segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
O Encontro com Jesus gera vida!
O Encontro com Jesus gera vida!
João 11:1-46
Amados irmãos e
irmãs, graça e paz.
Hoje falaremos sobre
o encontro com Jesus que dá vida. Esta história relata a ressurreição de
Lázaro. Entendo de compartilhar acerca do poder que há em Cristo para a vida.
Muitos de vocês já conhecem nosso testemunho de cura em nossa família.
Experimentamos esse poder em nosso lar e tenho certeza que Jesus tem vida para
você e seu lar também. Inicialmente penso ser importante fazer algumas
considerações sobre a cura divina antes de entrarmos no texto. Primeiramente é
importante frisar que a Igreja Metodista Livre não é cessacionista quanto aos
dons espirituais, isto é, não cremos que os dons foram úteis somente para os
primórdios da igreja e ali se encerraram. Cremos sim que Deus concede dons à
igreja para hoje, inclusive o dom de cura. Em nosso manual descreve a visão
ampla que temos sobre cura. Cremos na cura do corpo, da mento ou do espírito
e a sua fonte é Deus. Cremos que Deus pode curar usando intervenção cirúrgica,
medicação, mudança de ambiente, correção de atitudes ou através de processos
restauradores da própria natureza. Ele pode curar através de um ou mais (dos
meios) acima junto com a oração, ou pode curar por uma intervenção direta em
resposta a oração. Ao mesmo tempo, reconhecemos que apesar dos soberanos
propósitos de Deus serem bons e que Ele está trabalhando para uma redenção
final que garante a integridade para todos os crentes, ele pode não conceder
cura física para todos os crentes nesta vida. (§ 3260 – Manual da Igreja
Metodista Livre). As curas foram notáveis no ministério de Jesus, dos apóstolos
e nos pais da igreja como Agostinho e outros. Combatemos uma prática que
enfatiza a benção mais do que a santidade de vida, a busca da benção e não do
abençoador. Porém cremos que Deus cura hoje e não devemos deixar de crer e
pregar por conta dos excessos de outros.
Uma vez feita essas
considerações, quero compartilhar com vocês sobre o Jesus que dá vida! Ele tem
vida para você, tem cura para sua vida e quer se relacionar com você. Ele
deseja ter um impactante encontro conosco. Ele quer se revelar a você e através
da sua vida. Por isso, vamos ver algumas verdades desse relacionamento e
encontro com Jesus que dá vida através desse emocionante relato da ressureição
de Lázaro.
1.Andar com Jesus não é sinônimo de ausência de
problemas (v.1-2)
Jesus possuía uma
excelente relação com a família de Betânia. Marta, Maria e Lázaro eram muito
amigo de Jesus. Maria, ungiu os pés de Jesus com bálsamo (João 12:3). Aquela família o acolhia com grande cuidado (Lucas 10:38-42). Havia um grande afeto
entre eles. Porém, o fato de serem muito amados por Jesus (v.5) e possuírem
histórias marcantes de afeto com Jesus não os isentava de problemas de
enfermidade. Jesus mesmo é claro com seus discípulos que devemos ter bom ânimo
neste mundo no qual teremos aflições (João
16:33).
2.Quando se esgotam as possibilidades, temos a quem
recorrer (v.3)
O texto não diz, mas
podemos conjecturar sobre a medicina da época. Nos tempos de Jesus a ciência já
existia. Havia sim cirurgiões e médicos, porém é óbvio que o uso de anestésicos
era limitado. Marta e Maria devem ter procurado todos os recursos disponíveis
em Betânia, porém, a situação de seu irmão se agravava gradativamente até que
elas chegam a conclusão de que o melhor mesmo era recorrer ao famoso amigo
Jesus. Quando as possibilidades se esgotam temos a quem recorrer. Jesus é o Pastor
que está conosco no vale da sombra e da morte (Salmo 23:4).
3.Tudo em nossa vida com Cristo serve aos propósitos
de Deus (v.4)
Não há nada fora dos
propósitos de Deus em nossa vida se a Ele somos fiéis. A Bíblia é clara em
dizer que “todas as coisas cooperam para
o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu
propósito.” (Romanos 8:28).
Paulo tinha esse pleno entendimento e conseguia discernir os propósitos de Deus
em casa situação, até mesmo na prisão escrevendo a sua carta aos irmãos em
Filipos ele diz: “Quero ainda, irmãos,
cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído
para o progresso do evangelho.” (Filipenses
1:12). Mesmo Jó depois de tanto sofrimento concluiu sua prova com o
seguinte entendimento: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode
ser frustrado.” (Jó 42:2). Se mesmo
fiéis, enfrentamos problemas saiba que nada em nossa vida está fora dos
propósitos de Deus.
4.Jesus te ama (v.5)
Essa é a beleza de
ser filho e filha de Deus. O fato de passarmos por dificuldades não significa
que Deus não nos ama. Pelo contrário, porque Deus nos ama Ele se importa
conosco. Jesus te ama. Ele amava tanto aquela família de Betânia. Deus é um Pai
que nos ensina através dos problemas porque Ele nos ama (Hebreus 12:6-11)
5.Jesus nunca chega atrasado (v.6; 11; 17)
Isso parece uma
contradição. Esse Jesus que tanto amava a Lázaro e família, ainda demora-se
mais dois dias. Quando procuramos a Deus o que mais queremos é uma rápida
solução. Aqui é um momento crucial em que nosso coração está sendo provado. É
nesse momento que realmente somos ovelhas totalmente dependentes do pastor.
Reconhecemos nossa fragilidade e ela se manifestará das seguintes maneiras: I.Sensação
de abandono e solidão. Há certas situações e momentos em que sentimos como
se Deus estivesse indiferente. Bate-nos a dúvida. Muitos dizem como Habacuque: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não
me escutarás?” (Habacuque 1:2ª)
Ou muitos falam como Jó: “Parece-te bem
que me oprimas, que rejeites a obra das tuas mãos e favoreças o conselho dos
perversos?” (Jó 10:3); ou ainda
como o próprio Jesus: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus
27:46); II.Depressão e desânimo. Quando Jesus chega na porta de Betânia,
Marta vai ao seu encontro, mas Maria sequer sai do seu lugar. As vezes ficamos
desanimados com tanta luta e perdemos o ânimo de ir a Jesus. Deixamos de
busca-lo. Deixamos de orar! (v.20); III.Especulações. Tanto Marta quanto
Maria disseram: “Se estiveras aqui...” (v.21; 32); IV.Reafirmar a fé. Há
outras pessoas, como Marta que não se entregam. Reafirmam sua fé mesmo sob
situação adversa (v.20-22; 27). Jesus tem o propósito de revelar o Pai e nos
trazer maturidade e confiança quando tudo está escuro. Ele não chega atrasado.
Ele tem um propósito.
6.Para Jesus não há impossíveis (v.23)
Tudo é possível para
Deus. (Lucas 1:37) Jesus convida
Marta a crer em sua Palavra. Creiamos na Palavra de Jesus. Receba a Palavra de
vida!
7.Antes de operar milagre, Jesus trata com os corações
levando-nos à consciência de Sua Presença (v.28-35)
Observe que antes de
Jesus operar o milagre, ele manda chamar Maria. Seu desejo é estar com ela em
sua companhia, consolá-la e sentir o que ela sente. Ele se relaciona. Ele
fortalece a amizade. Veja Hebreus 4:15. Mais importante que o milagre que Ele
pode operar é o simples prazer da sua companhia. Ele trata conosco para que
cheguemos à maturidade de fé de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (Daniel
3:17-18), porém, todos verão o quarto homem semelhante ao filho dos deuses
(Daniel 3:25). Deus está!
8.O diabo pode usar pessoas para tentar abalar a nossa
fé (v.37)
Havia pessoas
questionando se realmente Jesus era amigo daquela família. Assim muitos
perguntam: “Onde está o teu Deus”? Salmo (Salmo 42:3). Há descrentes e
incrédulos até mesmo dentro da igreja. Mas, fique firme no Pastor Jesus!
9.Precisamos remover a pedra (v.39)
Quem tira a pedra
sou eu. Jesus manda remover a pedra. A verdade é que há uma parte nossa. Essa pedra
simboliza a incredulidade, a mágoa, o medo, a ansiedade. É agir pela fé antes
do milagre acontecer. “não tem mais jeito, cheira mal”. (v.39). Jesus sabe o
que está fazendo. Remova a pedra!
10.Ouça a voz da vida (v.43)
Havia incrédulos ali
e pessoas tristes, mas onde Jesus chega há fé e alegria. Ocorre o rebuliço do
milagre. Lázaro ressuscitou! Jesus é o autor da vida, ALELUIA! Para tudo há um
jeito por Jesus. Creia.
Rodrigo
Rodrigues Lima
Pastor
domingo, 31 de janeiro de 2016
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Um encontro com o Evangelho
Encontro com Deus
Um encontro com o Evangelho
Gálatas 1:11-24
Amados irmãos e
irmãs, graça e paz.
Hoje daremos início
a uma série de mensagens que se estenderá por todo o mês de fevereiro sobre
Encontro com Deus.
Quando falamos de
encontro com Deus, necessariamente estamos falando de um encontro com o
Evangelho. Em caráter introdutório, hoje falaremos de três aspectos desse
encontro. Quais são os principais acontecimentos na vida de uma pessoa que teve
um encontro com Deus? O apóstolo Paulo teve esse encontro marcante com o
Evangelho. Ele qualifica o evangelho como o Poder de Deus para salvação de todo
aquele que crê (Romanos 1:16).
Ter um encontro com
Deus é muito mais do que ter sensações e experiências. É um processo de
transformação do caráter que refletirá no modo de viver. É ser impactado de tal
forma que o indivíduo passa a ter a mente de Cristo (I Coríntios 2:16) e sua conduta revela essa mente. É se tornar um
cidadão do céu e como tal suas prioridades que perseguiam valores terrenos,
agora são norteadas por valores celestiais (Colossenses
3:1-3) e sua postura denuncia sua nova maneira de pensar e agir. Sua visão
de mundo é transformada. Sua maneira de se relacionar com Deus, consigo mesmo e
com as pessoas é afetada. O Reino de Deus está nele. Ele está no Reino de Deus.
O amor do Pai está Nele. Ele ama como o Pai.
Paulo escreve uma
carta às igrejas da Galácia os repreendendo por trocarem o Evangelho por outro
evangelho (Gálatas 1:6-7). As
pessoas estavam se voltando para o legalismo judaico, forçando os cristãos a se
circuncidarem e a praticarem obras como condição para serem salvas. Misturou-se
o evangelho com práticas cerimoniais e de conduta e eliminou-se a graça da
pregação. Frequentemente também somos tentados a voltar para o legalismo. Veja
que se a obra da cruz não faz diferença no seu dia a dia, esse pode ser um
sinal de que você depende de obras da lei. Se você acredita que agrada a Deus
por seu mérito ou esforço pessoal, isso é um sinal de que você não entendeu o
que é evangelho e pode estar vivendo o legalismo. Se você vive constantemente
com sentimento de culpa e condenação por causa de seus pecados e se vê escravo
deles, então você não entendeu o evangelho. Se você presume que a vida cristã é
penosa e difícil, em algum aspecto você ainda não avançou na compreensão do evangelho.
Deus quer que vivamos uma vida plena e abundante. Vida com Jesus é vida
abundante e isso só é possível através de um verdadeiro encontro com Deus, um
encontro com o Evangelho.
Portanto, Paulo vai
mostrar para a igreja da Galácia o que esse encontro fez com ele.
1.Um encontro com o evangelho deixa um marco divisório
na história da nossa vida (v.13-14)
I.Há um passado
- Paulo apresenta àquela igreja legalista que ele, mais do que todos, viveu o
legalismo ao pé da letra. Seu procedimento no judaísmo era tão radical que foi
devastador para os cristãos em Jerusalém. Sua reputação era a pior possível aos
olhos dos cristãos e a melhor possível aos olhos dos judeus e sacerdotes. II.Há
convicções – Esse Paulo seguia rigorosamente as tradições de seus pais.
Na vida de Paulo há
um “Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”. Observamos que as crenças e as
práticas de Paulo era de um religioso ferrenho. Porém, o evangelho entra na
vida de Paulo e tudo isso muda. O que acontece com uma pessoa que tem um
encontro com o evangelho? I) Nada
esconde de seu passado antes de Cristo aos da fé e nada esconde de seu presente
aos de fora por mera reputação. Seu caráter vale mais. – Pessoas que tem um
encontro com Jesus não tem medo de dizer o que foram e reconhecem sua
miserabilidade sem Cristo. Paulo não esconde quem foi e não esconde quem é.
Quem tem algo a esconder não encontrou libertação. Deus está mais
interessado no seu caráter do que na sua reputação. Jesus não gozava de boa
reputação diante dos religiosos da época, mas o Pai sabia quem Jesus era e o
próprio Jesus sabia quem era diante do Pai. Quem tem esse marco do evangelho em
sua história de vida não esconde quem foi, mas aponta para quem se tornou em
Cristo. A reputação tem a ver como as pessoas querem nos ver, mas o caráter tem
a ver com quem realmente somos e é com essa pessoa que Deus se relaciona e se
revela e não com o personagem, as máscaras da reputação. II) Não se importa em renunciar suas convicções – Paulo abre mão de
tradições (v.14). Paulo estudou aos pés de Gamaliel, que era um célebre doutor
da lei (Atos 22:3). Ele vai
considerar todo o seu conhecimento como refugo, isto é, esterco (Filipenses 3:8). Convicções cristãs
não tem a ver com forma de ser igreja, mas com a essência do ser igreja. Não
tem a ver com formas de práticas religiosas, mas com a essência da religião.
Convicções do Evangelho muda o indivíduo e o leva para a cruz. São as
convicções paradoxais do perder para ganhar, diminuir para crescer, morrer para
viver, perder para ganhar. Assim como Paulo, alguém que teve um encontro com
Cristo perde o que for necessário para ganhar Cristo ocorrendo um marco
histórico em sua vida. Há algo a esconder? Você está mais preocupado com sua
reputação ou com o seu caráter? Quais são suas convicções atuais? Como elas se
refletem na sua vida?
2.Um encontro com o evangelho é encontro com o sentido
da vida (v.15-16)
Observe os verbos
que Paulo usa aqui no verso 15: separou; chamou; aprouve. Paulo, ao ter um
encontro com o Evangelho entendeu o propósito da sua vida. Para absorvermos o
impacto dessas três palavras na vida de Paulo precisamos relembrar que como
judeu fariseu: I) Ele perseguia e matava cristãos; II) Repudiava os gentios;
III) Acreditava ser salvo pelas obras da lei. O sentido da vida de Paulo o
levava a caminhos de morte e produzia morte sendo reprovado por Jesus (Atos 9:4), mas ao mesmo tempo chamado
e enviado por Jesus. Para muitos da igreja de hoje, Paulo não mereceria a
salvação. Entretanto, em contato com o Evangelho, Paulo tem clareza do que lhe
acontece. Paulo deixa claro aos gálatas
que não há nenhuma ação ou conceito humano que explique a sua experiência de
conversão e ação ministerial. Paulo tinha uma certeza: “Cristo veio salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.” I Timóteo 1:15. Para se encontrar o
sentido da vida é necessário ter uma profunda convicção de nossa real condição.
A partir disto, olhar para a cruz e perceber o quão Deus é gracioso. É pura
graça de Deus atuando em sua vida. Ter um encontro com Cristo significa: I) Um
caminho de volta ao propósito original da sua vida – Ele o “separou”. Todos aqueles que creem em Cristo são separados
para um propósito. Quero destacar aqui que não há mérito, isto é,
merecimento algum de nossa parte quanto à salvação operada em Cristo. Deus
não nos salva porque merecemos, mas porque Ele é bom. Ele o “chamou”. A todos quando Deus salva Ele tem uma vocação. Não
existem pessoas sem chamado. Destaco mais uma vez que não há mérito, isto é,
merecimento algum de nossa parte quanto à vocação, ao chamado para a Sua obra.
Como filhos de Deus, nascidos de novo, temos as prioridades do Pai como nossa
prioridade. “Aprouve” revelar seu Filho em mim, afirma Paulo. A palavra aprouve
significa “trazer satisfação a alguém”. Isso é poderoso! Paulo está dizendo que
ele deu prazer a Deus, em que através de sua vida e testemunho ele revelou
Jesus. Fomos criados para Deus e para a Sua glória. A sua vida só tem
sentido quando traz satisfação a Deus, quando a sua está direcionada à vocação
que Deus tem para você e quando a sua vida revela que você é separado. E
nada disso por mérito, mas por pura graça do PAI. O Evangelho dá sentido à
vida! Decrete sua falência e experimente o poder da graça hoje!
3.Um encontro com o evangelho é passar por um processo
de amadurecimento espiritual e transformação do caráter (v.17-21)
Após sua conversão e
já início de sua jornada ministerial, Paulo parte para a Arábia. A palavra
Arábia significa “terra deserta ou estéril”. I) Todo cristão que entendeu até
aqui esses dois primeiros aspectos do encontro com o Evangelho enfrentará na
sua caminhada a Arábia da sua vida. Paulo partiu. Partir significa estar em
estado transitório, abandonar. Ele literalmente está deixando para trás tradições,
coisas, enfim, ele está indo em direção à solidão no deserto. Na vida cristã o
preparo dos grandes homens de Deus está no deserto. Veja comigo Deuteronômio 8:2-3. O que o deserto comunica? I)
Deserto nos fala de luz – Deserto é o lugar onde as motivações do nosso
coração são checadas à luz de Deus. Quando as emoções desaparecem e parece que
não temos nenhuma empolgação para avançar, o Senhor testa para ver se guardamos
ou não a sua vontade. Você observa em Deuteronômio que foi o Senhor quem
conduziu o povo ao deserto. Ele visa nos fortalecer. II) Deus deixa que a
gente sinta fome. Não há crescimento se não houver fome. Esse é o nosso
maior problema, pois, muitos de nós estagna na vida cristã nesta etapa do que
eu chamaria de “outros encontros com Deus” porque estamos cheios e saturados de
distrações, entretenimentos, filosofias, ambições e projetos. Porém, Paulo fez
o contrário. Ele foi ao deserto para se esvaziar. Uma vez que temos fome,
estamos aptos a comer do maná que vem do céu. É assim que Deus trabalha. Não
para por aí. Paulo volta para Damasco. É muito sugestivo voltar da Arábia
“terra deserta e estéril” e voltar para Damasco, pois, esta palavra
significa “silencioso é o tecedor de pano de saco”. O pano de saco era
usado para demonstrar humilhação, vergonha. Há certos momentos na vida cristã
que sofremos injustiça e nossa reputação vai ao chão. É o tecedor de pano de saco em silêncio nos ensinando o caminho da
exaltação. Paulo passa por um processo de esvaziamento para não ter que se
preocupar com o que os outros pensam a seu respeito ou que tenha um pensamento
maior do que deve acerca de si mesmo (Romanos
12:3). Aqueles que tiveram um encontro genuíno com o evangelho suportam
todas as circunstâncias pela graça de Deus para crescer através delas pois
reconhece que é a escola de Deus. É isso que Paulo está dizendo aos gálatas.
Ninguém me instruiu, pois, eu aprendi na “escola de Deus”. Paulo volta também
ao passado, às origens na Cilícia, pois, ali ele nasceu na capital chamada
Tarso. Quem teve um encontro com Cristo e está em processo de amadurecimento,
pode voltar pelos mesmos lugares de sua origem sem perder a fé. Ele leva o seu
testemunho de vida. Tudo isso que Paulo passou e que passamos é para
experimentarmos em todos os âmbitos da vida o poder da graça e a alegria do
Evangelho de Jesus Cristo. É para você não se preocupar com sua reputação ou
confiar no seu conhecimento, porém, é para provar que Deus faz nova todas as
coisas quando o vaso é quebrado e Ele faz de novo. É para provar que quem negou
a si mesmo, tomou a cruz e o tem seguido tem vida abundante. É para provar que
há poder no Evangelho.
Você quer ter um
encontro com Cristo?
Rodrigo
Rodrigues Lima
Pastor
sábado, 2 de janeiro de 2016
Devocional 02/01/2016 TEMA: A voz que transforma o caos em harmonia
TEMA: A voz que transforma o caos em harmonia
TEXTO: "A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz." Gênesis 1:2-3
OBSERVAÇÃO:
Este é o relato da criação do mundo. O que havia era caos até que Deus interrompe tudo com Sua palavra criadora. Com ela, há ordem e vida é gerada. O Pai manifesta a Sua glória na beleza da criação.
PRÁTICA:
Tenho certeza que Deus não mudou e, portanto, ouvir a Sua voz, isto é, obedece-lo resulta em ordem e vida. Deus me alegra ao me fazer saber que o caminho da harmonia da minha vida, aquilo que me fará íntegro manifestando Sua glória em todas as áreas da minha vida tornando-me pleno será ouvir e obedecer a Sua voz. Por isso, Ele me convida a uma avaliação. Ouvir a Deus e obedecê-lo produz harmonia, integridade, inteireza de vida, luz e tudo o mais em meio ao caos. Ainda que para muitos seja caos o que poderei viver, afinado com Deus saberei que é perfeita harmonia por obedecer a Sua voz. Tudo para revelar a glória do Pai.
ORAÇÃO:
Querido Pai Tua Palavra essa palavra me traz conforto e paz. Não preciso viver o caos em qualquer área da minha vida porque Tua voz criadora é poderosa se ouvida e obedecida. Ainda que situações desagradáveis fora do meu controle acontecerem não serão capazes de abalar a inteireza que fruto da experiência da Tua boa, perfeita e agradável vontade, pois, tudo o que você faz é sempre o melhor. Obedecer a Ti, ainda que seja cruz, produzirá harmonia e vida. Ensina-me a ouvir a Tua voz de maneira mais íntima e a descansar em Ti. Que a Tua glória seja manifesta sempre. A Tua voz transforma caos em vida plena, em perfeita harmonia.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Viva sob prioridades divinas em 2016

Viva
sob prioridades divinas em 2016
Características
de uma pessoa que vive sob prioridades divinas
Glória a Deus por mais um ano que termina. Nosso
coração está cheio de gratidão, por isso dizemos: “Ebenezer”! Ebenezer
significa pedra da ajuda ou gratidão. Até aqui nos ajudou o Senhor! Porém, o
que esperar para 2016? Muitos terminam o ano felizes e gratos, mas no fundo
alguns ainda tem alguma pequena frustração porque nem tudo saiu conforme o
planejado. Houve imprevistos, descontroles, decepções, frustrações e o que será
de 2016?
Para aqueles que se sentem plenos, como manter essa
plenitude em 2016? Para aqueles que não terminaram tão plenos assim, como mudar
essa situação em 2016?
Deus falou forte ao meu coração sobre viver sob
prioridades divinas. Quais as características de uma pessoa que vive sob
prioridades divinas?
1.Tem um relacionamento
com Deus que lhe dá direção (João 5:19-20)
Jesus tinha clareza de cada passo em sua vida e
missão porque a sua direção nascia do seu precioso tempo de oração e
relacionamento com o Pai. João 5: 19
poderia ser dito também mais ou menos assim: “Eu sei o que o Pai quer de mim e não faço nada sem a direção Dele
porque convivo com Ele.” Há mais três personagens na Palavra de Deus que
podem nos ensinar sobre ter direção de Deus ou não:
I.Abraão e Ló – Abraão foi um homem que se
guiou pelo seu relacionamento com Deus. Confiando em Sua Palavra (promessas) é
um de fé. Seu sobrinho Ló, em contrapartida, não goza do mesmo relacionamento e
não manifesta o mínimo de interesse no Deus de seu tio. Gênesis 13:10-13 Narra que quando Ló tem a oportunidade de escolher
para que caminho seguir, considera muito a aparência e seu coração pondera de
maneira muito terrena. Ele revela bem as características de uma pessoa que
não considera viver sob prioridades divinas e não toma decisões a partir de um relacionamento com Deus: a)
Ele não tem objetivos claros e vive encostado no tio (Gn 12:4; 13:1); b) Vive do momento e não pondera o futuro (Gn 13:12-13); c) Não consulta a Deus
em momento algum; d) Toma a forma do mundo (Gn
13:12). No caso de Abraão é bem diferente. Ele não considera pela
aparência. Como homem de fé e espera a direção de Deus. Veja o que Deus fala a
Abraão (Gn 13:14-17). Quem tem
direção de Deus: a) Tem visão de Deus (Gn
13:14) “olha”; b) Tem futuro e benção para sua família (Gn 13:15);
II. Davi – Ele foi um homem segundo o
coração de Deus. Uma de suas práticas mais comuns é consultar a Deus antes de
batalhas e qualquer decisão (II Samuel 2:1;
II Samuel 5:19-20). Portanto, ter Deus como parceiro nas decisões nos leva
a viver sob suas prioridades como fruto de um relacionamento com Ele. Deus nos
convida a uma maior intimidade com Ele. Salmo
25:14 diz: “A intimidade do Senhor é
para os que o temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança.” Deus tem
uma agenda para você em 2016. Pergunte a Ele qual é a agenda Dele para sua
família, finanças, profissão, ministério e sentimentos. Deus quer lhe dar
direção. Viva sob prioridades divinas.
2.Sabe lidar
melhor com aparentes descontroles e imprevistos (João 20:19)
Eu digo aparente porque viver sob prioridades
divinas não é viver assustado, mas em paz e segurança. Não podemos
desconsiderar que em 2016 situações inusitadas e não programadas não irão acontecer.
Mas, como é isso para quem vive sob prioridades divinas? Como lidar com
imprevistos e inusitados? Tenho pelo menos dois exemplos na Palavra de Deus.
I.Jesus – É relatado em João 20:19 que seus discípulos estão trancados e com muito medo.
Seu mestre é morto. Pensando na escolha de Jesus e nos três anos e meio de
caminhada com esses homens, podemos perguntar: Jesus escolheu e investiu em
pessoas erradas? Agora pensando nos discípulos que dedicaram três anos e meio
de suas vidas, podemos perguntar: Será que foi uma decisão errada abdicar de
profissão e estabilidade para seguir um homem que seu fim é a cruz? Será mesmo
que tanto para Jesus quanto para os discípulos foram três anos frustrados? A
partir de Jesus eu tenho pistas de como Ele exerce seu ministério e como encara
esse aparente fracasso: I) A escolha dos doze foi direcionada pelo Pai (Marcos 3:13; João 17:6); II) A
expectativa de Jesus nunca esteve nos discípulos, mas no Pai que é o dono da
obra e da vida dele (João 5:41; 44);
III) Jesus tinha clareza de que Ele pertenciam ao Pai e orava por eles (João 17:9-11). Situações inusitadas
acontecem para nos lembrar que nossa expectativa e planos devem sempre estar em
Deus.
II.Moisés – Em Exôdo 14:11-15, vemos o relato do Mar Vermelho. Moisés estava
seguindo direitinho a agenda de Deus. Ele o consultava todas as vezes e seguia
fielmente a cada uma das direções recebidas de Deus. Posso dizer que Moisés é
aquele fiel que ora, teme a Deus, é generoso, obediente, e de repente, parece
que tudo sai do controle. A pergunta é: “Tudo saiu do controle ou você está
vivendo sob o controle de Deus”? Lições preciosas a aprender: I) Que mesmo
sendo fiel a Deus, situações inusitadas podem acontecer no caminho; II) Que
Deus deseja e vai se revelar no meio dessas situações; III) Deus nos ensina a
depender a confiar Nele quando perdemos o controle das situações nos trazendo
maturidade.
3.Tem uma
visão ampla da sua história de vida (João 17:4)
O ministério e a vida de Jesus não começou grande e
não aconteceu da noite para o dia. Antes de iniciar seu ministério, Jesus viveu
30 anos em preparo, oculto para alguns, mas construindo sua identidade no Pai.
Ele viveu etapas e processos. Ele foi gerado no ventre. Ele foi uma criança.
Ele foi adolescente. Ele foi jovem. Jesus viveu etapas e processos de cada vez.
O mesmo foi com seu ministério. Ele começou no deserto. Depois escolheu dois.
Depois escolheu mais dois. E assim foi seu processo de três anos e meio até
chegar ao objetivo.
O que é viver sob prioridades divinas? É viver uma
vida com uma perspectiva holística, isto
é, ampla da vida, uma visão do todo
da vida. Você precisa ter uma visão do todo e isso exige paciência,
planejamento e sabedoria. Por exemplo, conheço pessoas que compraram a tão
sonhada casa em 2015, outras que quitaram suas dívidas em 2015, outras que
concluíram sua faculdade em 2015 e outras que se casaram em 2015. Comprar uma
casa, quitar dívidas, e principalmente casamento exige uma visão holística da
vida. Vamos olhar a questão do casamento. Quem escolheu casar, construiu um
relacionamento profundo e uma história. Houve um momento em que fez
planejamentos financeiros e investimentos. Houve um preço a pagar! O preço do
tempo, o preço de não gastar para poupar, o preço de acreditar na pessoa com quem
noivou e viver uma mutua fidelidade, enfim, sacrifícios foram feitos e houve
crises até chegar ao altar. Jesus precisou de 33 anos e meio para dizer as
frases de uma pessoa plena em no Pai e que realizou a vontade do Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a
obra que me confiaste para fazer” (João
17:4) e “Está consumado” (João 19:30). Que princípios seguem
pessoas que tem visão ampla da vida e vivem sob prioridades divinas:
I.Não são precipitadas e planejam (Eclesiastes 8:5-7);
II.Sabem que o ano é parte de um todo (Marcos 1:15).
O ano de 2016 não é um fim em si mesmo, mas parte
de um todo daquilo que Deus está fazendo em você e através de você. Viver sob
prioridades divinas não é viver de momentos, mas viver um projeto de Deus que
começou quando você nasceu.
Concluo com Isaias
56:6-13.
Feliz 2016.
Rodrigo
Rodrigues Lima
Pastor
Devocional 31/12/2015 TEMA: Glória de Deus ou de homens?
TEMA: Glória de Deus ou de homens?
TEXTO: "Eu não aceito glória que vem dos homens; como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do único Deus." João 5:41; 44
OBSERVAÇÃO:
Na explanação sobre sua missão ao judeus, Jesus os confronta com os valores da sua vocação. O sucesso de sua missão estava em buscar a glória do Pai. Ela era motivada e medida pelo reconhecimento divino e não humano. Suas expectativas não estava nos homens, mas em Deus. Ele não frustrava. Ele sempre esteve pleno sob qualquer circunstância.
PRÁTICA:
Deus me chama a reafirmar esse valor e avaliar onde busco significado de minha vocação. Se tenho como termômetro o reconhecimento humano, posso cair numa grande armadilha. Durante um período de minha caminhada me via mais dominado por esses sentimentos de frustração e rejeição. Aprendo com Jesus que promover a glória do Pai e buscar o reconhecimento que vem Dele me mantém focado e seguro de que ainda que as situações e as relações sejam desfavoráveis, se por Ele sou motivado, minhas expectativas na Pessoa certa me trazem paz e convicção de minha vocação. O lugar mais seguro é saber que estou na vontade do Pai com o coração puro e sanado.
ORAÇÃO:
Querido Pai Tua Palavra é alimento para a minha alma. Peço Teu auxílio para que meu coração se mantenha íntegro, pois, há momentos que oscilo e sou tentado a mudar meu foco. Que minhas ações façam somente a Ti notável e reconhecido e que meu reconhecimento seja de Ti, ainda que por algum momentos elas me rendam críticas. Que minhas expectativas estejam sempre em Ti.
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