domingo, 5 de setembro de 2021
05.09.2021 - O QUE ME DEFINE
O QUE ME DEFINE
Efésios 1:1-14
O seu comportamento é o resultado de todo conhecimento que você tem e acredita a respeito de si mesmo. Como você se vê? O que te define? A maneira como você se vê afeta diretamente a maneira como você toma decisões, se relaciona com as pessoas, faz a obra de Deus e lida com as pressões da vida.
Você pode sentar ao lado de uma pessoa e ela dizer
que é professora. Isso é o trabalho dela, mas não quem ela é. Uma moça
recém-divorciada disse a uma amiga: "Sou um fracasso". Embora tenha
fracassado no casamento, o fracasso não a define. Tive uma infância pobre.
Hoje, minha resposta padrão à pergunta "quem sou eu" é: "Sou
casado com a Andrea, pai da Giovanna, do Miguel e pastor". Mas isso não é
quem eu sou. A maioria das pessoas responde dizendo qual é sua profissão.
Outros citam alguma informação ligada à infância ou a uma circunstância
emocional.
No entanto, como cristãos, nossa identidade é
definida por nosso relacionamento com Cristo e não por experiências de vida,
sendo muitas delas negativas. E ter este
conhecimento traz mudança de todo o nosso paradigma comportamental, seja no
contexto da igreja local, seja no contexto das relações sociais em casa, no
trabalho, na rua, na política, etc. Se queremos viver de modo digno do nosso
relacionamento com Cristo não pode ser apenas um conjunto de informações
bíblicas, mas deve ser uma experiência real e concreta em nossa maneira de crer
dominando os nossos pensamentos, que afeta e muda o nosso modo de sentir e que
reflete no nosso modo de agir.
Assim, o conhecimento de Deus que Paulo deseja que
os irmãos tenham (Efésios 1:17) deve tocar todo o nosso ser; o conhecimento de
Deus envolverá tudo o que pensamos a respeito de nós mesmos e da maneira como
nos definimos. É uma compreensão de Deus e do ser humano fundamentada no fato
de que, (1) ninguém pode conhecer corretamente a si próprio sem o conhecimento
de Deus e (2) ninguém pode conhecer verdadeiramente a Deus e ao mesmo tempo ser
um ignorante sobre si próprio. O conhecimento de Deus depende do
autoconhecimento tanto quanto o autoconhecimento depende do conhecimento de
Deus. A dependência é mútua. Então a pergunta que deve mudar toda nossa maneira
de pensar, sentir e agir é: "Quem sou eu em Cristo?" O que estar
"em Cristo" define a meu respeito?
A carta
de Paulo aos Efésios responde a essa pergunta. O tema central desta carta é
"o eterno propósito de Deus, o qual Ele está cumprindo por meio de Seu
filho Jesus Cristo e vem executando na Igreja e através dela.” O GRANDE
PROPÓSITO DE DEUS EM CRISTO PARA A SUA IGREJA. John Stott descreve essa carta
como um esboço da nova sociedade de Deus.
Deus quer que não apenas entendamos, mas que experimentemos essa nova realidade. Assim, você compreende que o seu passado não te define. Você compreende que as lutas pelas quais passa e a criação que recebeu não te definem. Não cremos em um determinismo de que você nunca será além do que está diante dos seus olhos. Entender quem eu sou é importante para eu entender qual é o meu propósito. Se você não sabe quem você é, terá dificuldades de compreender qual é o seu propósito. O que me define?
A carta começa no versículo um estabelecendo muito claramente o que se seguirá. Ela se destina aos santos, isto é, os separados deste mundo para Deus. Você é um separado para Deus. Ela se destina aos fiéis. Ela se destina aos que estão em Cristo Jesus. Essa expressão estar em Cristo é uma união vital e pessoal. É o ramo enxertado na videira que, a partir deste relacionamento, tem uma vida frutífera manifestando o caráter de Cristo e agindo como Cristo. Esses cristãos estão em Cristo, mas também vivem em Éfeso. Essa é a nossa realidade. Já somos do céu por estarmos em Cristo, mas também somos dessa terra, como peregrinos e forasteiros. E muitos dos nossos problemas espirituais surgem do nosso esquecimento de que somos cidadãos de dois reinos. Stott diz que "nossa tendência é ou seguir a Cristo e retirar-nos do mundo, ou ficar preocupados com o mundo e esquecer de que também estamos em Cristo".
Aqueles
que estão em Cristo e permanecem em Cristo, conquanto se relacionem diariamente
com Ele, estão assentados nas regiões celestiais e desfrutam das bençãos
espirituais que o definem.
- As bençãos do Pai me definem
A) A benção de sermos escolhidos segundo a sua presciência, em Cristo. (v.4) Pedro concorda com Paulo quando diz: “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai...” (I Pedro 1:2). Antes de criar o mundo, Deus já sabia aqueles que viriam a crer em Jesus, que responderiam com fé à sua graça em Cristo Jesus. Mesmo não sendo merecedores, Deus enviou Cristo para que aqueles que viessem a crer em Jesus fossem escolhidos Nele para viver uma nova vida. Você e eu fomos alvos do amor de Deus. Ao respondermos sim e não rejeitarmos essa graça que opera em nós, ele determinou de antemão que, em Cristo, fosse possível vivermos uma vida santa e irrepreensível diante Dele, ou seja, sermos santos e completos diante Dele. Não existe vida santa a completa sem estar em Cristo. Esse amor foi derramado em nossos corações. E não é possível estar em Cristo sem ser afetado pela santidade Dele por meio dessa graça atuando em você. Pedro também concorda quando diz: “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo”. (I Pedro 1:2)
B) A benção de sermos adotados como filhos em sua família. (v.5) Na lei romana nos tempos de Paulo, os filhos adotivos desfrutavam dos mesmos diretos dos filhos legítimos. Os filhos legítimos têm o privilégio de acesso direto ao Pai. Você não precisa de intermediários. Em Cristo, você se tornou membro da família! Deus é o nosso Pai e temos livre acesso a Ele. Como filhos, temos direito à herança celestial. Como filhos, nos tornamos participantes de Sua disciplina que modela o nosso caráter. Mas, como filhos temos responsabilidades. O filho reflete o caráter do Pai. Não é uma opção, mas uma consequência dessa filiação. Somos santos como o Pai também é Santo. Jesus disse: “Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.” (Mateus 5:48) Ser filho e não manifestar o caráter do Pai revela falta de relacionamento e pode levar a um endurecimento do coração e afastamento da família.
- As bençãos do Filho me
definem
A) A benção da redenção. (v.7) Há um filme chamado Redenção que conta a história
verídica de um traficante, que após a prisão, que vai a Sudão para fazer
trabalhos voluntários. Entretanto, esse trabalho vira o propósito de sua vida
que consistia em resgatar, livrar crianças das mãos de líderes guerrilheiros.
Redenção tem a ver com regaste. A palavra redenção significava “livramento
mediante o pagamento de um preço” e era aplicada especialmente no resgate de
escravos. Do que Cristo nos resgatou? Cristo nos resgatou da culpa de
todos os nossos pecados passados. Temos a remissão dos nossos pecados,
como o próprio Paulo escreve “Cancelando o escrito de dívida que era
contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era
prejudicial, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz. E, despojando os
principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando
sobre eles na cruz.” Colossenses 2:14,15. Cristo nos
resgatou do poder do pecado. E vocês sabem que ele se manifestou
para tirar os pecados, e nele não existe pecado. 1 João 3:5. Nele não existe pecado. Nós estamos Nele, portanto, não somos
mais escravos do pecado e estamos livres, desde que permanecendo Nele, do justo
julgamento de Deus contra os nossos pecados. Ele derramou o
seu sangue no altar da cruz e podemos declarar hoje: “Somos um povo livre:
estamos livres das punições decorrentes das nossas maldades. Somos totalmente
livres” Aleluia!
B) A benção de conhecermos e sermos parte de seu glorioso plano de restauração de todas as coisas (v.9-10). O pecado desordenou toda a harmonia que havia na criação. Deus quer restaurar todas as coisas. Todos esses conflitos que existem no mundo, esses conflitos que existem em nosso país decorrem da queda de Adão. A criação geme e aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Apesar de algo a ser concretizado no futuro, esse processo de restauração começou quando Cristo ressuscitou e estabeleceu que a igreja manifestaria o Seu Reino na terra. Saiba que você tem um papel preponderante na restauração de todas as coisas. Veja comigo II Coríntios 5:18-20! Esse propósito consistia em salvar tanto os judeus como os não judeus. Conforme esta passagem, o que nos define? A agenda de Deus para a nós. Não fomos alcançados apenas para sermos salvos. Fomos alcançados para que essa salvação se manifeste de maneira restauradora na sociedade. Começando em nosso lar e avançando para as nossas relações, somos embaixadores de Cristo e contribuímos para que o Reino de Deus avance. Somos a nova sociedade de Deus! O mundo deve olhar para a igreja e ver o modelo de sociedade, renascida em Cristo que manifesta o seu caráter no lar, nas escolhas, no trabalho, enfim! Não apenas como modelo, mas como instrumento de manifestação do Reino de Deus atuando através da pregação do evangelho para a restauração de todas as coisas. Cristo atuando através de nós!
A) A benção de sermos selados com o Espírito Santo da promessa. (v.13) No mundo antigo, o selo representava o símbolo pessoal do proprietário. O Espírito Santo é o selo do cristão. O Espírito Santo testifica com o nosso próprio espírito de que somos filhos de Deus. O Espírito Santo é o sinal inegável da obra de Deus na vida do crente. Quando diz “promessa” é apenas para reafirmar que Ele é o Espírito prometido no Antigo Testamento, como por exemplo, em Joel 2:28.
B) A benção de termos o penhor da nossa herança, o Espírito Santo. Penhor é como ocorre com o anel de noivado. Você faz uma aliança com o compromisso de casamento. A experiência que o cristão tem do Espírito e, no presente, uma antecipação e uma garantia daquilo que será seu quando entrar na posse plena da presença de Deus. Precisamos ser cheios do Espírito Santo!
O que te define? Para concluir, quero contar uma história.
Princípio
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um
pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia
e o colocou no galinheiro junto às galinhas.
Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita
de um naturalista.
Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
– De fato, disse o homem. É uma águia. Mas eu a criei
como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
– Não, retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma
águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará
como águia.
Então decidiram fazer uma prova.
A primeira prova
O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e,
desafiando-a, disse:
– Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao
céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista.
Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos e
pulou para junto delas.
O camponês comentou: eu lhe disse, ela virou uma simples
galinha!
– Não, tornou a insistir o naturalista.
– Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos
experimentar novamente amanhã.
A segunda prova
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da
casa e sussurrou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o
chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga: eu havia lhe dito, ela
virou galinha!
– Não! respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia e
possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última
vez. Amanhã a farei voar.
A terceira prova
No dia seguinte, o naturalista e o camponês se levantaram bem
cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava
nascendo e dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o
alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu
e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova
vida. Mas não voou.
Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na
direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e
ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas. Ergueu-se,
soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada
vez mais para o alto.
Voou……. e nunca mais retornou.”
Quero aplicar essa ilustração dizendo que todos que nasceram em Cristo são como águia. Nascemos para o céu. Nascemos para as coisas do alto! Mas, muitos permitem que o inimigo os coloque entre as galinhas, ciscando com o pecado e não desfrutam de sua vida plena em Cristo. Nascer de novo é necessário para vivermos sob o poder do Espírito Santo em uma relacionamento com Cristo frutificando o caráter e a santidade Dele em nós. Os frutos do arrependimento são manifestos naqueles que tiveram um novo nascimento! Fé, amor e esperança! Viva como águia!
No amor de Cristo,
Rodrigo
Rodrigues Lima, Pastor
domingo, 22 de agosto de 2021
22.08.2021 - SOB UMA SEGURA DIREÇÃO
Sob uma segura direção
Salmo 23:1-2
Temos nos deparado com crise política, econômica e muitas incertezas quanto ao futuro do país. Em alguns dias já pensaremos no futuro e fazendo planos. A verdade é que se olhamos em demasia para o passado, podemos ficar deprimidos e se olhamos em demasia para o futuro podemos ficar ansiosos. Tenho algumas perguntas que nos conduzirão na reflexão deste Salmo tão conhecido, mas tão pobremente compreendido. Como ter uma percepção clara de segurança em meio a tantas crises e ter paz independente do que aconteça? Como estar seguro de que você está no centro da vontade de Deus e pleno e totalmente realizado? O que me garante tranquilidade para 2021/2022, no meu ambiente de trabalho, no meu lar, diante das crises financeiras e de enfermidade? Como ter a tão desejada paz desejada por este mundo tão caótico?
De
maneira poética Davi vai descrever a sua relação com Deus. Ele era filho de
pastor de ovelhas, consequentemente se tornou pastor de ovelha foi
reconhecidamente o rei pastor de Israel. Por isso, vamos hoje descrever a
ovelha e sua relação com o pastor para responder a essas perguntas que vez por
outra tira o nosso sono. No seu livro Nada me Faltará, Phillip Keller falou
muito ao meu coração e parte disso quero repartir com vocês hoje.
1.Declare: O Senhor é o meu pastor (v.1)
Existe
uma implicação tão profunda quanto prático nessa expressão. Davi se põe na
condição de ovelha e Deus como seu pastor. A ovelha precisa desenvolver uma
relação de dependência com o pastor. Vendo vídeos na internet fiquei
impressionado com um em especial. Uma pessoa filmava enquanto outras faziam um
som conhecido pelas ovelhas para chamá-las, entretanto, nenhuma delas obteve
sucesso. Porém, uma quarta pessoa, um homem, ao emitir os mesmos sons como um
chamado, as ovelhas que pastavam, imediatamente pararam e levantando suas
cabeças olhavam para a direção daquele pastor. Ele continuou e todas saíram de
seus postos e foram em sua direção. Jesus disse: “As ovelhas ouvem a sua voz [...] e elas o seguem, porque lhe
reconhecem a voz.” (João 10:3-4). Como
a ovelha chega a esse nível de relação com o pastor? Será todos podem chamar o
Senhor de “MEU PASTOR”?
Jesus
se apresenta como o Bom Pastor (João
10:11). Posso chamá-lo de meu pastor
reconhecendo que:
a.Ele
me deu vida me criando. “E disse Deus:
Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança.” (Gênesis 2:26) No evangelho de João
está relatado: “Todas as coisas foram feitas
por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” (João 1:3). O Salmista poeticamente
descreve essa criação: “Pois tu formaste
o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que
por modo assombrosamente maravilhoso me formaste.” (Salmo 139:13-14). Você não é um acidente, você não é obra do
acaso, você não é um erro dos seus pais, mas você é obra de Deus. A essa criação Deus amou de tal maneira
que deu Seu Filho para resgatá-la. (João 3:16)
b.Ele
me comprou.
“Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no
corpo de vocês.” (I Coríntios 6:20). Cristo, no Calvário, recebeu a penalidade devida à perversidade
dos homens. Jesus disse: “Eu sou o bom
pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.” (João 10:11).
c.Ele
me marcou.
A ovelha uma vez comprada e inserida no rebanho, para ser reconhecida como ovelha
do aprisco diante de tantas ovelhas, necessariamente precisa ser marcada pelo
pastor. “Nele também vocês, depois que ouviram a palavra da verdade, o
evangelho da salvação, tendo nele também crido, receberam o selo do Espírito
Santo da promessa.” (Efésios 1:13). O
que é esse selo? É
aquilo pelo qual algo é confirmado, provado, autenticado, como por um selo (um
sinal ou prova).
2.Confie: Nada me faltará (v.1)
Esse
faltará numa era de consumismo e realização material é muito mal aplicado. Há
quem pense que ter Jesus como pastor é sinônimo de ausência de problemas e
dificuldades. Há uma versão próxima do original que diz: “O Senhor é meu pastor, não
preciso de nada”. A ideia, portanto, é a de estar plenamente contente
(contentado) com os cuidados do Bom Pastor e consequentemente não desejando,
nem ansiando por nada, porque Ele é tudo. Jesus mesmo disse: “No mundo tereis aflições.” (João 16:33). Para quem pensa que
riqueza é sinal da aprovação de Deus, Jesus também disse para uma igreja muito
rica: “pois dizes: Estou rico e abastado
e não preciso de coisa alguma, e nem saber que tu és infeliz, sim, miserável,
pobre, cego e nu.” (Apocalipse 3:17).
Assim temos visto. Em 1994, líder do Nirvana, Kurt Cobain se suicidou com um
tiro na cabeça. Em 1962, Marilyn Monroe
se suicidou com 36 anos de idade. A cantora Amy Winehouse fazia enorme sucesso
quando morreu vítima do excesso de drogas aos 27 anos.
O
que essas pessoas tinham em comum? Fama e riqueza, porém, nada disso lhes
satisfazia a alma. O vazio mais profundo do homem está na sua alma. Porém,
ainda assim existem ovelhas inquietas!
Mesmo assim, existem ovelhas insatisfeitas, e apesar do pasto verde, elas ficam
nas cercas. Procuram no mundo, nas igrejas e nos pastores humanos o que só
podem encontrar em Jesus. E com seu comportamento acabam influenciando outras.
O fim delas por amor ao rebanho e a ela é o sacrifício devido o seu mau
exemplo. É um alerta para todos que influenciam negativamente o rebanho de
Deus.
Saiba
que a sua alma clama por Deus! Em contrapartida, também tenho visto crentes
fiéis que passam dificuldades, são privados de luxo e a realização da casa
própria. Mas eles dizem: “O Senhor é o meu pastor, não preciso de nada”. Ainda
que passemos por dificuldades, podemos nos orgulhar e dizer: “Nada me faltará”.
Não ficarei sem os sábios cuidados e orientação do meu Mestre. A satisfação devia ser a marca do homem ou
mulher que deixou seus problemas nas mãos de Deus. Minha satisfação está em
que Ele controla a minha vida porque nada foge ao Seu controle.
3.Creia: Ele me faz repousar em pastos verdejantes (v.2)
Para
uma ovelha descansar de verdade, ela
conta com quatro condições
necessárias:
a.
Não ter temores.
Elas precisam estar totalmente tranquilas. Ela é um animal que se assusta fácil
e com qualquer coisa. As ovelhas ficam estressadas quando de maneira recorrente
ocorrem ataques, roubos e não podem descansar tranquilamente. Porém, nada mais
tranquiliza uma ovelha quando vê o pastor no pasto. Nada mais tranquiliza a
nossa alma do que a certeza da Presença de Jesus Cristo em nossa vida. Quantos
relatos na Bíblia? Em Gadara Jesus chegou e foi-se o temor (Marcos 5:1-14); Na casa de Jairo
Jesus chegou e o temor foi-se embora
(Marcos 5:35-43); Quando Estevão estava sendo apedrejado Ele viu Jesus e
seu temor se foi (Atos 7:55-60).
Jesus não nos garante ausência de problema e até mesmo de morte, mas nos
garante a sua Presença. “Busquei o
SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores”. (Salmo 34:4) A Presença do pastor intimida
o inimigo e acalma as ovelhas.
b.
Não ter tensões.
Essa é uma informação interessante. As ovelhas entram em atrito algumas
vezes. Quando elas entram em atrito,
ninguém descansa. Por causa da rivalidade que existe pela melhor posição e autoafirmação
é que existe conflito no rebanho. Por que muitos não desfrutam do repouso? Na
empresa, na igreja, na família ou em qualquer relação humana existe essa luta
pela autoafirmação e autorreconhecimento. A realidade é que quando o pastor se
põe presente diante das ovelhas, toda a rivalidade no pasto cai por terra.
Quando Jesus se põe presente em nossas vidas, na nossa família e em nossa
igreja, toda rivalidade cai por terra. Quando meus olhos estão fixos no Senhor,
não contemplam mais os que estão ao meu redor e logo fico em paz. Onde Jesus
está presente há paz e, logo, repouso.
c.Não
ter irritações.
No próximo sermão detalharemos mais sobre esse assunto, mas logo podemos
afirmar que as ovelhas são assoladas por parasitas e moscas e isso pode até
enlouquecê-las. Para isso, temos o óleo. O Espírito Santo é o óleo derramado
sobre nós, para vencermos as perturbações, as frustrações e as experiências
ruins da vida.
d.Não
ter fome.
Uma ovelha com fome sempre está em pé e inquieta. Ela não repousa. Por isso, o
pasto é muito importante. Temos a Sua Palavra! A Sua Palavra nos alimenta.
Jesus é o pão da vida! Nele encontramos pastagem.
O convite de Jesus é: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” (Mateus 11:28-29) Podemos dormir tranquilamente porque o nosso pastor vela pela Sua Palavra. Sua Palavra é o nosso alimento para a alma e nos fortalece. Jesus quer ser seu pastor e quer lhe fazer repousar em pastos verdejantes.
Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor
domingo, 15 de agosto de 2021
15.08.2021 - AJUSTE O SEU GPS PARA O MODO FÉ
Ajuste
o GPS para o “modo fé”
Gênesis
12:1-9
Enquanto muitos querem crer para receber, essa fé que venho apresentar a você é a que tem a ver com o crer para obedecer. Quero convidar você para viver uma fé na qual em sua vida Deus é o protagonista principal, onde não se trata do que Ele pode fazer por você, mas do que Ele decide fazer através de você. A fé na qual você ganha uma nova perspectiva de vida. Uma fé que é como um óculos e faz você enxergar o momento de hoje e sua vida como parte de um projeto eterno e que faz você parar de questionar, abraçar o que está vivendo obedientemente e viver as mudanças que Deus quer promover na sua vida. Uma fé que faz você olhar Ele e reconhecer que deve parar de resistir ao que Ele deseja fazer e abraçar o seu processo que visa fazer você perceber que Ele tem uma história e você está inserido nela. Estamos fazendo reflexões para o pós-pandemia. Queremos ir rumo ao novo. Em um tempo de crise, de seca na terra, é que Deus chama Abraão. Ele vai em direção ao novo. Ele precisou ajustar seu GPS para o modo fé. Quais são as implicações dessa fé a que Deus nos convida a seguirmos com Ele rumo ao novo?
Abraão, o pai da fé é o esse exemplo dessa fé obediente, na qual a sua caminhada com Deus, faz de Deus o protagonista principal quando este homem decide abraçar o seu processo e submeter a Deus. Ajuste o seu GPS para o “modo fé”.
1.A fé te faz renunciar tudo o que é terreno para abraçar o eterno. Fé é renunciar tudo o que é material para abraçar o espiritual
v.1 – “Saia da sua
terra, da sua parentela e da casa de seu pai” – Para os agricultores e
pastores, a terra era a subsistência. Sair de sua terra é o mesmo que abrir mão
tanto de sua fonte de renda e alimento, como renunciar a sua identidade. Sair
do seio de sua família (parentela) é o mesmo que sair do lugar de segurança.
Sair da casa de seu pai é o mesmo que renunciar à herança, isto é, o seu futuro
garantido. Abrão está renunciando à segurança de sua subsistência, de sua
proteção e de sua herança. Deus não informou à Abraão para onde deveria ir. O
risco é muito grande. “Vá para a terra que lhe mostrarei”
–
Abrão é chamado a renunciar para confiar obedientemente no que não pode
controlar, viver num relacionamento obediente com aquele que não se poder ver e
arriscar-se obedientemente numa terra sobre a qual nada se sabe.
Está
ocorrendo aqui uma grande mudança porque ele está tomando uma grande decisão. A
única coisa que Abrão pode fazer no momento é observar Deus no presente e se
engajar com o que Deus está fazendo. Abrão foi impelido a crer na Palavra
divina sem nenhuma garantia de que daria certo.
2.A fé está apoiada nas promessas de Deus
v.2-3 – “Farei de
você uma grande nação [...] Em ti serão benditas todas as famílias da terra”
– Aqui uma promessa é dada e temos mais uma prova de fé. Sarai era estéril. Ele
promete tornar Abrão grande. Ao renunciar todas as coisas, Abrão perde a
reputação em sua terra natal, Deus promete que Ele será engrandecido na terra,
muito mais do que poderia conseguir permanecendo em sua terra. Deus diz que
Dele fará uma grande nação, sendo sua esposa estéril. Quando a Giovanna estava
para nascer, o convênio ainda estava na carência para parto. O valor do cheque
era de R$ 10.000,00. Se ela fosse para a UTI neonatal, o cheque compensaria no
dia seguinte. Confiávamos que ela nasceria sem problemas. A pediatria nos
dizia: “Ela será saudável. Dará tudo certo”. Confiados na palavra da médica, eu
assinei aquele cheque. Abraão assina um cheque caução de sua própria vida. Ser
um discípulo de Jesus é abraçar o convite Dele para uma jornada de fé com a sua
vida. Deus está dizendo: “Assina o cheque caução porque eu garanto o sucesso
do meu projeto na sua vida”.
3.A fé tem muito mais a ver com a jornada do que com a chegada
v.4-5
–
Abrão partiu! A fé é uma vida de obediência e confiança na estrada, o caminho.
O que vai ser de nós no pós-pandemia? Uma vez definido que Abrão aceita
obedecer a alguém que ele não pode controlar e nem ver e ir para um lugar sem
saber onde é, ele diz “sim” às promessas e às ordens do Deus vivo, o Deus
presente. Sabe o que é interessante? Aqui fica evidente que não se trata da
história de Abrão, mas da história de Deus. Abraão dava início à participação
do que Deus faria por ele e o ponto decisivo era a decisão de Abrão se
aceitaria ou não ir. Ele começa sua jornada de fé para viver a história de
Deus. Essa mudança era radical. Ele tinha setenta e cinco anos de idade, levou
tudo o que possuía e foi obediente à visão celestial. Todos quantos quiserem
conhecer a Deus de coração, enfrentarão processos e saiba que esses mesmos processos
são, na verdade, a sua jornada de fé. Não tem atalhos! Abraão precisou caminhar,
caminhar e caminhar errante morando de favor em terra que não lhe pertencia,
indo ao Egito para não passar fome e tudo mais em sua jornada com uma única
garantia: a promessa! A obediência de Abrão revela confiança e submissão. As
pessoas que foram com Abrão, segundo os rabinos, foram aquelas persuadidas por
ele a adorar o verdadeiro Deus. Enquanto você espera que Deus chegue logo ao
resultado, ele está dizendo para você: “Observe a jornada”. A única coisa que
Abrão pode fazer no momento é observar Deus no presente e se engajar com o que
Deus está fazendo.
4.A fé é a certeza das coisas que se esperam e convicção de fatos que não se veem
v.6-7 – Abrão chega à
terra de Canaã. Tanto para o povo hebreu no futuro nos tempos de Moisés, quanto
para nós cristãos no futuro eterno, Canaã representa a terra prometida. Mas,
naquele momento Canaã será uma promessa futura para os descendentes de Abrão.
Ele está na terra dos cananeus, em terra inimiga, mas o local não impediu que
ele tivesse um encontro com Deus. A situação na qual se encontrava não o
impedia de crer em Deus. Na verdade, fica claro que Abrão não está usando Deus,
mas está permitindo Deus usá-lo para a história divina. Já começa a fé de Abrão
a ter provas, mas Deus vai sinalizando mais de sua promessa. O que faz Abrão
prosseguir é a Presença de Deus. A Presença de Deus é a realidade dominante e
decisiva em toda a jornada de Abrão. Abrão creu além do que estava diante de
seus olhos.
5.A fé obediente te faz você adorar pelo que Ele é mais do que pelo que Ele faz
v.8-9 – Mais uma vez
Abrão edifica um altar. Por onde quer que ele passasse, um altar era
estabelecido. O altar é um testemunho de sua confiança e dependência em relação
à Palavra de Deus. Essa fé gera um espírito adorador na jornada. Enquanto
crescemos na submissão e na obediência em cada etapa da jornada, edificamos um
altar de adoração a Deus em nossas vidas. A gratidão pelo que não se vê é
maior!
Ajuste seu GPS rumo ao novo para o “modo fé”. No amor de Cristo,
Pastor
Rodrigo