quinta-feira, 29 de junho de 2017

Multiplicando a liderança - Joel Cominskey

Multiplicando a liderança
Introdução 
Joel Cominskey

Estamos vivendo a maior colheita de almas da história cristã. Está é a boa notícia. A ma noticia é que boa parte da colheita não foi feita e em muitos casos acaba se estragando por ser negligenciada. Em Joao 4:35 Jesus diz que os campos estão brancos. A sua ordem é que façamos discípulos e não ajuntamento de multidões. 

Gerar líderes
O segredo para que os frutos permaneçam não são as células, mas converter os membros das células em líderes. Do contrário, células podem ir vir, surgir e desaparecer. Nosso maior desafio é gerar líderes. 

Igrejas falham na colheita por não formar líderes
As igrejas não fazem a colheita pelo fato de terem grupos pequenos, mas pelo fato de não terem trabalhadores. Igrejas e células que não têm nenhum plano ou ação para formar líderes planejam, por omissão, perder a colheita. 

O trabalho essencial do líder de célula
Os líderes de células não são chamados essencialmente para formar e sustentar as células; seu trabalho fundamental é encontrar, treinar e enviar novos líderes. 

Células - estratégia de liderança
O modelo de células não é uma estratégia de grupo pequeno; é uma estratégia de liderança. O foco não é começar grupos nas casas, mas treinar um número cada vez maior de líderes que se importam. Se você for bem-sucedido nisso, sua igreja vai prosperar. 

A nossa arma secreta

A nossa arma secreta é desenvolver um exército de líderes comprometidos com a colheita. 

Retroceda para avançar - Apocalipse 2:1-7

Celebrando a Vida de Deus
Retroceda para avançar
Apocalipse 2:1-7

As sete cartas do Apocalipse apontam para o que é essencial e indicam o que funciona na vida com Deus. Vivemos uma era de muita superficialidade. Podemos dizer que a superficialidade é uma maldição do nosso tempo. Nos tempos de Jesus os fariseus possuíam a lei, mas a lei não os possuía. Não é diferente em nossos tempos. Há muito conhecimento, mas há pouca prática. Há muita verdade, mas pouca vida. Há muito orgulho do passado, mas pouca humildade no presente. Muitos estão como Moisés, como que colocando um véu sobre a face, para que não possam fixar os olhos no fim daquilo tem desaparecido, a beleza da glória de Deus em seus corações e ações (II Coríntios 3:13). Perdeu-se o brilho de Deus, mas não queremos admitir que não brilha mais.
Assim era a igreja de Éfeso. A igreja que perdeu seu primeiro amor. A igreja que não tinha mais a mesma paixão. A igreja que não celebrava mais a vida de Deus. Essa foi uma igreja desafiada a dar um importante passo para trás para avançar em direção a Jesus. Que passos são necessários para avançarmos rumo à Jesus? Como podemos resgatar a mesma paixão de outrora? Como nosso coração pode voltar a aquecer novamente?
Dê passos para trás para avançar rumo a Jesus. Volte a celebrar a vida de Deus como no início da sua fé.

1.Retroceda para avançar respondendo que só Jesus é o soberano em sua vida (v.1)
A cidade de Éfeso era uma das mais orgulhosas da Ásia Menor, a atual Turquia. Ela era conhecida como “a metrópole da Ásia” com aproximadamente 250.000 habitantes na época, sendo por sua proeminência, por sua superioridade, a capital dessa região. Possuía uma gigantesca biblioteca e um teatro que comportava em torno de 25.000 pessoas sentadas. Três grandes rotas comerciais cruzavam aquela cidade. De fato, ela possuía muitos motivos para se orgulhar. Era a cidade mais importante. Era uma região portuária importante.
Essa proeminência refletia sobre a igreja de Éfeso. A igreja de Éfeso se orgulhava de sua posição não apenas por estar estabelecida na metrópole da Ásia, mas possuía uma herança como “igreja-mãe”. Ela muito se orgulhava.
Vale observar que em cada carta endereçada a cada uma das sete igrejas, os atributos de Cristo são escolhidos de forma precisa e perfeita para tratar das necessidades da igreja à qual se destina. Portanto, visto que a igreja de Éfeso é a igreja-mãe, ela deve reconhecer que Cristo, não ela, tem as 7 estrelas na mão e anda nos meio dos 7 candelabros (v.1). Ele “conserva”, isto é, agarra na mão. Aqui o primeiro sinal de porque a igreja de Éfeso perdeu o primeiro amor. Aqui o primeiro sinal de porque podemos perder o nosso primeiro amor. O orgulho espiritual pode tomar lugar quando nos sentimos donos da nossa vida, da nossa família, da nossa igreja, enfim. Apenas Cristo é soberano. “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele quem te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.” Deuteronômio 8:17-18; “Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu Senhor, é o reino, e tu te exaltastes por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mãe há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.” I Crônicas 29:11-12;
Hoje Jesus te convida a dar um passo para trás o chamando a relembrar de como com mão forte Ele te livrou e te colocou na posição de filho de Deus.

2.Retroceda para avançar respondendo que precisa do mesmo fervor de antes no coração (v.2-3)
Os crentes de Éfeso eram sérios, atentos e zelosos. Sabiam separar a verdade do erro. Senão vejamos. Ao que tudo indica, a igreja de Éfeso foi plantada por Paulo e Áquila por ocasião da segunda viagem missionária de Paulo. Diz as Escrituras que “Quando chegaram a Éfeso, Paulo os deixou ali;” (Atos 18:19). Houve um período em que eles receberam Apolo, que era “homem eloquente e poderoso nas Escrituras [...] instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus...” (Atos 18:24-25). Paulo, retornara a Éfeso (Atos 19:1) e ali na Escola de Tirano por três meses falava ousadamente, discutindo e persuadindo com a respeito ao Reino de Deus. Paulo tinha discípulos e por dois anos diariamente lhes falava da Palavra do Senhor. (Atos 19:8-10). Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários. Veio grande temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. Muitos dos creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. (Atos 19:11-19). Verdadeiramente essa igreja experimentou o poder da verdade de Deus. Paulo lhes alertou: “entre vocês se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás de si. Portanto, vigiem, lembrando que, durante três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, cada um de vocês.” (Atos 20:30-31). Meus amados irmãos e irmãs, que lições preciosas aprendemos aqui nos versos 2 e 3 de Apocalipse 2? A queixa é a de que essa igreja perdeu o seu primeiro amor. Portanto, I) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer sua perseverança, mas mesmo assim estar sem o mesmo fervor de antes no coração; II) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer a sua obra, mas mesmo assim estar sem o mesmo fervor de antes no coração; III) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer o seu trabalho, mas mesmo assim estar fervor de antes no coração; IV) Um cristão pode ser devidamente instruído e Jesus conhecer o seu zelo teológico e doutrinário, mas mesmo assim estar fervor de antes no coração.
A grande queixa de Jesus para com a igreja de Éfeso é que ela havia acumulado muito conhecimento correto, mas tinham uma carcaça vazia. Eles haviam se tornado como o artífice Demétrio quando agitou a multidão contra o evangelho e arrastaram Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo ao teatro e diante de 25.000 pessoas dizendo “Grande é a Diana dos Efésios”, mas com ecos vazios. Muitos estão assim hoje. Esbravejam em nome da verdade “Grande é o Senhor”, mas por dentro estão vazios. Muito grito de experiências passadas, mas o presente está vazio de experiências vivas, gritos de conhecimento bíblico, mas pouco conteúdo em termos de vida transformada ou novas experiências com Deus. Hoje Jesus te convida a dar um passo para trás o chamando a relembrar de como você aliava piedade e competência. Trabalho e paixão! Mente esclarecida e coração aquecido.

3.Retroceda para avançar respondendo ao apelo de Jesus para celebrar a vida de Deus (v.4-5)
Jesus é muito enfático com esta igreja. Eles não estavam mais agindo por amor. Poderiam gritar uma causa, mas estavam vazios e frios por dentro. Em suma, um crer correto, uma boa teologia, mas que não gera uma atitude para com Deus e com o próximo é falsa religião. Se não tiver amor, nada adianta (I Coríntios 13:1-13). Mas, há uma solução. “Lembra-te” é muito mais do que trazer à mente, mas é agir de acordo com a lembrança. Lembrança inclui uma “atualização” da experiência original. Deus quer aperfeiçoar as nossas experiências antigas.
Isso aponta para uma característica da cidade de Éfeso. Era uma cidade portuária que lutava contra o assoreamento do porto. O assoreamento é o processo de acúmulo de detritos, areia, entulhos e outros materiais que interfere no leito dos rios impedido de portar todo o seu volume de água, e assim interferindo no transito das embarcações. É necessário fazer a limpeza. Há momentos na vida crista que precisamos retroceder para avançar. Voltar a ser o que era! Lembra-te, isto é, pare com a marcha para frente (sempre correndo), sempre ocupado. Pare! Volte à pura devoção. Volte àquele período inicial em que você lia a Bíblia com tanta fome e orava com tanta sede de Deus. Volte ao tempo em que você estava animado na fé. Arrepende-se da negligência do piloto automático. Retroceda para avançar.
O porto da alma está assoreado? No curso natural a vida tende a assorear. Mas tenho uma boa notícia para você! Jesus é o rio da vida. Podemos enfraquecer, desanimar na fé, mas Jesus é o mesmo! Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele quer que você volte a ter conexão com Ele! Ele é um rio que limpa, que restaura e ele quer fluir através de você limpando todo detrito e assoreamento de sua alma. Hoje Jesus te convida a dar um passo para trás o chamando a ao primeiro amor. Ele quer lhe dar novas experiências. Ele quer que você celebre a vida de Deus!

Jesus quer leva-lo a frutificar. A gerar filhos espirituais e a fluir com autoridade no ministério. Ele quer restaurar seu coração. A fim de continuar a sentir o que sentíamos e dar novas experiências de fé.

Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Etapas na vida de um líder

Etapas na vida de um líder
Por Robert Clinton

De modo geral podemos identificar 6 etapas ao longo da vida das pessoas, em especial dos líderes. As três primeiras fases tratam daquilo que Deus está fazendo na vida do líder. As três últimas são interseccional. Vamos às 6 fases:

  1. Fundamentos soberanos
  • Deus está usando a sua família.
  • Deus está usando o seu ambiente onde vive com suas boas e más experiências.
  • Aqui ocorrem os eventos históricos iniciais.
  • São formadas suas características pessoais.
  • Há também a influência do contexto da geração.
  • Os traços do caráter estão em modelação.
  • A estrutura enquanto pessoa está em formação.

  1. Crescimento da vida interior
  • Há uma busca por Deus de maneira mais íntima.
  • Aprende-se a importância de orar e escutar a Deus.
  • Surgem as provas para formar o caráter do líder.
  • Crescimento em discernimento, entendimento e obediência.
  • Busca-se capacitação.
  • Aprendizagem informal na igreja local em funções de liderança.
  • Busca por referências e modelos.
  • Pode-se ter um mentor.
Vale destacar que enquanto o indivíduo está aprendendo uma profissão ou habilidade ministerial, na verdade, é seu coração que está sendo modelado. O programa de treinamento é o coração. Provas de crescimento são enfrentadas. O maior desenvolvimento nesta fase é interior.

  1. Amadurecendo o ministério
  • O líder está alcançando outros.
  • Está começando a ter experiências com seus dons.
  • Sua vida é mais relacional.
  • Deus está ensinando que o ministério flui do ser e não do fazer.
  • Observação: Nesta fase Deus está consolidando o indivíduo. Deus deseja ensinar-nos a ministrar por meio do que somos. Deus se interessa no que somos. Seu propósito é: "Estou formando Cristo em você." É nesta fase que ocorrem as maiores crises através das tarefas ministeriais. O objetivo é ganhar experiência, gerar conhecimento e ser provado em situações que forçarão um caráter aprovado. É a chamada prova de integridade. Ocorrem tanto na fase 3 quanto na fase 4. Isolamentos fazem parte de ambas as fases que são frutos de crises, enfermidades, perseguição, disciplina, por vontade própria ou circunstâncias providenciais formadas por organizações. O objetivo de Deus por meio delas pode ser:
A) Uma nova perspectiva sobre o ministério;
B) Reviver ou ativar um sentido de destino (propósito);
C) Flexibilidade para abrir-se a novas ideias e mudanças;
D) Ampliação por meios da exposição a outros;
E) Convicção divina (convicção interna da Palavra)
D) Direção.

  1. Amadurecendo a vida
  • O indivíduo identificou e está usando seus dons com autoridade.
  • Seus frutos são maduros.
  • Se torna alguém a ser imitado (modelo).
  • Influencia a outros.
  • Trabalha seus dons focado em prioridades. Possui clareza de suas prioridades. Não faz tudo, mas faz no que é melhor.
  • Possui uma maturidade produtiva.
  • O ministério flui do ser.
  • Tudo o que faz é fruto de sua experiência com Deus.
  • Observação: Ainda possui áreas em consolidação conforme observação na fase 3.

  1. Convergência
  • O indivíduo vive uma mescla de dons, experiência, temperamento, etc.
  • Há uma geografia ministerial. Há um foco onde seu potencial máximo é explorado.
  • Poucos líderes experimentam a convergência.
  • Deus nos prepara ao longo dos anos para chegarmos nesta etapa.
  • Aqui nesta fase a maturidade do ministério se une à maturidade da vida.
Por que muitos não chegam à convergência?
A) Não amadurecem com as crises e não aproveitam as oportunidades. São prejudicados por suas próprias carências de desenvolvimento pessoal.
B) A organização onde trabalham ou servem podem obstaculizar o seu desenvolvimento não observando em qual área seu potencial pode ser mais explorando, mantendo-o numa função ou posição limitadora.

  1. Resplendor crepuscular
  • Poucos celebram esta fase na vida.
  • Esta fase é quando os frutos do ministério ou trabalho culminam com o reconhecimento e influência.
  • Criaram redes de contatos ao longo da vida e ainda hoje os influenciam como referência.
  • Possuem sabedoria acumulada e seguem influenciando e abençoando a muitos.
  • São os que terminam bem. Se prepararam para esta fase.



domingo, 4 de junho de 2017

TEMA: Lições que aprendemos sobre o Pentecostes. Deuteronômio 16:9-12; Levítico 23:21-22

Lições que aprendemos sobre o Pentecostes.
Deuteronômio 16:9-12; Levítico 23:21-22

Pentecostes é o nome dado à Festa da Colheita ou Sega, também conhecida Festa das Semanas. Era uma celebração agrícola. O Antigo Testamento deve ser lido à luz de Jesus e de sua missão. Sabemos que sem o poder do Espírito Santo não podemos cumprir a missão. Mas, o Espírito Santo desceu e encheu as nossas vidas, por isso podemos fazer discípulos. Ele nos dá o poder para testemunhar. Ele veio no Dia de Pentecostes. O que podemos aprender acerca do Dia de Pentecostes para a vida da igreja hoje?

1.O Pentecostes reforçava a memória da libertação da escravidão (Deuteronômio 16:12)
A Festa da Sega, ou a Festa das Semanas ocorre exatamente 50 dias após a Páscoa. Teve seu nome mudado, nos tempos em que os judeus receberem influência da língua grega tornando mais usual do que os termos Festa da Sega ou Festa das Semanas (que são 7 semanas) para usar o termo Pentecostes. Pentecostes vem de Penta, uma referência aos 50 dias. Ela ocorre 50 dias depois que o povo é liberto da escravidão no Egito. Serviria para celebrar sua primeira colheita após a escravidão no Egito, em que eles poderiam plantar e comer de sua própria semeadura nesta nova condição.
Não existem coincidências no plano de Deus. Jesus é a nossa Páscoa. Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ah meus irmãos! Estávamos mortos nos nossos delitos e pecados, mas Deus, com grande amor que nos amou, nos deu vida através de Jesus Cristo. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho de Amor. Agora, pois, nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Seu Espírito habita em nós e não somos mais escravos. Não há mais culpa ou condenação. Uma vez que o Espírito Santo passou a habitar em você, o seu Pentecostes marca a sua libertação. O Espírito de Deus testifica com o seu próprio Espírito que você é filho de Deus. Deus te ama não pelo que você faz, mas porque Ele te fez. E Ele prova o Seu amor por nós, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

2.O Pentecostes começava com a foice na seara (Deuteronômio 16:9)
Os cinquenta dias passavam a contar um dia depois da Páscoa quando passava-se a foice na seara. O que isso significa?
a)Reconhecimento da provisão e do cuidado de Deus. Esse era um marco do reconhecimento da provisão e do cuidado de Deus com o seu povo. Essa festa visava reconhecer a ação de Deus que cria e sustenta a vida do mundo criado. Eis um grande princípio de mordomia aplicado na Palavra de Deus. Como evidência de que o sustento é ação do Deus em tudo o que existe, a primeira parte é para o Senhor. Por isso separamos ao Senhor a primeira parte do fruto do nosso trabalho.
b)Os campos estão brancos. Em Mateus 9:35:-38 Jesus se compadece da multidão. Ele vê que a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Ele lança em forma de imperativo que seus discípulos clamem ao Senhor da seara por trabalhadores. Em João 4:35, diante da necessidade de proclamar o Reino de Deus ao ver que a mulher samaritana se alegra e leva a mensagem à sua cidade, Jesus chama a atenção dos seus discípulos para que percebam ao seu redor a necessidade das pessoas. Meus irmãos, os campos estão brancos, isto é, prontos para a colheita. O mundo é esse campo. O papel da igreja é penetrar no mundo para testemunhar e servir. O mundo dos pensamentos (trazendo a luz do evangelho às mentes enganadas e oprimidas); o mundo dos sentimentos (tendo empatia com o sofrimento das pessoas); o mundo em que vivem as pessoas (debaixo de humilhação social; pobreza; desemprego; dramas da vida; auto-estima baixa; sem dignidade). A descida do Espírito Santo se dá no dia de Pentecostes porque é Ele quem capacita a você a fazer essa colheita. Ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Ele leva o homem ao arrependimento. E fazemos essa obra no poder do Espírito Santo. Assim como a Festa da Colheita reconhece a ação de Deus no sustento, a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes nos leva a reconhecer que dependemos da ação de Deus para o crescimento, para a colheita no Seu Reino. O Espírito Santo leva a igreja a pôr a foice na seara.

3.O Pentecostes era uma Santa Convocação (Levíticos 23:21)
Ninguém trabalha nesse período. Toda a nação concentrava a sua energia em um grande ajuntamento para celebrar a colheita. A Festa de Pentecostes revela alguns aspectos de uma igreja vibrante e cheia do Espírito Santo. A igreja cheia do Espírito Santo tem por objetivo testemunhar do amor de Deus e levar outros a adorá-lo. Uma igreja cheia do Espírito Santo, cheia da vida de Deus é uma igreja que vive o Pentecostes.
a)O Dia de Pentecostes era alegre e solene (Deuteronômio 16:11). O ajuntamento da igreja tem por objetivo celebrar a vida de Deus e promover festa no céu. Deve ser alegre e solene. Só há duas passagens na Bíblia onde falam de festa no céu e ambas, não por coincidência estão diretamente relacionadas com a colheita. Em Lucas 15:7 diz: “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo (festa) no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Em Apocalipse 7:9 está registrado uma Santa Convocação alegre e solene: “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém poderia, enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos.”
b)O Dia de Pentecostes era uma festa que reunia gente de todos os lugares e nações. Ela era aberta para os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros. Todos se apresentavam diante de Deus. O que aprendemos com isso? I) A descida do Espírito Santo é para todos indistintamente (Joel 2:28-29) “Derramarei meu Espírito sobre toda a carne”. II) A descida do Espírito Santo capacita a igreja para cumprir seu propósito missionário. (Atos 2:6-11) “Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?”
c)O Dia de Pentecostes era uma festa em que o ajuntamento servia para compartilhava dons. (Levíticos 23:22). O intuito deste ensinamento aos judeus visava instruí-los a repartir os dons, isto é, o favor de Deus sobre eles. Eles deveriam fazer a colheita, mas não colherem todos os grãos, até as bordas dos campos, nem ajuntar as espigas que tivessem caídas ao chão. As sobras era para os pobres e estrangeiros. Aprendo que com o derramamento do Espírito Santo: I) A igreja vive plenamente sua identidade quando comunicamos os dons que recebemos. Todos precisamos uns dos outros. (I Coríntios 12). II) Uma igreja cheia do Espírito Santo aprendeu que é melhor dar do que receber.

Deus quer uma igreja cheia do Espírito Santo para cumprir a sua missão. Estamos a caminho das Casas de Paz! Estamos em uma campanha de 21 dias de jejum e oração. Creio numa grande colheita que Deus tem preparado para nós. Vivamos o Pentecostes!


Rodrigo Rodrigues Lima, Pr.

domingo, 14 de maio de 2017

TEMA: Uma vida com propósitos divinos - Lucas 1:26-38

Uma vida com propósitos divinos
Lucas 1:26-38

Deus quer uma igreja ativada! Todos tem pelo menos um dom, um talento recebido da parte de Deus. Há pessoas paralisadas. Há outras que acreditam que o tempo já passou.

1.É uma vida guiada pela vocação divina (v.26-28)
Maria recebe a visitação do anjo Gabriel. Ele é enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, esta que é predita por Isaías 9:1, onde Cristo moraria como uma fonte de luz para os gentios (Mateus 4:4-16). Ela está desposada, isto é, ela tem um casamento contratado com um homem da casa de Davi e é virgem. Aprendo algumas lições preciosas quanto a uma vida com propósitos divinos.
I.Ter uma vocação divina é estar inserido na história de Deus. Gabriel é o anjo que predisse a vinda do Messias na visão do profeta Daniel (Daniel 9:25). Portanto, por este registro de Lucas Gabriel é o mensageiro que confirma a sua mensagem a Daniel, conhecido como o anjo da anunciação, o prelúdio do Messias enviado da parte de Deus. Maria é inserida na história de Deus para a Sua criação. Você tem uma vocação de Deus. Ele quer dar propósito à sua vida. Você tem uma vocação para ser inserido na história de Deus. Nós somos convidados a participar da história de Deus (Romanos 4). Deus te chama para fazer história com Ele. Ser mãe é ter uma vocação divina para marcar a história. Quando um filho é gerado, Deus deseja inseri-lo em Sua história.
II.Ter uma vocação divina é Deus agindo graciosamente na nossa história. Ela tem um contrato de casamento. Ela irá se casar, mas já terá um filho não programado pelo casal, mas por Deus. Esse filho será concebido por obra do Espírito Santo. Privilégio para Maria! Deus está agindo dentro da história dela. Algo que lhe preocupa e lhe angustia certamente, mas Ele diz: “O Senhor está com você.” Quando um filho é gerado, a nossa história muda. Deus está entrando em nossa história. Os filhos são herança do Senhor.
III.Ter uma vocação divina é ter um chamado para gerar. Por que Jesus não aparece de uma vez andando pelo deserto? a) A ordem de Deus desde a criação para o homem é “sede fecundos, crescei e multiplicai-vos.” Gerar sempre esteve no coração de Deus. b) Porque Cristo é o homem perfeito que vem para restaurar a imagem de Deus nos tornando filhos e férteis para Deus (Romanos 5:12-21)
Pergunto: O que Deus tem falado com você e o que você tem feito a respeito disso? Você consegue discernir a história de Deus em sua vida? Você consegue ver Deus inserido em sua história?

2.É uma vida guiada pela agenda divina (v.29-33)
Maria não é apenas vocacionada, mas recebe uma agenda divina. Ao receber a agenda divina, a sua vocação, ela fica profundamente preocupada, perplexa. A saudação é “Alegra-te, muito favorecida.” O que vem por aí? A agenda de Deus para Maria. Ela sente medo! Ela fica perturbada. 
I.Sem alegria não vivemos plenamente a agenda de Deus. a) Alegra-te! Seu casamento será perturbado; b) Alegra-te! Você ouvirá choros em Belém; c) Alegra-te! Você será obrigada a viver no Egito; d) Alegra-te! Você verá seu filho sofrer; e) Alegra-te! Você verá seu filho morrer. Viver a agenda de Deus confronta nosso conforto, mas o seu propósito eterno se cumpre. Alegra-te! Ele ressuscitará; Alegra-te! Ele salvará a muitos; Alegra-te! Ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores! I Coríntios 2:9   
II.A benção de Deus é sobre aqueles que vivem a sua agenda. Maria é abençoada por Deus. Ela está debaixo do favor de Deus. Não existe lugar mais abençoado do que viver os propósitos de Deus. Você quer ser uma pessoa abençoada de verdade? Não fuja do que Deus tem preparado para você.
Pergunto: Você é alegre por entender que tudo o que você está vivendo reflete a agenda de Deus em sua vida? Você se vê uma pessoa debaixo do favor de Deus? Por quê?

3.É uma vida guiada por verdadeiros milagres divinos (v.34-37)
Maria está ganhando clareza do propósito de Deus para a sua vida. Quando lançada diante deste desafio, ela pergunta como se dará? Ela é virgem! Como gerar um filho? Há poderosos princípios aqui para sermos igreja que gera filhos espirituais e cumpre o propósito divino:
I.Quando Deus chama, Seu Espírito Santo nos envolve com o Seu poder. Isso ocorre com todos que correspondem ao chamado de Deus e desejam viver seus propósitos. Esse é o grande milagre. Deus capacita aqueles a quem Ele chama para que reconhecem a Sua glória.
II.Gerar filhos para Deus é uma parceria, uma obra do Espírito Santo. Ser Filho de Deus é ser gerado por Deus. Deus usa uma mulher para gerar nela o Seu Filho. Hoje Deus usa a Sua igreja para gerar por meio do Seu Espírito. Salvação é o maior de todos os milagres, o lavar regenerador do Seu Espírito, o novo nascimento. Ser Filho de Deus!
III.Porque para Deus não há nada impossível. O Deus que chama, é o que Deus que faz o impossível em sua vida e em seu ministério assim como fez Maria.
Pergunto: Sua vida guiada por propósitos divinos tem sido uma vida envolvida com o Seu poder? Você tem experimentado o impossível de Deus? Você tem fé?

4.É uma vida guiada pelo o “eis-me aqui” (v.38)
Após receber a poderosa visitação do anjo de Deus. Ouvir acerca da agenda definida por Deus. Após ouvir a respeito dos milagres que Deus fará por meio do Seu Espírito, mesmo ciente de todos os riscos envolvidos, corajosamente aquela jovem mulher diz: “Aqui está a serva do Senhor”.
I.Deus não nos pede uma parte da nossa vida, mas Ele quer uma entrega total. Maria sabe que sua história de vida está tomando um rumo para sempre. Não dá para viver o propósito de Deus por um ano, por alguns meses e dias. É uma história de vida. Uma jornada rumo à eternidade com legados aqui.
II.A verdadeira entrega gera um cântico de louvor. O que vemos aqui é verdadeira gratidão a Deus. Veja Lucas 1:46-56
Pergunto: Você tem gratidão no coração por estar respondendo ao chamado de Deus para a sua vida?


Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor

domingo, 23 de abril de 2017

TEMA: Viva no Poder de Jesus - Atos 3:1-10

Viva no poder de Jesus
Atos 3:1-10
O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

1.O poder de Jesus opera através dos dependentes da vida de oração (v.1)
Os discípulos haviam tido uma profunda experiência com Deus ao receberem o poder do Espírito Santo. Eles haviam na expectativa da promessa de Jesus em oração.
O texto menciona princípios poderosos:
a)Orar é um hábito cristão, por isso, precisamos de parceiros. O texto relata que Pedro e João vão juntos orar. Esse princípio é dado por Cristo. Temos nosso momento particular, mas somos mais encorajados quando estamos com companhia. É melhor serem dois do que um. Precisamos ter parceiros de oração que subam ao monte conosco. Que oram por nós quando não temos força ou estamos cansados. Quem caminha só tende a ficar pelo caminho. Quem é o seu parceiro de oração?
b)Orar é um hábito cristão, por isso, deve ter prioridade na agenda do discípulo. A hora nona (15 horas), era o horário do sacrifício da tarde que era acompanhado por orações da congregação. Para os judeus era uma tradição religiosa, uma familiarização. Para os Filhos de Deus é uma necessidade, um anseio para estar na Presença do Pai. Nosso coração deve ser como o de Davi no Salmo 84. Ansiarmos por intimidade com o Pai. Pedro e João tiveram o exemplo do mestre. Jesus não saia da Presença do Pai. Quando não estava em missão, o víamos em consagração em lugares desertos para cultivar seu relacionamento com o Pai. Oração para Jesus era uma relação contínua com o Pai. Não era uma questão meramente de disciplina religiosa, mas de necessidade para fortalecer sua alma e dar o próximo passo. Depois de Atos 2, se quisermos viver uma vida que leva as pessoas à Jesus, Atos 3 deve ser uma realidade. Haverá momentos que tentarão inverter nossas prioridades, por isso, eles simplificam para viver Atos 6:4 “nos dedicaremos à oração e à Palavra.”
c)Orar é um hábito, uma constante na vida de pessoas que fluem no poder de Jesus.
São Crisóstomo, um dos patronos da igreja primitiva ferve o meu coração com suas palavras: “O poder da oração extinguiu a violência do fogo, fechou a boca dos leões, silenciou revoltosos, pôs fim às guerras, expulsou demônios, rompeu as cadeias da morte, escancarou os portões do céu, minorou enfermidades, repeliu mentiras, salvou cidades da destruição.” Quem se põe de joelhos diante de Deus, não se curva diante de nenhuma situação. Moisés, Elias, Eliseu, Daniel, Jeremias, John Wesley, Billy Graham e você. Todos nós temos poder através da vida de oração.

O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

2.O poder de Jesus opera através de circunstâncias onde não há esperança (v.2-7)
a)Circunstâncias que nos ensinam a não ficar apenas na porta do templo. (v.2) Na religião judaica dar esmolas para o mendigo era uma forma de se sentir aceito por Deus por meio de boas ações. O mendigo e seus amigos sabiam disso, por isso, para ele todos os dias às 3 horas da tarde o mendigo era posto na entrada do templo para se aproveitar da vida piedosa dos judeus que queriam fazer boas ações para se sentirem aceitos por Deus. Irmãos, muitos se aproximam de Deus quando precisam de algo. Esses só chegam até à porta da Presença de Deus. Suas expectativas ficam apenas nas esmolas de uma oração de alguém mais maduro na fé. São pessoas que vivem sempre na dependência financeira, emocional, espiritual, ou seja o que for da parte dos outros. Isso é viver na mendicância espiritual. O mendigo tinha um sentimento usual. A incerteza que se expressa numa combinação de imploração insistente e indiferença dos outros que ele sempre espera ajuda que resultava em frequentes decepções. Se sua expectativa está no crente mais maduro, mais espiritual, no pastor, mas não toma uma posição de pedir um basta a Deus, saindo da porta do templo para entrar no templo, sua condição nunca vai mudar. Há esperança para a sua situação, mas não haverá mudança ficando apenas na porta do templo.
b)Circunstâncias que nos ensinam que não temos poder em nós mesmo. (v.6) Em contrapartida, há aqueles que não estão na posição do mendigo, mas da de Pedro e João. Você é um cristão! Você é um líder, um influenciador, e muitas necessidades se apresentam diante de nós. Entretanto, são essas mesmas circunstâncias, um problema de casamento, uma enfermidade, um problema de vício, seja qual for, Deus nos chama a confiar Naquele que tem todo o poder. Pedro e João não tinha nada a oferecer ao coxo materialmente. Mas, eles tinham muito maior e acima das expectativas do coxo. Deus quer nos levar ao extraordinário através de nós por meio do poder Dele. É a história de Deus na vida das pessoas, portanto, não se trata da nossa capacidade ou do que podemos oferecer a elas. Se eu faço na força do meu poder, posso manter as pessoas em condição de mendicância. Porém, se as levo a Jesus e faço no poder do nome de Jesus, Ele muda a situação das pessoas através das nossas vidas. A única coisa que devemos fazer é estender a mão no poder e na autoridade do nome de Jesus (v.7).

O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

2.O poder de Jesus opera para que reconhecem a glória de Deus (v.8-10)
a)Deus é glorificado quando entramos no templo. (v.8). O nosso objetivo meus amados irmãos é que Deus seja glorificado! O coxo saiu da mendicância na porta do templo, à margem da Presença de Deus e entrou na Presença de Deus pulando e louvando a Deus. O primeiro a reconhecer a glória de Deus foi o próprio coxo. Deus tem um banquete espiritual preparado para você. Hoje, ouvindo ou lendo esta mensagem, posso lhe dizer que sou Pedro e João diante de você. Eu não tenho nada para lhe oferecer, mas estou diante daquele que tem todo o poder para se revelar a você. Posso lhe estender a mão através desta Palavra, se você crer que há poder no nome de Jesus e desejar que esta situação tenha um basta definitivo, Jesus quer te levar para dentro do templo, para a Sua Presença!
b)Deus é glorificado quando outros reconhecem a mudança da nossa condição. (v.10). Como você tem sido visto? Um encrenqueiro, um falido, um crente apático. Deus quer ser glorificado em sua vida. Você precisa de um milagre hoje em sua vida? Deus tem interesse em que Sua glória seja manifesta em sua vida! O que é impossível para Deus? Reconheça, se arrependa, se humilhe e Deus será exaltado em você, no seu lar, no seu trabalho e todos exaltarão a Deus porque Ele muda a sua condição.

O ponto principal desta história é que o nome de Jesus continua com poder para operar os mesmos graciosos milagres de cura que, nos Evangelhos, eram sinais da chegada do reino ou domínio de Deus.

Conclusão:
Jesus quer operar o seu poder! Ele nos convida a dar um passo de fé rumo à uma vida de oração. Ele nos convida a olhar com fé para a circunstância que estamos vivendo hoje. Ele nos convida a promover a Sua glória! Seu Reino é chegado. Seu domínio está sobre nossa vida nessa era.


No amor de Cristo,

Rodrigo Rodrigues Lima, Pr.

domingo, 9 de abril de 2017

TEMA: A Excelência no obra de Deus. II Samuel 6:1-11

A Excelência na obra de Deus!
II Samuel 6:1-11

Amada igreja, gostaria de chamar a atenção de vocês para a Presença de Deus, resgatando o seu significado e o seu impacto em nossas vidas.
Para compreendermos o texto aqui mencionado é importante que entendamos o significado da Arca da Aliança e um pouco da sua história.
A Arca da Aliança representa a presença de Deus no meio do seu povo. Deus mandou que ela fosse feita de madeira acácia e coberta de ouro puro por dentro e por fora. Ordenou que fundisse nela quatro argolas de ouro em cada ponta por onde passaria os dois varais também feitos de madeira acácia e coberta com ouro puro, pois, por meio daqueles varais ela deveria ser carregada (Êxodo 25:10-16). Como ela representava a Presença de Deus, deveria ficar no lugar santíssimo no tabernáculo, o Santo dos Santos separado pelo véu (Êxodo 26:33). Cabia à tribo de Levi, segundo a orientação do Senhor, de carregar a Arca (Deuteronômio 10-8-9).
Nos tempos dos juízes, os líderes espirituais dos israelitas viviam em pecado e desmoralizando as coisas de Deus, os filhos de Eli, Hofni e Finéias. Se assim viviam os líderes espirituais, imagine o povo por eles guiado. Então, os israelitas saíram em peleja contra os filisteus perdendo a primeira batalha. Os anciãos, perplexos porque Deus permitira que perdessem a batalha, decidem levar a Arca para o campo de batalha. Eles usam a presença de Deus, mas o resultado foi a morte de Hofni e Finéias e a arca tomada pelos filisteus (I Samuel 4). A Arca fica na casa de Dagom, deus dos filisteus que, para espanto deles, a cada madrugada estava prostrado diante da Arca, diante da Presença de Deus. Eles são acometidos de úlceras. A Arca que saira de Ebenézer, que significa Pedra de Auxílio, agora estava entre os filisteus e lá estava se tornando para eles uma pedra de tropeço (I Samuel 5:1-12). A Arca, então, é levada de lá para a casa de Abinadabe, da tribo de Judá em Quiriate-Jearim e lá permanecerá 20 anos (I Samuel 7:1-2).
Davi, conforme o texto que lemos, com uma boa intenção decide levar a arca para Jerusalém, entretanto, Davi carrega num carro novo. Os bois tropeçam, Uzá segura a Arca e morre. Uzá era filho de Abinadabe e certamente cresceu com a arca em sua casa que lá ficou 20 anos. Com isso, vamos a algumas lições e atitudes que precisamos observar em nossa vida para romper com a familiarização com a Presença de Deus.

1.O inimigo da excelência: Conformismo e Familiarização com as coisas de Deus
Uzá estava acostumado com a Arca na sua casa. Ele perdeu com esses 20 anos a noção de valor. Quando nos acostumamos com as coisas, nós as ignoramos. Crescer na igreja, fazer as mesmas coisas sempre sem perceber a noção da Sua Presença pode nos levar a perda do impacto. Podemos dizer: “Já vi isso demais na igreja.” Mais um culto de domingo, mais uma vigília, mais uma atividade qualquer se não há mais expectativa pelas coisas de Deus, significa que nos acostumamos, estamos familiarizados e com o tempo, tal qual Hofni e Finéias, podemos querer usar a Presença de Deus como um amuleto.
 Adabe e Abiú apresentaram fogo estranho no altar porque acreditavam que podiam fazer de qualquer jeito as coisas de Deus na Sua Presença. O resultado de todos eles foi morte. Temos que ser como crianças e estarmos cheios de expectativas na Presença de Deus.

Reflexão: O que a presença de Deus tem significado para você hoje? Como está seu coração quando você chega no prédio para cultuar? Você que lidera, como tem feito a obra de Deus? Como temos nos portado na Presença de Deus? Fazer as coisas de Deus no automático todos os domingos não tem lhe trazido temor?


2.A base da excelência: Essência e propósito que vem de Deus
Pelo que vemos no texto o culto está bem animado. Eles resolvem carregar a Arca em um carro novo, que simboliza o melhor deles para a presença de Deus. Eles estão se alegrando perante o Senhor com todo tipo de instrumentos, mas a pessoa principal do culto não estava muito feliz com o que estava vendo. Uma vida sem culto é um culto sem vida. O que vemos aqui é pura religiosidade. Não adianta adorar a Deus e querer dar o melhor se não estiver segundo os seus padrões. Sem os padrões de Deus, o culto pode ser emocionante, mas não significa nada. Se Deus não está recebendo aquele culto, apesar da alegria deles na presença do Senhor, significa que há na verdade irreverência. O que traz reverência é o temor. O que traz temor é a obediência à Deus. Obediência a Deus gera culto na vida e vida no culto. O que Deus não recebe está invadindo o culto e se invade o culto é irreverência. O irreverente não liga para o que está acontecendo na presença de Deus. Excesso de espontaneidade fala de irreverência, isto é a banalização a Presença de Deus. Por isso, é tempo de resgatar uma vida de culto a Deus.

Reflexão: Como é o seu culto a Deus? Ele se caracteriza pela reverência, de um coração que vive segundo os seus padrões, ou há irreverência em entrar na sua Presença, acostumado com aquilo que ofende a Presença Dele? O que você precisa resgatar hoje para experimentar um avivamento pessoal e seu culto ser cheio de vida e sua vida ser um grande culto a Deus? 

3.O modo da excelência: Piedade e Competência ao modo de Deus
Existem duas maneiras de desobedecer a Deus: I. Deus mandou e você não fez; II. Deus não mandou e você fez mesmo assim. Isso é típico de quem perdeu o temor ou, se preferir, se acostumou com a Presença de Deus, se acostumou com as coisas de Deus.  O resultado é sempre morte. Morte ministerial, morte da fé, morte dos sonhos, enfim, morte. A obra de Deus não morre, mas aquele que perdeu o temor, ou se preferir, se acostumou a viver no piloto automático as coisas de Deus, pode morrer sim.
a.primeiro: Eles carregam a Arca sobre carros de bois. Deus estabeleceu que ela deveria ser carregada pelos letivas sobre os varais. Carregaram da forma que não deveria carregar.
b.segundo: Uzá era da tribo de Judá e não da tribo de Levi. Fez o que não devia fazer.
Aprendemos que Deus se importa e muito com o COMO FAZEMOS A SUA OBRA. O como de Deus tem a ver com os seus mandamentos. Deus deseja OBEDIÊNCIA DE CORAÇÃO.
Não vamos nos acostumar com o agir de Deus. Vamos manter o coração singelo. Lá no céu não poderemos apresentar desculpas, pois, Deus já estabeleceu o COMO. O que mantém o nosso coração sedento por Deus é a obediência.

Reflexão: Tenho obedecido aos mandamentos do meu Deus? Como tenho feito Sua obra? Reflete seus parões? Minha vida reflete essa obediência e tem mantido o meu coração sedento por Sua Presença?


Conclusão
Deus deseja ter histórias profundas conosco através da Sua Presença. Sua GRAÇA se manifesta em Cristo para todo aquele que hoje reconhecer sua condição, se arrepender e voltar ao primeiro amor. O segredo para não se acostumar com a presença de Deus é manter o coração singelo, puro e humilde. Talvez você precise hoje resgatar aquela expectativa pela presença de Deus que só sentimos quando vamos ao ACAMPAMENTO. Deus não quer que você sinta isso uma vez por ano, mas todos os dias. Talvez você precise restabelecer o altar no seu coração para que sua vida seja um culto a Deus, ou, talvez você precise resgatar aquela vida de obediência. Este é o convite de Jesus para você. DESFRUTAR DA SUA PRESENÇA É TUDO!

Rompa hoje a familiarização com a Presença de Deus. Viva no NOVO DE DEUS!