terça-feira, 14 de abril de 2020

Como o cristão deve encarar a morte?

Como o cristão deve encarar a morte?
Como é duro perder um ente querido. Ministrei a Palavra de Deus em centenas de cultos fúnebres. Há um misto de impotência, silêncio, tristeza, alegria e esperança. Já participei de cultos fúnebres onde a presença de Deus permeava todo o ambiente e via no semblante dos entes queridos conforto e esperança. Já participei de velórios angustiantes onde a revolta a Deus e negação da morte eram insuportáveis. Como um cristão deve encarar a morte?

Pensar sobre a morte não é muito agradável para uma sociedade que tem valorizado demais a busca pela conquista na terra. Com o avanço da medicina e o saneamento básico, o homem do século XXI, em regiões desenvolvidas do mundo, vivem mais do que pessoas que vivem em regiões menos privilegiadas. Mas, seja no chamado desenvolvido com muitos recursos, ou no mundo chamado em desenvolvimento, todos encararão a realidade da morte.

Com a pandemia, a morte se tornou uma realidade mais presente e temida nesses últimos dias. A angústia, o pânico, a ansiedade e o medo estão tomando os corações. Não só tememos por nós, mas pela possibilidade de perdermos alguém a quem estimamos muito. Entretanto, se faz oportuno refletirmos sobre a morte e pensarmos em como cristão deve encarar a morte. Algumas verdades sobre a morte:

A morte é uma dura consequência da desobediência de Adão. Deus disse: “mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Vocês não devem comer dele, nem tocar nele, para que não venham a morrer.’” Gênesis 3:3. Entretanto, Adão desobedece a essa ordem dada por Deus. Percebemos aqui que a morte não fazia parte da condição original do homem, mas era uma possibilidade mediante a desobediência, o pecado.
O apóstolo Paulo declara que “o salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23a). “Portanto, assim como por um só ser humano entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram.” (Romanos 5:12). “Visto que a morte veio por um só homem [...] Porque, assim como, em Adão, todos morrem [...]. (I Coríntos 15:21-22). 

Segundo a Palavra de Deus, existem três tipos de mortes: 1) Morte espiritual – Essa morte é a separação do homem de Deus pelo pecado. O homem sem Deus encontra-se morto espiritualmente. Paulo descreve essa aos Efésios: “Ele lhes deu vida, quando vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados.” Efésios 2:1. Essa foi a condição de Adão, após a sua desobediência. Todo ser humano é gerado nessa condição. 2) Morte física – É o cessar da vida corpórea. O espírito se separa do corpo. “Porque, assim como o corpo sem o espírito é morto...” Tiago 2:26. “e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Eclesiastes 12:7. 3) Morte eterna – Essa é mais temida. Os perdidos a experimentarão. Perceba que não se trata de um fim existencial, mas de uma eterna separação de Deus. Ela é “um período infinito de punição e separação da presença de Deus”[1]. Jesus menciona esse lugar de punição: “Se a sua mão ou pé leva você a tropeçar, corte-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou pés, ser lançado no fogo eterno.” Mateus 18:8.

Uma vez apresentado esses conceitos, como o cristão deve encarar a morte?

Para alguém que não conhece a Cristo, a morte é uma maldição terrível, uma penalidade e um inimigo, pois, além de não ter nascido de novo, estando separado de Deus, ele enfrentará a segunda morte.
Para aqueles que creem em Cristo, portanto, declarados justos pela fé, a morte é encarada de outra maneira. A morte não é vista como um mero castigo, pois, eles sabem que não há nenhuma condenação sobre eles (Romanos 8:1). Para entendermos essa confiança, vamos aprender com o apóstolo Paulo:

1.      Como cristão, Paulo encara a morte como um inimigo vencido
“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.” I Coríntios 15:22. Todos que creem em Jesus já venceram a morte espiritual. Já não são mais separados de Deus (Efésios 2:1). Uma vez reconciliados com Deus, a morte já não pode mais nos separar do Seu amor. “Quem nos separará do amor de Cristo? [...] Porque estou bem certo de que nem a morte [...] poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:35, 38-39. O crente ainda passa pela morte física, mas não teme a sua maldição de separação eterna. Com expectativa espera a concretização total da vitória certa. A morte é um inimigo derrotado, porque os que estão em Cristo tem a certeza de que “é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista de imortalidade. E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘Tragada foi a morte pela vitória.” I Coríntios 15:53-54. Portanto, não tememos a morte e reconhecemos que ela é necessária para estar com o Senhor.

2.      Como cristão, Paulo encara a morte como algo necessário e desejável
“Minha ardente e esperança é que em nada serei envergonhado, mas que, com toda a ousadia, como sempre, também agora, Cristo seja engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho frutífero. Assim, não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” Filipenses 1:20-23
“Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista de imortalidade.” I Coríntios 15:53
Paulo, convicto de sua nova realidade em Cristo, certo da ressurreição e da vida eterna, demonstra ter uma luta interna quanto a viver e servir ou morrer e estar com Cristo. Esse certamente é o espírito de um cristão que não teme a morte. Paulo teve profundas experiências com Deus e não tinha a sua vida por preciosa. Cristo é quem vivia em Paulo. Seu coração pulsava pelo céu. Sendo ele um embaixador de Cristo, ansiava pelo seu país. Ele mesmo diz: Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. Filipenses 3:20. Paulo ansiava por estar definitivamente em sua verdadeira habitação. Portanto, a morte é somente o meio de chegar lá, não como algo a ser temido, mas desejado.

3.      Como cristão, Paulo encara a morte como uma forma de se identificar com Cristo
“O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.” Filipenses 3:10. Nessa era da teologia do coaching e do triunfalismo gospel, soa estranho a muitos que participar dos sofrimentos de Cristo seja algo desejável. Mas, o desejo de se parecer e se identificar com Jesus é tão grande que Paulo almeja uma morte semelhante. Isso me remete aos apóstolos Pedro e João que se alegraram por serem açoitados e sofrerem afrontas por causa do nome de Jesus. A igreja de Esmirna receberia a coroa da vida sendo fiel até a morte, isto é, por meio do sofrimento. Paulo tinha uma teologia muito clara a respeito do sofrimento: “E, se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados. Porque tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” Romanos 8:17-18. Veja que a mente de Paulo está o tempo todo no céu. O sofrimento, conquanto que lhe desse a oportunidade de se identificar com Cristo, era desejável e a morte era apenas um rito de passagem.

4.      Como cristão, Paulo encara a morte como prova de fidelidade e obediência a Deus
Paulo se via como um soldado em guerra. Preso e caminhando para a sua morte, ele escreve ao seu discípulo Timóteo: “Quanto a mim, já estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida chegou. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” II Timóteo 4:6-7. Será que Paulo é louco ou nós é quem precisamos experimentar um genuíno arrependimento para voltar os nossos olhos para o céu como nossa morada, de fato? Os mártires de todos os tempos deram suas vidas pela causa do evangelho. Não temiam a morte, antes, como o próprio Estevão, foi capaz de morrer pela causa pedindo que o Pai perdoasse seus algozes. Paulo não media esforços para obedecer a Deus expondo-se a situações de risco de morte. Foi apedrejado e dado como morte, sofreu naufrágio, picado por serpente e mesmo assim, não deixou de obedecer. Ele não temia a morte, antes a via como uma oportunidade de se identificar com Jesus, a desejava e sabia que pela ressurreição de Jesus, ela é um inimigo vencido. Isso é confiar inteiramente na graça de Deus.

Mas, você pode me perguntar: Então não devemos sofrer quando nossos entes queridos partem? Claro que sim! Choramos e nos entristecemos, mas não como os descrentes! Paulo escreveu: “...não fiquem tristes como os demais, que não têm esperança. I Tessalonicenses 4:13b. Jesus chorou ao saber da morte de seu amigo Lázaro. O luto existe, mas Jesus nos deu um novo significado. Os incrédulos choram sem nenhuma esperança de futuro. Mas, Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” João 11:25. Devemos sim chorar e externar nossa tristeza. “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mateus 5:4. O sentimento de luto é normal e saudável, mas ele não pode ser tornar algo patológico e nocivo. Nós temos uma viva esperança.

Para concluir, nesses tempos de pandemia no qual a morte está diante dos nossos olhos e pode alcançar a qualquer um de nós, temos a oportunidade de refletirmos sobre o modo como temos vivido e sobre o que realmente dá sentido à nossa existência. Jesus nos chamou para vivermos uma vida simples. Não se trata de ter muito ou pouco, mas de ter contentamento não em posses, mas em Deus e no Seu Reino. Valorizar a família, a si mesmo, e sobretudo, ter um único Deus em sua vida, e não outros deuses tais como a si próprio, o dinheiro ou uma carreira. Quando você morrer, pelo que deseja ser lembrando? O que as pessoas (seu cônjuge, filhos e amigos) dirão a seu respeito? Paulo deixou a pista para Timóteo: “combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé.
Não temamos a morte! Vivamos com nossos pensamentos nas coisas do alto (Colossenses 3:1-3). Nossa vida terá sentido e propósito e a morte será apenas para nos apropriarmos definitivamente de nossa pátria celestial.

No amor de Cristo,
Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor
Igreja Metodista Livre de Vila Moraes



[1] ERICKSON, Millard J. – introdução à Teologia Sistemática p.484

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Lições sobre a lealdade a Deus na Babilônia - Daniel 1


Lições sobre a lealdade a Deus na Babilônia
Daniel 1

Eu gostaria de compartilhar com a igreja sobre um aspecto de um povo avivado que é a lealdade a Deus, a fidelidade em tempos de tentação ou provação. O povo de Judá quebrou a sua aliança com Deus e, como castigo, veio sobre eles a Babilônia e os subjugou. A Babilônia nesse contexto é o lugar do exílio, da vergonha e do sofrimento do povo de Deus. Mas, a Babilônia também simboliza a degradação moral, a idolatria e o materialismo. É lugar de provação, mas também é lugar de oportunidade. Quero chamar a sua atenção para um posicionamento de lealdade a Deus nos tempos em que vivemos. Nós estamos inseridos nesse mundo em nosso trabalho, na universidade, na escola, no bairro e de um modo geral o que temos visto é uma verdadeira degradação moral, idolatria ao corpo, à autoimagem e ao materialismo. Não quero dizer com isso que não devemos cuidar do nosso corpo e da nossa saúde e não buscar o crescimento e tudo o mais. Pelo contrário, quero mostrar a você através da história de quatro jovens, como estar inserido na Babilônia sem que a Babilônia esteja dentro de você, sobretudo, sendo uma poderosa influência de Deus na sociedade. Jesus orou pelos seus discípulos da seguinte maneira: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal.” (João 17:15)

1.A lealdade a Deus pode ser ganha ou perdida em casa (v.1-2)
a)Ezequias abriu as portas para que a Babilônia entrasse em Jerusalém. (II Reis 20:12-18) Aprendo um poderoso princípio aqui. Antes mesmo dos filhos irem para a Babilônia cativos, foi permitido anos antes que a Babilônia entrasse no palácio, na habitação real. Ezequias expôs tudo o que possuía para aquele que viria a ser o inimigo do seu povo futuramente.
b)Uma geração pagou o preço por uma aliança perigosa. O Rei Jeoaquim se permitiu aculturar. A Babilônia não negocia, mas devora aqueles que se aproximam dela. A Babilônia levou o que Israel tinha de mais precioso. Os utensílios da casa do Senhor. Não diz quais utensílios foram levados, mas podemos mencionar alguns que possivelmente foram levados. A Pia de bronze que era utilizada pelos sacerdotes para lavarem suas mãos e pés antes de ministrarem na Casa do Senhor. O Altar de incenso que simboliza a adoração, a oração e louvor.
O que podemos aprender?
I.Não se exponha para os valores deste mundo. Seja cuidadoso para que os valores do Reino de Deus sejam vivenciados em seu lar. Essa batalha espiritual já está ganha para aqueles que vivem o Reino de Deus com seus cônjuges e filhos. Não brinque com o pecado e não aceite que os valores sejam invertidos (Isaías 5:20)
II.Não deixe o diabo roubar o que é do Senhor em sua vida. A Babilônia levou tudo o que pertencia ao Senhor e ficou com eles em seu altar. A Babilônia tem um altar! O inimigo quer roubar nossa maior riqueza, a vida de Deus. Ele quer levar da nossa casa a “Pia de Bronze”, isto é, a santificação pela Palavra. Quer levar “O Altar de Incenso”, isto é, a vida de oração do nosso lar. Não permita. Ele quer que mudemos de altar.
A lealdade a Deus pode ser perdida ou ganha em casa!

2.A lealdade a Deus será testada pela Babilônia (v.3-7)
a)A Babilônia testará a lealdade pela vaidade de levar da realeza de Judá para os colocar no palácio. (v.3) Nabucodonosor nesse período era um jovem rei. Ele era visionário e queria os melhores e mais bem preparados para servir em sua corte em questões políticas. Por isso é tão estratégico!
b)A Babilônia testará a lealdade aculturando a realeza e a nobreza de Judá. (v.4) O que define uma cultura? Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social. Nabucodonosor queria que aqueles jovens ganhassem todos os conjuntos de ideias, comportamentos e práticas do povo babilônico.
c)A Babilônia testará a lealdade imprimindo um rótulo de identidade na nobreza de Judá (v.7). O chefe dos eunucos lhes dá outros nomes: Daniel passa a ser Beltessazar que significa "o tesouro (ou os segredos) de Bel"; Hananias passou a se chamar Sadraque que significa "a inspiração do sol", Misael passou a se chamar Mesaque "aquele que pertence à deusa Sesaque" e Azarias passou a se chamar Abede-Nego "servo de Nebo", um deus da Babilônia. No objetivo de aculturá-los, eles recebem um novo nome tentando imprimir uma nova identidade.
O que podemos aprender?
I.Satanás utilizará das artimanhas deste mundo para atrair-nos pela vaidade desse mundo. Você e eu somos da realeza celestial. Somos filhos de Deus. Você poderá chegar a posições elevadas com a permissão de Deus, mas não se esqueça de quem você é. Você pode estar na Babilônia. Ela estará oferecendo a você a beleza de uma vida que a carne ou a vaidade deseja, mas você é da realeza! Satanás testou Jesus oferecendo a ele alimento, fama e poder, mas Jesus sabia que ele era. Você terá muitas oportunidades preciosas neste mundo, mas é nessas horas que sua lealdade poderá ser testada pela vaidade das oportunidades. Guarde o seu coração.
II.A sua lealdade será testada quando o mundo lhe tentar imprimir valores. É preciso aprender a língua, a comunicação para estar inserido na cultura? Aprenda! É preciso compreender os valores deste mundo para lidar com ele? Aprenda. Deus quer abençoar a muitos neste mundo. Ele quer nos fazer prosperar, avançar neste mundo e precisamos entender como tudo funciona. Mas, seja cheio da Palavra de Deus para que a sua lealdade a Deus, ao ser testada, seja aprovada por Deus e lhe dê discernimento para saber até aonde você deve ir.
III.A sua lealdade será testada quando o mundo o quiser rotular. Você é um empresário, um ajudante geral, um bancário, um caixa, um cabeleireiro, entretanto, você é da realeza celestial. O mundo pode querer imprimir um rótulo em você. Ele pode querer dar novos nomes a você: o ganancioso, o ingrato, o infiel, o duas caras, mas você sabe que você é. Você é da realeza celestial.

3.A lealdade a Deus será revelada na força do caráter dos fiéis na Babilônia (v.8-13)
a)A força do caráter de Daniel e de seus amigos os leva a uma decisão de lealdade a Deus. (v.8). Daniel não titubeia. Santidade e vida com Deus é uma escolha que você toma pela graça de Deus. Você conhece o fiel nas situações mais decisivas de sua vida. O sacerdote não está lá para ver se Daniel e seus companheiros estão sendo leais a Deus. Eles simplesmente decidem tomar uma decisão sem necessidade de aprovação de quem quer que seja. Comer daquela comida significava uma ruptura de fé com Deus, pois, para os judeus a comida não era simplesmente uma questão de alimentação, mas de rito religioso. É nessas horas que viveremos de acordo com aquilo que cremos.
b)A força do caráter de Daniel e de seus amigos mantém a real identidade deles. (v.7). Quem são eles? Daniel não é "o tesouro (ou os segredos) de Bel", Beltessazar. Não! Seu nome significa “Deus é meu juiz”. Hananias "a inspiração do sol", Sadraque. Não! Seu nome significa “favorecido de Deus”.  Misael não é "aquele que pertence à deusa Sesaque". Não! Seu nome significa “quem é o que Deus é?”. Azarias não é "servo de Nebo". Não! Seu nome significa “Javé ajudou”. Aleluia! Eles são da realiza do povo de Deus. Eles sabem quem são e por isso não temem em se posicionar para manterem sua lealdade a Deus.
O que podemos aprender?
I.O seu caráter será revelado nas situações mais decisivas de sua vida. Você agira de acordo com o que você crê. Aquele que é leal a Deus não teme em tomar decisões para manter sua fidelidade a Deus. A Babilônia (o mundo) é a oportunidade de manifestarmos o caráter de Deus através das nossas vidas.
 II.O seu caráter revelará a sua real identidade. Quero afirmar que você é da realeza celestial. Você é filho de Deus e agirá segundo o caráter de Deus em sua vida.

4.A lealdade a Deus produz prosperidade na Babilônia (v.17-21)
a)A lealdade a Deus é retribuída com generosidade da parte de Deus. (v.17; 20) A situação não era confortável para os servos de Deus, mas Deus honrou a lealdade deles. Deus os colocou em posição de destaque e honra. Eles foram proeminentes diante dos demais.
b)A lealdade a Deus foi retribuída influência. (v.19) Eles passam a servir o rei. Essa é uma poderosa posição de influência.
O que aprendemos?
I.Deus prospera os fiéis onde quer que estejam. A lista é enorme. Abraão, Moisés, José, etc. Deus o fará prosperar onde você estiver.
II.Deus amplia a nossa influência na Babilônia. Nesse mundo Deus quer levantar homens e mulheres fiéis a ele para tomar posições elevadas e manifestar o caráter de Jesus. Não é o lugar que marca o homem e a mulher de Deus, mas é o homem e a mulher de Deus que marcam o ambiente onde estão. Deus vai aumentar a sua influência.

No amor de Cristo,
Pastor Rodrigo Rodrigues Lima

sábado, 8 de fevereiro de 2020

A Caminho de Emaús. A jornada em que a dor se transforma em fervor

A Caminho de Emaús
A jornada em que a dor se transforma em fervor
Lucas 24:13-32

O Espírito Santo tem falado ao meu coração sobre o porquê de muitas pessoas não conseguirem reavivar o coração. Deus falou muito forte ao meu coração a respeito das dores da vida e da desesperança. Pessoas que, como os discípulos a caminho de Emaús, perderam a esperança por um momento. Estão em uma cansativa jornada, sem conseguir perceber o que está minando seus corações. A dor pode se tornar algo insuportável. Existem vários tipos de dores. Dor aguda, dor crônica, dor nos ossos e ligamentos, dor nos órgãos, mas existe uma dor muito comum que remédios não conseguem curar que é a dor da alma. A alma desses discípulos estava sofrendo com a morte do seu Mestre. Essa dor manifestava decepção, frustração e angústia. Quero falar sobre a jornada em que a dor se transforma em fervor, a caminho de Emaús. Eu tenho convicção de que Jesus avivará o seu coração hoje.

1.       A dor os afasta de Jerusalém (v.13)
Dois discípulos a caminho de Emaús. Esses dois discípulos saíram de Jerusalém no primeiro dia da semana. Eles não deveriam sair de Jerusalém. Jerusalém é o início de tudo, mas é difícil permanecer em Jerusalém! Essa foi uma Páscoa atípica na história de todas. Eles estão se ausentando de Jerusalém. Antes de sua ida ao Getsêmani, próximo de sua prisão, Jesus disse: "Esta noite serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: "Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas". (Mateus 26:31). Diante da profunda decepção, da frustrada expectativa, é comum que muitos se dispersem. Depositaram todas as esperanças em Jesus, mas o vexame foi muito grande. Justamente na festa mais importante para o povo judeu, o líder deles é crucificado. Assim, cada um vai procurar o seu caminho. É uma caminhada de questionamentos! É uma caminhada de decepção! É uma caminhada de frustração. A dor os afasta de Jerusalém. A dor pode nos afastar da nossa Jerusalém.

2.       A dor os impede de reconhecerem a Jesus (v.14-17)
a)O coração está tomado de dor (v.14). Eles estão conversando a respeito de tudo. Não havia outro assunto. A boca fala do que o coração está cheio. Na caminhada, não há nada mais o que falar. Com tamanha decepção, nada mais ocupa o coração e as conversas. As minhas conversas revelam o que tem marcado o meu coração. O que domina a maior parte dos meus pensamentos e diálogos revelam o estado do meu coração. b)Os olhos estão cegos (v.16). Eles têm olhos, mas não veem. Surpreendentemente Jesus está ao lado deles, caminha com eles, mas eles não o percebem. A dor é maior! A frustração, a decepção, o estado de perplexidade são muito maiores do que a presença de Jesus. É Jesus glorificado, mas a eles não percebem! Como?! c)As pernas sentem o peso da tristeza e paralisam (v.17). Por um momento Jesus pergunta: O que aconteceu? E eles param. A tristeza é tão grande que eles param de caminhar. Como a angústia, a tristeza, a perplexidade podem nos paralisar!
A dor pode nos impedir de reconhecer a Jesus quando o nosso coração está tomado de dor, os nossos olhos estão cegados pela dor e as pernas já não conseguem seguir na jornada por causa da dor. 

3.       A dor é por eles compartilhada (v.18-21)
a)A pergunta toca na ferida (v.18-19). A pergunta de Jesus toca na ferida. Isso me remonta a Elias na caverna quando Deus lhe pergunta: "Que fazes aqui Elias"? Será que Deus não sabe o que está acontecendo? No caminho da dor, é preciso falar!
Elias fala com Deus! Cleopas fala com Jesus, mas ambos estão em um momento em que a dor está mais forte do que a Presença de Deus que está diante deles. Eles são como eu! Humanos! Humanos não tem a visão do todo e precisam desabafar quando sua mente não compreende toda a dor. Então, segundo a ótica humana deles, explicam tudo!
É preciso externar a dor, o ponto de vista, o sofrimento para que haja cura. b)A explicação revela o pus da ferida: "Esperávamos que fosse ele...". Provérbios 13:12 diz: "Esperança adiada faz adoecer o coração". No ano retrasado eu fiquei muito triste com o fato de, no último momento, o dono do galpão ter recuado na venda. Esse é um excelente exemplo. As expectativas frustradas de um emprego, de uma faculdade, de um dinheiro que estávamos contando que chegaria, a cura, o milagre, enfim, a esperança adiada faz adoecer o coração. Aqui está a razão pela qual os discípulos estavam machucados. Por um momento, esperavam que fosse ele, mas a circunstância minou a fé deles! A circunstância minou o coração deles. Infelizmente, em minha experiência com aquele galpão eu também adoeci. "Esperávamos que fosse ele!" Mas, não aconteceu como queríamos. A dor precisa ser compartilhada!

4.       A dor suprime a alegria e a fé (v.22-27)
a)Eles não se entusiasmam com as boas notícias (v.22-24). Não tem jeito. Quando a dor é muito forte, a esperança está adiada e o coração adoecido, o questionamento está grande e não conseguimos enxergar a Deus e duvidamos, podemos até ficar irritados porque a alegria e o entusiasmo dos outros deixa em maior evidência o triste sentimento que está no nosso. Eles foram surpreendidos, as não se entusiasmaram. A eles foi compartilhada visões de seres angelicais, mas não se entusiasmaram. A eles foi dito que Jesus ressuscitou, mas eles não se entusiasmaram. Na verdade, a pergunta na dor é: "Como Deus está nesse negócio? Ele nos enganou? b)Eles não conseguem crer (v.25-27). Elias, na caverna, passou um tempo desacreditado. A tristeza, a perplexidade e a cegueira infelizmente nos roubam o discernimento. Ficamos insensatos, isto é, perdemos a capacidade de entender os fatos e a verdade de Deus. Jesus os traz para as Escrituras. A resposta para aqueles fatos estava nas Escrituras. Para pessoas sem fé, somente as Escrituras podem fazer o coração arder no peito novamente. A dor suprime a alegria e podemos estar sem entusiasmo. A dor suprime a fé e podemos estar sem esperança.

5.       A dor tem um encontro com Jesus e o coração recebe fervor (v.28-32)
Foi uma jornada. Que jornada! Com Jesus ao lado, com o coração entristecido, chegando no destino, Jesus faz menção de seguir viagem, mas eles O convidam para ficar com eles. Jesus não é invasivo. Mas, as suas palavras provocam neles um desejo por sua companhia. Jesus sabe como falar ao coração sem que soubessem que era Jesus. Será que você já não pensou em desistir? Talvez tenha sido o mês passado. Talvez tenha sido na semana passada. Talvez hoje. Para as mulheres que foram embalsamar seu corpo ele disse - "Maria", de forma que somente ela saberia ser ele. Para estes dois, ao partir o pão e dar a eles, seus olhos se abriram. Para Elias, foi em um cicio tranquilo e suave. E você? Como foi que Ele se revelou a você? Como Ele se revelaria particularmente a você? As Escrituras têm o poder de fazer o coração arder no peito novamente. Acredito que esse relato também esteja fazendo seu peito arder novamente. Jesus que vir ao encontro de sua dor e aquecer o seu coração!

No amor de Cristo,
Pastor Rodrigo Rodrigues Lima

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Multiplicando os talentos dados por Deus

Multiplicando os talentos dados por Deus

“Porque a todo o que tem, mais será dado, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” Mateus 25:29

O que Deus lhe confiou? O que você tem feito com isso ou com eles?
Você deseja mais de Deus?

Não importa os nossos dons, talentos ou oportunidades ministeriais que temos. Importa o que vamos fazer com isso.
Deus confiou a você talentos. Você é um mordomo, portanto, tem o privilégio de administrar aquilo que não lhe pertence com o objetivo final de entregar ao dono tudo o que lhe foi confiado.
Na parábola dos talentos é claro que o dono espera que os talentos por Ele confiado sejam multiplicados. Tudo o que temos pertence ao Senhor. Os talentos são dádivas confiadas por Deus. O texto diz que o que tinha cinco talentos, imediatamente corre a negociar. Isso foi realizado pelo que recebeu dois talentos.
Multiplicação é uma palavra divina! Deus é Deus de multiplicação. O que Ele esperava dos primeiros habitantes da terra era a multiplicação.

Deus não confiará coisas maiores se não formos fiéis nas menores. Aliás, até as menores Ele vai tirar e entregar a outro se não formos fiéis. Tudo o que Ele espera é que sejamos fiéis ao que Ele nos tem confiado. Para multiplicar o que Deus nos tem confiado, essa parábola nos ensina a negociarmos, isto é, fazermos “girar” o que Ele nos tem confiado. O infiel não fez “girar”, antes temeu e enterrou. Nosso espírito e nossa atitude serão revelados no resultado.

O que Deus lhe confiou? Mais do que seus dons e competências, Deus lhe confiou pessoas. Seja fiel ao que Deus lhe confiou. Você tem sido fiel no pouco? Deus lhe confiará coisas maiores. Você deseja um ministério maior? Seja fiel ao que Ele lhe tem confiado agora. Você deseja ser um supervisor de células influente? Seja fiel a essas pessoas da célula e multiplique o que Ele tem lhe confiado.

Você deseja mais habilidades e talentos? Seja fiel ao que Deus lhe confiou. Ele lhe confiará coisas maiores. Você tem o que Deus tem lhe dado! Ele lhe dará mais e maiores se seu espírito e sua atitude revelar fidelidade e intencionalidade de multiplicar o que tem recebido.
O que temos recebido e conquistado revela o grau de nossa fidelidade e compromisso ao que Ele nos tem confiado. Deus tem coisas maiores para quem é fiel nas menores.

No amor de Cristo,
Pastor Rodrigo

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Tapando as brechas. Colocando-se na brecha - Ezequiel 22:23-30


Tapando as brechas. Colocando-se na brecha
                                                             Ezequiel 22:23-30                                                           

Ezequiel foi um profeta do Reino do Sul (Judá). Ele havia se tornado um importante sacerdote em Jerusalém (Ezequiel 1:3) um pouco antes de ser levado para o cativeiro da Babilônia. Ele foi levado cativo para a Babilônia e estima-se que ele foi chamado pelo Senhor para ser profeta durante o seu quinto ano no cativeiro (Ezequiel 1:2) e lá exerceu essa vocação por pelo menos 22 anos (Ezequiel 29:17). Sua missão não era fácil, pois, deveria denunciar as razões pelas quais o povo de Deus foi levado ao cativeiro. Ele veio a denunciar as brechas que foram abertas e chamar o povo ao arrependimento. Veja como Deus é tão gracioso! Deus não quer seu povo na escravidão, antes, levanta profetas em meio ao cativeiro, na situação de opróbrio e vergonha, destruição, apatia e indiferença para restaurar o seu povo.
Neste tempo da graça, todos que caem em si encontram o favor de Deus e são livres do cativeiro espiritual. Deus ainda tem profetas falando em nosso meio.
A nação de Judá abriu brechas que os levou para o cativeiro. Cativeiro é lugar de escravidão. Trabalhar muito e não construir nada. É lugar de vergonha e desprezo. Príncipes e homens poderosos perdem sua posição sendo humilhados, lançados em fornalhas e covas. É lugar de perca de identidade. Eles perdem a sua terra, precisam aprender uma nova língua e novas comidas. É uma tentativa de mudar a mentalidade.
As brechas que abriram portas para o cativeiro babilônico revelam os mesmos princípios e resultados de uma vida no pecado. Quais brechas foram abertas que se revelaram tão devastadoras para o povo de Deus? Por que Deus não desistiu do seu povo? Como se colocar na brecha? Que lições aprendemos com essa passagem? O que Deus deseja de nós? É o que veremos hoje.

1.A brecha da familiarização (v.26)
O grupo em destaque nessa passagem são os sacerdotes. Os sacerdotes eram a elite espiritual do povo de Deus. A função dos sacerdotes era ser uma ponte entre Deus e o povo. Eles tinham a função de ensinar a Palavra de Deus para o povo - “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos.” Malaquias 2:7-9. Eles eram os mensageiros do Senhor para o povo de Deus. Eles ministravam ao povo e a Deus. Entretanto, o que temos aqui é um cenário um pouco diferente relatado por Ezequiel.
a.Transgridem a lei do Senhor. O primeiro passo para a familiarização é a transgressão da Palavra de Deus. Observamos um padrão da ação do diabo em como afastar as pessoas da vontade de Deus. Como ele faz isso? Colocando a dúvida e a incredulidade no coração das pessoas. Quando uma pessoa entra numa crise de qualquer natureza, a primeira coisa que o diabo abalou no coração dela foi a confiança na Palavra de Deus. A Palavra de Deus diz: “Vocês não devem comer dele, nem tocar nele, para que não venham a morrer” (Gênesis 2:16), mas a dúvida vem e diz: “Foi isso mesmo que Deus disse..”?[...] “É certo que vocês não morrerão” (Gênesis 3:4). Observe um outro padrão da ação de Satanás. Ele age quando Deus parece estar aparentemente ausente. Mas, Deus nunca está ausente. Deus está confiando que a fidelidade à Sua Palavra seja mantida quando Ele parece não estar presente. Esse é um poderoso aspecto da fé dos verdadeiros fiéis. Você não precisa estar no monte 24 horas por dia para ser fiel a Deus. Você precisa simplesmente crer na Palavra! Você não precisa estar 24 horas na presença da sua esposa ou marido para não cair em adultério. Você simplesmente precisa ser fiel à aliança, à sua palavra dada a ela ou a ele no altar no dia que disse sim. Porém, a incredulidade e a desconfiança, fruto da familiarização leva à queda. Os sacerdotes a transgredirem a lei do Senhor.
b.Profanam as coisas santas. Não fazem distinção (diferença) entre o santo e o profano e não ensinam essa diferença. Esse é o coração da familiarização. Quando o santo e o profano são a mesma coisa. Os sacerdotes perdem a expectativa. Não havia mais nada de novo para eles. Era uma rotina de rituais e agendas. Logo, a irreverência tomou conta do coração deles e já não viviam de coração conforme à aliança. Deus já não era a paixão deles, por isso, não ensinavam! Esse ensino consiste na vida! Havia azeite para as lâmpadas do templo, mas não havia vida neles. Às vezes estamos tão cheios do “azeite”, mas a vida não está acompanhando essa realidade. Sabe por quê? O azeite não vai parar de fluir enquanto houver pessoas precisando ser ministradas. Mas, isso não significa que há aprovação de Deus. Deus quer restaurar o altar do nosso coração e fazer uma fusão entre unção e vida! Não haverá profanação, mas avivamento! Tape hoje a brecha da familiarização e se coloque na brecha! Deus tem PRESENÇA DELE para você.

2.A brecha dos relacionamentos quebrados (v.6-7; 9-12)
A desestruturação da nação de Judá se deu no núcleo familiar. A estratégia do diabo não mudou. Ele tenta destruir a igreja desestruturando as relações familiares e a própria igreja como a grande família de Deus.
O Espírito Santo usa o profeta Ezequiel e revela uma cadeia de relacionamentos quebrados usando a expressão “derramar sangue” pelo menos três vezes nesse trecho (v.6; 9; 12). A criminalidade e o índice de mortos eram muito elevados e Deus estava observando isso na nação de Judá a partir das relações na família. E hoje? Nos tempos da nova aliança Jesus disse: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento no tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” Mateus 5:22-23. O Espírito Santo inspirou João escrevendo: “Toda pessoa que odeia seu irmão é homicida, e sabeis que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo.” I João 3:15.
Nessa era em que vivemos, os relacionamentos são descartáveis. É muito comum haver quebra de relacionamentos. O que desejo destacar é que uma brecha se abre quando não resolvemos um pecado, um conflito ou uma ferida emocional. David Kornfield explica na Bíblia de Estudo do Discipulado alto interessante: “O que acontece quando não resolvemos logo um problema destes? Consciente ou inconscientemente nos justificamos. Nós argumentamos que não foi exatamente um pecado; nos explicamos e nos justificamos. Se outra pessoa estiver envolvida, argumentamos que ela errou (claro que é bem pior do que nós) e que essa dor justifica a nossa reação. Começamos a construir um autoengano. Não percebemos o mal que criamos e nos escondemos em nossas explicações e justificativas.” A nação de Judá se destruiu pela falta de perdão! A falta de perdão adoece, torna a pessoa cativa de mágoas e não trata as feridas. Essa brecha é devastadora! Tape a brecha dos relacionamentos quebrados hoje! Deus cura todas as suas enfermidades e sara todas as suas feridas emocionais. Deus quer restaurar seu coração hoje! Entre na brecha do perdão!  

3.A brecha da falta de oração (v.30)
Deus procurou entre os profetas, os sacerdotes, os príncipes e o povo alguém que reconstruísse a muralha e se colocasse na brecha diante dele, mas não encontrou nenhum! Isso é muito forte!
Esse muro era o muro da justiça e da santidade. A pecaminosidade havia se tornado tão grave que Deus buscou uma pessoa de ora­ção que intercedesse pela cidade pecadora, mas não achou ninguém. Mas, aqui encontramos a poderosa resposta para reverter esse quadro. Oração! Quando Deus revelou a Abraão que destruiria Sodoma e Gomorra, este se colocou na brecha da oração em favor de Ló. Deus age em resposta à nossa oração! Nós somos ministros de Deus e temos autoridade no nome de Jesus para expulsar demônios, curar enfermos e fazer sinais e maravilhas. Por isso, o diabo tenta nos paralisar e temos tanta luta para orar! “Se somos fracos na oração, somos fracos em toda parte”. Oração produz avivamento! Oração produz intimidade! Deus quer você na brecha da oração e assim, você romperá com a familiarização e terá relacionamentos saudáveis. Para concluir, quero mais uma vez falar sobre os sintomas de que você possa estar enfrentando uma batalha espiritual e o que a legalidade ao pecado produz. 1. Falta de paixão espiritual. Perde a empolgação e perde a disposição. A alegria de orar e ler a Bíblia. Você perde a leveza para liderar. 2. Frustração extrema. Sente um negócio ruim por dentro. Quando a angústia tem motivo de perdas significativas é normal. Agora quando persiste é ataque espiritual para destruir você.  3. Confusão sobre o propósito. Aumenta pressão. Acha que não é a pessoa certa no lugar certo. Quer sair, fazer outras coisas. 4. Falta de paz. A tentação tira a paz. Pensamentos veem na sua mente e não saem. Acusações. Imoralidade. Pornografia. Erotismo. Inquietação toma conta de sua mente. Isto leva a exaustão. As vezes está ligado às necessidades, como dinheiro. Facilmente irritado. Podendo pregar de maneira irritada, é mais um desabafo. 5. Lentidão e cansaço. As coisas não rendem. Não avançam. Perde a criatividade. Não quer fazer nada. Principalmente quando se repete por dias e semanas, até meses. 6. Forte desejo de desistir. Vontade de desistir. 7. Ser tentado a voltar para antigas amarras. Pessoas e coisas antigas voltam a lhe tentar. Práticas pecaminosas nos rondam querendo nos dominar. A mente fica embotada. 8. Dúvida a respeito do chamado sobre o qual tinha plena convicção. Fica pensando novamente se não foi coisa da minha cabeça. Se acha uma fraude.
Deus quer dar um basta nisso hoje! Vamos tapar as brechas e nos colocarmos na brecha! Tem favor de Deus para a sua vida hoje.

No amor de Cristo,
Pastor Rodrigo

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

16/10/2019 - TEMA: "Haja luz"

TEMA: Haja Luz
TEXTO: Então Deus disse: — Haja luz! E houve luz. Gênesis 1:3

OBSERVAÇÃO:
A primeira obra da palavra criativa de Deus é a luz. Para o início de tudo é necessário luz para que haja harmonia em toda a criação. Sem luz, não dá para por a casa em ordem.

PRÁTICA:
Deus me chama para a luz. Devo pôr luz em todas as áreas da minha vida e assim darei início ao processo de harmonização. Desejo a luz de Deus para viver em ordem.

ORAÇÃO:Querido Pai, peço a Tua luz sobre a minha vida toda. Que nada fique oculto aos Teus olhos e nem aos meus. Desejo a Tua luz.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

15/10/2019 - TEMA: "Então Deus disse"

TEMA: "Então Deus disse"
TEXTO: "No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre as águas. Então Deus disse: - Haja luz!" Gênesis 1:1-3

OBSERVAÇÃO:O Espírito Santo destaca o poder criativo do Pai. A terra era sem forma e vazia, que no original significa estado de caos e desarmonia. Basta Deus falar e tudo começa a encontrar ordem.

PRÁTICA:Não há caos que não encontre ordem. Basta uma palavra! "Então Deus disse", e tudo passou a existir. Confiar na palavra criativa de Deus é o convite que o Espírito Santo me faz neste dia. Crer em Sua Palavra é tudo o que preciso em minha vida. A voz do Senhor é poderosa.

ORAÇÃO:Quero Pai, Tua Palavra é poderosa. Faça-me sensível à Tua doce e suave voz. Tua Palavra traz à existência o que não existe. Tudo está em Ti. Declaro meu descanso na Tua Palavra.