu tantas pessoas com depressão e
famílias tão desestruturadas e tantos “desigrejados” que desacreditam da
instituição igreja. Temos resposta para isso? Sim! O Evangelho é sempre atual,
pois, propõe a cura para o mal do homem que se chama pecado. Porém, não dá para
responder aos anseios do homem atual do século XXI usando um modelo que
funcionou no século XX.
O vinho novo (evangelho) é sempre atual, mas os
odres (estruturas) envelhecem e o evangelho não fica preso a essas estruturas.
O evangelho (vinho novo) rompe sim com os odres velhos (estruturas velhas). As
pessoas estão carentes de referências e essência. Elas querem significado. Elas
querem vida!
Por isso, acredito firmemente que essa crescente de
igrejas em células ou pequenos grupos tem oferecido uma reposta tanto para os
de dentro como para os de fora da vida da igreja.
Você já parou para pensar que o paradigma atual de
igreja tem gerado mais consumidores de culto do que efetivamente discípulos de
Cristo? As pessoas “pagam” seus dízimos e exigem que lhes sejam prestados o
melhores serviços religiosos. Elas pagam por uma boa pregação, por um bom
louvor, por uma bom culto infantil para seus filhos e quando acham que não está
com boa qualidade, procuram outro “supermercado da fé” para comprarem serviços
religiosos melhores. São verdadeiros consumidores de culto.
Estatisticamente vemos que as igrejas assim possuem
80% de consumidores e 20% de trabalhadores que poderiam estar ganhando vidas e
discipulando, mas que estão na verdade procurando forma de manter os outros 80%
satisfeitos. Esse definitivamente não é o modelo bíblico de igreja que Jesus
tinha em mente quando a inaugurou. Seu imperativo foi: “Fazei discípulos”.
Então, vem a pergunta chave: “De que maneira a
igreja pode responder aos anseios da sociedade atual sem que seus membros se
tornem meros consumidores, mas que TODOS (sem exceção) estejam ativos como
membros no corpo de Cristo?” A resposta é células.
O que são células?
O corpo humano é composto por milhares de
pequenas unidades que se juntam para formar o corpo como um todo. Essas
unidades são chamadas células. Um bebê tem seu início em uma pequena célula no
útero da mãe, então ela cresce e se multiplica em duas células. Essas duas
células transformam-se em quatro, as quatro em oito, as oito em dezesseis e
assim por diante.
Uma célula transforma-se em um corpo
humano, cheio de vida e maravilhoso! Como as células do corpo humano, as
células da Igreja são pequenas. Quase não são percebidas, porém, fundamentais.
Elas nascem, crescem e, em determinado momento, elas se multiplicam dando vida
a outra célula e, desse modo, a Igreja – como o corpo humano - cresce e se
estabelece. 1 Coríntios 12:27 “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de
vocês, individualmente, é membro desse corpo.”
A célula é um grupo de oito a
quinze pessoas que formam uma comunidade numa casa semanalmente para
experimentar o amor de Deus, para crescer no relacionamento com os outros e
para alcançar os incrédulos.
Ativamos
o corpo de Cristo levando cada membro a reconhecer que é um ministro. Muitos
pensam apenas no pastor como o único ministro. Mas, não é assim. Se Jesus
quisesse que somente os sacerdotes fossem ministros, ele não teria escolhidos
pescadores e iletrados para serem seus discípulos, mas teria ido à sinagoga ou
ao sinédrio e levantado entre os sacerdotes fariseus e saduceus como seus
discípulos.
O
pastor, na verdade, se torna um capacitador de ministros na comunidade local.
Ele deixa de ser um “capelão” que socorre os membros que vivem doentes
(problemas e mais problemas), e leva as pessoas a assumirem o sacerdócio
universal (I Pedro 2:9). Um membro que é ministro assume um coração de servo
para atender aos desafios do Reino.
A visão
de uma igreja que trabalha em células é que cada membro seja um ministro e cada
casa uma igreja.
Cada
casa uma igreja? Sim! A igreja não são as quatro paredes. As quatro paredes se
chamam prédio da igreja, local onde a igreja (as pessoas) se reúnem. A palavra
igreja significa ajuntamento ou assembleia. Por ser a igreja de Deus, ela é
também chamada de assembleia (ajuntamento) dos santos. Ninguém é igreja
sozinho. É antibíblico ser desigrejado. A igreja é um corpo vivo. Ela é
orgânica, portanto, composta de membros. Somos igreja quando nos reunimos. Em 1
Pedro 2:4-10, o apóstolo Pedro nos ensina que somos a Casa Espiritual
edificados sobre Cristo. Cada membro ou ministro é uma pedra viva nessa edificação.
Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 7:48). Ele habita em
mim e em você. Nós somos a igreja de Deus juntos. Portanto, quando um grupo de
pessoas se reúnem numa casa para desfrutar do poder, da presença e do propósito
de Cristo, então, lá naquela casa está a igreja. Paulo diz em Efésios 2:22 que
somos edificados para a habitação de Deus no Espírito e que somos templos do
Espírito Santo em I Coríntios 6:19. Por isso, eu sou habitação de Deus e quando
me reúno com os meus irmãos, somos igreja.
Então
vem a pergunta: “Se eu participo de uma célula não preciso ir aos cultos no
prédio da igreja?” Claro que deve ir. Pense na igreja (não no prédio da igreja,
mas nas pessoas) como um avião. O avião precisa de duas asas para decolar. Uma
asa se chama a grande celebração, ou as reuniões que fazemos no prédio da
igreja. Para que prédio? O prédio é o lugar onde capacitamos os ministros de
Deus e celebramos juntos com todas as células. A outra asa se chama células ou
pequenos grupos, onde compartilhamos a vida de Deus e abrimos nossos corações
acerca daquilo que Deus falou conosco no domingo, na grande celebração. É nesse
ambiente que crescemos em comunhão e preparamos os ministros. Portanto, uma não
exclui a outra, mas se completam.
Quais os
fundamentos essenciais de uma igreja em célula?
1.Células - O poder, a presença
e o propósito de Cristo
As células têm como propósito que seus participantes tanto o não
cristão, o novo na fé quanto os mais experientes conheçam a Cristo e cresçam em
viver para as expectativas de Jesus Cristo numa realidade constante da sua
Presença. Veja que as células não são um fim em si mesmo. Se o propósito da
célula não for a presença de Cristo, será apenas mais uma reunião qualquer. Vale
destacar que a igreja primitiva não tinha prédios. Os primeiros cristãos se
reuniam e viviam como igreja nos cenáculos que eram as grandes salas das casas
onde faziam as refeições. A igreja começou num cenáculo (Atos 1:13). A descida
do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi numa casa (Atos 2:1-2). Mesmo com
três mil pessoas, eles conservavam as reuniões nas casas (Atos 2:46). As
reuniões nos lares eram uma estratégia evangelística (Atos 5:42; Atos
10:24-48). A perseguição da igreja aconteceu nas casas porque a igreja era nas
casas (Atos 8:3). Saulo foi curado e restaurado numa casa (Atos 9:17-19).
Batismos aconteciam nas casas (Atos 9:36-41; Atos 16:30-33). Repetidas vezes
Paulo encerrava suas cartas escrevendo direcionado à igreja na casa de alguém
(Romanos 16:5; I Coríntos 16:19; Filemon 1-2). A presença e o poder de Cristo
se manifesta onde a igreja (pessoas) está reunida.
2.Células - Teologia da igreja
em células
No caminho do discipulado cristão um a um e no compartilhar das células,
a teologia da igreja em células não é diferente de numa igreja que se diz
evangélica, isto é, sua mensagem está centrada na cruz de Cristo, e sua
humilhação, bem como o caminho da glorificação. A mensagem da cruz fala de
serviço e viver em células é viver para servir tanto ao não crente como aos irmãos.
Viver uma vida de fé e serviço só é possível através da cruz, do negar-se a si
mesmo por amor a Deus e ao próximo. As células são ambientes propícios para
crescermos na vida espiritual poderosa e vibrante em serviço.
3.Células – Cuidado pastoral, discipulado e
saúde espiritual
Para o verdadeiro conhecimento da natureza,
caráter e ministério de Jesus, é necessário uma vida individual e comunitária saudável. É indiscutível que vemos os grupos pequenos e células, dentro do
Corpo maior de Cristo, como o melhor ambiente para o nascimento, discipulado,
encorajamento e cuidado dos crentes. (§ 6060 item 6 do Manual da Igreja Metodista Livre).
John Wesley, o fundador do metodismo, tinha tanta convicção de que esse
ambiente era saudável que fundou as sociedades, classes e bandas.
As classes
de Wesley eram como nossas células. Veja: Wesley viu a oportunidade pastoral que se apresentava pela estrutura
prática das classes: os líderes das classes (indicados por Wesley: “aqueles
em quem posso confiar”) se tornaram guias espirituais de seu grupo. Wesley,
sempre que possível, se reunia com os líderes semanalmente. A Sociedade
de Londres tinha nessa época mais de mil membros, e esse método ajudou Wesley a
vencer as dificuldades de poder conhecer cada pessoa nas sociedades que
cresciam rapidamente e estender o toque pessoal de sua supervisão pastoral (e
disciplina). Por razões as mais variadas, tornou-se mais vantajoso reunir os
membros das classes do que visitá-los em suas próprias casas. Desse modo, como
Wesley disse: “uma inquirição mais completa foi feita sobre o comportamento de
cada pessoa... conselhos ou reprovações eram dados sempre que exigidos, as
brigas foram apaziguadas, desentendimentos foram removidos; e depois de uma
hora ou duas passadas neste serviço de amor, eles concluíam com preces e ações
de graças” (Societies, 262).
As classes (...) continham todas as pessoas da
sociedade, não apenas aquelas que voluntariamente se agrupavam. Permitiam o exercício da disciplina entre toda a sociedade.
(Heitzenrater, 1996, p. 117-119)
4.Células – Treinar para
evangelizar, liderar e Multiplicar
O projeto de Deus é que o evangelho se expanda a todas as nações. Deus
quer filhos! Os crentes devem ser preparados para viverem e proclamarem as
Boas Novas e gerar esses filhos para Deus. O que mais traz alegria a Deus não
são os nossos cultos avivados e boas músicas, danças e boas pregações. Não! O
que traz alegria a Deus e ao céu é um pecador arrependido se convertendo a
Cristo. Basta ler Lucas 15:7. Isso condiz com a ênfase na evangelização e no
discipulado. Vivemos na prática essa capacitação através das células,
ganhando pessoas para Cristo, edificando-as, consolidando-as e enviando-as para
fazer novos discípulos.
Entendemos que para isso, cada ministro (cada membro) deve fluir nos
cinco ministérios de Efésios 4:11. Eles devem ser preparados para no ambiente
da célula evangelizar, cuidar (pastorear), ensinar (o mestre), profetizar
(edificar, consolar e exortar) e enviar ou ir, que é o aspecto apostólico. Não
entendemos como títulos, mas como funções que todos os ministros em alguma
medida já exercem. Você já consolou alguém certamente. Você já aconselhou
alguém certamente. Você já falou de Jesus para alguém certamente. Você já tirou
dúvidas sobre a bíblia para alguém certamente. Perceba que é mais simples do
que imaginamos. A evangelização, a formação de líderes e a multiplicação é algo
natural de uma igreja saudável.
Concluo desafiando você a assumir sua
identidade de ministro e liderar uma célula. Cumpra a grande comissão! Gere
filhos para Deus e faça a diferença.
No amor de Cristo,
Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor
Igreja Metodista Livre de Vila Moraes
domingo, 24 de julho de 2016
MINISTROS DA NOVA ALIANÇA - II Coríntios 3:6
MINISTROS DA NOVA ALIANÇA
II Coríntios 3:6
É muito cômodo estar sentado no banco apenas recebendo a prestação de um
serviço espiritual. Você é ministro, é membro do corpo e também precisa de
funcionar.
Cada membro é um ministro e praticamos isso mais efetivamente nas
células. Porém, é preciso compreender que somos ministros segunda-feira na
escola, na terça-feira no trabalho, na quarta-feira em casa e assim por diante.
Todos os dias você é um ministro e uma ministra de Deus. Isso é impactante e
poderoso. Se todos os membros entenderem isso, a igreja cumprirá sua missão
efetivamente. Isso não é uma visão do Pastor Rodrigo, mas é a visão do Novo
Testamento – CRISTO EM VÓS. Deus habitando em nós. Somos raça eleita,
sacerdócio (ministro) real.
Nossa visão é sermos uma comunidade bíblica saudável multiplicando
discípulos, líderes, células e igrejas. Cada membro é um ministro de Deus.
Nós somos ministros do Novo Testamento, mas na prática muita gente vive
no Antigo Testamento. Não dá para sermos ministros do novo com mentalidade do
velho. Vamos ver as diferenças do velho e do novo testamento e nos perguntemos
em qual situação nos encontramos:
1.No VT existe visitação. No NT
existe habitação. (Efésios 2:22; I Coríntios 6:19)
Deus visitava e agia em momentos pontuais. Hoje, Deus habita em nós. Na
teoria todos nós sabemos que somos habitação. Você crê que é habitação de Deus?
Doutrinariamente cremos, mas na prática você crê que Ele habita em você todo
dia e toda hora? Por exemplo: Suponhamos que seu patrão ligue no teu ramal a
empresa e diz que precisa que você ore por ele porque o ambiente está pesado.
Se você não tem mentalidade do Novo Testamento, o que vai acontecer com você?
Certamente ficará apavorado e pensará em arrumar uma desculpa ou perguntará ao
seu patrão se você pode chamar o pastor. Aí você pensa: “Poxa vida. Justo hoje
que eu não acordei bem para orar. Justo hoje em que eu fiquei irado no
trânsito. Como é que eu vou orar?” Então, a pessoa pensa que tem que ir ao
banheiro orar para se consertar porque ela não se sente preparada.” É assim que
os crentes na sua maioria vivem. Eles nunca se sentem pronto porque Deus vai e
volta. Eles não vivem como habitação de Deus.
Isso é mentalidade de Antigo Testamento! Porque se você tem mentalidade
de habitação, você orará e Deus vai abençoar sua empresa, sua casa, sua
família, seu trabalho, enfim. Porém, muitos crentes pensam e agem como se Deus saísse
e voltasse. Muita gente vem para o culto assim. Vem para o culto esperando uma
visitação. Igreja, em João 15 diz
que estamos enxertados na Videira Verdadeira! É Cristo em vós. Ficam sempre com
a sensação de que não estão prontos para orar, expulsar demônios etc, porque a
mentalidade é de visitação e não de habitação. O problema é que acreditamos que
tudo depende da nossa performance. Você tem que fazer tudo certinho para Deus
estar com você. Você é que não acredita que Deus habita em você! O Espírito
Santo habita em você. Não vivem a promessa de Jesus que diz: "Estou com
vocês todos os dias." Mateus 28:20.
A frase é: “Não estou preparado”. Por quê? Porque você não se vê santinho
porque não está fazendo as coisas certas. Muito bem. Na cabeça de gente assim o
Espírito vai e vem. O Espírito não está lá.
Irmãos, com esse tipo de ministro nós vamos avançar para onde? Na LEI
você cumpre, é abençoado. Você não cumpre, é amaldiçoado. No Novo Testamento
sua justiça não vem das obras da LEI, mas pela fé. “Ninguém pode agradar a Deus por esforço próprio, cremos no Messias
para sermos justificados por Deus.” Gálatas
2:16 (A MENSAGEM). Sua fé depende dos seus méritos próprios, da sua justiça
própria ou dos méritos e da justiça de Cristo? Eu sou habitação de Deus.
2.No VT se adorava a Deus em
Jerusalém. No NT é em Espírito e em Verdade. (João 4:23-24)
Na
mentalidade do velho testamento você adora a Deus em um lugar. A proximidade
com Deus era geográfica. O judeu não podia adorar em qualquer lugar. Ele tinha
que ir à Jerusalém e oferecer sacrifícios lá a Deus. Por isso, o salmista
queria habitar na casa do Senhor. No Novo Testamento Deus não habita mais no
prédio da igreja. O local onde nos reunimos é apenas o prédio da igreja. Isso
não fui eu quem disse, mas Estevão. Ele disse: “Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas.”
Atos 7:48. Como chamar o prédio da
igreja de Casa de Deus? O local onde a igreja se reúne não é Casa de Deus. Casa
Deus são as pessoas, a verdadeira igreja reunida, as pedras vivas. Veja comigo I Pedro 2:4-10. Somos o
lugar onde Deus habita. Você e eu somos “casa ambulante de Deus”. Veja: 1) Você
não pode estar mais perto de Deus do que você está. Ele está dentro de você.
Somos habitação. Porém, com mentalidade do Antigo Testamento pensamos que
quando pecamos ele não está mais em nós. Um dia, John Wesley tratando sobre o
pecado na vida dos crentes escreveu: Em II
Coríntios 5:17 diz que somos novos criaturas e as coisas velhas se
passaram. “Todos esses se tornaram
inegavelmente novos; grandemente mudados do que eles eram; e, ainda assim,
embora eles sejam novos, eles não estão totalmente novos. Ainda, ele sente,
para sua tristeza e vergonha, restos do velho homem, também a decadência
manifesta de seus temperamentos e afeições, anteriores, posto que eles não
podem obter vantagem alguma sobre ele, por quanto tempo ele vigia junto à
oração.” Portanto, devo crer pela fé! Deus habita em mim e não sairá
de mim mesmo que restos do velho homem se manifeste por um momento. John Wesley
ainda dirá: “todo bebê em Cristo é santo,
e ainda assim, não completamente. Ele está salvo do pecado; ainda assim, não
inteiramente: O pecado permanece, embora não reine.” Vamos fazer a prova
dos 9: “Há alguém aqui que não se irou essa semana novamente? Porém, compreenda
querido que você não é mais escravo e é justificado pelos méritos de Cristo.
Você é um ministro de Deus e se arrepender do seu pecado. Aí irmãos, o culto vira uma verdadeira agonia! As
pessoas chegam aqui tentando “trazer” a
Presença de Deus. Quem aguenta viver desse jeito? O fardo fica muito
pesado. Você fica fazendo força para Deus vir: chorar, arrepender etc. Quem
vive assim sempre se sente só e sempre tem medo de uma confrontação espiritual.
Irmãos é pela fé!
3.No VT a unção era derramada
somente sobre reis, sacerdotes e profetas. No NT a unção é sobre todo crente.
(I João 2:20; 27)
A unção é o Espírito Santo (I
João 2:20; 27). O Espírito Santo permanece em nós. A unção que recebemos
permanece em nós. Os ministros de Deus no Novo Testamento tem a unção sobre a
sua vida. Se você errar, Ele o corrige. Tem gente que pensa que o pastor
consegue ter unção toda semana mesmo tendo lutas e ele não. Porém, a unção
permanece não por causa do título. O pastor simplesmente crê. Se você brigou ou
se chateou, a unção continua. Esse negócio de sentir é um problema. Não se anda
pelo que sente e vê. Se anda pela fé! Pelo que crê! Deus habita na vida do
ministro e da ministra de Deus. Vivemos pela fé na Palavra. Ela é fiel.
Irmãos, precisamos ter clareza. Quando você entregou sua vida a Jesus, o
Espírito Santo passou a habitar em você. Agora o convite é para você
desenvolver um relacionamento íntimo e pessoal com Cristo, por meio do Espírito
que habita em você. Você se torna parecido com aquele que você convive. Na
medida que você cresce no seu relacionamento com Deus, você se torna Santo como
Ele é. Seus valores são reordenados e na prática você vive na unção de Cristo
vivendo a verdade de Deus. Andai no Espírito! Vivei no Espírito! Essa unção não
é um iô-iô. Mas, tem gente que acredita que a unção é fruto de desempenho. Não!
É fé! É relacionamento. Você é um ministro de Deus e a unção está sobre você.
4.No VT havia intermediários
entre Deus e os homens, a classe sacerdotal. No NT todos são feitos sacerdotes
(I Pedro 2:9).
Sacerdote significa ministro. Somos ministros de Deus (II Coríntios 5:19). Enquanto acharem
que somente o pastor é ministro, a visão não terá efeito. O pastor não está em
todos os lugares. O pastor não está no seu trabalho, mas você está. Portanto,
lá no seu trabalho está um ministro e uma ministra de Deus. E Deus habita nesse
ministro e nessa ministra. Deus ouve a todos os ministros Dele. Por isso você
pode liderar um célula e ministrar sobre as pessoas. Você não está no Antigo
Testamento. Na prática tem gente que pensa como católico. Você precisa de uma
pessoa “X” revestida de autoridade (como se o cristão não tivesse autoridade em
Cristo), para resolver seu problema. Na mentalidade católica você procura um
santo “x” para uma causa “x” para ter sua solução. Aí você diz: “Eu não penso
assim.” Quer ver? Tem gente que pensa que só a oração do pastor tem poder
porque ele é a autoridade. Preste atenção meu irmão: Se Jesus quisesse conceder
super-poderes a um grupo de clérigos, ele não teria chamado pescadores humildes
e simples, mas ele teria ido ao templo e escolhido discípulos entre os
sacerdotes. Não estou dizendo que não há poder quando oramos uns pelos outros,
mas o problema é fazer de pessoas com títulos nossos intermediários. Isso
atrapalha imensamente a visão de que cada crente é um ministro. Isso é
terrível! As pessoas começam a achar que líderes são melhores do que outros. É
indiscutível que Deus concede dons espirituais de cura, palavras de
conhecimento etc, mas isso não faz de uma pessoa mais especial do que outra. Quem
muda a sua vida não é uma pessoa, mas Deus. Fale com Deus! Homem nenhum muda
sua vida. Seja um ministro e seja um discipulador que transmite a visão de que
todos são ministros.
Que Deus levante um exército de ministros neste lugar.
Perguntas para reflexão:
1. Em Cristo Jesus você é um ministro. O que lhe impede de se ver como um ministro e uma ministra de Deus?
2. O que mudará na sua atitude daqui em diante como ministro e ministra da Nova Aliança? Deus te chamou para gerar. Cite lugares e dias onde você é um ministro.
3. Seu líder está lhe preparando para que assuma uma posição de ministro. Leia II Timóteo 1:8. Leia esse texto para um irmão e profetize esta palavra na vida dele.
Perguntas para reflexão:
1. Em Cristo Jesus você é um ministro. O que lhe impede de se ver como um ministro e uma ministra de Deus?
2. O que mudará na sua atitude daqui em diante como ministro e ministra da Nova Aliança? Deus te chamou para gerar. Cite lugares e dias onde você é um ministro.
3. Seu líder está lhe preparando para que assuma uma posição de ministro. Leia II Timóteo 1:8. Leia esse texto para um irmão e profetize esta palavra na vida dele.
domingo, 19 de junho de 2016
Crise – Uma oportunidade para ver o poder de Deus agir
Crise – Uma oportunidade para ver o poder de Deus
agir
I Samuel 16:13; 17:4-11
INTRODUÇÃO
Fale-se muito de
busca de poder em nossos tempos. Acredito que nunca se fizeram tantas campanhas
sobre busca poder, entretanto, nunca se viu tanto descrédito aos evangélicos
como nos dias de hoje. O fato é que os homens estão cheios de si e Deus está
pouco em evidência.
Mas o que é poder?
No dicionário Houaiss existem milhares de idéias e exemplos para definir a
palavra PODER, aliás, esta é uma palavra que soa gostoso no íntimo do ser humano.
Os experimentados afirmam que 3 coisas derrubam um homem: DINHEIRO, SEXO E
PODER.
Porém, o poder que
o homem mundano procura é completamente diferente do poder de Deus. John Owen,
renomado teólogo puritano do século XVII afirmou que:
Não
teremos nenhum poder de Deus, a não ser que sejamos convencidos de que não
temos nenhum poder em nós mesmos.
A passagem que
lemos mostra um jovem que recebeu poder de Deus, isto é, o Espírito de Deus que
passou a nele habitar, Davi. Entretanto
esse poder se manifesta em um momento de crise de uma nação. Li um livro
onde o autor escreveu o seguinte título: Você
pede poder e Deus lhe concede pressão, isto é, crise. Há muitas reflexões
sobre esta passagem especificamente, especialmente acerca de superação de
lutas, temos aqui evidências preciosas de uma pessoa que tem uma vida de poder
como Davi dentro dos conceitos aqui definimos.
Uma pessoa diante
da crise vê o poder de Deus agir quando:
1.Vê a crise como divinas oportunidades (v. 24; 26)
I.Os homens viam um gigante X Davi via um incircunciso filisteu, isto
é, um homem fora da aliança de Deus que, portanto, não tinha a benção de Deus
em contraste com seu povo escolhido. A VISÃO
do homem cheio do poder de Deus está vendo a crise com as perspectivas de Deus.
Assim foi com Josué e Calebe em contraste com os demais espias enviados à terra
que deveriam possuir.
II.Os homens
fugiam (FUGA) X Davi se enchia de coragem em Deus para enfrentá-lo. Ambrosie Bierce certa feita disse: “O
covarde é ágüem que em emergências perigosas pensa com as pernas.” A
FUGA é uma característica muito comum de pessoas que não estão cheias do poder
de Deus. Fogem das responsabilidades, fogem dos problemas, saem de casa,
abandonam casamentos, famílias, mudam de igreja, param de vir a igreja...a FUGA
não é o método de Deus. Provérbios 24:10
diz: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. Entretanto
Davi era um homem cheio de coragem. Podemos afirmar como outro teólogo, C.T.
Studd: “Não posso suportar a covardia. Recuso-me a fazer do meu Deus e
Salvador uma mera ficção”.
Davi foi um homem
cuja sua coragem provinha de seu profundo relacionamento com Deus. O próprio
Davi que escreveu o Salmo 144
relatou: “Bendito seja o SENHOR (adora) rocha minha (lugar seguro), que me adestra as mãos
para a batalha e os dedos, para a guerra (que
treina para a guerra); minha misericórdia e fortaleza minha, meu alto
refúgio e meu libertador (valente
libertador), meu escudo, aquele em quem confio e quem me submete o meu povo
(protetor da sua vida). É ele quem
dá aos reis vitória; quem livra da espada maligna a Davi, seu servo.”
III.Os homens temiam o gigante X Davi temia a Deus - John Witherspoon,
proeminente ministro presbiteriano disse: “Somente
o temor a Deus pode livrar-nos do temor dos homens.” Apenas homens e
mulheres cheios do poder de Deus compreendem essa verdade. A quem você tem temido? NÃO HÁ LIMITES PARA AQUELES QUE VIVEM UMA
VIDA DE PODER, POIS, O PODER DE DEUS QUE NELES HABITA NÃO TEM LIMITAÇÕES. Portanto, uma pessoa cheia do poder de Deus
enfrenta as adversidades como divinas oportunidades.
Uma pessoa diante da crise vê o poder de Deus agir quando:
2.A crise da auto-estima é superada na dependência
de Deus (v. 28-29; 33; 42-44)
I.Davi
enfrentou 3 julgamentos: a) Eliabe (v. 28-29) – Inveja; ciúmes; ira;
crítica: Sua reação (v.30) –
Separou-se dele. Não dar ouvidos é uma grande sabedoria. Eclesiastes 7:21 diz: “Não apliques o teu coração a todas as palavras
que se dizem...” Jesus foi expulso de sua cidade, Nazaré pelos seus
próprios pares. Jesus foi crucificado por seu próprio povo. Natanael disse: “Pode vir alguma coisa
boa de Nazaré?” b) Saul (v. 33) – Foram feitas COMPARAÇÕES com Golias. I.)
Comparações físicas; II.) Comparações de habilidades de guerra; III.) Comparações
com o tempo de preparo. “Guerreiro desde a mocidade”; IV.) Sua reação (v.
34-37): Ele revelou ter coragem; Força física; Dependência de Deus. Davi sabia
quem era em Deus! O Senhor não faz
comparações físicas, o Senhor não avalia habilidades de guerra e não considera
a capacidade humana. Desde a escolha de Davi, ele teve de lidar com
comparações, porém, Deus disse a Samuel quando achou que Eliabe, pelo seu porte
era o escolhido: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura,
porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR,
o coração.” (I Sm 16:7)
Princípios que
aprendemos: a) O Espírito de Deus nos dá a habilidade e a capacitação que
precisamos; b) No Reino de Deus os parâmetros não são mundanos, entretanto,
cheio de paradoxos; c) A convicção do que somos e quem Deus é e do que Ele pode
fazer nos leva a superar comparações. II.Golias (v. 42-44) – Desprezo;
Zombaria; Maldição; Ameaça. O filisteu desprezou Davi a) Por ver seu
tamanho. Ele se sentiu ofendido. “Não tem alguém maior do que esse moleque?” b)
Pelas armas que ele (Davi) escolheu para usar. Golias era experimentado na
guerra. Estamos sujeitos ao desprezo
pela nossa idade, pela nossa incapacidade humana, pelo nosso tamanho físico,
pela nossa eloqüência, pela nossa história, pelo nosso passado, etc. Pedro
e João foram vistos com desprezo pelo Sinédrio: “Ao verem a interpridez de Pedro e João, sabendo que eram homens
iletrados e incultos, admiraram-se” (At 4:13a). Qual foi a reação de Davi? Sua
reação (v. 45-47): a) Tu vens com armas X Vou contra Ti em nome do Senhor dos
exércitos; b) Tu me ameaças X O Senhor te entregará nas minhas mãos; c) Amaldiçoas-me
por seus deuses X Saberão que há Deus em Israel; d) O SENHOR SALVA sem armas
humanas.
Uma pessoa diante da crise vê o poder de Deus agir quando:
3.A crise das comparações dá lugar a uma convicção de
que o que somos e temos vem de Deus (v. 38-40)
I.Saul põe em Davi
o que é seu (v. 38). Em primeiro lugar
vemos que as pessoas tentam por em nós o que elas acham que precisamos ter, ou
nos comparam com outros dizendo a nós o que devemos fazer. Isso é uma crise.
Veja o que Saul faz com Davi: a) Sua armadura; b) Seu capacete; c) Sua couraça;
d) Sua espada. As pessoas olham para nós
esperando que supramos suas expectativas, Intelectualmente; Fisicamente; Profissionalmente.
Muitas pessoas olhavam para Jesus e cada um de alguma forma: Na trecho do
evangelho conhecido como a confissão de Pedro vemos isso Mateus 16:13-20:
Comparam Jesus a João Batista; Elias; Jeremias; Algum dos profetas. As pessoas
tinham expectativas errôneas quanto ao Messias. “E vós, quem dizeis que sois?”.
Quando queremos superar as expectativas das pessoas
e aceitamos as imposições delas; a) Não saímos
do lugar; b) Nos frustramos; c) Decepcionamos e somos decepcionados. Por que
existem tantas pessoas frustradas na vida profissional, na vida ministerial e
na vida familiar? Porque desperdiçamos oportunidades; Porque temos
expectativas muito altas; Porque nos preocupamos como o que os outros pensam acerca
de nós e nos comparamos. NOSSA FRUSTRAÇÃO MUITAS VEZES É FRUTO DE NOSSA FALTA
DE INTIMIDADE COM DEUS. Deus é Deus de paz e não de confusão. Na falta de paz, confundimos a voz de Deus
e causamos é muita confusão para nós e para os outros. A batalha estava
acontecendo, mas Davi estava seguro em Deus. Saul era precipitado, mas Davi
tinha paz. E então, o que fazemos?
I.Colocamos máscaras: Máscara do legalismo; Máscara
da autoconfiança; Máscara da Piedade; Máscara do povo zeloso e de boas obras.
Davi poderia ter dito: Eu não lutarei, porque vocês não sabem lutar. Por que?
Porque poderia se comparar. COM ISSO NÃO
CONSEGUIMOS ANDAR. Porém, como Davi estava
cheio do Espírito de Deus: Ele tirou aquilo de sobre si (v. 39). Ele foi como pastor para a guerra e não como guerreiro: a) Ele estava com o seu cajado; b) Ele
pegou a sua funda; c) Selecionou algumas pedras.
Deus usa aquilo
que somos, quando não queremos superar expectativas de ninguém e muito menos
sermos aquilo que não somos. O que habilita
Davi para a guerra não é a sua capacidade, mas a sua FÉ.
Precisamos nos
despir daquilo que pesa sobre nós e que não nos permite andar: I. Tirar as máscaras a) Há
alguém que falha? b) Há alguém que erra? c) Será que estamos num desempenho de
cristãos? Todos parecem tão forte que não é possível haver fracos e então
precisamos fingir que somos fortes para sermos aceitos, porém, colocamos uma
redoma de vidro em volta de nossas fraquezas. II. Definir o que somos a
partir de Deus e não do outro - Lucas
18:9-14 – Parábola do fariseu e do publicano; III. Encararmos a realidade
da vida cristã, portanto sermos pessoas e não personagens. Muitos querem viver
uma vida cristã de cinema e viram personagens. Personagens não tem defeitos e
nem problemas, mas pessoas tem defeitos e problemas; Personagens buscam
identidade em pessoas, mas pessoas buscam identidade em Deus; Personagens
buscam aprovação dos outros, mas pessoas são aprovadas por Deus; Personagens
focam estruturas, mas pessoas focam pessoas; personagens relacionam-se por
interesse, mas pessoas se relacionam por amor e amizade; personagens usa as
pessoas, mas pessoas ama pessoas; personagens tem visão de grandeza, mas pessoas
tem visão de servo; personagens tem sua vida baseada no fazer coisas, mas
pessoas tem sua vida baseada no gerar e no SER DE DEUS.
Vivemos diante de
crise sim, mas crise de integridade nas igrejas e crises internas porque não
sabemos o que somos e o que Deus quer de nós. Aquilo que somos e fazemos deve
ser baseado na nossa relação com Deus e ao numa representação. DAVI FOI BEM
SUCEDIDO PORQUE FOI SEMPRE O QUE FOI. Temente a Deus! Deus é quem define o que
fazemos; Deus é quem define o que seremos; Deus é quem define o nosso valor.
Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor
domingo, 12 de junho de 2016
A crise das comparações - Salmo 73
A
crise das comparações
Justo
X Ímpio
Salmo
73
Por que o ímpio prospera e o por que o justo é
castigado? Por que as pessoas que fazem o mal não recebem imediatamente o
castigo de Deus e aqueles que fazem o bem, a recompensa merecida? Por que
pessoas boas recebem o mal e pessoas más recebem o bem? Por que homens como
cheios do Espírito como João Batista são presos e degolados e reis como Herodes
estão no trono? Por que pessoas que não se privam do fazer o bem e estão tão
bem? Por que pessoas que se provam de fazer o mal estão tão mal? Vamos ver Jó 21:-1 na versão A MENSAGEM.
Asafe relata de como ele quase caiu. Um homem
justo, sincero e temente a Deus quase perde a fé e quase quebra seu
relacionamento com Deus como que numa catástrofe espiritual.
Asafe faz comparações terríveis. O problema das
comparações é que você não tem a visão do todo de uma situação. Outro problema
é que comparamos defeitos e coisas ruins suas com qualidades e coisas boas dos
outros. Certamente haverá crise.
1.A prisão
de Afase: comparações com os olhos da inveja
O invejoso não quer um carro igual ao seu. Ele quer
o seu carro. O invejoso não quer um cargo igual ao seu. Ele quer o seu cargo. A
inveja quase o derruba. Asafe quase cai porque:
a.Porque
vê a prosperidade do ímpio sem considerar o caráter espiritual de quem as
conquistou (v.2-9)
A crise de Afase se dá porque ele não está
considerando o caráter destas pessoas, mas o que elas possui. Seus olhos se
deleitaram nos bens materiais do ímpio. Entretanto, a pergunta para reflexão é:
Quem são estas pessoas aos olhos de
Deus? Ele mesmo as descreve como arrogantes e perversos. Isaías 11:3 dirá: “Deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus
olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.”. A bem da
verdade é que toda vez que você fizer comparações com as pessoas sem considerar
como Deus as vê, se porá em lugares escorregadios. Deus não está
considerando o valor de alguém por suas posses, mas por seu caráter. Elas podem
ser vistas como prósperas, mas como Deus as vê? Deus os vê como soberbos e
violentos (v.6), maliciosos (v.8) e desbocados (v.9) e ainda assim são paparicados (v.10). Você se compara e se questiona por todo esforço e por viver
certinho. Se você comparar por esse padrão, você se sentirá injustiçado por
Deus.
b.Porque
contrasta a prosperidade do ímpio com suas próprias dificuldades (v.12; 14)
Asafe compara e diz: “Os ímpios estão com tudo: alcançam o sucesso e a riqueza.” Em
contrapartida – “Eu, um vendaval de má
sorte, foi isso – um tapa na cara toda vez que eu saía pela porta.” Pago
minhas contas direitinho, mas só me prejudico. Asafe invejava a saúde dos
ímpios (v.4-5). Asafe invejava a
popularidade que a maldade dava a eles (v.10).
A bem da verdade é que toda vez que você fizer comparações de suas
dificuldades com a prosperidade do ímpio, se colocará em lugares escorregadios.
c.Porque
em contraste com a prosperidade do ímpio considera a fidelidade inútil (v.13)
Que crise terrível e perigosíssima de fé. Ele pensa
egoisticamente dizendo que perdeu tempo jogando conforme as regras e se pergunta:
“O que ganhei com isto?” De que me valeu orar, jejuar, me consagrar, ser fiel
dizimista e ir aos cultos? Esse é o ponto chave me minha opinião. Quando
fazemos juízo de valor daquilo que é eterno com coisas passageiras. Nos
colocamos em lugares escorregadios quando os princípios eternos são comparados
com coisas passageiras da vida e duvidamos da fidelidade de Deus conosco. Aqui
se revela todo o caráter de Asafe. Ele servia a Deus para se dar bem e não por
amor e desejo de um relacionamento íntimo e sincero com Ele.
A transição
A transição na vida de Asafe vai se dar no
versículo 17 definido pela palavra até.
E o motivo pelo qual Asafe não vai cair está no verso 23 que diz: “Tu me
seguras pela minha mão direita.”
2.A
libertação de Asafe: comparações com os olhos de Deus
Asafe passa a enxergar a verdade. Ele recebe uma
iluminação em sua mente neste processo de crise. Como Asafe vai vencer essa
crise? Asafe começa a ver com os olhos da revelação e:
a.Ele
rompe com esse egoísmo (v.16)
A iluminação não era mental, mas moral porque ele
se vira contra o egoísmo e a auto-compaixão. Ele deixa de se ver como
coitadinho. O grande problema de Afase como eu já mencionei era seu EU. Porém,
ele olha para a família da fé (v.15) e tem um choque de realidade. “Perae! Tem
algo mais sublime que eu não estou considerando aqui. Um valor maior do que
esses valores mundanos.”
b.Ele se
volta para o próprio Deus (v.17)
Asafe deixa de tratar Deus como objeto e para de
especular as ações de Deus para com Ele e então o adora. Se voltar para Deus
significa ter clareza de propósito e destino. Ver Deus como Ele realmente é
enche o nosso coração de temor e nos revela a brevidade da vida. Há dois textos
que enchem o meu coração: “Olhai para mim
e sede salvos.” Isaías 45:22 e “Olharam para Ele e foram iluminados; e os
seus rostos não ficaram confunidos.” Salmo
34:5.
c.Ele vê
todo o pivô de sua crise com os olhos de Deus (v.17)
Quem é o pivô de sua crise? A prosperidade dos
ímpios. Como é ver com os olhos de Deus? Ele vê o fim deles. Estes homens que
vivem de momento terão seu futuro desmontado em razão do modo de viver deles.
Ou seja, “vocês querem viver na maldade,
então o fim é a rejeição pessoal da parte de Deus” (v.18; 20). Ainda vendo com os olhos de Deus, Asafe vê a
perspectiva da eternidade (v.24). É
pura graça de Deus! Não devemos avaliar o amor de Deus e as benesses de Deus
somente em termos materiais. Devemos ser gratos porque Deus tem segurado em
nossas mãos todo o tempo.
d.Ele
apresenta genuínas evidências de arrependimento (v.21-22)
Ele estava sufocado e triste consumido pela inveja.
Veja irmãos que aqui está a sutileza de satanás, o enganador. Ele fez com que
Eva enxergasse o Paraíso como algo inferior tentando-a a algo maior do que o
próprio Paraíso. Ele cegou Eva e Adão. Você se lembra que inveja tem a ver em
desejar o que o outro tem? Eles desejam ser igual a Deus. Como que Adão e Eva
ficassem ressentidos com o que Deus lhes oferecera até o momento e foram
roubados da gratidão de viverem a eternidade com Ele. É a mesma coisa que
acontece conosco quando caímos na armadilha das comparações. Portanto, Asafe se
arrepende de sua ingratidão e de suas grotescas comparações em vista do que
Deus era para Ele.
e.Ele se
volta para a maior de todas as glórias
Deus é minha segurança – v.23
Deus é meu guia – v.24
Deus é minha glória – v.24
Tendo a Ti, nada mais desejo na terra – v.25 –
Equivale a “Viver para mim é Cristo”
Conclusão –
A verdadeira comparação é – v.27-28
Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor
domingo, 5 de junho de 2016
Crise - No vale de ossos secos - Ezequiel 37:1-14
Crise - No vale de ossos secos
Ezequiel 37:1-14
Graça e paz irmãos e
irmãs em Cristo. A partir de hoje estamos iniciando uma série de mensagens
sobre princípios espirituais para tempos de crise. Entretanto, não entendo
apenas de falarmos sobre crise financeira, mas ampliarmos o assunto. Deus está
nos preparando para uma grande colheita. Precisamos de uma igreja fortalecida e
preparada para receber as vidas que Deus enviará.
O texto que lemos
faz parte dos oráculos finais de Deus (capítulos 33 a 48) correspondentes aos
primeiros 16 dos 70 anos em que o povo de Judá se encontraria em cativeiro
babilônico.
O cativeiro
babilônico era um tempo de crise com um propósito, o propósito de levar Judá a
reconhecer a Deus e Dele depender. Deus tem nos chamado nos últimos domingos à
dependência e à fé. Acredito firmemente que a crise é uma grande ação de Deus
para promover um grande avivamento em nossas vidas. Todos os avivamentos na
história foram precedidos por períodos de crise em diversos aspectos, tanto na
sociedade quanto na igreja. Deus quer mover-se sobre a igreja, num povo santo e
dependente, cheio do Espírito Santo, mas antes, muitos são levados ao vale de
ossos secos. Tenho certeza que há pessoas aqui se veem como esses ossos, secos
na fé, secos na sua vida devocional, secos no seu ministério, secos e sem esperança
diante do cemitério em que se encontra o lar, o trabalho e os sonhos. Deus quer
nos fazer sair da sepultura e tirar de lá tudo o que as inquietações e falta de
foco em Cristo tem enterrado.
1.Deus nos chama à solitude com Ele (v.1)
Deus veio sobre o
profeta e o levou em Espírito ao meio do vale. Este foi o mover do Espírito
para revelar ao profeta a situação e solução daquela nação. O primeiro passo
para discernir a crise é ser movido pelo Espírito de Deus e para isso se faz
necessário tempo com Deus. Não existe mover espiritual sem tempo com Deus.
Habacuque, diante da eminente crise, se pôs na torre de vigia (Habacuque 2:1). Muitos se queixam em
suas casas diante da crise, mas não se põe na torre de vigia. Quando Jesus
morre, seus discípulos se dispersam e sete deles resolvem pescar voltando a
jogar a rede do errado (João 21:6).
Há alguns aqui que estão indo em direção ao cemitério para suas sepulturas e há
outros que Deus quer tirar da sepultura. Na crise é tempo de falar (orar) e
ouvir (meditar/silêncio). Meu testemunho 21/08/2014.
2.Deus nos chama a encarar a crise como ela realmente
é (v.2)
“Ossos sequíssimos”.
Amados irmãos e irmãs não podemos fechar os olhos. Devemos ver a situação como
ela realmente é e como Deus a vê. A derrocada de Judá foi não encarar a
realidade como realmente ela é. Jeremias, contemporâneo mais velho que Ezequiel
teve de enfrentar um falso profeta chamado Hananias. O povo já em cativeiro,
Hananias profetizava: “Quebrei o jugo do
rei da Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos
os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da
Babilônia, levando-os para a Babilônia.” (Jeremias 28:2-3), entretanto, Jeremias, encarando a realidade com
os olhos de Deus disse a Hananias: “O
Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo
que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; morrerás
este ano, porque pregaste rebeldia contra o Senhor” (Jeremias 28:15-16). Onde é a tua crise? Vendo o problema sabemos
como resolvê-lo, pois, a realidade vai pedir soluções. Lá em Juízes 6, quando os midianitas oprimiam
os israelitas sob a permissão de Deus por terem feito o que era mau perante o
Senhor, Gideão se lamentava questionando a Deus o porquê daquele mal (Juízes 6:13). Quando Gideão passa a
encarar a crise como ela realmente era e percebe que o povo tinha trocado Deus
por Baal, ele destrói o altar de Baal (Juízes
6:25; 27) e o Espírito de Deus revestiu Gideão (Juízes 6:34) e com 300 homens (Juízes
7), ele vence aquela situação. Precisamos nos aproximar de Deus e ver a
nossa crise com os olhos de Deus. Tem pessoas na sepultura por falta de perdão,
por falta de fé, por causa do pecado, por causa da falta de posicionamento, por
não ter priorizado o Senhor. Encare sua situação, reconheça o que tem lhe
secado os ossos porque hoje Deus quer lhe dar vida!
3.Deus espera que sejamos dependentes Dele (v.3-7)
I.Só se
deve agir pela dependência de Deus. (v.3) A crise leva muitas pessoas à impulsividade. Deus pergunta ao profeta,
e aqui Ele é chamado filho do homem, isto é, o Criador pergunta ao ser humano.
A resposta é sábia: “Senhor Deus, tu o sabes.” Vemos um diálogo entre Deus e o
profeta. O diálogo entre Deus e o homem se chama oração. Só posso falar o que
Deus falar.
II.Só se deve
falar o que Deus disser. (v.4-6) Em
tempos de aflição a Palavra de Deus deve ser a âncora meus irmãos. Só se tem
esperança estando fundamentado na Palavra e se posicionando na Palavra. A
crise, quando não fruto de pecado e rebeldia, é oportunidade para
fortalecimento da nossa fé e convicção na Palavra de Deus. Jesus provado no
deserto venceu-a pela Palavra. Preste atenção: Só posso fazer o que Deus mandar
eu fazer. Pergunto: Você tem uma Palavra de Deus para o que está fazendo hoje
no meio da crise? Pergunto: Será que a crise não é fruto talvez por não ter
dado ouvidos aos mandamentos da Palavra de Deus? Não comece nada que Deus não
mandou você começar. Seja Jeremias, seja Ezequiel, mas não seja Hananias.
III.Nunca diga
nada diferente do que Deus disse (v.7)
Deus é perfeito e não erra nunca. Não duvide da direção de Deus. Não seja
rebelde! É melhor estar no barco em meio à tempestade do que em alto mar em
direção à Társis como Jonas.
4.Deus nos mostra que sua Palavra é poderosa e faz
barulho (v.7-8)
Ah amada igreja! Não
entendemos o agir de Deus e o barulho que se faz, mas devemos perseverar na
Palavra do Senhor. Barulho = situações que não entendemos. “Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas...” (Salmo 29:3-11). Paulo e Silas estavam na prisão e Deus bradou
naquele lugar! Houve um terremoto e gerou salvação. Vá até o final sobre a
poderosa Palavra do Senhor. Deus quer juntar os ossos. Ele levanta o caído! Ele
dá vida! Ele refaz seu ministério, seu coração ferido, seu lar, sua esperança!
Ele é o Senhor!
5.Deus tem um propósito de revitalizar você (v.8b)
“Mas não havia neles
o espírito”. Aqui se trata e vitalidade. É um grande problema quando se perde o
vigor, a vitalidade, a esperança. Uma criança é cheia de espírito, isto é, é
cheia de vida. Uma pessoa espirituosa é uma pessoa cheia de vida. Judá havia perdido
sua vitalidade com o cativeiro. O cativeiro, a crise rouba o vigor. Mas, quero
que saiba que até na crise há um propósito. Perceba que Deus só vê um grande
exército quando há espírito nele. Deus viu aquele cemitério de ossos secos como
um exército numeroso.
Amada igreja, Deus
quer revitalizar a nossa alma, a nossa fé, a nossa esperança, a nossa alegria
em meio à crise. Deus quer que sejamos cheios da Sua Vida! Este dia é dia de
restauração!
Rodrigo
Rodrigues Lima
Pastor
terça-feira, 24 de maio de 2016
Palavras de Jesus à igreja sofredora! Apocalipse 2:8-11
Palavras de Jesus à igreja sofredora!
Apocalipse 2:8-11
Preliminarmente,
vale destacar como os primeiros cristãos consideravam o sofrimento. Pedro
escreveu a um grupo de irmãos que estavam sofrendo nos seguintes termos: "Foi para esse tipo de vida que vocês
foram convidados, o mesmo que Cristo viveu. Ele sofreu e aceitou toda espécie
de sofrimento para que vocês soubessem que esta vida era possível e aprendessem
a vivê-la, passo a passo. Ele nunca fez nada de errado, nem disse qualquer
coisa incorreta. Ele foi xingado com tudo que é nome, mas não reagiu. Sofreu em
silêncio, contente em deixar Deus acertar as coisas." I Pedro 2:21-24 (versão A Mensagem)
Pedro e os demais
apóstolos, após serem açoitados por causa do nome de Jesus se alegraram ao se
sentirem honrados por sofrer afrontas neste mesmo nome. (Atos 5:40-41)
Os apóstolos, com
exceção de João que morreu de morte natural, todos foram martirizados. Pedro e
Bartolomeu morreram crucificado de cabeça para baixo. André foi morto numa cruz
em forma de "X". Mateus foi golpeado a espada na Etiópia. Tomé foi
atingido por uma lança. Simão, o zelote, foi serrado ao meio. Matias e Paulo
foram decapitados. Filipe morreu por enforcamento.
O que Jesus tem a
dizer? Veremos na carta à igreja de Esmirna:
1.Jesus se apresenta e se identifica com a igreja
sofredora (v.8)
Esmirna era uma
cidade auto-suficiente e o culto e o comércio em torno dos deuses pagãos eram a
fonte de renda daquela cidade portuária. Ali também havia um templo construído
ao imperador Tiberio para a prática do culto ao imperador romano que eles
declarados deuses e chamados de "Senhor". Entretanto, com o avanço da
fé cristã, a economia foi afetada porque cristãos não compram imagens e
tampouco cultuam ao imperador. Assim, irrompe-se grande tribulação (pressão e
perseguição) aos cristãos que sofrem ameaças e muitos são mortos. Por que Jesus
se apresenta como "o primeiro e o
último, que esteve morto e tornou a viver"?
a)Porque no sofrimento o cristão tem a dificuldade de
reconhecer ao seu Senhor perdendo o foco. A crise de modo geral abala o que se
crê. Assim foi com o profeta Habacuque (Habacuque
1:2-4). Assim foi com Jó (Jó
7:17-21). Jesus se apresenta a uma igreja que se sente só no meio da dor.
b)Porque como o "primeiro
e o último", a primeira razão,
diferentemente dos deuses pagãos, ele não precisa de ninguém para sustentá-lo e
mantê-lo vivo no coração das pessoas. A segunda
razão está no fato de que ser o primeiro e o último revela que Ele é
eterno. Ele é o começo é o fim.
c)Porque como aquele que esteve morto e tornou a viver, ao
observarmos essa pequena carta, onde a palavra morte aparece mais duas vezes,
para a igreja sofredora a morte é uma realidade muito presente. Porém, Jesus
lhes anima dizendo: Eu morri, mas tornei a viver! Eu sou o Eterno! Eu vivo para
sempre! Não tenham medo da morte.
Pergunto: Como Jesus
se apresenta neste momento de sua vida? Como Ele se identifica com você hoje?
2.Jesus conhece a sua igreja sofredora (v.9)
Jesus descreve as
situações e condição na qual vive aquela igreja sofredora. Ela a conhece. Ele
diz:
a)Conheço a tua tribulação
– com toda probabilidade, a maior pressão vinha de autoridades governamentais,
ainda mais que a cidade servia como centro de adoração ao imperador. A palavra
tribulação aqui significa “pressão que vem de fora”. Eles eram pressionados.
b)Conheço a tua pobreza
– A fé afetava a questão do emprego. Ser cristão significava perder vagas.
Cristãos perderam heranças familiares por sua lealdade a Jesus. Irmãos da igreja
primitiva eram encorajados pelos apóstolos em meio à sua pobreza (Tiago 2:5).
c)Conheço as blasfêmias
– Vejamos algumas delas:
I.Canibais.
Porque na ceia partilhavam o corpo e o sangue de Jesus; II.Imorais. Acusados de praticarem orgias sexuais porque chamavam
sua refeição em conjunto de “festa do amor”; III.Contrários à família. Porque ao crerem em Jesus, muitos eram
expulsos de casa; IV.Ateus. Por
adorar a Deus sem imagens; V.Desleais ao
império. Porque só tinham a um Senhor e este não se chamava César, o
Imperador. Seu nome era Jesus Cristo, O Senhor; VI.Incendiários. Por ensinarem que o mundo acabará em fogo.
Jesus conhece bem
a necessidade da sua igreja e se
identifica com ela. Jesus sofreu pressões. Jesus foi pobre. Jesus foi
blasfemado. Este é o conforto para a igreja sofredora! Jesus disse que por
causa do seu nome seremos odiados (Mateus
10:22). Mas há muitas promessas e dentre elas ele diz: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
(Mateus 28:20). Hoje também ele nos
diz: “Eu conheço você! Eu conheço você! Eu conheço você!”
3.Jesus tem três imperativos para a igreja sofredora
(v.10)
a)Não temas
– Jesus não diz que os poupará do sofrimento, mas os encoraja dizendo: “Não
temas”. Quando a filha de Jairo esteve morta, Jesus lhe disse: “Não temas” (Marcos 5:36). Quando Paulo esteve em
Corinto pregando a Palavra, Jesus lhe veio a noite numa visão e lhe disse: “Não
temas”.
b)Sejam fiéis
– O acusador (diabo) os lançaria na prisão 10 dias. Eles seriam postos à prova.
Uma vez postos à prova seria revelado a sua fidelidade. Veja comigo Hebreus 11:35-38. Postos à prova se
revelaram “homens dos quais o mundo não
era digno”. A fidelidade dos fiéis será recompensada e todos nós veremos
naquele grande dia. (Apocalipse 7:9-17)
c)Ouçam com atenção – “Quem tem ouvidos, ouça”. O que a igreja sofredora tem ouvido hoje?
Na verdade, me pergunto o que nós, a igreja livre com toda a liberdade que
desfruta tem ouvido hoje? Não será hora de pararmos nossa frenética vida e
agenda para ouvirmos o que o Espírito tem dito à igreja?
Rodrigo
Rodrigues Lima
Pastor
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