domingo, 2 de agosto de 2020
02.08.2020 - Chamados para estar com Ele
CHAMADOS PARA ESTAR COM ELE
Estamos
completando quase 5 meses de interrupção dos nossos cultos presenciais.
Muitas
pessoas aproveitaram esse momento para crescer e outros experimentaram
declínio, especialmente espiritual.
Muita gente perdeu algo. Perdeu algum ente querido, perdeu o emprego, perdeu poder aquisitivo, perdeu até mesmo o ânimo, o gás. Outras ganharam! Portas foram abertas, oportunidades surgiram, enfim.
Entre ganhos e perdas, a vida de um verdadeiro de discípulo de Jesus é sustentada pela palavra de Deus e ainda que ele se veja sem eixo por um instante, o Espírito Santo o faz lembrar que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”.
Esses
quase 5 meses serviram para relevar o que está centro de cada um dos nossos
corações.
Estamos pensando na recuperação da economia! Estamos pensando no retorno das instituições de ensino. Estamos pensando em procurar trabalho. Estamos pensando no retorno das atividades da igreja e da vida em geral. Em outras palavras estamos pensando na nossa missão. Alguns não pararam, mas foram afetados e desacelerados. Enfim, um sentimento de retorno aos relacionamentos, às atividades, aos projetos já está pulsando. Para aqueles que apenas desaceleram o ritmo, como retomar o ritmo?
Mas,
como devemos voltar à missão? Como devemos voltar à rotina, ainda que não
totalmente?
Jesus caminhava com as multidões e destacava dentre as multidões pessoas específicas para caminhar com ele. Entretanto, nos primeiros 18 meses do seu ministério pessoas iam e vinham. Entretanto, na segunda fase de seu ministério uma nova etapa se iniciava. Essa etapa pode ser descrita no texto que lemos. Antes de seus discípulos serem designados, isto é, iniciarem a missão, o primeiro grande convite foi para estar com Jesus! Pensando nessa perspectiva é que desejo convidar a refletir sobre o convite de Jesus. Antes de voltarmos às nossas atividades, às nossas agendas e tomar decisões.
1. Jesus está no monte
Para um momento muito crucial do seu ministério, Jesus se retira do meio da multidão. Jesus para suas atividades por um momento para ouvir o Pai. Aqui, seu relacionamento com será redefinido. Por que no monte?
a) Deus proveu a Abraão. Monte é lugar de provisão. Jesus sabe que lá o Pai proverá as pessoas para a sua missão;
b) Deus se revelou a Moisés e Elias. Monte é lugar de encontro divino. Ali no monte está aquele que é maior que Moisés e Elias No Monte Horebe ocorreu a chamada de Moisés. É ali que Jesus vai chamar para junto de si os seus vocacionados.
c) Deus dá os 10 mandamentos a Moisés. Monte é lugar de revelação da vontade de Deus, a sua Palavra. No Sinai o povo recebe os mandamentos de Deus.
Jesus se retira para o monte para orar e ali ele passou a noite orando! Antes de dar uma missão aos seus discípulos e designá-los, Jesus Está ouvindo o coração do Pai. Deus está nos chamando para o monte! Antes de voltarmos à rotina, a uma nova agenda, precisamos estar no monte. É lá que Deus lhe dará a provisão, você terá um encontro divino e receberá a revelação que precisa.
2. Jesus chama para junto Dele
Uma
das coisas mais poderosas que esse tempo amarrou foi o ativismo. Muitas pessoas
descobriram que o ativismo não agregou nada em suas vidas. Muitos que vivem uma
fé a base emoções e ativismo estão fracos. Mas, ouça o convite de Jesus. Antes
de fazer e fazer e fazer, Jesus disse para seus discípulos: “Venham estar junto
de mim”.
Me
lembro de uma vez o Pastor Kevin Mannoia pregando em nossa igreja sobre esse
convite de Jesus. Ele dizia: “Jesus nos chama para dar um rolê”.
É
exatamente isso que Jesus deseja meu amado irmão. Jesus deseja estar com você.
Por que Jesus chama os doze para estar com Ele? Porque Jesus queria influenciá-los. Jesus deseja colocar em nós a sua nova natureza. Por isso, o convite Dele é para que sejamos seus discípulos.
Discípulo
é aquele que responde com fé e obediência o chamado misericordioso de seguir
Jesus Cristo. Discipulado é um processo incessante de morrer para o “eu” e
permitir que Jesus Cristo se torne vivo em nós.
No amor de Cristo,
Pastor Rodrigo
sábado, 27 de junho de 2020
Naamã: Quando a fé e a graça se encontram - II Reis 5:1-19
sábado, 20 de junho de 2020
Abraão: A fé que obedece a visão celestial - Gênesis 12:1-9
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Transparência versus Vulnerabilidade - Por que alguns crescem e outros não em uma relação de discipulado/mentoria?
Por que alguns crescem e outros não em uma
relação de discipulado/mentoria?
Transparência
versus Vulnerabilidade
Você já se perguntou por que alguns crescem e outros não? Você já se questionou sobre o porquê o seu grupo de discipulado/mentoria não evolui o quanto esperava?
Numa
relação de discipulado, o que em nossa igreja vínhamos chamando de mentoria, exige
uma relação de profunda mutualidade. A mutualidade, por sua vez, requer
vulnerabilidade.
Qual
é a diferença entre transparência e vulnerabilidade?
Segundo o dicionário online dicio, transparência é a característica ou estado do que é transparente. Em sentido figurado transparência é a particularidade do que não possui duplo sentido; que se apresenta com clareza; limpidez.
Segundo o mesmo
dicionário, vulnerabilidade é uma característica, particularidade ou estado que
é vulnerável; qualidade que pode se encontrar vulnerável.
Como ambas se aplicam numa relação de discipulado/mentoria e o quanto elas são importantes? É importante que fique claro que vulnerabilidade não significa transparência.
Na transparência eu me revelo aos outros, no momento e do modo que eu escolher. Eu defino qual parte de mim permitirei que as pessoas conheçam. A transparência tem um aspecto seletivo de minha parte. Segundo o Dr Kevin Mannoia, na transparência “podemos mostrar às pessoas algumas coisas a nosso respeito como um meio de conquistar a confiança delas e manipular a resposta que elas podem dar.”
Na vulnerabilidade eu me coloco deliberadamente sob a influência de outras pessoas, submetendo-me à força delas. Eu concedo aos outros o direito de conhecer a dor de minha fraqueza e de cuidar de mim. Eu opto por permitir que os outros me conheçam, tenham acesso à minha vida, me ensinem e me influenciem.
No início do meu ministério eu tinha uma grande dificuldade com a pornografia. Não havia ainda uma cultura de graça entre nós para que eu me abrisse com alguém e confessasse o eu pecado e a minha luta. Foi aí que conheci o Pastor Marinho que se mostrou extremamente transparente para um grupo de pastores dando uma palestra sobre a importância de se participar de um grupo de pastoreio mútuo. Tão logo tive oportunidade, sentei-me com ele. Muito constrangido na ocasião, abri meu coração a ele. Ali pude ser vulnerável, pois, além de confessar meu pecado e não me justificar de nada, recebi instrução e fiz um compromisso diante de Deus de prestação de contas depois daquela reunião. Na transparência, quase sempre não existe expectativa de feedback por parte do discipulando, mas na vulnerabilidade o discipulando não apenas abre o coração, mas percebe a sua cura e libertação ansioso por feedback. Foi libertador para mim e houve uma profunda transformação na minha relação com Jesus desde então.
A grande “sacada” de um discipulado transformador está em que o discipulador/mentor também se faça vulnerável. Jesus se fez vulnerável com seus discípulos mais achegados. Não há máscaras de qualquer espécie e sempre se está aberto à correção para crescer. Discipuladores/mentores que não se fazem vulneráveis podem desenvolver um espírito de “salvadores” e se esgotarem com expectativas elevadas sobre si e os outros. Cuidado! Reconheça que você também é um discípulo.
Vale destacar que se recomenda um grupo de quatro pessoas ou três casais para um ambiente saudável de discipulado/mentoria. Quanto maior for o grupo, maior será a dificuldade de criar vínculos profundos e verdadeiros.
Se você é discipulador/mentor ou faz parte de um grupo numa relação de discipulado/mentoria, faça uma análise pessoal e avalie se você é transparente ou, também se faz vulnerável. Esse é o caminho para um discipulado saudável e transformador. Seja sincero com o seu grupo e avalie se é momento de estar ou não nessa relação, mas se estiver, entre de cabeça com o coração aberto! Seja vulnerável e não perca tempo! Sua vitória está a caminho.
No amor de Cristo,
Pastor Rodrigo Rodrigues
Lima