terça-feira, 13 de outubro de 2015

Devocional 13/10/2015 - Pregue arrependimento!

TEMA: Pregue arrependimento!

TEXTO: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento..." Lucas 3:8

OBSERVAÇÃO
João Batista é levantado por Deus e este prega uma única mensagem: "Arrependei-vos"! A mensagem que produz verdadeira mudança de vida e atitude é a de arrependimento. 

PRÁTICA
Há muitas propostas a respeito da mudança de vida hoje em dia. As pessoas estão em busca de mudanças em suas vidas. Deus me exorta nessa palavra a manter o teor da mensagem de João, Jesus e seus discípulos. Deus me chama a me arrepender. Deus me chama a pregar arrependimento para que haja mudança de vida.

ORAÇÃO
Querido Pai, obrigado por Tua Palavra. Sou grato por Tua graça que opera nos corações produzindo frutos de arrependimento. A começar em mim, quebra corações.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sermão 1 - A Salvação pela fé - John Wesley

John Wesley
Sermão 1 - "A Salvação pela fé"
John Wesley
“Pela graça sois salvos mediante a fé”. (Efésios 2.8)

  1. TODAS as bênçãos que Deus comunica ao homem vêm de sua mera graça, munificência ou favor; de sua livre, imerecida benevolência, representando graça inteiramente espontânea, visto nenhum direito ter o homem à menor clemência por parte da Divindade. Foi a livre graça que “formou o homem do pó da terra e nele soprou a alma vivente”, estampando nessa alma a imagem de Deus e “sujeitando todas as coisas debaixo de seus pés”. A mesma graça chega até nós, neste dia, traduzindo-se em vida, respiração e todas as coisas. Nada do que somos, ou possuímos, ou realizamos, merece o mínimo favor das mãos de Deus. “Todas as nossas obras, ó Deus, tu as operaste em nós”. Assim, elas são outras tantas manifestações de livre misericórdia; e, qualquer que seja a justiça que se encontre no homem, ainda será também uma dádiva de Deus.
  2. Com que fará o pecador propiciação pelo menor de seus pecados? Com suas obras? Não. Ainda que estas sejam muitas e sejam santas, não lhe pertencem, mas são de Deus. Na verdade todas essas obras são ímpias e pecaminosas, reclamando nova propiciação. Somente frutos corrompidos pendem de uma árvore corrupta. E o coração do homem é ao mesmo tempo corrupto e abominável, estando “desprovido da glória de Deus” — a justiça gloriosa de inicio impressa em sua alma, segundo a imagem de seu grande Criador. Assim, pois, nada tendo, nem justiça nem obras, que alegar, seus lábios inteiramente se calam diante de Deus.
  3. Se o homem pecaminoso acha, pois, favor à vista de Deus, isto vem a ser “graça sobre graça!” Se Deus ainda concede que desçam sobre nós outras bênçãos e, ademais, a maior de todas, que é a salvação, que, podemos dizer a essas coisas, senão repetir: “Graças sejam dadas a Deus por seu dom inefável!” E assim é. Nisto“Deus recomenda seu amor para conosco, em que, quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu para salvar-nos. “Pela graça”, pois, “sois salvos mediante a fé”. A graça é a fonte; a condição é a fé.
Para não decairmos da graça de Deus, cabe-nos inquirir cuidadosamente:
  1. Qual é a fé mediante a qual somos salvos.
  2. Qual é a salvação que é mediante a fé.
  3. Como podemos responder a certas objeções.
I. Qual é a fé mediante a qual somos salvos?

  1. Em primeiro lugar, não é meramente a fé dos pagãos. Deus exige que o pagão creia que “Deus existe e que é remunerador dos que o buscam”; que essa procura diligente se faça, glorificando-o como a Deus, dando-lhe graças por todas as coisas e praticando cuidadosamente a virtude moral, a justiça, a misericórdia e a verdade para com seus semelhantes. O grego ou o romano, o cita ou o indiano, não teria, portanto, nenhuma desculpa, se não acreditasse suficientemente nisto: o Ser e atributos de Deus, o estado futuro de recompensa ou punição e o caráter obrigatório da virtude moral. Este é simplesmente o credo de um pagão.
  2. Não é, também, em segundo lugar, a fé do demônio, embora ela vá multo além da dos pagãos. O demônio crê não somente que há um Deus poderoso e sábio, gracioso no recompensar e justo no punir, mas também crê que Jesus é o Filho de Deus, o Cristo, o Salvador do mundo. Encontramo-lo, de fato, declarando, em termos categóricos: “Bem sei quem és: tu és o Santo de Deus” (Lc 4.34). Nem podemos duvidar de que o infeliz espírito creia em todas as palavras que saíram dos lábios do Santo e mais em quaisquer outras que foram escritas pelos homens santos do passado, acerca de dois dos quais ele fora compelido àquele glorioso testemunho: “Estes homens são servos do Altíssimo, que vos mostram o caminho da Salvação”. Não é demais, pois, que o grande inimigo de Deus e dos homens creia e, crendo, estremeça, – que Deus se manifestou em carne; que “submeterá todos os inimigos debaixo dos pés”; e que “toda Escritura foi dada por inspiração de Deus”. Até aí vai a fé do demônio.
  3. Em terceiro lugar: a fé mediante a qual somos salvos, no sentido em que a Palavra será mais adiante explanada, não é meramente a que nutriam os apóstolos, quando Cristo estava ainda sobre a terra, muito embora nele cressem a ponto “de deixarem tudo para segui-lo”; embora tivessem já nesse tempo o poder de operar milagres, de “curar todas as espécies de doença e toda forma de enfermidade”; embora tivessem “poder e autoridade sobre os demônios”, e, o que vale mais que tudo isso, fossem enviados por seu Mestre a “pregar o Reino de Deus”.
  4. Qual é a fé mediante a qual somos salvos? Pode-se responder, de modo geral, que é, primeiro, a fé em Cristo: Cristo e Deus através de Cristo são os próprios fundamentos dessa fé. Nisto se distingue ela suficientemente, absolutamente, da fé, seja dos antigos ou dos modernos pagãos. Da fé que possui o demônio ela se distingue por isto: não é uma coisa meramente especulativa, racional, um assentimento frio e morto, uma série de idéias que se amontoam na cabeça, mas uma disposição do coração. Por isso diz a Escritura: “Com o coração o homem crê para a justiça”; e: “se tu confessares com tua boca o Senhor Jesus, e creres em teu coração que Deus o levantou dentre os mortos, serás salvo”.
  5. Nisto ela difere daquela fé que os próprios apóstolos nutriam enquanto nosso Senhor estava na terra: reconhece a necessidade e os méritos de sua morte e o poder de sua ressurreição. Reconhece sua morte como o único meio suficiente de redimir o homem da morte eterna, e sua ressurreição como a restauração de todos nós à vida e imortalidade, tanto mais que ele “foi entregue por nossos pecados e ressurgiu para nossa justificação”. A fé cristã é, portanto, não só um assentimento a todo o Evangelho de Cristo, mas também plena confiança no sangue de Cristo; confiança nos méritos de sua vida, morte e ressurreição; descanso nele como nossa propiciação e nossa vida, — vida divina que foi dada por nós e vive em nós; e, em conseqüência disto, união com ele, adesão à sua pessoa, coma “nossa sabedoria, justiça, santificação e redenção”, ou, numa palavra, — nossa Salvação.
II. O segundo ponto a ser considerado é:
Qual é a Salvação que é mediante a fé?
  1. Primeiro qualquer que seja essa salvação, ela é uma salvação presente. É alguma coisa atingível desde já, atualmente atingível na terra, pelos que são participantes dessa fé. Por isso diz o apóstolo aos crentes de Éfeso e, através destes, aos crentes de todos os tempos: “Vós sois salvos mediante a fé”, e não: “Vós sereis salvos”, embora também seja verdadeira esta última afirmativa.
  2. Vós sois salvos (para abranger tudo numa só palavra), do pecado. Esta é a salvação que vem pela fé. Esta é a grande salvação predita pelo anjo, antes que Deus introduzisse no mundo seu primogênito: “… a quem chamarás JESUS, porque ele salvará seu povo de seus pecados”. Nem aqui, nem nas outras partes do Escrito Sagrado, aparece qualquer limitação ou restrição. Todo seu povo, ou, como se diz em outros lugares, “todo o que crê”, Cristo o salvará dos pecados; do pecado original e atual, passado e presente, “da carne e do espírito”. Mediante a fé que há em Cristo, os pecadores são salvos, tanto da culpa como do poder da culpa.
  3. Primeiro, da culpa de todos os pecados passados: Porque, conquanto todo o mundo seja culpado diante de Deus, de modo que, se o Senhor quisesse “assinalar que os que cometem erros, ninguém poderia nele permanecer”; e uma vez que “pela lei vem”, somente, “o conhecimento do pecado”, mas não a libertação dele, já que pelo cumprimento “das obras da lei nenhuma carne pode ser justificada à sua vista”, —agora, todavia, “a justiça de Deus, que é pela fé em Jesus Cristo, é manifestada a todo aquele que crê”. “São justificados livremente por sua graça, através da redenção que há em Jesus cristo”“A este Deus enviou para ser a propiciação mediante a fé em seu sangue, para declarar sua justiça para (ou pela) remissão dos pecados passados”. Agora, Cristo suprimiu a “maldição da lei, fazendo-se maldição por nós”.“Cancelou o escrito de dívida que era contra nós, levando-o e cravando-o em sua cruz”“Agora não há, pois, condenação para os que creem em Cristo Jesus”.
  4. Sendo salvos da culpa, os homens são também salvos do temor. Não, em verdade, do filial temor de conceber qualquer ofensa, mas do medo servil que escraviza; do medo, que causa tormento; do medo de punição; do medo da ira de Deus, — desse Deus que eles agora não mais contemplam como um Senhor severo, mas como um Pai indulgente. “Não receberam outra vez o espírito de escravidão, mas o espírito de adoção, pelo qual exclamam: Aba, Pai; testificando também o mesmo Espírito com seu espírito, que eles são filhos de Deus”. São também salvos não da possibilidade, mas do receio de decaírem da graça de Deus e de serem privados das grandes e preciosas promessas. Deste modo “têm paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”. Regozijam-se na esperança da glória de Deus — e o amor de Deus se derrama abundantemente em seus corações, através do Espírito Santo, que lhes é dado. Pelo Espírito são persuadidos (talvez não em todos os tempos, nem com a mesma plenitude de convicção), de que “nem a morte, nem a vida, nem as coisas presentes, nem as coisas futuras, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura será capaz de os separar do amor de Deus, que, é em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
  5. Ainda mais: mediante essa fé, são eles salvos do poder do pecado e, bem assim, da culpa inerente ao pecado. Isto o apóstolo o declara:

“Sabemos que ele se manifestou para tirar nossos pecados, e nele não há pecado. O que nele permanece, não peca”. (1 João 3.5).

E em outro lugar:

“Filhinhos, que ninguém vos engane. O que comete pecado é do diabo. Quem quer que crê é nascido de Deus. E quem é nascido de Deus não comete pecado; porque sua filiação permanece nele e ele não pode pecar, parque é nascido de Deus”.
Ainda mais:
“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; pelo contrário, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não o segura”. (1 João 5.18)
6. Aquele que pela fé é nascido de Deus, não peca:
  1. Por pecado habitual: porque todo pecado habitual é pecado dominante, — mas o pecado não pode dominar a qualquer que creia;
  2. Nem por pecado voluntário: porque, enquanto permanece na fé, sua vontade tenazmente se opõe a todo pecado, aborrecendo-o como se fora veneno mortal;
  3. Nem por qualquer desejo pecaminoso, porque almeja constantemente a santa e perfeita vontade de Deus — e qualquer tendência para o desejo profano ele a sufoca desde o inicio, pela graça de Deus;
  4. Nem peca por enfermidade, quer pela prática de qualquer ato, quer por palavra ou pensamento, porque suas fraquezas não têm o concurso da vontade; e, sem tal concurso, não há, propriamente; pecado. Assim, “o que é nascido de Deus não peca”; e, embora não possa dizer que não tenha pecado, certo é que atualmente ele não peca.
7. Esta é, pois; a salvação pela fé, mesmo no mundo presente: salvação do pecado e das consequências do pecado expressas com frequência pela palavra justificação, a qual, tomada em sentido mais lato, implica na libertação da culpa e do castigo, pela propiciação de Cristo atualmente aplicada à alma do pecador, agora crente em Jesus, e libertação do domínio do pecado, mediante o mesmo Senhor, formado em seu coração. Assim, aquele que é justificado, ou salvo pela fé, é, na verdade, nascido de novo. Nasce outra vez do Espírito para uma nova vida, que “está escondida com Cristo em Deus”. Como um recém-nascido, gradualmente recebe o “leite racional, sem dolo, da Palavra — e cresce por ele”, subindo de fé em fé, de graça em graça, até chegar, afinal, a “homem perfeito, segundo a medida da estatura da plenitude de Cristo”.
III. A primeira objeção que a este asserto usualmente se faz, é:

  1. Que pregar a salvação, ou a justificação, pela fé, somente, é pregar contra a santidade e as boas obras. Á isto se pode dar esta breve resposta: “O reparo seria verdadeiro, se falássemos, como fazem alguns, de uma fé separada da santidade e das boas obras; falamos, porém, da fé que, ao revés, produz todas as boas obras e toda a santidade”.
  2. Pode, entretanto, ser de maior utilidade à apresentação de uma resposta mais extensa, principalmente se considerar que a objeção em apreço não é nova, mas remonta aos tempos de S. Paulo. Já naquele tempo perguntava o apóstolo: “Invalidamos a lei pela fé?” Respondemos, primeiro, que todo o que não prega a fé, manifestamente invalida a lei, quer direta e grosseiramente, por limitações e comentários que destroem todo o espírito do texto, quer indiretamente, deixando de apontar o único meio pelo qual é possível dar cumprimento à própria lei. Enquanto que, em segundo lugar, “estabelecemos a lei”, tanto no demonstrar sua plena extensão e seu amplo sentido espiritual, como no apontar a todos aquele caminho de vida, para que “a justiça da lei neles se possa cumprir”. Os que só confiam no sangue de Cristo usam de todas as ordenanças que ele estabeleceu, fazem todas as “boas obras que ele antes havia preparado para que andassem nelas”, formam e exteriorizam todo o santo e celestial caráter e ainda a própria mente que havia em Cristo Jesus.
  3. Mas, a pregação dessa fé não leva os homens ao orgulho? Respondemos que, acidentalmente, isto pode acontecer; entretanto, todo crente verdadeiro deve estar perfeitamente a par da advertência contida nas palavras do grande apóstolo: “Em razão da incredulidade” os primeiros galhos “foram separados; e tu permaneces na fé. Mas não te vanglories, mas teme. Se Deus não poupou os ramos naturais, toma cuidado para que não suceda que ele deixe de poupar-te. Veja, pois, a bondade e severidade de Deus! para os que caíram, severidade; mas, para contigo, bondade, se perseverares em sua bondade; de outro modo, também tu serás desarraigado”. (Romanos 3.27).E, enquanto ele prossegue, lembremo-nos das palavras de S. Paulo, prevendo e rebatendo tal objeção: “Onde está, logo, a jactância? Ficou excluída. Por que lei? Pela das obras? Não; mas pela lei da fé”. Se o homem fosse justificado pelas obras, teria de que se gloriar; mas não há glorificação para aquele que “não obra, mas crê naquele que justifica o ímpio” (Romanos 4.5). No mesmo sentido são as palavras que precedem e seguem o texto (Efésios 11.4):“Deus, que é rico em misericórdia, ainda quando estávamos morto em pecados, reconciliou-nos com Cristo (pela graça sois salvos), para que pudesse mostrar a suprema riqueza de sua graça em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Pela graça é que sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós mesmos”.De vós mesmos não vem vossa fé, nem vossa salvação: são “dons de Deus”; representam livre, imerecida dádiva. A fé, mediante a qual sois salvos, bem como a salvação que Deus, por sua própria boa vontade, por seu mero favor, adiciona a ela, procedem do Senhor.O fato de crermos é um aspecto de sua graça; o fato de, crendo, sermos salvos, é outro aspecto. “Não pelas obras, para que ninguém se glorie”. Porque todas as nossas obras, toda a nossa justiça, anteriores à nossa crença, nada merecem de Deus, a não ser a condenação; tão longe estavam de merecer a fé, que, recebida esta, ela não procede do mérito das obras. Nem a salvação é pelas obras, quando cremos, porque Deus é quem então opera em nós. Deste modo, dar-nos recompensa por aquilo que ele próprio realiza, é gesto que somente pode recomendar as riquezas de sua misericórdia, mas que a nós não nos deixa coisa alguma de que nos possamos gloriar.
  4. Falar assim da misericórdia de Deus, salvando ou justificando livremente, só pela fé, não incita, porventura, os homens ao pecado? Na verdade isto pode acontecer e acontecerá: muitos “continuarão no pecado para que a graça possa superabundar”; mas seu sangue será sobre sua cabeça. A bondade de Deus deve levá-los ao arrependimento: isto acontecerá com os que sejam sinceros de coração, os quais, sabendo que ainda há perdão para eles, clamam com ânsia que desejam também ver canceladas suas culpas mediante a fé que há em Jesus. E se eles realmente clamam sem fingimento; se o buscam por todos os meios que o próprio Deus apontou; se recusam a ser confortados até que venha o Senhor, —“Ele virá e não tardará”E ele pode fazer grandes coisas em curtíssimo espaço de tempo. Muitos são os exemplos, nos Atos dos Apóstolos, da divina operação da graça no coração dos homens, manifestando-se como relâmpago fuzilando desde os céus. Assim, no mesmo instante em que Paulo e Silas começaram a pregar, o carcereiro se arrependeu e creu, sendo batizado; o mesmo se dera com os três mil, no dia de Pentecoste, que se arrependeram “e creram à primeira pregação de Pedro. E, graças a Deus, ainda há muitas provas vivas de que ele é “poderoso para salvar”.
  5. Ainda quanto à mesma verdade, considerada sob outro ponto de vista, levanta-se a objeção contrária: Se o homem não pode ser salvo depois de tudo quanto fizer ou possa fazer, isso o lavará ao desespero. Leva-lo-á, sim, à desesperança de ser salvo por suas próprias obras, seus méritos ou sua justiça. E deve, ser assim, porque ninguém pode confiar nos méritos de Cristo, antes que se tenha negado inteiramente a si mesmo. Aquele que “tenta estabelecer sua própria justiça”, não pode receber a justiça que vem de Deus. A justiça que é pela fé não lhe pode ser dada enquanto ele confiar na justiça que vem da lei.
  6. Mas isto, diz-se, é uma doutrina desoladora. O diabo fala coerentemente consigo próprio, isto é, sem veracidade nem pudor, quando ousa sugerir aos homens que seja desoladora a doutrina em questão. É a única tranquilizadora, “cheia de conforto” para os pecadores que se destroem e se perdem. “Aquele que nele crê não será confundido, porque o mesmo Senhor é rico para com todos os que o invocam” Eis aí o conforto, alto como os céus, forte como a morte! Como! Misericórdia para com todos? Para Zaqueu, um ladrão público? Para Maria Madalena, meretriz vulgar? Parece-me ouvir alguém dizendo: “Então eu, também eu, posso esperar misericórdia!”Podes, sim, aflito, a quem não houve quem confortasse! Deus não desdenhará tua oração. Talvez te venha ele dizer imediatamente: “Tem bom ânimo; teus pecados são te perdoados”; tão perdoados que eles jamais exercerão domínio sobre ti, e, ainda mais, “o Espírito Santo testificará com teu espírito que és filho de Deus”. Oh! Alegres boas-novas! Boas-novas de grande gozo, enviadas a todo o povo! “Oh! Que todo o que tem sede venha às águas: venha e compre, sem dinheiro e sem preço”. Ainda que teus pecados sejam “vermelhos como o carmesim” e tantos como teus cabelos, “volta para o Senhor e ele terá misericórdia de ti; e para nosso Deus, porque ele te perdoará largamente”.
  7. Quando nenhuma outra objeção ocorre, simplesmente nos dizem os opositores que a salvação somente pela fé não deve ser pregada como doutrina capital, ou, pelo menos, não deve ser pregada a todos. Mas, que diz a Espírito Santo? Ninguém pode pôr outro fundamento além do que já foi posto, que é Jesus Cristo”. Logo, a doutrina segundo a qual “todo o que nele crê será salvo” é, e deve ser, o fundamento de toda nossa pregação, isto é, deve ser pregada em primeiro lugar. “Seja assim; mas não a todos”. A quem, então, não devemos pregar? Quem será excluído? Os pobres? Não. Eles têm especial direito à pregação do Evangelho. Os ignorantes? Não. Deus tem revelado essas coisas, desde o começo, aos simples e ignorantes. Os jovens? De modo nenhum: “deixai-os”, de qualquer modo, “vir a Cristo, e não os embaraceis”. Os pecadores? Muito menos. “Ele veio a chamar, não os justos, mas os pecadores ao arrependimento”. Se, entretanto, tivéssemos de excluir alguns, excluiríamos os ricos, os letrados, os homens afamados e de boa conduta. É verdade que estes, de sua parte, se recusam a ouvir; todavia, ainda assim lhes devemos dizer a palavra de nosso Senhor. O teor de nossa comissão no-lo impõe: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Se alguém, para sua própria perdição, falsear ou torcer uma parte dessa palavra, esse tal levará sua própria carga. Mas, ainda assim, “Vive o Senhor que, seja o que for que nos disser, isso mesmo diremos”.
  8. Hoje, mais especialmente, diremos que “pela graça sois salvos mediante a fé”: porque a sustentação desta doutrina nunca foi mais oportuna do que no presente. Nada pode mais eficientemente prevenir a expansão do erro romanista entre nós do que a pregação daquela doutrina. Seria um nunca acabar o atacar, um a um, todos os erros, daquela igreja; mas a salvação pela fé corta-os pela raiz e, onde quer que se estabeleça, imediatamente consome tudo quanto de mau houver em torno. A essa doutrina é que nossa igreja mui justamente chama a rocha mais forte e o fundamento da religião cristã, a qual primeiro expulsou o Papismo destes reinos, sendo que somente ela pode mantê-lo à distância. Nada, a não ser essa doutrina, pode opor um dique àquela imoralidade que “invade a terra como um dilúvio”. Podes tu encher gota a gota o grande abismo? Podes então reformar-nos através de admoestações acerca de vícios particulares. Venha, porém, a “justiça que é de Deus pela fé”, e então as ondas orgulhosas serão quebradas e detidas. Nada, senão essa doutrina, pode fechar a boca àqueles que se “gloriam em seu opróbrio e abertamente negam o Senhor que os resgatou”. Podem eles falar tão sublimemente da lei como os que a têm escrita por Deus em seu coração. Ouvindo-os tratar desta matéria, alguém seria tentado a pensar que eles não estivessem muito longe do Reino de Deus: mas, que sejam transportados da Lei para o Evangelho; comece com a justificação pela fé; com Cristo, “o fim da lei para todo aquele que crê”; e os que agora aparecem como mais ou menos, senão integralmente, cristãos, logo se declaram filhos da perdição — tão distanciados da vida e da bem-aventurança (Deus seja misericordioso para com eles!) como o abismo do inferno está longe das alturas do céu!
  9. Por esta razão o adversário se irrita todas as vezes que se prega ao mundo a “salvação pela fé”: por esta razão o adversário agitou toda a terra e o inferno, na ânsia de destruir os que primeiro pregaram a “justificação pela fé”. E pela mesma razão, conhecendo que só aquela fé poderia subverter os fundamento de seu reino, reuniu todas a suas forças e empregou todas as suas artes da mentira e tia calúnia para demover Martinho Lutero do intento de reviver tal doutrina. Nem podemos maravilhar-nos disto, porque, como observa aquele homem de Deus, “não podia deixar de irar-se o homem orgulhoso, forte e para ele marcha, tendo nas mãos um caniço”. Esse furor cresce de vulto quando o adversário sabe que essa criancinha certamente o derrotará, colocando-o debaixo dos pés. Em casos tais, Senhor Jesus, tua força tem sido sempre “aperfeiçoada na fraqueza”!
Vai com coragem, criancinha que crês em Cristo, a sua “mão direita te mostrará terríveis coisas!” Embora estejas desamparado e sejas fraco como um recém-nascido, o homem forte não será capaz de permanecer em face de ti. Tu prevalecerás contra ele, e o subjugarás, e o dominarás, e o porás debaixo de teus pés.
Sob o comando do grande Capitão de tua salvação, marcharás “conquistando e vencendo”, até que todos os teus inimigos sejam aniquilados e “a morte seja tragada na vitória”.
Agora, “graças sejam dadas a Deus, que nos deu a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”, a quem, com o Pai e o Espírito Santo, sejam a bênção, a glória, a sabedoria, os louvores, a” honras, o poder, a força, para todo o sempre! Amém.


Devocional 12/10/2015 - O Evangelho e a Manjedoura

TEMA: O Evangelho e a Manjedoura

TEXTO: "e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria." Lucas 2:7

OBSERVAÇÃO:
Quando José sobe a Belém para o recenseamento para atender ao decreto de César, lá chegou a hora de Maria dar a luz, porém, com tanta gente na cidade não havia lugar para eles na hospedaria.
O menino nascido é colocado sobre uma manjedoura. Maria e José escolhidos por Deus para servir ao Seu propósito não tiveram luxo para o Salvador do mundo. Numa era em que servir a Deus é sinônimo de bençãos materiais por sermos filhos do Rei, Deus encarnado vem numa família que sequer tinha condições de proporcionar-lhe um berço de filho de rei. O Evangelho não escolhe status social, mas ensina a todos que que precisamos de simplicidade independente do status social. Deus se esvazia de Si mesmo.

PRÁTICA
Essa passagem me comunica a natureza do Evangelho. Seu alvo não são os holofotes e a ostentação, mas a simplicidade e humildade. Não é para aqueles que reinvindicam direitos, mas para aqueles que se submetem a Deus e focam-se no privilégio de ter a Deus e não naquilo que Ele pode lhes oferecer. Maria e José tinham a Jesus! Precisavam de mais o quê? As circunstâncias não lhe roubaram a alegria da expectativa de acolher a Jesus, o Emanuel - Deus conosco.
Deus traz meu foco hoje para o privilégio de possui-lo! Ele me chama a crescer na simplicidade e humildade própria de filhos do Rei. Devo também me esvaziar.

ORAÇÃO
Querido Pai, obrigado por essa reflexão. Peço-te que meu coração seja tomado por essa gratidão supra-circunstancial. guarda o meu coração nesta simplicidade e humildade própria de filhos do Rei.

sábado, 10 de outubro de 2015

Devocional da madrugada 10/10/2015 - Cumpra-se conforme a tua palavra

TEMA: Cumpra-se conforme a tua palavra.

TEXTO: "Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela." Lucas 1:38

OBSERVAÇÃO:
O anjo Gabriel visita Maria informando-a acerca da gravidez pelo Espírito Santo. Seria aquele momento uma grande atitude de fé e dependência a despeito de qualquer circunstância porque ela passaria a correr o risco de ser considerada adúltera, porém, confiou na palava que recebeu. Algo extraordinário lhe acontece porque se submeteu extraordinariamente.

PRÁTICA:
Deus confronta o meu coração nesta palavra. Não devo temer os desafios. Meu coração deve estar cheio de fé e submissão e dizer: "que se cumpra em mim conforme a tua palavra." Que privilégio. Atitude de fé e dependência para viver o extraordinário.

ORAÇÃO:
Querido Pai, que se cumpra em mim conforme a tua palavra. Venha o Teu Reino e faça-se a Tua vontade em mim. Meu coração se enche de plena fé e confiança. Vale a pena confiar em Ti.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sermão em áudio 04/10/2015 - A Reforma de Deus para hoje! II Crônicas 34

Devocional da madrugada 07/10/2015 - TEMA: Investigar e expôr para gerar convicção (fé)

TEMA: Investigar e expôr para gerar convicção (fé)


TEXTO: "[...] uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído." Lucas 1:3-4

OBSERVAÇÃO
Lucas procura ser fiel ao conteúdo das verdades recebidas por Teófilo investigando-as cuidadosamente para ter certeza de quão bem fundamentadas são.

PRÁTICA
Vejo que tal qual Lucas deve ser a minha forma de trabalho como pregador do Evangelho. Investigar para expor de maneira ordenanda a instrução dada ao povo para que tenham plena convicção (fé) daquilo que receberam. Essa palavra arde em meu coração e Deus me exorta a ser fiel à pregação (exposição) do Evangelho.

ORAÇÃO
Querido Pai, obrigado por essa poderosa Palavra. Faça-me um fiel expositor da Tua verdade. Que em Ti eu seja um investigador fiel que exponha com fidelidade gerandum povo convicto das verdades recebidas acerca de Cristo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Para viver a Reforma de Deus hoje!

Para viver a Reforma de Deus hoje!
II Crônicas 34:1-5; 8; 14-19

Amadas irmãs e amados irmãos, graça e paz. O mês de outubro é muito importante para os cristãos protestantes, pois, no dia 31 comemoraremos a Reforma Protestante promovida por Martinho Lutero em 1517 na Alemanha. Ele consolidou as bases fundamentais da fé cristã protestante: 1.Sola fide (só a fé); 2.Sola gratia (só a graça); 3.Sola Scriptura (só a Escritura); 4.Solo Christus (Somente Cristo); 5.Soli Deo Glori (Só a Deus glória). Para nós, o ano de 2015 tem sido um ano de reformas, pois, este é um ano de transição. Reforma aparece na Bíblia especialmente como reparar e restaurar e significa tornar novo, dar nova forma, reorganizar, renovar, enfim, melhorar. Deus é um Deus de renovo. Nós somos humanos e precisamos constantemente de renovo em nossa vida. Estamos constantemente em reforma. A cada fase da vida, a cada ciclo estamos iniciando como que uma reforma. Quando você termina a faculdade, por exemplo, você se reorganiza para uma nova etapa. Deus nos chama a discernir o momento que estamos vivendo em nossa vida e nos chama para uma reforma.
Quando lemos o texto que retrata a vida do Rei Josias vemos que ele foi um reformador. Ele trouxe em seu tempo reparações, isto é, um retorno para a essência. Deus nos chama para vivermos uma reforma contínua, isto é, uma renovação contínua. Por isso:

1.Tenha posicionamento de reformador (v.2)
O reformador Rei Josias havia se aplicado a ser reto diante de Deus. Seus antecessores fizeram o que era mau perante o Senhor. Porém Josias toma posicionamento. A reforma, o renovo, a restauração, a reorganização, a reparação precisa primeiro nascer no meu coração. Se desejar algo novo de Deus, isso precisa nascer primeiro da minha necessidade de reforma em minha vida. Devo rejeitar o que está comum. Devo me posicionar. Que tipo de posicionamento o Rei Josias teve?
a.Posicionamento de busca a Deus (v.3) – O Rei Josias começou a reinar com oito anos e no oitavo ano do seu reinado, isto é, quando ele tinha dezesseis anos começou a buscar a Deus. Pessoas que experimentam renovo de Deus se posicionam para uma busca de intimidade com Deus. Fazem da busca um estilo de vida. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino (de Deus) e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33) disse Jesus. É necessário um tempo diário com Deus. Veja Oséias 6:3 e Provérbios 3:5-6. Josias priorizou desde cedo buscar a Deus. A busca é uma prioridade.
b.Posicionamento de radicalidade com o pecado (v.4-5) – O Rei Josias não brincou com o pecado. Ele radicalizou. As expressões que aparecem aqui são purificar, despedaçar, quebrar e reduzir a pó. Não haverá reforma, não haverá algo novo, não haverá reparação se não houver radicalidade com o pecado. A melhor forma de manter o pecado distante da sua vida é focar os seus olhos em Jesus. Vale a pena instruir que as vezes dizemos que “porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Romanos 7:19. Porém, Paulo aqui está se referindo àqueles que vivem na prática da lei, pois, para aqueles que estão em Cristo, “nenhuma condenação há”. Romanos 8:1. Estamos em Cristo, “mortos para o pecado”. Romanos 8:10. Portanto, Romanos 7 não serve como base para justificarmos a fragilidade da nossa natureza, mas para reforçar que a Lei que é boa é incapaz por meus esforços de me santificar. Somos guiados pela Lei do Espírito e pela graça de Deus santificadora somos livres para viver a vida de Deus. Radicalize com o pecado focando sua vida em Jesus. Isso não significa que não pecaremos, mas significa que temos consciência própria de nossa dependência de Deus. O orgulho toma conta do nosso coração muitas vezes. Corremos rapidamente aos pés da cruz. Confesse suas tentações para não ter de confessar seus pecados. Radicalize com o pecado para viver o novo de Deus.
c.Posicionamento de investimento (v.9-10) – Veja que o Rei Josias investiu pesado na restauração, isto é, na reforma. Ele e algumas tribos deram muito dinheiro para a reforma do templo. Portanto, não existe reforma sem investimento pesado. O quanto você investe na sua vida espiritual hoje? Você investe orando, dedicando tempo, participando da Escola de Discípulos, participando da célula, enfim, você paga o preço. Toda reforma tem um custo. Estamos reformando o prédio da igreja e há um custo a ser investido. Para que sua casa fique a “casa dos sonhos”, quando precisará investir? O mesmo na sua vida espiritual, familiar, ministerial, profissional. Toda reforma tem um custo a altura das expectativas. Quem não investe deixa cair em ruínas (v.11)
d.Posicionamento de não andar só (v.8) – Esse trecho me chama muito a atenção. Se você ler a história do pai de Josias, saberá que ele foi morto pelos seus servos (II Crônicas 33:24-25). Josias fez diferente. Há quatro personagens nesta história de extrema confiança de Josias. Safá (braço direito de Josias), Maaséias, governador de Judá (autoridade), Joá (alguém que registra a história) simbolizando que haveria um legado e Hilquias (sumo-sacerdote). As pessoas com quem você anda hoje falam muito a respeito da maneira que você vive e quais são as suas prioridades. Não dá para viver uma vida de renovo contínuo se as pessoas com quem você se relaciona não podem lhe oferecer nada a respeito de uma vida nova ou de algo novo. Quem são os escudeiros de Deus em sua vida? Muitos sucumbem no momento da crise, da dor, dos ciclos da vida porque não tem com quem contar. Posicione-se hoje diante de Deus para não ser um cristão solitário.

2.Busque o arrependimento genuíno (v.19)
O Rei Josias experimentou um profundo e genuíno arrependimento. Creio que a maior carência dos nossos tempos é arrependimento. Arrependimento significa mudança de mente. É muito mais do que uma mudança de comportamento. É uma transformação no coração. A fé em Cristo deve ser acompanhada do arrependimento que rejeita o pecado. O que mais tenho visto são pessoas convencidas de que precisam de Cristo, mas não dão evidências concretas de arrependimento e abandono do pecado. Não voltar a fazer determinada coisa é a essência do mais verdadeiro arrependimento. Precisamos fazer uma auto-análise neste dia de Santa Ceia e pensarmos do que precisamos nos arrepender. Fazermos conforme está escrito em II Crônicas 7:14. Precisamos manter o coração puro da vaidade, do orgulho, da rebeldia, da cobiça. O que mantém o coração puro é uma atitude de arrependimento. Arrepender-nos pela maneira como tratamos nossos filhos. Arrepender-nos pela maneira como falamos dos irmãos. Arrepender-nos se não somos bons funcionários. Arrepender-nos se mentimos. Arrependei-vos disse Jesus. A palavra chave que nos leva a viver efetivamente o poder do Evangelho é ARREPENDIMENTO. O que produz arrependimento e quais são as evidências?
a.Exposição da Palavra (v.18-19) – Sem o livro não temos consciência de nossa condição. Se tem faltado arrependimento é porque tem faltado Palavra. Não me refiro à pregação de domingo, mas ao seu contato diário com ela. Você ouve a Bíblia quando a lê? Deus quer promover uma grande reforma. A reforma é fruto da exposição da Palavra que gera arrependimento.
b.Quebrantamento (v.19;27) – Arrependimento é a lágrima nos olhos da fé. I.Coração enternecido. Enternecido significa amolecido, terno, brando. O contrário é coração empedernido, isto é, endurecido. “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração”. Hebreus 4:7. Deus se derrete diante de um coração amolecido. Se seu coração está endurecido, hoje Deus te chama ao arrependimento. II.Atitude de humilhação/rasgar as vestes. II Crônicas 7:14. Deus só pode avivar, tornar novo, reparar, restaurar, melhorar aquele que se humilha. “Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.” Mateus 23:12. “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.” Tiago 4:10. III.Choro – Arrependimento genuíno mantém os olhos lubrificados para ver a Deus. Jesus disse: “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados”. Nossos olhos não podem ficar secos.
A beleza do Evangelho consiste em que para aqueles que verdadeiramente se arrependem encontraram graça da parte de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” I João 1:9. Deus quer promover uma grande reforma em nosso meio, em nossa casa, em nossa vida. Hoje é dia de se lançar em seus braços de amor posicionados e arrependidos. Há poder de Deus  para ser derramado sobre nós.
Veja que Deus somente ouve após identificar essas três atitudes relatadas. O que tem lhe faltado para experimentar um poderosa reforma de Deus em sua vida? Deus lhe convida hoje a se aproximar Dele.
O Rei Josias deixou um grande legado. A Bíblia menciona como alguém que não houve semelhante a ele concernente à sua conversão para Deus e não haveria outro depois como ele (II Reis 23:25). Se você quer deixar um legado de alguém que andou com Deus, isso precisa estar acontecendo no presente.


Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor