segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
QUANDO CRISTO NOS ENVIA AO ALTO MAR
sábado, 7 de janeiro de 2012
O Corpo de Cristo
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Sabedoria na vida
Ao passo que evitamos as crises e rejeitamos as adversidades, demonstramos nossa total falta de confiança em Deus, deixamos de amadurecer.
Deus fez tanto o dia da prosperidade quanto o dia da adversidade, portanto, não é sábio perguntar por que o dia de ontem foi melhor do que hoje.
Tudo tem um propósito debaixo do céu, inclusive nosso sucesso e fracasso.
O melhor que podemos fazer é confiar em Deus e temê-lo, afinal de contas, tudo é dádiva de Deus.
Por isso, o melhor caminho que os homens podem trilhar é o da mansidão, isto é, submissão aos desígnios de Deus.
Sabedoria consiste em não confiar no seu próprio esforço. Esforçar-se é também uma capacidade que vem de Deus. Entretanto, há de se analisar a motivação do próprio esforço, se este é movido por competição entre as pessoas do nosso entorno, se por nossas esquizofrenias internas, se por nossos sentimos de inferioridade ou simplesmente pelo ensejo do momento como fruto da bondade de Deus.
O que eu mereço? Nada....rs
Por que insisto que a minha vida gira em torno de mim mesmo?
Buscamos a felicidade e a realização, mas tudo isso é inútil, passa, se vai. Fica para outros...rs
Felicidade, ou melhor, inteireza de vida, plenitude de coração e paz de espírito só encontramos naquele que nos criou. A maior de todas as realizações é nos submetermos ao nosso Criador.
Ele não quer nos abençoar em nossas decisões. Ele quer que encontremos o compasso de suas decisões, pois, o tempo oportuno de Deus não está afinado com o nosso famigerado cronos. Todas as decisões nessa vida que não apontam para Deus são inúteis.
Jesus foi o maior exemplo disto. Aceitou a sua missão, submeteu-se única exclusivamente ao Pai em todo o tempo e a maior de todas as suas expressões foi: SEJA FEITA A TUA VONTADE.
A sabedoria consiste em aceitar a vontade de Deus.
No amor de Cristo,
Rodrigo, Pr.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A mensagem e o mensageiro!
- Não temem em anunciar a sua mensagem;
- Não negociam a sua mensagem;
- Não temem pelos resultados da mensagem;
- Não buscam aprovação pessoal através da mensagem.
Santidade e o Nosso Bairro
Veículos violados por jovens e adolescentes e outros furtados.
A incidência de usuários de drogas cada vez maior, a violência aumentando, a falsa perspectiva de uma vida melhor através das facilidades de lucro prometido pelo tráfico, o abuso sexual, a pedofilia dentre outros crimes tem assolado o nosso bairro. A pergunta que me faço é: O que a igreja pode fazer? Orar? Sem dúvida! Mas, e a ação?
A passividade e o silêncio das igrejas ao redor do bairro são preocupantes.
De fato, o mundo jaz no maligno, entretanto, isto não significa que devemos assistir de camarote e com uma indignação passiva.
A igreja de Jesus Cristo é chamada para derramar amor sobre a sociedade.
Nos tempos de Jesus, o próprio Deus encarnado habitou entre nós, cheio de graça e verdade. Vimos a sua glória como o Unigênito do Pai. O próprio Deus se aproximou de nós e por meio dessa aproximação seu amor foi derramado no mundo.
Ele amou os discípulos até o fim. Ele foi a manifestação de amor do Pai, que doou seu próprio filho ao mundo.
Assim se manifestou a santidade no mundo corrompido pelo pecado.
Quando esteve na casa de Zaqueu, sua presença de amor foi tão impactante a ponto de gerar arrependimento e frutos de justiça.
Quando esteve diante da mulher adúltera, constrangeu seus acusadores e sua atitude de amor a constrangeu a abandonar o pecado e se tornar uma discípula dele.
Com suas ações e palavras, Jesus nos ensinou e nos comissionou a fazer o mesmo. O nosso bairro precisa de santidade.
Somos os discípulos de Cristo e temos o seu amor em nós. Quanto mais cheios do amor de Deus, mais ousados nesse amor seremos para transformar o nosso bairro e os nossos vizinhos.
Enfim, somos ministros da reconciliação no amor de Deus! Reconciliar o homem pecador com o Deus santo. Nosso cartão de visita é o amor.
Sejamos santos! Sejamos cheios do amor de Deus! Exerçamos o ministério da reconciliação no mundo.
No amor de Cristo,
Rodrigo, Pr.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Igreja. Um mal necessário?
Igreja no Século XXI
Um mal necessário?
Certamente alguém escreveu: “nunca se viu tantas igrejas como em nossos tempos”.
Existe igreja para todos os estilos e gostos, com variadas estruturas e formas de governo. Entretanto, nunca se viu tantos decepcionados com a igreja. Nunca se cobrou tanto da igreja.
Os neo-pentecostais criaram tanta força e inimigos que surgem como uma solução aquelas que fazem questão de levantar a bandeira do que chamam de evangelho autêntico. Surgem os velhos novos caminhos da graça, a igreja, ou melhor, a comunidade do evangelho bíblico dentre outras denominações, no sentido etimológico da palavra, como uma maneira de chamar a atenção para verdadeira igreja de Cristo. As conversas edificantes que visam promover o reino avolumam-se de denúncias como pretexto para justificar sua existência e a volta à essência bíblica. A apologética tomou o lugar dos púlpitos mais do que a mensagem central da cruz e ao amor de Deus que salva o pecador. Será que desaprendemos a pregar o amor de Deus?
Pergunto-me se a igreja verdadeira deve identificar-se pelo outro extremo em oposição à teologia da prosperidade.
Não me lembro de Cristo investir tanto tempo em combater heresias, porém, os evangelhos destacam que Ele investia tempo com pessoas. Ele as amava o tempo todo em todo tempo.
Jesus, de fato, quebrou paradigmas do seu tempo visando atrair os pecadores, os doentes, as prostitutas, as crianças, os mancos, os coxos, os publicanos, em suma, os marginalizados.
Obviamente que houve a necessidade de doutrinar a igreja primitiva contra as heresias, mas esta não era a razão da existência da igreja, como se tem visto hoje em que algumas surgem com tal finalidade na prática, ainda que não sejam na teoria.
Perde-se muito tempo discutindo se dízimo é bíblico ou não, perde-se muito tempo discutindo a cor da parede, das estatísticas e dos orçamentos das instituições que dizem ter como missão o IDE de Cristo.
Pior do que todos esses extremos, são aqueles que resolveram congregar consigo mesmo. Uma igreja em que o povo de Deus é só ela mesma e mais nada.
A igreja bíblica é aquela que AMA. O amor é a essência da verdadeira igreja, pois, ela refletirá o caráter de Deus e terá sempre como alvo a glória de Deus (I João).
Tudo o que há nela, desde as finanças à música e à pregação terá como alvo a glória de Deus.
Promover a glória de Deus é fazer Deus notável e presente. Deus notável e presente é essencialmente a manifestação do seu amor (I Coríntios 10:31).
Esse amor nos une para que o mundo saiba quem é Jesus. O amor é o equilíbrio, é o que permanece, é o vínculo. Quem ama tolera, perdoa, não se ira facilmente, não se inveja, não busca seus próprios interesses, é sincero e transparente (Efésios 4; I Coríntios 13). Gosto do conceito bíblico de igreja da denominação a qual faço parte: “uma parceria divino-humana, compartilhando não apenas o santo amor do seu Fundador (Jesus), mas também as imperfeições da sua humanidade e, por isso mesmo, está sempre necessitada de renovação”, isto, é uma comunidade de pessoas imperfeitas, santificadas e unidas em amor para promover o Amor.
O amor torna a mensagem frutífera e não estéril (João 15). O amor é o principal ingrediente da tão desejada santidade. A igreja que ama é unida, tem tudo em comum, persevera no ensino (bíblica sim), na oração e na comunhão. Deus acrescenta os salvos!
Precisamos crescer no conhecimento sim, mas também precisamos crescer na graça.
Somos salvos pela graça sim, mas recriados à imagem de Cristo para as boas obras.
Métodos sim, mas o amor a Deus e ao próximo em primeiro lugar.
Uma igreja laboriosa, perseverante, que suporta provas por causa do nome de Cristo, que por ser doutrinariamente correta sabe distinguir os falsos pastores, mas abandona o primeiro amor, é completamente irrelevante para aquele que está vestido de vestes talares e cingido, a altura do peito, com uma cinta de ouro, cuja sua cabeça e seus cabelos são brancos como alva lã, como neve, cujos olhos, como chamas de fogo, os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha e sua voz , como voz de muitas águas.
Ele a remove do seu lugar.
Se sua igreja busca ser cristocêntrica, prioriza uma boa hermenêutica, se esforça pela promoção da unidade, se seus pastores visitam e aconselham, mas você prefere* falar sobre estrutura de igreja, de problemas de igrejas e focar-se mais nos defeitos do que no potencial da igreja tem sido seu assunto preferido, tome cuidado! Prefira unir-se à sua igreja onde você está, ao invés de pensar que ela não tem o que lhe oferecer, gaste tempo em torná-la mais dinâmica para que tenha algo a oferecer. Não espere receber apenas, doe também! É melhor dar do que receber! Deus se doou por nós! Sigamos seu exemplo!
A igreja verdadeira vive o amor segundo Cristo, jamais um mal necessário, mas a evidência de um povo santo (separado) para derramar amor e santidade sobre um mundo de trevas. A igreja é O bem de Cristo, SUA NOIVA. Ele a estabeleceu. Priorizemos a prioridade de Cristo. Sejamos igreja num mundo de pecado! Amemos os marginalizados...amemos como Ele nos amou!
Rodrigo, Pr.
* O destaque em vermelho atende a sugestão de um amado irmão.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
As tristes lições da ausência e omissão de um pai (II Sm 13; 14)
As tristes lições da ausência e omissão de um pai (II Sm 13; 14)
Davi teve filhos. A Bíblia registra alguns deles: 1. Amnon (primogênito) lhe deu grande desgosto; 2. Quileabe; 3. Absalão – chegou a usurpar o trono; 4.Adonias – também tentou usurpar o trono; 5. Sefatias; 6. Itreão; 7. Tamar (irmã de Absalão); 8. Salomão.
Vemos que na história deste grande homem de Deus, aquele que foi considerado o homem segundo o coração de Deus, um homem de grandes conquistas e vitórias, aponta em sua história uma terrível fragilidade. Davi, enquanto pai, foi ausente e omisso. Ao lermos os capítulos 13 e 14 de II Samuel, veremos histórias que mais parecem novela mexicana com problemas "cabeludos" que escandalizam qualquer que os leia. Amnon, seu primogênito abusa de sua meia irmã Tamar. Por sua vez, Absalão, irmão de Tamar, indigna-se com a passividade de seu pai e alimenta durante dois anos um ódio mortal por seu meio irmão beberrão tramando-lhe uma morte. O que aprendemos com Davi nesses fatos?
Aprendemos que:
v Davi foi um pai que não disciplinou seus filhos (v. 21)
Diz a palavra que ao saber do ocorrido de Amnon com Tamar, Davi muito se irou e nada mais. A Septuaginta acrescenta ao versículo: “mas, não quis afligir o espírito de Amnon, seu filho, por que o amava por ser seu primogênito
Faltou a devida disciplina a Amnon. Salomão, filho de Davi que nasceu tempos depois desses fatos e cresceu num ambiente como seus demais irmãos, e certamente conhecedor de tais histórias, escreveria anos mais tarde: Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração. Pv 29:17. E mais Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol. Pv 23:13-14
Aprendemos que:
Davi foi um pai que deixou de partilhar momentos alegres com seus filhos (v. 23-24)
Ao ser convidado por seu filho Absalão para o momento da tosquia, um período de grande festa, onde Absalão daria uma festa a todos os seus familiares, Davi prefere justificar seu desinteresse pela festa dizendo ao filho que "não queria lhe ser pesado" ainda que com muita insistência do rapaz.
Certamente muitos laços entre pais e filhos, maridos e esposas deixam de ser estreitados por serem ignorados os momentos que se podem estar juntos. A televisão, o computador, a personalidade, a preguiça e outros elementos internos e externos furtam das famílias momentos impares que serviriam para o estreitamento dos laços familiares. Vemos que Davi perdeu uma grande oportunidade, e mais, abriu brecha para a concretização de um plano que há dois anos era alimentado no coração de Absalão contra seu meio irmão Amnon. Me lembro de momentos muito agradáveis com minha família após chegar da faculdade por volta das 23h00 quando conversávamos e relembrávamos momentos marcantes de nossa história. Ainda assim fazemos quando nos reunimos para almoçar em família.
Aprendemos que:
Davi foi um pai que fez discriminação entre seus filhos (v. 25; 39; 14:24)
Além de não dar a devida atenção a Absalão, Davi procurou assassiná-lo impulsionado por uma ira que não gerou nenhuma a seu filho Amnon. Agindo com discriminação com seus filhos, Davi contribuiu para colher o que mesmo plantou anos mais tarde com a rebeldia de Absalão.
Aprendemos que:
Davi foi um pai que não apaziguou o seu próprio lar e não dialogou com seus filhos (v. 22; 26-27)
Será que Davi, um rei cheio de estratégias de guerra não sabia o que se passava no coração dos seus filhos? Por que não evitou que Amnon fosse até Absalão? Davi não promoveu a paz entre seus filhos e muito menos dialogou com eles. Diz o ditado que o pior cego é aquele que não quer ver.
Muitas vezes, pais preferem evitar o conflito ou fazer vistas grossas para não assumirem a responsabilidade de suas omissões e ausências. Entregam seus filhos à própria sorte para ver no que dá.
Conclusão
Davi foi um grande rei, um homem segundo o coração de Deus. Tinha tudo para ser um grande pai, entretanto omitiu-se nos momentos felizes e nos momentos críticos da vida de seus filhos. O resultado foi ter uma família infeliz e uma triste história para nos deixar como lição. E nós? Ainda estamos em tempo de viver como famílias em Cristo e felizes. Não repitamos os erros de Davi: Disciplinemos; Partilhemos dos momentos ímpares da vida de nossos familiares; Não façamos discriminação; Sejamos promotores da paz e do diálogo em nossa casa.
Que Deus nos ajude.
No amor de Cristo,
Rodrigo, Pr.