sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Encontro com Jesus gera vida!

O Encontro com Jesus gera vida!
João 11:1-46

Amados irmãos e irmãs, graça e paz.
Hoje falaremos sobre o encontro com Jesus que dá vida. Esta história relata a ressurreição de Lázaro. Entendo de compartilhar acerca do poder que há em Cristo para a vida. Muitos de vocês já conhecem nosso testemunho de cura em nossa família. Experimentamos esse poder em nosso lar e tenho certeza que Jesus tem vida para você e seu lar também. Inicialmente penso ser importante fazer algumas considerações sobre a cura divina antes de entrarmos no texto. Primeiramente é importante frisar que a Igreja Metodista Livre não é cessacionista quanto aos dons espirituais, isto é, não cremos que os dons foram úteis somente para os primórdios da igreja e ali se encerraram. Cremos sim que Deus concede dons à igreja para hoje, inclusive o dom de cura. Em nosso manual descreve a visão ampla que temos sobre cura. Cremos na cura do corpo, da mento ou do espírito e a sua fonte é Deus. Cremos que Deus pode curar usando intervenção cirúrgica, medicação, mudança de ambiente, correção de atitudes ou através de processos restauradores da própria natureza. Ele pode curar através de um ou mais (dos meios) acima junto com a oração, ou pode curar por uma intervenção direta em resposta a oração. Ao mesmo tempo, reconhecemos que apesar dos soberanos propósitos de Deus serem bons e que Ele está trabalhando para uma redenção final que garante a integridade para todos os crentes, ele pode não conceder cura física para todos os crentes nesta vida. (§ 3260 – Manual da Igreja Metodista Livre). As curas foram notáveis no ministério de Jesus, dos apóstolos e nos pais da igreja como Agostinho e outros. Combatemos uma prática que enfatiza a benção mais do que a santidade de vida, a busca da benção e não do abençoador. Porém cremos que Deus cura hoje e não devemos deixar de crer e pregar por conta dos excessos de outros.
Uma vez feita essas considerações, quero compartilhar com vocês sobre o Jesus que dá vida! Ele tem vida para você, tem cura para sua vida e quer se relacionar com você. Ele deseja ter um impactante encontro conosco. Ele quer se revelar a você e através da sua vida. Por isso, vamos ver algumas verdades desse relacionamento e encontro com Jesus que dá vida através desse emocionante relato da ressureição de Lázaro.

1.Andar com Jesus não é sinônimo de ausência de problemas (v.1-2)
Jesus possuía uma excelente relação com a família de Betânia. Marta, Maria e Lázaro eram muito amigo de Jesus. Maria, ungiu os pés de Jesus com bálsamo (João 12:3). Aquela família o acolhia com grande cuidado (Lucas 10:38-42). Havia um grande afeto entre eles. Porém, o fato de serem muito amados por Jesus (v.5) e possuírem histórias marcantes de afeto com Jesus não os isentava de problemas de enfermidade. Jesus mesmo é claro com seus discípulos que devemos ter bom ânimo neste mundo no qual teremos aflições (João 16:33).

2.Quando se esgotam as possibilidades, temos a quem recorrer (v.3)
O texto não diz, mas podemos conjecturar sobre a medicina da época. Nos tempos de Jesus a ciência já existia. Havia sim cirurgiões e médicos, porém é óbvio que o uso de anestésicos era limitado. Marta e Maria devem ter procurado todos os recursos disponíveis em Betânia, porém, a situação de seu irmão se agravava gradativamente até que elas chegam a conclusão de que o melhor mesmo era recorrer ao famoso amigo Jesus. Quando as possibilidades se esgotam temos a quem recorrer. Jesus é o Pastor que está conosco no vale da sombra e da morte (Salmo 23:4).

3.Tudo em nossa vida com Cristo serve aos propósitos de Deus (v.4)
Não há nada fora dos propósitos de Deus em nossa vida se a Ele somos fiéis. A Bíblia é clara em dizer que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28). Paulo tinha esse pleno entendimento e conseguia discernir os propósitos de Deus em casa situação, até mesmo na prisão escrevendo a sua carta aos irmãos em Filipos ele diz: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho.” (Filipenses 1:12). Mesmo Jó depois de tanto sofrimento concluiu sua prova com o seguinte entendimento: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” (Jó 42:2). Se mesmo fiéis, enfrentamos problemas saiba que nada em nossa vida está fora dos propósitos de Deus.

4.Jesus te ama (v.5)
Essa é a beleza de ser filho e filha de Deus. O fato de passarmos por dificuldades não significa que Deus não nos ama. Pelo contrário, porque Deus nos ama Ele se importa conosco. Jesus te ama. Ele amava tanto aquela família de Betânia. Deus é um Pai que nos ensina através dos problemas porque Ele nos ama (Hebreus 12:6-11)

5.Jesus nunca chega atrasado (v.6; 11; 17)
Isso parece uma contradição. Esse Jesus que tanto amava a Lázaro e família, ainda demora-se mais dois dias. Quando procuramos a Deus o que mais queremos é uma rápida solução. Aqui é um momento crucial em que nosso coração está sendo provado. É nesse momento que realmente somos ovelhas totalmente dependentes do pastor. Reconhecemos nossa fragilidade e ela se manifestará das seguintes maneiras: I.Sensação de abandono e solidão. Há certas situações e momentos em que sentimos como se Deus estivesse indiferente. Bate-nos a dúvida. Muitos dizem como Habacuque: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” (Habacuque 1:2ª) Ou muitos falam como Jó: “Parece-te bem que me oprimas, que rejeites a obra das tuas mãos e favoreças o conselho dos perversos?” (Jó 10:3); ou ainda como o próprio Jesus: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46); II.Depressão e desânimo. Quando Jesus chega na porta de Betânia, Marta vai ao seu encontro, mas Maria sequer sai do seu lugar. As vezes ficamos desanimados com tanta luta e perdemos o ânimo de ir a Jesus. Deixamos de busca-lo. Deixamos de orar! (v.20); III.Especulações. Tanto Marta quanto Maria disseram: “Se estiveras aqui...” (v.21; 32); IV.Reafirmar a fé. Há outras pessoas, como Marta que não se entregam. Reafirmam sua fé mesmo sob situação adversa (v.20-22; 27). Jesus tem o propósito de revelar o Pai e nos trazer maturidade e confiança quando tudo está escuro. Ele não chega atrasado. Ele tem um propósito.

6.Para Jesus não há impossíveis (v.23)
Tudo é possível para Deus. (Lucas 1:37) Jesus convida Marta a crer em sua Palavra. Creiamos na Palavra de Jesus. Receba a Palavra de vida!

7.Antes de operar milagre, Jesus trata com os corações levando-nos à consciência de Sua Presença (v.28-35)
Observe que antes de Jesus operar o milagre, ele manda chamar Maria. Seu desejo é estar com ela em sua companhia, consolá-la e sentir o que ela sente. Ele se relaciona. Ele fortalece a amizade. Veja Hebreus 4:15. Mais importante que o milagre que Ele pode operar é o simples prazer da sua companhia. Ele trata conosco para que cheguemos à maturidade de fé de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (Daniel 3:17-18), porém, todos verão o quarto homem semelhante ao filho dos deuses (Daniel 3:25). Deus está!

8.O diabo pode usar pessoas para tentar abalar a nossa fé (v.37)
Havia pessoas questionando se realmente Jesus era amigo daquela família. Assim muitos perguntam: “Onde está o teu Deus”? Salmo (Salmo 42:3). Há descrentes e incrédulos até mesmo dentro da igreja. Mas, fique firme no Pastor Jesus!

9.Precisamos remover a pedra (v.39)
Quem tira a pedra sou eu. Jesus manda remover a pedra. A verdade é que há uma parte nossa. Essa pedra simboliza a incredulidade, a mágoa, o medo, a ansiedade. É agir pela fé antes do milagre acontecer. “não tem mais jeito, cheira mal”. (v.39). Jesus sabe o que está fazendo. Remova a pedra!

10.Ouça a voz da vida (v.43)
Havia incrédulos ali e pessoas tristes, mas onde Jesus chega há fé e alegria. Ocorre o rebuliço do milagre. Lázaro ressuscitou! Jesus é o autor da vida, ALELUIA! Para tudo há um jeito por Jesus. Creia.

Rodrigo Rodrigues Lima

Pastor

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Um encontro com o Evangelho

Encontro com Deus
Um encontro com o Evangelho
Gálatas 1:11-24

Amados irmãos e irmãs, graça e paz.
Hoje daremos início a uma série de mensagens que se estenderá por todo o mês de fevereiro sobre Encontro com Deus.
Quando falamos de encontro com Deus, necessariamente estamos falando de um encontro com o Evangelho. Em caráter introdutório, hoje falaremos de três aspectos desse encontro. Quais são os principais acontecimentos na vida de uma pessoa que teve um encontro com Deus? O apóstolo Paulo teve esse encontro marcante com o Evangelho. Ele qualifica o evangelho como o Poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16).
Ter um encontro com Deus é muito mais do que ter sensações e experiências. É um processo de transformação do caráter que refletirá no modo de viver. É ser impactado de tal forma que o indivíduo passa a ter a mente de Cristo (I Coríntios 2:16) e sua conduta revela essa mente. É se tornar um cidadão do céu e como tal suas prioridades que perseguiam valores terrenos, agora são norteadas por valores celestiais (Colossenses 3:1-3) e sua postura denuncia sua nova maneira de pensar e agir. Sua visão de mundo é transformada. Sua maneira de se relacionar com Deus, consigo mesmo e com as pessoas é afetada. O Reino de Deus está nele. Ele está no Reino de Deus. O amor do Pai está Nele. Ele ama como o Pai.
Paulo escreve uma carta às igrejas da Galácia os repreendendo por trocarem o Evangelho por outro evangelho (Gálatas 1:6-7). As pessoas estavam se voltando para o legalismo judaico, forçando os cristãos a se circuncidarem e a praticarem obras como condição para serem salvas. Misturou-se o evangelho com práticas cerimoniais e de conduta e eliminou-se a graça da pregação. Frequentemente também somos tentados a voltar para o legalismo. Veja que se a obra da cruz não faz diferença no seu dia a dia, esse pode ser um sinal de que você depende de obras da lei. Se você acredita que agrada a Deus por seu mérito ou esforço pessoal, isso é um sinal de que você não entendeu o que é evangelho e pode estar vivendo o legalismo. Se você vive constantemente com sentimento de culpa e condenação por causa de seus pecados e se vê escravo deles, então você não entendeu o evangelho. Se você presume que a vida cristã é penosa e difícil, em algum aspecto você ainda não avançou na compreensão do evangelho. Deus quer que vivamos uma vida plena e abundante. Vida com Jesus é vida abundante e isso só é possível através de um verdadeiro encontro com Deus, um encontro com o Evangelho.
Portanto, Paulo vai mostrar para a igreja da Galácia o que esse encontro fez com ele.

1.Um encontro com o evangelho deixa um marco divisório na história da nossa vida (v.13-14)
I.Há um passado - Paulo apresenta àquela igreja legalista que ele, mais do que todos, viveu o legalismo ao pé da letra. Seu procedimento no judaísmo era tão radical que foi devastador para os cristãos em Jerusalém. Sua reputação era a pior possível aos olhos dos cristãos e a melhor possível aos olhos dos judeus e sacerdotes. II.Há convicções – Esse Paulo seguia rigorosamente as tradições de seus pais.
Na vida de Paulo há um “Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”. Observamos que as crenças e as práticas de Paulo era de um religioso ferrenho. Porém, o evangelho entra na vida de Paulo e tudo isso muda. O que acontece com uma pessoa que tem um encontro com o evangelho? I) Nada esconde de seu passado antes de Cristo aos da fé e nada esconde de seu presente aos de fora por mera reputação. Seu caráter vale mais. – Pessoas que tem um encontro com Jesus não tem medo de dizer o que foram e reconhecem sua miserabilidade sem Cristo. Paulo não esconde quem foi e não esconde quem é. Quem tem algo a esconder não encontrou libertação. Deus está mais interessado no seu caráter do que na sua reputação. Jesus não gozava de boa reputação diante dos religiosos da época, mas o Pai sabia quem Jesus era e o próprio Jesus sabia quem era diante do Pai. Quem tem esse marco do evangelho em sua história de vida não esconde quem foi, mas aponta para quem se tornou em Cristo. A reputação tem a ver como as pessoas querem nos ver, mas o caráter tem a ver com quem realmente somos e é com essa pessoa que Deus se relaciona e se revela e não com o personagem, as máscaras da reputação. II) Não se importa em renunciar suas convicções – Paulo abre mão de tradições (v.14). Paulo estudou aos pés de Gamaliel, que era um célebre doutor da lei (Atos 22:3). Ele vai considerar todo o seu conhecimento como refugo, isto é, esterco (Filipenses 3:8). Convicções cristãs não tem a ver com forma de ser igreja, mas com a essência do ser igreja. Não tem a ver com formas de práticas religiosas, mas com a essência da religião. Convicções do Evangelho muda o indivíduo e o leva para a cruz. São as convicções paradoxais do perder para ganhar, diminuir para crescer, morrer para viver, perder para ganhar. Assim como Paulo, alguém que teve um encontro com Cristo perde o que for necessário para ganhar Cristo ocorrendo um marco histórico em sua vida. Há algo a esconder? Você está mais preocupado com sua reputação ou com o seu caráter? Quais são suas convicções atuais? Como elas se refletem na sua vida?

2.Um encontro com o evangelho é encontro com o sentido da vida (v.15-16)
Observe os verbos que Paulo usa aqui no verso 15: separou; chamou; aprouve. Paulo, ao ter um encontro com o Evangelho entendeu o propósito da sua vida. Para absorvermos o impacto dessas três palavras na vida de Paulo precisamos relembrar que como judeu fariseu: I) Ele perseguia e matava cristãos; II) Repudiava os gentios; III) Acreditava ser salvo pelas obras da lei. O sentido da vida de Paulo o levava a caminhos de morte e produzia morte sendo reprovado por Jesus (Atos 9:4), mas ao mesmo tempo chamado e enviado por Jesus. Para muitos da igreja de hoje, Paulo não mereceria a salvação. Entretanto, em contato com o Evangelho, Paulo tem clareza do que lhe acontece. Paulo deixa claro aos gálatas que não há nenhuma ação ou conceito humano que explique a sua experiência de conversão e ação ministerial. Paulo tinha uma certeza: “Cristo veio salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.” I Timóteo 1:15. Para se encontrar o sentido da vida é necessário ter uma profunda convicção de nossa real condição. A partir disto, olhar para a cruz e perceber o quão Deus é gracioso. É pura graça de Deus atuando em sua vida. Ter um encontro com Cristo significa: I) Um caminho de volta ao propósito original da sua vida – Ele o “separou”. Todos aqueles que creem em Cristo são separados para um propósito. Quero destacar aqui que não há mérito, isto é, merecimento algum de nossa parte quanto à salvação operada em Cristo. Deus não nos salva porque merecemos, mas porque Ele é bom. Ele o “chamou”. A todos quando Deus salva Ele tem uma vocação. Não existem pessoas sem chamado. Destaco mais uma vez que não há mérito, isto é, merecimento algum de nossa parte quanto à vocação, ao chamado para a Sua obra. Como filhos de Deus, nascidos de novo, temos as prioridades do Pai como nossa prioridade. “Aprouve” revelar seu Filho em mim, afirma Paulo. A palavra aprouve significa “trazer satisfação a alguém”. Isso é poderoso! Paulo está dizendo que ele deu prazer a Deus, em que através de sua vida e testemunho ele revelou Jesus. Fomos criados para Deus e para a Sua glória. A sua vida só tem sentido quando traz satisfação a Deus, quando a sua está direcionada à vocação que Deus tem para você e quando a sua vida revela que você é separado. E nada disso por mérito, mas por pura graça do PAI. O Evangelho dá sentido à vida! Decrete sua falência e experimente o poder da graça hoje!

3.Um encontro com o evangelho é passar por um processo de amadurecimento espiritual e transformação do caráter (v.17-21)
Após sua conversão e já início de sua jornada ministerial, Paulo parte para a Arábia. A palavra Arábia significa “terra deserta ou estéril”. I) Todo cristão que entendeu até aqui esses dois primeiros aspectos do encontro com o Evangelho enfrentará na sua caminhada a Arábia da sua vida. Paulo partiu. Partir significa estar em estado transitório, abandonar. Ele literalmente está deixando para trás tradições, coisas, enfim, ele está indo em direção à solidão no deserto. Na vida cristã o preparo dos grandes homens de Deus está no deserto. Veja comigo Deuteronômio 8:2-3. O que o deserto comunica? I) Deserto nos fala de luz – Deserto é o lugar onde as motivações do nosso coração são checadas à luz de Deus. Quando as emoções desaparecem e parece que não temos nenhuma empolgação para avançar, o Senhor testa para ver se guardamos ou não a sua vontade. Você observa em Deuteronômio que foi o Senhor quem conduziu o povo ao deserto. Ele visa nos fortalecer. II) Deus deixa que a gente sinta fome. Não há crescimento se não houver fome. Esse é o nosso maior problema, pois, muitos de nós estagna na vida cristã nesta etapa do que eu chamaria de “outros encontros com Deus” porque estamos cheios e saturados de distrações, entretenimentos, filosofias, ambições e projetos. Porém, Paulo fez o contrário. Ele foi ao deserto para se esvaziar. Uma vez que temos fome, estamos aptos a comer do maná que vem do céu. É assim que Deus trabalha. Não para por aí. Paulo volta para Damasco. É muito sugestivo voltar da Arábia “terra deserta e estéril” e voltar para Damasco, pois, esta palavra significa “silencioso é o tecedor de pano de saco”. O pano de saco era usado para demonstrar humilhação, vergonha. Há certos momentos na vida cristã que sofremos injustiça e nossa reputação vai ao chão. É o tecedor de pano de saco em silêncio nos ensinando o caminho da exaltação. Paulo passa por um processo de esvaziamento para não ter que se preocupar com o que os outros pensam a seu respeito ou que tenha um pensamento maior do que deve acerca de si mesmo (Romanos 12:3). Aqueles que tiveram um encontro genuíno com o evangelho suportam todas as circunstâncias pela graça de Deus para crescer através delas pois reconhece que é a escola de Deus. É isso que Paulo está dizendo aos gálatas. Ninguém me instruiu, pois, eu aprendi na “escola de Deus”. Paulo volta também ao passado, às origens na Cilícia, pois, ali ele nasceu na capital chamada Tarso. Quem teve um encontro com Cristo e está em processo de amadurecimento, pode voltar pelos mesmos lugares de sua origem sem perder a fé. Ele leva o seu testemunho de vida. Tudo isso que Paulo passou e que passamos é para experimentarmos em todos os âmbitos da vida o poder da graça e a alegria do Evangelho de Jesus Cristo. É para você não se preocupar com sua reputação ou confiar no seu conhecimento, porém, é para provar que Deus faz nova todas as coisas quando o vaso é quebrado e Ele faz de novo. É para provar que quem negou a si mesmo, tomou a cruz e o tem seguido tem vida abundante. É para provar que há poder no Evangelho.

Você quer ter um encontro com Cristo?

Rodrigo Rodrigues Lima

Pastor

sábado, 2 de janeiro de 2016

Devocional 02/01/2016 TEMA: A voz que transforma o caos em harmonia

TEMA: A voz que transforma o caos em harmonia 

TEXTO: "A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz." Gênesis 1:2-3

OBSERVAÇÃO:
Este é o relato da criação do mundo. O que havia era caos até que Deus interrompe tudo com Sua palavra criadora. Com ela, há ordem e vida é gerada. O Pai manifesta a Sua glória na beleza da criação. 

PRÁTICA:
Tenho certeza que Deus não mudou e, portanto, ouvir a Sua voz, isto é, obedece-lo resulta em ordem e vida. Deus me alegra ao me fazer saber que o caminho da harmonia da minha vida, aquilo que me fará íntegro manifestando Sua glória em todas as áreas da minha vida tornando-me pleno será ouvir e obedecer a Sua voz. Por isso, Ele me convida a uma avaliação. Ouvir a Deus e obedecê-lo produz harmonia, integridade, inteireza de vida, luz e tudo o mais em meio ao caos. Ainda que para muitos seja caos o que poderei viver, afinado com Deus saberei que é perfeita harmonia por obedecer a Sua voz. Tudo para revelar a glória do Pai.

ORAÇÃO:
Querido Pai Tua Palavra essa palavra me traz conforto e paz. Não preciso viver o caos em qualquer área da minha vida porque Tua voz criadora é poderosa se ouvida e obedecida. Ainda que situações desagradáveis fora do meu controle acontecerem não serão capazes de abalar a inteireza que fruto da experiência da Tua boa, perfeita e agradável vontade, pois, tudo o que você faz é sempre o melhor. Obedecer a Ti, ainda que seja cruz, produzirá harmonia e vida. Ensina-me a ouvir a Tua voz de maneira mais íntima e a descansar em Ti. Que a Tua glória seja manifesta sempre. A Tua voz transforma caos em vida plena, em perfeita harmonia.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Viva sob prioridades divinas em 2016


Viva sob prioridades divinas em 2016
Características de uma pessoa que vive sob prioridades divinas

Glória a Deus por mais um ano que termina. Nosso coração está cheio de gratidão, por isso dizemos: “Ebenezer”! Ebenezer significa pedra da ajuda ou gratidão. Até aqui nos ajudou o Senhor! Porém, o que esperar para 2016? Muitos terminam o ano felizes e gratos, mas no fundo alguns ainda tem alguma pequena frustração porque nem tudo saiu conforme o planejado. Houve imprevistos, descontroles, decepções, frustrações e o que será de 2016?
Para aqueles que se sentem plenos, como manter essa plenitude em 2016? Para aqueles que não terminaram tão plenos assim, como mudar essa situação em 2016?
Deus falou forte ao meu coração sobre viver sob prioridades divinas. Quais as características de uma pessoa que vive sob prioridades divinas?

1.Tem um relacionamento com Deus que lhe dá direção (João 5:19-20)
Jesus tinha clareza de cada passo em sua vida e missão porque a sua direção nascia do seu precioso tempo de oração e relacionamento com o Pai. João 5: 19 poderia ser dito também mais ou menos assim: “Eu sei o que o Pai quer de mim e não faço nada sem a direção Dele porque convivo com Ele.” Há mais três personagens na Palavra de Deus que podem nos ensinar sobre ter direção de Deus ou não:
I.Abraão e Ló – Abraão foi um homem que se guiou pelo seu relacionamento com Deus. Confiando em Sua Palavra (promessas) é um de fé. Seu sobrinho Ló, em contrapartida, não goza do mesmo relacionamento e não manifesta o mínimo de interesse no Deus de seu tio. Gênesis 13:10-13 Narra que quando Ló tem a oportunidade de escolher para que caminho seguir, considera muito a aparência e seu coração pondera de maneira muito terrena. Ele revela bem as características de uma pessoa que não considera viver sob prioridades divinas e não toma decisões a partir de um relacionamento com Deus: a) Ele não tem objetivos claros e vive encostado no tio (Gn 12:4; 13:1); b) Vive do momento e não pondera o futuro (Gn 13:12-13); c) Não consulta a Deus em momento algum; d) Toma a forma do mundo (Gn 13:12). No caso de Abraão é bem diferente. Ele não considera pela aparência. Como homem de fé e espera a direção de Deus. Veja o que Deus fala a Abraão (Gn 13:14-17). Quem tem direção de Deus: a) Tem visão de Deus (Gn 13:14) “olha”; b) Tem futuro e benção para sua família (Gn 13:15);
II. Davi – Ele foi um homem segundo o coração de Deus. Uma de suas práticas mais comuns é consultar a Deus antes de batalhas e qualquer decisão (II Samuel 2:1; II Samuel 5:19-20). Portanto, ter Deus como parceiro nas decisões nos leva a viver sob suas prioridades como fruto de um relacionamento com Ele. Deus nos convida a uma maior intimidade com Ele. Salmo 25:14 diz: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança.” Deus tem uma agenda para você em 2016. Pergunte a Ele qual é a agenda Dele para sua família, finanças, profissão, ministério e sentimentos. Deus quer lhe dar direção. Viva sob prioridades divinas.

2.Sabe lidar melhor com aparentes descontroles e imprevistos (João 20:19)
Eu digo aparente porque viver sob prioridades divinas não é viver assustado, mas em paz e segurança. Não podemos desconsiderar que em 2016 situações inusitadas e não programadas não irão acontecer. Mas, como é isso para quem vive sob prioridades divinas? Como lidar com imprevistos e inusitados? Tenho pelo menos dois exemplos na Palavra de Deus.
I.Jesus – É relatado em João 20:19 que seus discípulos estão trancados e com muito medo. Seu mestre é morto. Pensando na escolha de Jesus e nos três anos e meio de caminhada com esses homens, podemos perguntar: Jesus escolheu e investiu em pessoas erradas? Agora pensando nos discípulos que dedicaram três anos e meio de suas vidas, podemos perguntar: Será que foi uma decisão errada abdicar de profissão e estabilidade para seguir um homem que seu fim é a cruz? Será mesmo que tanto para Jesus quanto para os discípulos foram três anos frustrados? A partir de Jesus eu tenho pistas de como Ele exerce seu ministério e como encara esse aparente fracasso: I) A escolha dos doze foi direcionada pelo Pai (Marcos 3:13; João 17:6); II) A expectativa de Jesus nunca esteve nos discípulos, mas no Pai que é o dono da obra e da vida dele (João 5:41; 44); III) Jesus tinha clareza de que Ele pertenciam ao Pai e orava por eles (João 17:9-11). Situações inusitadas acontecem para nos lembrar que nossa expectativa e planos devem sempre estar em Deus.
II.Moisés – Em Exôdo 14:11-15, vemos o relato do Mar Vermelho. Moisés estava seguindo direitinho a agenda de Deus. Ele o consultava todas as vezes e seguia fielmente a cada uma das direções recebidas de Deus. Posso dizer que Moisés é aquele fiel que ora, teme a Deus, é generoso, obediente, e de repente, parece que tudo sai do controle. A pergunta é: “Tudo saiu do controle ou você está vivendo sob o controle de Deus”? Lições preciosas a aprender: I) Que mesmo sendo fiel a Deus, situações inusitadas podem acontecer no caminho; II) Que Deus deseja e vai se revelar no meio dessas situações; III) Deus nos ensina a depender a confiar Nele quando perdemos o controle das situações nos trazendo maturidade.

3.Tem uma visão ampla da sua história de vida (João 17:4)
O ministério e a vida de Jesus não começou grande e não aconteceu da noite para o dia. Antes de iniciar seu ministério, Jesus viveu 30 anos em preparo, oculto para alguns, mas construindo sua identidade no Pai. Ele viveu etapas e processos. Ele foi gerado no ventre. Ele foi uma criança. Ele foi adolescente. Ele foi jovem. Jesus viveu etapas e processos de cada vez. O mesmo foi com seu ministério. Ele começou no deserto. Depois escolheu dois. Depois escolheu mais dois. E assim foi seu processo de três anos e meio até chegar ao objetivo.
O que é viver sob prioridades divinas? É viver uma vida com uma perspectiva holística, isto é, ampla da vida, uma visão do todo da vida. Você precisa ter uma visão do todo e isso exige paciência, planejamento e sabedoria. Por exemplo, conheço pessoas que compraram a tão sonhada casa em 2015, outras que quitaram suas dívidas em 2015, outras que concluíram sua faculdade em 2015 e outras que se casaram em 2015. Comprar uma casa, quitar dívidas, e principalmente casamento exige uma visão holística da vida. Vamos olhar a questão do casamento. Quem escolheu casar, construiu um relacionamento profundo e uma história. Houve um momento em que fez planejamentos financeiros e investimentos. Houve um preço a pagar! O preço do tempo, o preço de não gastar para poupar, o preço de acreditar na pessoa com quem noivou e viver uma mutua fidelidade, enfim, sacrifícios foram feitos e houve crises até chegar ao altar. Jesus precisou de 33 anos e meio para dizer as frases de uma pessoa plena em no Pai e que realizou a vontade do Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (João 17:4) e “Está consumado” (João 19:30). Que princípios seguem pessoas que tem visão ampla da vida e vivem sob prioridades divinas:
I.Não são precipitadas e planejam (Eclesiastes 8:5-7);
II.Sabem que o ano é parte de um todo (Marcos 1:15).
O ano de 2016 não é um fim em si mesmo, mas parte de um todo daquilo que Deus está fazendo em você e através de você. Viver sob prioridades divinas não é viver de momentos, mas viver um projeto de Deus que começou quando você nasceu.

Concluo com Isaias 56:6-13.
Feliz 2016.

Rodrigo Rodrigues Lima

Pastor

Devocional 31/12/2015 TEMA: Glória de Deus ou de homens?

TEMA: Glória de Deus ou de homens?

TEXTO: "Eu não aceito glória que vem dos homens; como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do único Deus." João 5:41; 44

OBSERVAÇÃO:
Na explanação sobre sua missão ao judeus, Jesus os confronta com os valores da sua vocação. O sucesso de sua missão estava em buscar a glória do Pai. Ela era motivada e medida pelo reconhecimento divino e não humano. Suas expectativas não estava nos homens, mas em Deus. Ele não frustrava. Ele sempre esteve pleno sob qualquer circunstância.

PRÁTICA:
Deus me chama a reafirmar esse valor e avaliar onde busco significado de minha vocação. Se tenho como termômetro o reconhecimento humano, posso cair numa grande armadilha. Durante um período de minha caminhada me via mais dominado por esses sentimentos de frustração e rejeição. Aprendo com Jesus que promover a glória do Pai e buscar o reconhecimento que vem Dele me mantém focado e seguro de que ainda que as situações e as relações sejam desfavoráveis, se por Ele sou motivado, minhas expectativas na Pessoa certa me trazem paz e convicção de minha vocação. O lugar mais seguro é saber que estou na vontade do Pai com o coração puro e sanado.

ORAÇÃO:
Querido Pai Tua Palavra é alimento para a minha alma. Peço Teu auxílio para que meu coração se mantenha íntegro, pois, há momentos que oscilo e sou tentado a mudar meu foco. Que minhas ações façam somente a Ti notável e reconhecido e que meu reconhecimento seja de Ti, ainda que por algum momentos elas me rendam críticas. Que minhas expectativas estejam sempre em Ti.