terça-feira, 18 de julho de 2017

VIDA DEVOCIONAL – VIDA SAUDÁVEL

VIDA DEVOCIONAL – VIDA SAUDÁVEL
Por Pr. Rodrigo Rodrigues Lima

"Começa! Designa uma parte de cada dia para exercícios privados...quer tenha prazer nisso ou não, estuda e ora diariamente. É para o benefício da tua vida. É para benefício da tua vida; não há alternativa: de outro modo tu permanecerás frívolo todos os teus dias." John Wesley

A vida devocional é uma necessidade para o filho de Deus. Ela é uma disciplina espiritual que leva o cristão a experimentar uma relação mais profunda com Deus.
A vida devocional se encaixa na disciplina da meditação e é diferente de estudo.
O processo que ocorre no estudo deve distinguir-se da meditação. Esta é devocional; o estudo é analítico. A meditação saboreará a palavra; o estudo a explicará.
Embora a meditação e o estudo muitas vezes se superponham e funcionem concorrentemente, constituem duas experiências distintas.

      1.      O que é a Vida Devocional?
A vida devocional é uma prática que você desenvolve com tempo, horário e local definidos para, por meio da Palavra de Deus, aprofundar sua relação com o Pai recebendo instrução por meio da meditação. A meditação na Palavra de Deus deve gerar uma atitude no coração que refletirá em um comportamento transformado. Na prática devocional através da meditação nas Escrituras, nos abrimos para ouvor a Deus e buscar mudança de vida de dentro do coração para fora nas atitudes.

      2.      Como deve ocorrer a Vida Devocional?

      a)      O conteúdo da vida devocional é a Palavra de Deus
Ler livros é muito importante. Entretanto, a vida devocional é pautada na Palavra de Deus. A meditação na Palavra de Deus é a base da vida devocional.
Muitos leem livros devocionais, mas não abrem a Bíblia para meditar. Se você não meditar na passagem bíblica, sua devocional ficará incompleta.

“Por isso, hoje, saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há.” Deuteronômio 4:39

“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” Salmo 1:2

“Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração.Lucas 2:19

       b)      Você precisa separar um local
A nossa maior referência para uma vida devocional é Jesus. Ele tinha o hábito de se retirar para orar e meditar. É preciso ter um local definido para fazer sua devocional. Esse local pode ser qualquer um desde que seja um ambiente que você separará para realizar sua vida devocional. Eu faço minha devocional no gabinete pastoral. Minha esposa faz em casa. Um amigo meu faz no trabalho em um período em que está mais tranquilo.

“Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos.” Gênesis 24:63

“Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.” Marcos 1:35

      c)       Você precisa definir um horário
Assim como temos horário para as nossas refeições diárias e temos uma rotina em nossa agenda, a prática devocional só se tornará um hábito se tornando prioridade em nossa agenda com horário definido. Faço minhas devocionais pela manhã. Conheço pessoas que preferem fazer a tarde e outras que fazem a noite. É necessário definir um horário.

“Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos.” Gênesis 24:63

De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.” Salmo 5:3

“no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigilia da noite.Salmo 63:6

      d)      Faça anotações – Você aprenderá a discernir os tempos da sua vida
É importante que você registre o que Deus está falando com você através da sua Palavra. Eu tenho o hábito de registrar tudo o que medito na Palavra desde novembro de 2011. Estou no quinto caderno diário de meditação. Você consegue perceber o que Deus vem falando com você ao logo dos anos. Registrar o que Deus fala conosco e procurar discernir o que Ele está falando faz com que a devocional se torne prática em nossas vidas.

Havia em Israel uma tribo especializada em estudar os eventos do dia a dia para saber como agir. Deus tem isso para você. Estudar é o que nos faz discernir. Estuda-se o inimigo na guerra para saber como agir. “Dos filhos de Issacar, conhecedores dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer...” I Crônicas 12:32
Perdemos muito por não estudar cada passo da nossa vida, interpretando-a através da Palavra de Deus.
Discernir o tempo significa estudar cada momento da nossa vida. Você já fez seriamente essa reflexão? Significa saber relatar, contar para alcançar coração sábio. “Ensina-nos a contar (relatar) os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” Salmo 90:12. O sábio sabe o tempo e o modo porque ele estudou e discerniu. “Quem guarda o mandamento (medita) não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo. Porque para todo propósito há tempo e modo” Eclesiastes 8:5-6
Encorajo que você comece a registrar o que Deus tem falado e feito em sua vida. Registre os eventos! Deus não fará nada através de você além daquilo que Ele está fazendo em você.
Aprenda a discernir os tempos (Eclesiastes 3:1-8) da sua vida através de uma vida devocional. Quem sabe discernir os tempos sabe entrar e sair. Sabe a hora de começar e parar sem frustrar-se. Não está esgotado com a vida e com o que faz. Ele vive o tempo oportuno sempre, o chamado Kairos de Deus. Ele sabe o tempo de plantar e o tempo de colher. Ele sabe o tempo e o modo porque aprendeu a ouvir e agir sob a direção de Deus.

      e)      Sugestão para uma leitura devocional mais prática
Procure identificar em sua vida, no momento atual que está vivendo, qual personagem bíblico ou qual livro da Bíblia se encaixa neste momento. Comece a fazer suas devocionais deste modo. Por exemplo, pessoas que estão em momentos de tomada de decisões podem fazer devocionais baseadas no livro de Neemias. Pessoas que estão enfrentando lutas no trabalho podem fazer devocionais baseadas na vida de José do Egito.

      3.      Cinco benefícios de ter um tempo diário com a Bíblia

       1)      Você encontrará a ajuda que precisa quando surgirem testes e provações;
       2)      Você caminhará tanto com os heróis quanto com os tolos da Bíblia;
       3)      Você começará a pensar como Deus pensa, de modo que possa responder como Ele responde;
       4)      Você evitará erros que têm custo muito alto, impedindo assim décadas de miséria;
       5)      Você crescerá em santidade continuamente e será vaso limpo e útil para toda boa obra.

      Clique aqui e veja como faço as minhas devocionais




quarta-feira, 12 de julho de 2017

Desejando a voz viva de Deus - Habacuque 1:1-4

Desejando a voz viva de Deus
Habacuque 1:1-4

O cenário em Judá é perturbador. Há uma intensa impiedade. O profeta preocupa-se com a aparente relutância de Deus em julgar, face ao pecado, à iniquidade, à opressão e à violência na sociedade de sua época. A lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta porque o perverso cerca o justo. É no drama da vida, no dia a dia, que Habacuque deseja a voz viva de Deus, uma resposta aos seus anseios.
De semelhante modo, também estamos buscando respostas para os dramas da nossa vida. Na história de Habacuque Deus nos chama a aprendermos a ouvir a sua viva voz em meio aos momentos comuns da vida, seja na alegria, seja em momentos de decisões, seja nas aflições incompreensíveis da vida. “A verdadeira santidade não nos tira os homens do mundo, mas capacita-os a viver melhor nele e incita os empreendimentos que ajudam a restaurá-lo.” Para isso precisamos aprender a meditar na Palavra de Deus e interpretar a vida ouvindo a voz viva de Deus no dia a dia, quando acaba o gás, quando nossos filhos se casam, quando perdemos o emprego, quando mudamos de emprego, quando viajamos de um lugar para outro, quando ficamos enfermos, quando perdemos um ente querido, quando vamos liderar, quando vamos fazer discípulos, etc. Deus quer nos ensinar a desenvolver a capacidade de ouvir a Sua voz e obedecer à Sua Palavra mediante esses fatos da vida e do ministério. Isso é celebrar a vida de Deus! Isso é uma espiritualidade viva. Deseje ouvir a voz viva de Deus, pois, Ele está falando com você por meio de cada circunstância de sua vida e ministério. Percebemos que ao ouvir a voz viva de Deus, mais do que mudar uma circunstância, o Pai tem como propósito gerar em nós obediência e fidelidade. Ele muda a nós mesmos!

1.A voz viva de Deus desejada quebra o aparente silêncio, a incredulidade (Hc 1:2-4)
Há um clamor e um grito no coração de Habacuque. A justiça é torcida, pois, homens perversos controlam o sistema judiciário e derrubam decisões justas. É um grito de socorro com choro por desejar a intervenção divina na situação política e social daquela nação. Como Habacuque, muitos amargam o aparente silêncio de Deus. Você deseja ouvir a voz viva de Deus hoje? O aparente silêncio de Deus é prenúncio de que algo vai acontecer. Em Gênesis 1:1-2 revela que no meio do caos, quando Deus fala, tudo se ordena. Desejar ouvir a voz viva de Deus significa estar disposto a receber uma reordenação das coisas que não estão em ordem. A grande questão é que muitos não querem essa reordenação à maneira do Pai. Desejam ouvir a Deus, mas não estão dispostos a uma mudança na perspectiva do Pai. O nosso Deus põe ordem no caos. Para isso que serve a meditação, a vida devocional! Deus quer falar justamente no meio da tempestade e reordenar. Para o povo que esteve em cativeiro no Egito por 400 anos em clamor, veio o libertador e houve todo um processo nessa libertação de revelação de quem é Deus e como Ele trabalha. Nos 400 anos do período inter-bíblico, o próprio Deus se manifestou. O aparente silêncio de Deus é prenúncio de que algo vai acontecer, mas enquanto isso, algo nos impulsiona a Ele – o que quero dizer é: Se não fosse essa situação, Habacuque se aproximaria de Deus com grande clamor e busca?  

Ao ouvir a voz viva de Deus, mais do que mudar uma circunstância, o Pai tem como propósito gerar em nós obediência e fidelidade. Ele muda a nós mesmos!

2.A voz viva de Deus desejada traz respostas que nos levam a crises de crescimento (Hc 1:5;12-13)
I. Deus nos leva a uma crise de expectativas e nos forma de dentro para fora (v.5). A resposta de Deus a Habacuque é esquisita para um profeta que quer ver justiça. Deus quer trazer arrependimento a uma nação, porém, Habacuque só quer que Deus resolva o problema pontual da injustiça. Deus está chamando a uma nação ao arrependimento e ao crescimento espiritual. “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito diz o Senhor. Pensamentos de paz e não de mal para vos dar o fim que desejais.” Jeremias 29:11 Você já pediu a Deus intimidade, poder, unção e fé? Deus vai lhe dar intimidade, poder, unção e fé. Ele vai te desconstruir para te reconstruir. Ele te ama! Ele vai te levar por caminhos de crescimento. Me lembro do karatê-kids quando o garoto deseja aprender a lutar kung-fu. Então o professor manda ele pegar o casaco, pôr o casaco, tirar o casaco, pendurar o casaco e soltar. Esse processo deveria ser repetido diversas vezes. Até que o garoto perde a paciência, pois, acreditava que aquele movimento repetitivo fosse uma tremenda perda de tempo. Mal sabia ele que aqueles movimentos eram chaves na sua formação de kung-fu. As expectativas de Habacuque não compreendem, ou pelo menos não estão de acordo com as expectativas de Deus. Deus usa a situação para trabalhar dentro de você.
II. Deus nos leva a uma crise de fé (v.12-13). A fé é desenvolvida sob situações de crise. Saímos da zona de conforto da imaturidade para entrarmos no campo da fé madura e consistente e é aqui que a questão se torna crucial para aqueles que desejam verdadeiramente a voz viva de Deus. Essa crise de fé não é para fazer você sucumbir, mas para revelar o quão grande é o seu Deus. Deus nos tira da fé imatura e da espiritualidade raquítica que usa Deus para resolver problemas, para transformar você em um grande amigo Dele. Pessoas que ouviram a voz viva de Deus foram verdadeiros heróis da fé. “Homens dos quais o mundo não era digno” (Hebreus 11:38). Homens e mulheres que aprenderam a gerar pela fé! A viver pela fé! Aprenderam a essência da fé. Deus está conduzindo você a ouvir uma voz viva e verdadeira no meio das circunstâncias, desafios e bênçãos da vida! Suas convicções, seu modo de agir e pensar era permeado por apenas uma palavra: FÉ. Fé é dependência, é agir pela graça, é agir com os olhos no que não se vê e com convicção do que se espera Nele.

Ao ouvir a voz viva de Deus, mais do que mudar uma circunstância, o Pai tem como propósito gerar em nós obediência e fidelidade. Ele muda a nós mesmos!

3.A voz viva de Deus desejada revela os verdadeiros fiéis (Hc 2:1-4)
Até aqui muita gente já abandonou a fé, deixou a igreja, está mudando de igreja e procurando em pessoas e lugares o que só pode ser encontrado em Deus. Nesse momento de crise, muitos ficam pelo caminho, mas Habacuque não! A pessoa que deseja ouvir a voz viva de Deus através de uma vida devocional consistente e meditar sobre a sua vida com o olhar em Deus diante das circunstâncias, das bênçãos e desafios sempre estarão no mesmo lugar: “Na sua torre de vigia e vigiando para ver o que Deus dirá”.
I.Os verdadeiros fiéis amadurecem quanto a ouvir a voz de Deus (v.1). Muitos têm a tendência de buscar ouvir a voz viva de Deus somente e unicamente mediante a crise. Certamente, as crises nos aproximam mais de Deus. Mas, a maior beleza consiste em desejar ouvir a voz viva de Deus na crise, na benção, nos desafios, enfim, em todas as estações da vida, em todos os ciclos e momentos, pois, descobrimos que não meditar, não viver em constante conexão com a voz viva de Deus é pisar em lugares instáveis. Essa maturidade vem com as crises de fé.
II.Os verdadeiros fiéis sabem que a confiança em si traz a queda (v.4). Eles não viverão por si. Viverão descansando na fidelidade a Deus. Você líder irá frutificar porque vive pela fé e não na força do braço. Você vai tomar uma decisão, porém não a tomará sem a certeza de que ela glorifica a Deus. Você passará vitorioso pelas tribulações e confiante porque sabe onde está posta a sua fé. O justo não vive para si, mas por fidelidade a Deus. a) A fidelidade não depende do que Deus faz, depende de quanto entendemos nossa relação com Ele. b) A fidelidade é baseada em quem é Deus para nós. c) A fidelidade é uma decisão que nós tomamos. Eles decidiram ser fiéis. Veja comigo Hebreus 11:4-39.

Ao ouvir a voz viva de Deus, mais do que mudar uma circunstância, o Pai tem como propósito gerar em nós obediência e fidelidade. Ele muda a nós mesmos!

4.A voz viva de Deus desejada produz anseio por avivamento (Hc 3:2)
Ouvir a voz viva de Deus também é refletir nos feitos de Deus. Ouvir a voz viva de Deus também é relembrar os atos de Deus. Habacuque está dizendo aqui: “Faz novamente o que o Senhor fez em nossas vidas.” Relembrar o que Deus opera em tempos de crise, traz esperança! O propósito de Deus é que Ele se torne o único ponto de referência em sua vida de maneira que ouvi-lo não seja opcional, mas uma necessidade! Quando estamos no meio de uma crise podemos estar sem um ponto de referência. Qual é o seu ponto de referência? O nosso ponto de referência sempre será o Senhor e o que Ele faz. O fim de todas essas coisas igreja amada é que o nosso comportamento muda como resultado do encontro com o Deus vivo! A nossa maneira de se relacionar com Deus muda. A nossa maneira de se aproximar do Pai muda. Nosso coração é transformado desejando mais a Sua Presença e experiências com Ele. É com esse espírito que você deve fazer suas devocionais e meditar! A meditação gera em nós arrependimento e obediência. A obediência e a fidelidade é o fruto da meditação. Habacuque ouve a Deus não porque possui capacidade especial, mas porque estava disposto a ouvir a Deus e mudar! Isso é avivamento, isto é, a Palavra de Deus queimando o nosso coração e mudando os nossos hábitos.

Ao ouvir a voz viva de Deus, mais do que mudar uma circunstância, o Pai tem o propósito gerar em nós obediência e fidelidade. Ele muda a nós mesmos!

5.A voz viva de Deus desejada produz verdadeira adoração (Hc 3:17-19)
Habacuque começou cheio de interrogações. Habacuque termina cheio de exclamações! A vida daquele que deseja ouvir a voz viva de Deus muda de interrogações para exclamações. A vida daquele que deseja ouvir a voz viva de Deus muda de gritos e clamores para louvor e adoração. A vida daquele que deseja ouvir a voz viva de Deus deixa uma fé vacilante com expectativa no que Ele faz para uma fé convicta firmada em quem Ele é.
É por isso que insistimos que você tenha uma vida de meditação na Palavra de Deus através da vida devocional diária. Percebemos que a situação de Habacuque não muda, pois as circunstâncias permanecem as mesmas. Entretanto, Habacuque não é mais o mesmo após ouvir a voz de Deus.

Ao ouvir a voz viva de Deus, mais do que mudar uma circunstância, Deus tem como propósito gerar em nós obediência e fidelidade. Ele muda a nós mesmos!


Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Multiplicando a liderança - Joel Cominskey

Multiplicando a liderança
Introdução 
Joel Cominskey

Estamos vivendo a maior colheita de almas da história cristã. Está é a boa notícia. A ma noticia é que boa parte da colheita não foi feita e em muitos casos acaba se estragando por ser negligenciada. Em Joao 4:35 Jesus diz que os campos estão brancos. A sua ordem é que façamos discípulos e não ajuntamento de multidões. 

Gerar líderes
O segredo para que os frutos permaneçam não são as células, mas converter os membros das células em líderes. Do contrário, células podem ir vir, surgir e desaparecer. Nosso maior desafio é gerar líderes. 

Igrejas falham na colheita por não formar líderes
As igrejas não fazem a colheita pelo fato de terem grupos pequenos, mas pelo fato de não terem trabalhadores. Igrejas e células que não têm nenhum plano ou ação para formar líderes planejam, por omissão, perder a colheita. 

O trabalho essencial do líder de célula
Os líderes de células não são chamados essencialmente para formar e sustentar as células; seu trabalho fundamental é encontrar, treinar e enviar novos líderes. 

Células - estratégia de liderança
O modelo de células não é uma estratégia de grupo pequeno; é uma estratégia de liderança. O foco não é começar grupos nas casas, mas treinar um número cada vez maior de líderes que se importam. Se você for bem-sucedido nisso, sua igreja vai prosperar. 

A nossa arma secreta

A nossa arma secreta é desenvolver um exército de líderes comprometidos com a colheita. 

Retroceda para avançar - Apocalipse 2:1-7

Celebrando a Vida de Deus
Retroceda para avançar
Apocalipse 2:1-7

As sete cartas do Apocalipse apontam para o que é essencial e indicam o que funciona na vida com Deus. Vivemos uma era de muita superficialidade. Podemos dizer que a superficialidade é uma maldição do nosso tempo. Nos tempos de Jesus os fariseus possuíam a lei, mas a lei não os possuía. Não é diferente em nossos tempos. Há muito conhecimento, mas há pouca prática. Há muita verdade, mas pouca vida. Há muito orgulho do passado, mas pouca humildade no presente. Muitos estão como Moisés, como que colocando um véu sobre a face, para que não possam fixar os olhos no fim daquilo tem desaparecido, a beleza da glória de Deus em seus corações e ações (II Coríntios 3:13). Perdeu-se o brilho de Deus, mas não queremos admitir que não brilha mais.
Assim era a igreja de Éfeso. A igreja que perdeu seu primeiro amor. A igreja que não tinha mais a mesma paixão. A igreja que não celebrava mais a vida de Deus. Essa foi uma igreja desafiada a dar um importante passo para trás para avançar em direção a Jesus. Que passos são necessários para avançarmos rumo à Jesus? Como podemos resgatar a mesma paixão de outrora? Como nosso coração pode voltar a aquecer novamente?
Dê passos para trás para avançar rumo a Jesus. Volte a celebrar a vida de Deus como no início da sua fé.

1.Retroceda para avançar respondendo que só Jesus é o soberano em sua vida (v.1)
A cidade de Éfeso era uma das mais orgulhosas da Ásia Menor, a atual Turquia. Ela era conhecida como “a metrópole da Ásia” com aproximadamente 250.000 habitantes na época, sendo por sua proeminência, por sua superioridade, a capital dessa região. Possuía uma gigantesca biblioteca e um teatro que comportava em torno de 25.000 pessoas sentadas. Três grandes rotas comerciais cruzavam aquela cidade. De fato, ela possuía muitos motivos para se orgulhar. Era a cidade mais importante. Era uma região portuária importante.
Essa proeminência refletia sobre a igreja de Éfeso. A igreja de Éfeso se orgulhava de sua posição não apenas por estar estabelecida na metrópole da Ásia, mas possuía uma herança como “igreja-mãe”. Ela muito se orgulhava.
Vale observar que em cada carta endereçada a cada uma das sete igrejas, os atributos de Cristo são escolhidos de forma precisa e perfeita para tratar das necessidades da igreja à qual se destina. Portanto, visto que a igreja de Éfeso é a igreja-mãe, ela deve reconhecer que Cristo, não ela, tem as 7 estrelas na mão e anda nos meio dos 7 candelabros (v.1). Ele “conserva”, isto é, agarra na mão. Aqui o primeiro sinal de porque a igreja de Éfeso perdeu o primeiro amor. Aqui o primeiro sinal de porque podemos perder o nosso primeiro amor. O orgulho espiritual pode tomar lugar quando nos sentimos donos da nossa vida, da nossa família, da nossa igreja, enfim. Apenas Cristo é soberano. “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele quem te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.” Deuteronômio 8:17-18; “Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu Senhor, é o reino, e tu te exaltastes por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mãe há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.” I Crônicas 29:11-12;
Hoje Jesus te convida a dar um passo para trás o chamando a relembrar de como com mão forte Ele te livrou e te colocou na posição de filho de Deus.

2.Retroceda para avançar respondendo que precisa do mesmo fervor de antes no coração (v.2-3)
Os crentes de Éfeso eram sérios, atentos e zelosos. Sabiam separar a verdade do erro. Senão vejamos. Ao que tudo indica, a igreja de Éfeso foi plantada por Paulo e Áquila por ocasião da segunda viagem missionária de Paulo. Diz as Escrituras que “Quando chegaram a Éfeso, Paulo os deixou ali;” (Atos 18:19). Houve um período em que eles receberam Apolo, que era “homem eloquente e poderoso nas Escrituras [...] instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus...” (Atos 18:24-25). Paulo, retornara a Éfeso (Atos 19:1) e ali na Escola de Tirano por três meses falava ousadamente, discutindo e persuadindo com a respeito ao Reino de Deus. Paulo tinha discípulos e por dois anos diariamente lhes falava da Palavra do Senhor. (Atos 19:8-10). Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários. Veio grande temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. Muitos dos creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. (Atos 19:11-19). Verdadeiramente essa igreja experimentou o poder da verdade de Deus. Paulo lhes alertou: “entre vocês se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás de si. Portanto, vigiem, lembrando que, durante três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, cada um de vocês.” (Atos 20:30-31). Meus amados irmãos e irmãs, que lições preciosas aprendemos aqui nos versos 2 e 3 de Apocalipse 2? A queixa é a de que essa igreja perdeu o seu primeiro amor. Portanto, I) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer sua perseverança, mas mesmo assim estar sem o mesmo fervor de antes no coração; II) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer a sua obra, mas mesmo assim estar sem o mesmo fervor de antes no coração; III) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer o seu trabalho, mas mesmo assim estar fervor de antes no coração; IV) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer o seu zelo teológico e doutrinário, mas mesmo assim estar fervor de antes no coração.
A grande queixa de Jesus para com a igreja de Éfeso é que ela havia acumulado muito conhecimento correto, mas tinham uma carcaça vazia. Eles haviam se tornado como o artífice Demétrio quando agitou a multidão contra o evangelho e arrastaram Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo ao teatro e diante de 25.000 pessoas dizendo “Grande é a Diana dos Efésios”, mas com ecos vazios. Muitos estão assim hoje. Esbravejam em nome da verdade “Grande é o Senhor”, mas por dentro estão vazios. Muito grito de experiências passadas, mas o presente está vazio de experiências vivas, gritos de conhecimento bíblico, mas pouco conteúdo em termos de vida transformada ou novas experiências com Deus. Hoje Jesus te convida a dar um passo para trás o chamando a relembrar de como você aliava piedade e competência. Trabalho e paixão! Mente esclarecida e coração aquecido.

3.Retroceda para avançar respondendo ao apelo de Jesus para celebrar a vida de Deus (v.4-5)
Jesus é muito enfático com esta igreja. Eles não estavam mais agindo por amor. Poderiam gritar uma causa, mas estavam vazios e frios por dentro. Em suma, um crer correto, uma boa teologia, mas que não gera uma atitude para com Deus e com o próximo é falsa religião. Se não tiver amor, nada adianta (I Coríntios 13:1-13). Mas, há uma solução. “Lembra-te” é muito mais do que trazer à mente, mas é agir de acordo com a lembrança. Lembrança inclui uma “atualização” da experiência original. Deus quer aperfeiçoar as nossas experiências antigas.
Isso aponta para uma característica da cidade de Éfeso. Era uma cidade portuária que lutava contra o assoreamento do porto. O assoreamento é o processo de acúmulo de detritos, areia, entulhos e outros materiais que interfere no leito dos rios impedido de portar todo o seu volume de água, e assim interferindo no transito das embarcações. É necessário fazer a limpeza. Há momentos na vida crista que precisamos retroceder para avançar. Voltar a ser o que era! Lembra-te, isto é, pare com a marcha para frente (sempre correndo), sempre ocupado. Pare! Volte à pura devoção. Volte àquele período inicial em que você lia a Bíblia com tanta fome e orava com tanta sede de Deus. Volte ao tempo em que você estava animado na fé. Arrepende-se da negligência do piloto automático. Retroceda para avançar.
O porto da alma está assoreado? No curso natural a vida tende a assorear. Mas tenho uma boa notícia para você! Jesus é o rio da vida. Podemos enfraquecer, desanimar na fé, mas Jesus é o mesmo! Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele quer que você volte a ter conexão com Ele! Ele é um rio que limpa, que restaura e ele quer fluir através de você limpando todo detrito e assoreamento de sua alma. Hoje Jesus te convida a dar um passo para trás o chamando a ao primeiro amor. Ele quer lhe dar novas experiências. Ele quer que você celebre a vida de Deus!

Jesus quer leva-lo a frutificar. A gerar filhos espirituais e a fluir com autoridade no ministério. Ele quer restaurar seu coração. A fim de continuar a sentir o que sentíamos e dar novas experiências de fé.

Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Etapas na vida de um líder

Etapas na vida de um líder
Por Robert Clinton

De modo geral podemos identificar 6 etapas ao longo da vida das pessoas, em especial dos líderes. As três primeiras fases tratam daquilo que Deus está fazendo na vida do líder. As três últimas são interseccional. Vamos às 6 fases:

  1. Fundamentos soberanos
  • Deus está usando a sua família.
  • Deus está usando o seu ambiente onde vive com suas boas e más experiências.
  • Aqui ocorrem os eventos históricos iniciais.
  • São formadas suas características pessoais.
  • Há também a influência do contexto da geração.
  • Os traços do caráter estão em modelação.
  • A estrutura enquanto pessoa está em formação.

  1. Crescimento da vida interior
  • Há uma busca por Deus de maneira mais íntima.
  • Aprende-se a importância de orar e escutar a Deus.
  • Surgem as provas para formar o caráter do líder.
  • Crescimento em discernimento, entendimento e obediência.
  • Busca-se capacitação.
  • Aprendizagem informal na igreja local em funções de liderança.
  • Busca por referências e modelos.
  • Pode-se ter um mentor.
Vale destacar que enquanto o indivíduo está aprendendo uma profissão ou habilidade ministerial, na verdade, é seu coração que está sendo modelado. O programa de treinamento é o coração. Provas de crescimento são enfrentadas. O maior desenvolvimento nesta fase é interior.

  1. Amadurecendo o ministério
  • O líder está alcançando outros.
  • Está começando a ter experiências com seus dons.
  • Sua vida é mais relacional.
  • Deus está ensinando que o ministério flui do ser e não do fazer.
  • Observação: Nesta fase Deus está consolidando o indivíduo. Deus deseja ensinar-nos a ministrar por meio do que somos. Deus se interessa no que somos. Seu propósito é: "Estou formando Cristo em você." É nesta fase que ocorrem as maiores crises através das tarefas ministeriais. O objetivo é ganhar experiência, gerar conhecimento e ser provado em situações que forçarão um caráter aprovado. É a chamada prova de integridade. Ocorrem tanto na fase 3 quanto na fase 4. Isolamentos fazem parte de ambas as fases que são frutos de crises, enfermidades, perseguição, disciplina, por vontade própria ou circunstâncias providenciais formadas por organizações. O objetivo de Deus por meio delas pode ser:
A) Uma nova perspectiva sobre o ministério;
B) Reviver ou ativar um sentido de destino (propósito);
C) Flexibilidade para abrir-se a novas ideias e mudanças;
D) Ampliação por meios da exposição a outros;
E) Convicção divina (convicção interna da Palavra)
D) Direção.

  1. Amadurecendo a vida
  • O indivíduo identificou e está usando seus dons com autoridade.
  • Seus frutos são maduros.
  • Se torna alguém a ser imitado (modelo).
  • Influencia a outros.
  • Trabalha seus dons focado em prioridades. Possui clareza de suas prioridades. Não faz tudo, mas faz no que é melhor.
  • Possui uma maturidade produtiva.
  • O ministério flui do ser.
  • Tudo o que faz é fruto de sua experiência com Deus.
  • Observação: Ainda possui áreas em consolidação conforme observação na fase 3.

  1. Convergência
  • O indivíduo vive uma mescla de dons, experiência, temperamento, etc.
  • Há uma geografia ministerial. Há um foco onde seu potencial máximo é explorado.
  • Poucos líderes experimentam a convergência.
  • Deus nos prepara ao longo dos anos para chegarmos nesta etapa.
  • Aqui nesta fase a maturidade do ministério se une à maturidade da vida.
Por que muitos não chegam à convergência?
A) Não amadurecem com as crises e não aproveitam as oportunidades. São prejudicados por suas próprias carências de desenvolvimento pessoal.
B) A organização onde trabalham ou servem podem obstaculizar o seu desenvolvimento não observando em qual área seu potencial pode ser mais explorando, mantendo-o numa função ou posição limitadora.

  1. Resplendor crepuscular
  • Poucos celebram esta fase na vida.
  • Esta fase é quando os frutos do ministério ou trabalho culminam com o reconhecimento e influência.
  • Criaram redes de contatos ao longo da vida e ainda hoje os influenciam como referência.
  • Possuem sabedoria acumulada e seguem influenciando e abençoando a muitos.
  • São os que terminam bem. Se prepararam para esta fase.



domingo, 4 de junho de 2017

TEMA: Lições que aprendemos sobre o Pentecostes. Deuteronômio 16:9-12; Levítico 23:21-22

Lições que aprendemos sobre o Pentecostes.
Deuteronômio 16:9-12; Levítico 23:21-22

Pentecostes é o nome dado à Festa da Colheita ou Sega, também conhecida Festa das Semanas. Era uma celebração agrícola. O Antigo Testamento deve ser lido à luz de Jesus e de sua missão. Sabemos que sem o poder do Espírito Santo não podemos cumprir a missão. Mas, o Espírito Santo desceu e encheu as nossas vidas, por isso podemos fazer discípulos. Ele nos dá o poder para testemunhar. Ele veio no Dia de Pentecostes. O que podemos aprender acerca do Dia de Pentecostes para a vida da igreja hoje?

1.O Pentecostes reforçava a memória da libertação da escravidão (Deuteronômio 16:12)
A Festa da Sega, ou a Festa das Semanas ocorre exatamente 50 dias após a Páscoa. Teve seu nome mudado, nos tempos em que os judeus receberem influência da língua grega tornando mais usual do que os termos Festa da Sega ou Festa das Semanas (que são 7 semanas) para usar o termo Pentecostes. Pentecostes vem de Penta, uma referência aos 50 dias. Ela ocorre 50 dias depois que o povo é liberto da escravidão no Egito. Serviria para celebrar sua primeira colheita após a escravidão no Egito, em que eles poderiam plantar e comer de sua própria semeadura nesta nova condição.
Não existem coincidências no plano de Deus. Jesus é a nossa Páscoa. Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ah meus irmãos! Estávamos mortos nos nossos delitos e pecados, mas Deus, com grande amor que nos amou, nos deu vida através de Jesus Cristo. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho de Amor. Agora, pois, nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Seu Espírito habita em nós e não somos mais escravos. Não há mais culpa ou condenação. Uma vez que o Espírito Santo passou a habitar em você, o seu Pentecostes marca a sua libertação. O Espírito de Deus testifica com o seu próprio Espírito que você é filho de Deus. Deus te ama não pelo que você faz, mas porque Ele te fez. E Ele prova o Seu amor por nós, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

2.O Pentecostes começava com a foice na seara (Deuteronômio 16:9)
Os cinquenta dias passavam a contar um dia depois da Páscoa quando passava-se a foice na seara. O que isso significa?
a)Reconhecimento da provisão e do cuidado de Deus. Esse era um marco do reconhecimento da provisão e do cuidado de Deus com o seu povo. Essa festa visava reconhecer a ação de Deus que cria e sustenta a vida do mundo criado. Eis um grande princípio de mordomia aplicado na Palavra de Deus. Como evidência de que o sustento é ação do Deus em tudo o que existe, a primeira parte é para o Senhor. Por isso separamos ao Senhor a primeira parte do fruto do nosso trabalho.
b)Os campos estão brancos. Em Mateus 9:35:-38 Jesus se compadece da multidão. Ele vê que a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Ele lança em forma de imperativo que seus discípulos clamem ao Senhor da seara por trabalhadores. Em João 4:35, diante da necessidade de proclamar o Reino de Deus ao ver que a mulher samaritana se alegra e leva a mensagem à sua cidade, Jesus chama a atenção dos seus discípulos para que percebam ao seu redor a necessidade das pessoas. Meus irmãos, os campos estão brancos, isto é, prontos para a colheita. O mundo é esse campo. O papel da igreja é penetrar no mundo para testemunhar e servir. O mundo dos pensamentos (trazendo a luz do evangelho às mentes enganadas e oprimidas); o mundo dos sentimentos (tendo empatia com o sofrimento das pessoas); o mundo em que vivem as pessoas (debaixo de humilhação social; pobreza; desemprego; dramas da vida; auto-estima baixa; sem dignidade). A descida do Espírito Santo se dá no dia de Pentecostes porque é Ele quem capacita a você a fazer essa colheita. Ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Ele leva o homem ao arrependimento. E fazemos essa obra no poder do Espírito Santo. Assim como a Festa da Colheita reconhece a ação de Deus no sustento, a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes nos leva a reconhecer que dependemos da ação de Deus para o crescimento, para a colheita no Seu Reino. O Espírito Santo leva a igreja a pôr a foice na seara.

3.O Pentecostes era uma Santa Convocação (Levíticos 23:21)
Ninguém trabalha nesse período. Toda a nação concentrava a sua energia em um grande ajuntamento para celebrar a colheita. A Festa de Pentecostes revela alguns aspectos de uma igreja vibrante e cheia do Espírito Santo. A igreja cheia do Espírito Santo tem por objetivo testemunhar do amor de Deus e levar outros a adorá-lo. Uma igreja cheia do Espírito Santo, cheia da vida de Deus é uma igreja que vive o Pentecostes.
a)O Dia de Pentecostes era alegre e solene (Deuteronômio 16:11). O ajuntamento da igreja tem por objetivo celebrar a vida de Deus e promover festa no céu. Deve ser alegre e solene. Só há duas passagens na Bíblia onde falam de festa no céu e ambas, não por coincidência estão diretamente relacionadas com a colheita. Em Lucas 15:7 diz: “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo (festa) no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Em Apocalipse 7:9 está registrado uma Santa Convocação alegre e solene: “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém poderia, enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos.”
b)O Dia de Pentecostes era uma festa que reunia gente de todos os lugares e nações. Ela era aberta para os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros. Todos se apresentavam diante de Deus. O que aprendemos com isso? I) A descida do Espírito Santo é para todos indistintamente (Joel 2:28-29) “Derramarei meu Espírito sobre toda a carne”. II) A descida do Espírito Santo capacita a igreja para cumprir seu propósito missionário. (Atos 2:6-11) “Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?”
c)O Dia de Pentecostes era uma festa em que o ajuntamento servia para compartilhava dons. (Levíticos 23:22). O intuito deste ensinamento aos judeus visava instruí-los a repartir os dons, isto é, o favor de Deus sobre eles. Eles deveriam fazer a colheita, mas não colherem todos os grãos, até as bordas dos campos, nem ajuntar as espigas que tivessem caídas ao chão. As sobras era para os pobres e estrangeiros. Aprendo que com o derramamento do Espírito Santo: I) A igreja vive plenamente sua identidade quando comunicamos os dons que recebemos. Todos precisamos uns dos outros. (I Coríntios 12). II) Uma igreja cheia do Espírito Santo aprendeu que é melhor dar do que receber.

Deus quer uma igreja cheia do Espírito Santo para cumprir a sua missão. Estamos a caminho das Casas de Paz! Estamos em uma campanha de 21 dias de jejum e oração. Creio numa grande colheita que Deus tem preparado para nós. Vivamos o Pentecostes!


Rodrigo Rodrigues Lima, Pr.