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quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Cristão e o Sexo - VIRGINDADE? C.S. Lewis

VIRGINDADE? por C.S. Lewis

A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: “Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total.” Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual, tal como é hoje em dia, se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou. (…)

Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo o dia se fala sobre o assunto, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi. Acho que é exatamente o contrário. Acredito que a raça humana só passou a tratar do tema com discrição porque ele já tinha se tornado um problema. Os modernos sempre dizem que “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”. Com isso, podem estar querendo dizer duas coisas. Uma delas é que “não há nada de errado no fato de a raça humana se reproduzir de um determinado modo, nem no fato de esse modo gerar prazer”. Se é isso o que têm em mente, estão cobertos de razão. O cristianismo diz a mesma coisa. O problema não está nem na coisa em si, nem no prazer. Os velhos pregadores cristãos diziam que, se o homem não tivesse sofrido a queda, o prazer sexual não seria menor do que é hoje, mas maior. Bem sei que alguns cristãos de mente tacanha dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas intrinsecamente más. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo — que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia. O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente. Mas é claro que, quando as pessoas dizem “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”, elas podem estar querendo dizer que “o estado em que se encontra nosso instinto sexual não é algo de que devemos sentir vergonha”.

Se é isso que querem dizer, penso que estão erradas. Penso que temos todos os motivos do mundo para sentir vergonha. Não há nada de vergonhoso em apreciar o alimento, mas deveríamos nos cobrir de vergonha se metade das pessoas fizesse do alimento o maior interesse de sua vida e passasse os dias a espiar figuras de pratos, com água na boca e estalando os lábios. Não digo que você ou eu sejamos individualmente responsáveis pela situação atual. Nossos ancestrais nos legaram organismos que, sob este aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firma vontade de superá-las.

Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para o homem moderno, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. E fácil pensar que queremos algo quando na verdade não o queremos. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando seus lábios pronunciavam “ó Senhor, fazei-me casto”, seu cotação acrescentava secretamente as palavras: “Mas, por favor, que não seja agora.” Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há três motivos que tornam especialmente difícil desejar — quanto mais alcançar - a perfeita castidade.

Em primeiro lugar, nossa natureza pervertida, os demônios que nos tentam e a propaganda a favor da luxúria associam-se para nos fazer sentir que os desejos aos quais resistimos são tão “naturais”, “saudáveis” e razoáveis que essa resistência é quase uma perversidade e uma anomalia. Cartaz após cartaz, filme após filme, romance após romance associam a idéia da libertinagem sexual com as idéias de saúde, normalidade, juventude, franqueza e bom humor. Essa associação é uma mentira. Como toda mentira poderosa, é baseada numa verdade - a verdade reconhecida acima de que o sexo (à parte os excessos e as obsessões que cresceram ao seu redor) é em si “normal”, “saudável” etc. A mentira consiste em sugerir que qualquer ato sexual que você se sinta tentado a desempenhar a qualquer momento seja também saudável e normal. Isso é estapafúrdio sob qualquer ponto de vista concebível, mesmo sem levar em conta o cristianismo. A submissão a todos os nossos desejos obviamente leva à impotência, à doença, à inveja, à mentira, à dissimulação, a tudo, enfim, que é contrário à saúde, ao bom humor e à franqueza. Para qualquer tipo de felicidade, mesmo neste mundo, é necessário comedimento. Logo, a afirmação de que qualquer desejo é saudável e razoável só porque é forte não significa coisa alguma. Todo homem são e civilizado deve ter um conjunto de princípios pelos quais rejeita alguns desejos e admite outros. Um homem se baseia em princípios cristãos, outro se baseia em princípios de higiene, e outro, ainda, em princípios sociológicos. O verdadeiro conflito não é o do cristianismo contra a “natureza”, mas dos princípios cristãos contra outros princípios de controle da “natureza”. A “natureza” (no sentido de um desejo natural) terá de ser controlada de um jeito ou de outro, a não ser que queiramos arruinar nossa vida. E bem verdade que os princípios cristãos são mais rígidos que os outros; no entanto, acreditamos que, para obedecer-lhes, você poderá contar com uma ajuda que não terá para obedecer aos outros.

Em segundo lugar, muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seriamente seguir a castidade cristã porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). (…) Podemos ter certeza de que a castidade perfeita — como a caridade perfeita — não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo. Por mais importante que seja a castidade (ou a coragem, a veracidade ou qualquer outra virtude), esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.

Em terceiro lugar, as pessoas muitas vezes não entendem o que a psicologia quer dizer com “repressão”. Ela nos ensinou que o sexo “reprimido” é perigoso. Nesse caso, porém, “reprimido” é um termo técnico: não significa “suprimido” no sentido de “negado” ou “proibido”. Um desejo ou pensamento reprimido é o que foi jogado para o fundo do subconsciente (em geral na infância) e só pode surgir na mente de forma disfarçada ou irreconhecível. Ao paciente, a sexualidade reprimida não parece nem mesmo ter relação com a sexualidade. Quando um adolescente ou um adulto se empenha em resistir a um desejo consciente, não está lidando com a repressão nem corre o risco de a estar criando. Pelo contrário, os que tentam seriamente ser castos têm mais consciência de sua sexualidade e logo passam a conhecê-la melhor que qualquer outra pessoa. Acabam conhecendo seus desejos como Wellington conhecia Napoleão ou Sherlock Holmes conhecia Moriarty; como um apanhador de ratos conhece ratos ou como um encanador conhece um cano com vazamento. A virtude - mesmo o esforço para alcançá-la — traz a luz; a libertinagem traz apenas brumas.

Para encerrar, apesar de eu ter falado bastante a respeito de sexo, quero deixar tão claro quanto possível que o centro da moralidade cristã não está aí. Se alguém pensa que os cristãos consideram a falta de castidade o vício supremo, essa pessoa está redondamente enganada. Os pecados da carne são maus, mas, dos pecados, são os menos graves. Todos os prazeres mais terríveis são de natureza puramente espiritual: o prazer de provar que o próximo está errado, de tiranizar, de tratar os outros com desdém e superioridade, de estragar o prazer, de difamar. São os prazeres do poder e do ódio. Isso porque existem duas coisas dentro de mim que competem com o ser humano em que devo tentar me tornar. São elas o ser animal e o ser diabólico. O diabólico é o pior dos dois. E por isso que um moralista frio e pretensamente virtuoso que vai regularmente à igreja pode estar bem mais perto do inferno que uma prostituta. É claro, porém, que é melhor não ser nenhum dos dois.

O Cristão e o Sexo - AS CAUSAS DA FORNICAÇÃO - II


AS CAUSAS DA FORNICAÇÃO II (SEXO ANTES DO CASAMENTO)

2. Estímulos pela Pressão Interna – O ambiente que nos cerca torna difícil resistir a pressão externa, mas o maior problema está dentro de cada pessoa. Jesus mesmo disse isso: “O que contamina o homem não é o que entra...porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição.”

a. Curiosidade

Com tantos bombardeios acerca do sexo, a curiosidade é despertada. Com essa curiosidade, a malícia e o desejo.

b. Fantasia descontrolada

Um relatório aponta que 95% dos homens e 50% das mulheres alimentam fantasias sexuais. Essa atividade mental é sexualmente excitante, sexualmente falando. Quando essas fantasias são freqüentes e lascivas, aumentam muito a probabilidade de queda na primeira oportunidade. Só observar as conversas de um modo geral hoje que giram em torno do sexo. A boca fala do que o coração está cheio!

c. A busca por identidade e por auto-estima

Para muitas pessoas inseguras, com problemas de baixa auto-estima e sem objetivo na vida, o sexo acaba sendo inconscientemente uma maneira de se auto-afirmar. O medo de não ser aceito no grupo, a vergonha de ser motivo de piadas ou até mesmo estar fora dos padrões de beleza da sociedade que cultua o corpo hoje, a carência de um casamento frustrado e o “aparente príncipe/princesa encantado(a) leva pessoas a praticar o sexo como fuga ou uma maneira de preencher um vazio. Tanto é que há pessoas que pulam de um relacionamento para outro buscando encontrar uma identidade mais estável.

d. A busca por intimidade e aproximidade

As pessoas idealizam um amor eternamente romântico e se dão ao erro buscando uma maior intimidade baseada numa fantasia de um amor fora da realidade, isto é, buscam o amor sem compreendê-lo na sua essência.

e. Fuga e rebeldia

Para fugir do tédio, da mesmice, aliviar tensões temporariamente e até mesmo confrontar valores familiares e religiosos como uma maneira de rebelar-se contra a autoridade dos pais e da liderança da igreja. Uma verdadeira expressão de raiva e provocação.

f. Pensamento Distorcido

Problemas psicológicos gerados por abusos sexuais e distúrbios emocionais explicam alguma coisa sobre pensamentos distorcidos sobre o sexo.
g. Influência demoníaca

A Bíblia afirma que estamos constantemente numa batalha contra o inimigo das nossas almas. O diabo conhece o ser humano melhor do que o próprio ser humano e sabe como sugestionar para corrompê-lo. Como diz um amigo pernambucano: Ele distorce de tal forma que “pisa na banana e faz a vitamina”, quer dizer, se dermos brecha ele arrebenta conosco e os danos são social, psicológico e principalmente espiritual.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O Cristão e o Sexo - AS CAUSAS DA FORNICAÇÃO - I

AS CAUSAS DA FORNICAÇÃO (SEXO ANTES DO CASAMENTO)


O Dr. Gary Collins, renomado psicólogo cristão autor dos livros “Aconselhamento Cristão” e “Ajudando uns aos outros pelo aconselhamento”, subdivide da seguinte maneira as causas do envolvimento sexual fora do casamento: (os comentários são meus para adaptação ao nosso contexto)


  1. Estímulos Ambientais – A nossa cultura está saturada de sexo estimulando as pessoas a pensarem mais em sexo e na satisfação sexual sem limites (hedonista).


  1. Atmosfera Social.


Comentei no culto do dia 12/07 sobre um filme brasileiro que incentiva o incesto homossexual que será lançado este ano onde dois irmãos de sangue crescem e se apaixonam. Segue na íntegra os comentários sobre o filme sem correções:

não tenho preconceito... axo q vai ser um exelente filme ..”

“eu acho que um filme nao faz uma pessoa hetero virar gay, mas enfim, achei muito lindo. e quero assistir *.*”

“Se fossem irmãos de pais diferentes (irmãos pelo casamento dos pais deles) seria incesto? Acho que incesto é mais "tabu" que "pecado"...”


Essa é a atmosfera social que incentiva a promiscuidade e combate os valores da família e cristão. Evidente que para nós soa como um absurdo, mas nas novelas, em filmes, nas conversas em ambiente de trabalho e o uso excessivo da internet com suas propagandas, tudo estimula o apetite sexual. Como seria vender cerveja através de uma propaganda sem mulher ou sem incitar o sensualismo?

Veja esses dados:

2.5 bilhões de e-mails são enviados e recebidos por dia com conteúdo pornográfico, o que remete a 8% de todos os e-mails do planeta;

De 100% dos usuários da internet 42.7% são freqüentadores de sites pornográficos e conteúdos co-relacionados;

De 100% de downloads efetuados na internet mensalmente 35% são conteúdo pornográfico, o que dá uma média de 1.5 bilhões de downloads.

  1. Praticidade sexual.


A facilidade para se “comprar” sexo hoje é absurda. Bancas de jornais, prostíbulos, avenidas com prostitutas e anúncios particulares de prostitutas em telefones públicos aos montes. O sexo é acessível.


  1. Valores Liberais e Educação Imprópria


O Sexo fora do casamento já não mais é um tabu em nossa geração. “Ficar” numa balada sem ter relação sexual no primeiro encontro é para “puritanos do sec XXI” que deixam para ter relação com o parceiro daquela noite depois de 3 ou 4 encontros. Principalmente aos jovens é muito difícil resistir a esses valores liberais.

A frase pós-moderna que tem bombardeado a cabeça das pessoas é: “se é gostoso, faça”. Essa tem sido a ética da maioria.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Cristão e o Sexo - SEXO ANTES DO CASAMENTO


SEXO ANTES DO CASAMENTO

Qual é o propósito bíblico do sexo antes do casamento? Nenhum. Não há perspectiva bíblica para sexo antes do casamento, pois, a relação sexual já é um tipo de casamento (compromisso / aliança), portanto, se estiver fora de um compromisso vitalício do amor, então é um “casamento” ruim. Sendo assim, a prostituição é um casamento ilegítimo.
Consideremos a Palavra de Deus:

No Velho Testamento

Se porventura, um homem fosse pego em relação pré-nupcial com uma virgem recebia o seguinte tratamento: DT 22:28-29 “ Se um homem achar moça virgem, que não está desposada (casada ou prometida), e a pegar, e se deitar com ela, e forem apanhados, então, o homem que se deitou com ela dará cinqüenta siclos de prata; e, uma vez que a humilhou, lhe será por mulher; não poderá mandá-la embora durante a sua vida”.
Para verificar sobre o casamento no Velho Testamento leia Deuteronômio 22:13-30

No Novo Testamento

Encontramos principais referências em Efésios 5:22-33 e I Coríntios 7.

Analisemos o texto que se segue:

15 Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. 16 Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. 17 Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. 18 Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? I Coríntios 6:15-19

Versículo 15 = O meu corpo é membro de Cristo
Versículo 16 = O meu corpo num ato sexual ilícito tornar-se um com a pessoa que me relaciono
Versículo 16 = “...dois numa só carne...”, isto é, união física através da relação sexual.
Versículo 18 = O pecado sexual é contra o corpo de Cristo.

O pecado sexual é contra a Igreja, e por isso, é tratado perante a igreja, pois, quem peca sexualmente peca contra o próprio corpo, ou seja, o seu corpo que é corpo de Cristo que, por sua vez, é a igreja de Cristo e este é o meu entendimento quando trata-se de corpo neste texto. Seja qual for o entendimento, o princípio é o mesmo: PECA CONTRA O CORPO DE CRISTO.
Como o crente deve reagir diante de qualquer possibilidade ante a fornicação? FUGIR. Não há outro tratamento.
A Bíblia nos orienta a FUGIR da APARENCIA do mal.

Portanto, não existem relações pré-nupciais na Bíblia tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento.
Assim, quem mantém relações sexuais antes do casamento está se prostituindo com uma única diferença para um(a) profissional do sexo: não recebe dinheiro e talvez seja com um único parceiro até terminar o relacionamento e começar outro.

A sociedade vive uma verdadeira cadeia de prostituições, pois, uma vez que ter relações sexuais é um casamento (tornar-se uma só carne), quantas forem as vezes que uma pessoa tiver relações com parceiros diferentes, ela está em prostituição sobre prostituição.

“Me juntei”: E se eu me “juntar” com uma pessoa e manter relações sexuais com ela, ter filhos e viver maritalmente? Estou em pecado?

No Brasil existe o Novo Código Civil/2002 e assim se lê
“Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.”

Assim sendo, a Palavra de Deus diz: “Sujeitai-vos a toda autoridade humana..” I Pd 2:13

Quem vive maritalmente “juntado” está em fornicação segundo a Bíblia, portanto, em pecado.
“Não tenho dinheiro para casar”. “Sou pobre ou não quero gastar com casamento.”

“Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração. Parágrafo único. A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.”

“Não pretendo casar, mas pretendo manter relações sexuais”.

Quem não pretende se casar e continuar mantendo relações sexuais deverá ser devidamente disciplinado para arrependimento e reconciliação com Deus. Se a pessoa não está pronta para assumir a responsabilidade de uma família não deve nem sonhar com sexo.

Nós, que somos chamados FILHOS DE DEUS, FILHOS DA LUZ, QUE TEMOS A MENTE DE CRISTO, e entendemos biblicamente que o sexo é só para o casamento, temos a Lei Brasileira a nosso favor corroborando com os princípios da Palavra de Deus.

Veremos a seguir por que as pessoas fornicam

sábado, 11 de julho de 2009

O Cristão e o Sexo - SEXO À LUZ DA BÍBLIA


SEXO À LUZ DA BÍBLIA

Vivemos numa sociedade influenciada pelo sexo. Existem psicólogos especializados em orientação sexual para adolescentes e jovens que mantém uma vida sexual ativa.
As músicas incitam o sexo, dentre elas a mais recente é o “funk” que associa principalmente no “funk” carioca as mulheres com frutas estimulando a sensualidade e a perversão do sexo.
Como é cada vez mais pregado e incentivado com a propagação de métodos contraceptivos como a camisa, os jovens e adolescentes são bombardeados com valores anti-bíblicos do sexo pré-nupcial.
Na sociedade politicamente correta ensina-se que você deve ter uma vida sexual ativa apenas com o parceiro que você ama verdadeiramente. Entramos então no conflito de conceitos e valores:
1. O que é o amor?
2. O que é ter uma vida sexual ativa politicamente correta?
3. Quais as conseqüências desses princípios e valores deturpados com relação a família?

Vamos entender o que a Bíblia diz sobre o sexo com o auxílio de grandes conhecedores do assunto.

a. A Natureza do Sexo

O sexo é intrinsecamente bom; não é mau. A Bíblia declara que “Deus criou, pois, o homem à sua imagem...homem e mulher (isso é sexo!) os criou (Gn 1:27). E depois de acabar: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (v. 31). O sexo é bom. Deus o fez, e de alguma maneira reflete a Sua bondade. (Norman Geisler)
Deus criou o sexo, portanto, reflete a sua bondade. Sendo assim, derrubamos o ensinamento de que o sexo é do diabo. Então percebemos que:

1. O sexo é essencialmente bom – Na sua essência revela que Deus o criou com um objetivo bom. A Bíblia afirma que “todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1:15). Portanto, para os servos de Deus tudo o que Deus criou é puro. O sexo é tão sagrado que é usado na Escritura para ilustrar a união mais íntima que se pode ter com Deus. Paulo escreveu: “Eis por que deixará o homem a seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas me refiro a Cristo e à Igreja” (Ef 5:31-32)
Deus ordenou a união sexual: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...” (Gn 1:28). Sendo assim, derruba-se a tese de que o diabo é o criador do sexo e que é por ele controlado. O diabo não tem poder de criar nada bom, porém, a ele é dado o título de enganador e pai da mentira, ou seja, ele deturpa e distorce o propósito do sexo.

2. O Sexo é poderoso – Ele é muito poderoso. Seu poder consiste na procriação. Deus disse: “multiplicai-vos....enchei a terra” (Gn 1:28). Através do sexo o homem gera vida, pois, assim quis Deus. Todo ser criado por Deus procria através do sexo.

3. O sexo precisa ser controlado – Uma vez sabendo que o sexo é poderoso e essencialmente bom para o propósito para o qual Deus criou, o sexo precisa ser controlado. Não deixamos crianças brincar com bombas e não é praticado em público, senão, os praticantes podem ser presos por atentado ao pudor. Quando falamos que ele precisa ser controlado, nos referimos à condição em que deve ser praticado. Deus já o direcionou e o estabeleceu para o casamento. No casamento ele terá como propósito a procriação e o prazer e como todo prazer, deve ser controlado. Tornar-se uma só carne na Bíblia (Gn 2:24) confunde-se propositadamente com o sexo e o casamento, pois, o ato sexual é a consumação do estado honroso do casamento e assim, Deus o regula, ou em outras palavras, Deus o controla.

Então, por que as pessoas praticam o sexo fora do casamento e por que não praticá-lo fora do casamento?

É o que veremos agora!

O Cristão e o Sexo - DEFRAUDAÇÃO

DEFRAUDAÇÃO

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda ou defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.
I Tessalonicenses 4:4-7

O apóstolo Paulo escreve aos tessalonicenses acerca da vontade de Deus para as suas vidas, a santificação, ou seja, a separação de suas vidas para Deus. Este processo de santidade implica em abster-se, ou seja, para alcançar a santidade é necessário negar-se. Mas, negar o quê? Negar a pornéia (prostituição), isto é, pecado sexual, relações sexuais ilícitas, a atividade sexual ilícita.
Para alcançar essa santidade faz-se necessário saber, ter a habilidade necessária para alcançar o fim desejado, em suma, respeitar a própria vida santificada a Deus.
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Para isto, Paulo orienta os crentes a evitar o desejo pecaminoso e assim não ultrapassariam os limites, não transgrediriam. Soa como uma luta que visa guardar-se dando o melhor de si para Deus sem ofendê-lo e sem desejar o outro de modo a defraudá-lo, isto é, querer mais, ter mais do que é devido; tentar egoisticamente, ganhar mais, a qualquer custo e por todos os meios, independentemente dos outros e seus direitos.
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Num relacionamento cristão, o namoro e o noivado devem guardar-se da defraudação, desse desejo de querer mais além do que é devido.
Tem-se visto que os relacionamentos ultrapassam os limites do desejo.
Biblicamente, no casamento, o corpo do esposo é para a esposa e da esposa para o esposo, isto é, uma entrega mútua sem limites, portanto, o desejar-se mutuamente é incentivado pela Bíblia no matrimônio.
No namoro a defraudação deturpa esse valor bíblico, pois, visa a satisfação carnal individual da pessoa estimulada pelos seus instintos sexuais tornando-se egoísta visando primeiro “eu” e depois o “outro” fora do estado do matrimônio.
A falta de controle nos toques e carícias revelam falta de auto-controle no relacionamento.

As perguntas são: Onde começa o limite da defraudação? Isto é pessoal, ou seja, cada um determina seu limite? Há alguma base bíblica?

Para responder a pergunta sobre o limite da defraudação, pergunte-se a si próprio:

1. Até onde eu iria no relacionamento com minha namorada(o)/noiva(o) se Cristo estivesse sentado ao meu lado?
2. O meu relacionamento físico com minha namora(o)/noiva(o) na frente dos nossos pais e na ausência deles mantém a mesma motivação?
3. Cada vez que estamos juntos, torna-se mais difícil controlar as carícias? Temos que mergulhar mais fundo no pecado para satisfazer nossas necessidades sexuais?

É evidente o princípio bíblico de que a intimidade do relacionamento é para o casamento, pois, no mesmo não há necessidade de se esconder dos pais ou seja lá quem for uma vez que deixamos pai e mãe para se tornar uma só carne. Não precisamos esconder de Cristo nada no casamento uma vez que em Sua própria Palavra Ele incentiva já ordenando a intimidade no matrimônio.

Para responder a pergunta sobre se a defraudação é de fórum pessoal (cada um determina seu próprio limite, segundo seu princípio), pergunte-se a si próprio:

1. Os meus princípios corroboram (estão de acordo) com a Palavra de Deus acerca da santidade de vida?
2. Os meus princípios são aplicáveis a qualquer indivíduo cristão, pois, refletem a vontade de Deus?
3. Há base bíblica para o meu princípio?
4. Tenho dificuldade para aceitar regras ou limites?
5. O que Deus pensa sobre isto? O que a Sua Palavra me ensina?

O cristão amando a Deus, através de seu relacionamento com Ele guardar-se-á, separar-se-á para Sua vontade boa, perfeita e agradável.
Não vejamos apenas o lado difícil da vida cristã, mas o lado positivo e benéfico que refletirá numa vida abençoada como fruto da obediência a Deus.
Porém, e se nós não nos guardamos? No que implica o sexo fora do casamento?
Antes de falarmos sobre o sexo fora do casamento, tratemos primeiramente do sexo à luz da Bíblia.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Cristão e o Sexo - Introdução


INTRODUÇÃO


O sexo é um dos relacionamentos interpessoais no qual os indivíduos se engajam. É uma das forças mais poderosas do mundo, porém uma das mais pervertidas. Talvez uma das razões para a sua perversão seja seu poder. Se o poder tende a corromper, neste caso um grande poder tende a corromper grandemente. Do outro lado, boa parte do abuso do sexo talvez resulte de um mal-entendimento acerca dele.

Quando se desvia do plano perfeito que Deus traçou para os seres humanos, o sexo se torna destrutivo. Ele destrói a intimidade e a comunicação, é egocêntrico e muitas vezes se expressa como um desejo de manipular, controlar ou ferir outra pessoa. A experiência é prazerosa; ela atenua a sensação de solidão, reduz temporariamente a ansiedade, e dá a sensação de intimidade. Tudo isso, no entanto, é passageiro, desumanizante, e no fim das contas não traz nenhum senso de realização.

Qual é o ponto de vista cristão acerca do sexo? O que as Escrituras realmente ensinam acerca da atividade sexual?

Preocupado com o alto índice de jovens e divorciados cristãos mantendo uma vida sexual ativa fora do plano perfeito de Deus escreverei sobre o assunto valendo-me de especialistas, conselheiros e principalmente da Palavra de Deus.

Pretendo tratar da defraudação, do sexo antes e dentro do casamento, das conseqüências da desobediência à Palavra de Deus e o privilégio as santidade no namoro que refletirá no casamento.