domingo, 4 de abril de 2021

04.04.2021 - Da frustração à esperança - Lucas 24:13-32

 A Caminho de Emaús

Da frustração para a esperança

Lucas 24:13-32

 

Nessa segunda páscoa da pandemia, em um contexto de muita desesperança, angústia e frustração, quero dar início a uma série de mensagens sobre a esperança. Quero começar com o relato de uma pregação fantástica, talvez a mais fantástica. O pregador é Jesus e o público são apenas dois jovens. Jesus prega todo o antigo testamento para aqueles dois apenas ouvirem. Eles ouvem da boca do próprio Cristo a mensagem de salvação.

Como aqueles dois jovens nós não estamos livres de nos frustrarmos com esperanças e expectativas em nossa vida espiritual. Possivelmente, uma parte considerável das pessoas que me ouvem estão anestesiadas com tudo o que vem acontecendo. E anestesiadas elas ouvem as mensagens, mas com os corações frios. Diante da responsabilidade de seguir a vida, sente-se o peso das responsabilidades, mas busca-se uma força para não sucumbir. Você não pode sucumbir porque a pessoa que você ama depende de você. As contas não param. As pessoas que você lidera precisam de você. Quero hoje narrar essa história e minha esperança é que você tenha seu coração arda novamente no peito. Jesus quer conduzir você em sua jornada da frustração para a esperança.

 

1.       A frustração os afasta de Jerusalém (v.13)

Dois discípulos a caminho de Emaús. Esses dois discípulos saíram de Jerusalém no primeiro dia da semana. Eles não deveriam sair de Jerusalém. Jerusalém é o início de tudo, mas é difícil permanecer em Jerusalém! Essa foi uma Páscoa atípica na história de todas. Eles estão se ausentando de Jerusalém. Antes de sua ida ao Getsêmani, próximo de sua prisão, Jesus disse: "Esta noite serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: "Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas". (Mateus 26:31). Diante da profunda decepção, da frustrada expectativa, é comum que muitos se dispersem. A pandemia tem contribuído para muitos se dispersarem. Jesus quer resgatar o seu coração. o relato mostra que esses homens estão desesperançados. Depositaram todas as esperanças em Jesus, mas o vexame foi muito grande. Justamente na festa mais importante para o povo judeu, o líder deles é crucificado. Assim, cada um vai procurar o seu caminho. É uma caminhada de questionamentos! É uma caminhada de decepção! É uma caminhada de frustração. A dor os afasta de Jerusalém. A dor pode nos afastar da nossa Jerusalém.

 

2.       A frustração os impede de reconhecer Jesus (v.14-17)

a)O coração está tomado de dor (v.14). Eles estão conversando a respeito de tudo. Não havia outro assunto. Na caminhada, não há nada mais o que falar. Com tamanha decepção, nada mais ocupa o coração e as conversas. O que domina a maior parte dos meus pensamentos e diálogos revelam o estado do meu coração. Frustrados, o que pulsa no coração é a dor. b)Os olhos estão cegos (v.16). Eles têm olhos, mas não veem. A dor é grande! Surpreendentemente Jesus está ao lado deles, caminha com eles, mas eles não o percebem. A frustração, a decepção, o estado de perplexidade são muito maiores do que a presença de Jesus. Mas, veja que Jesus está do lado deles! É Jesus glorificado, mas eles não percebem! Como?! c)As pernas sentem o peso da tristeza e paralisam (v.17). Por um momento Jesus pergunta: O que aconteceu? E eles param. A tristeza é tão grande que eles param de caminhar. Como a angústia, a tristeza, a perplexidade podem nos paralisar!

Podemos ficar impedidos de reconhecer a Jesus quando o nosso coração está tomado de frustração, os nossos olhos estão cegados e as pernas paralisam quando a dor domina o coração. Depressão, ansiedade e angústia minam a fé e saqueiam a esperança.

 

3.       A frustração manifesta melancolia (v.18-21)

a)A pergunta toca na ferida (v.18-19). A pergunta de Jesus toca na ferida. Isso me remonta a Elias na caverna quando Deus lhe pergunta: "Que fazes aqui Elias"? Será que Deus não sabe o que está acontecendo? No caminho da dor e da frustração, é preciso falar!

Elias fala com Deus! Cleopas fala com Jesus. Elias e Cleopas tinham algo em comum. Ambos estavam em um momento em que a dor está mais forte do que a Presença de Deus diante deles. Eles são como eu! Humanos! Humanos não tem a visão do todo e precisam desabafar quando sua mente não compreende toda a dor e a frustração. Então, segundo a ótica humana deles, explicam tudo!

É preciso externar a dor, o ponto de vista, o sofrimento para que haja cura. b)A explicação revela o pus da ferida: "Esperávamos que fosse ele...". Provérbios 13:12 diz: "Esperança adiada faz adoecer o coração". As expectativas frustradas de um emprego, de uma faculdade, de um dinheiro que estávamos contando que chegaria, a cura, o milagre, enfim, a demora em passar esta pandemia, a esperança adiada faz adoecer o coração. Aqui está a razão pela qual os discípulos estavam machucados. Por um momento, esperavam que fosse ele, mas a circunstância minou a fé deles! A circunstância minou o coração deles. Infelizmente, em minha experiência com aquele galpão eu também adoeci. "Esperávamos que fosse ele!" Mas, não aconteceu como queríamos. A dor precisa ser compartilhada!

 

4.       A frustração manifesta apatia frente a alegria e a fé (v.22-27)

a)Eles não se entusiasmam com as boas notícias (v.22-24). Não tem jeito. Quando a dor é muito forte, a esperança está adiada e o coração adoecido, o questionamento está grande e não conseguimos enxergar a Deus e duvidamos, podemos até ficar irritados porque a alegria e o entusiasmo dos outros deixa em maior evidência o triste sentimento que está no nosso. Eles foram surpreendidos, as não se entusiasmaram. A eles foi compartilhada visões de seres angelicais, mas não se entusiasmaram. A eles foi dito que Jesus ressuscitou, mas eles não se entusiasmaram. Na verdade, a pergunta na dor é: "Como Deus está nesse negócio? Ele nos enganou? b)Eles não conseguem crer (v.25-27). Elias, na caverna, passou um tempo desacreditado. A tristeza, a perplexidade e a cegueira infelizmente nos roubam o discernimento. Ficamos insensatos, isto é, perdemos a capacidade de entender os fatos e a verdade de Deus. Jesus os traz para as Escrituras. A resposta para aqueles fatos estava nas Escrituras. Para pessoas sem fé, somente as Escrituras podem fazer o coração arder no peito novamente. A dor suprime a alegria e podemos estar sem entusiasmo. A dor suprime a fé e podemos estar sem esperança.

 

5.       A frustração é vencida pela viva esperança (v.28-32)

Foi uma jornada. Que jornada! Com Jesus ao lado, com o coração entristecido, chegando no destino, Jesus faz menção de seguir viagem, mas eles O convidam para ficar com eles. Jesus não é invasivo. Mas, as suas palavras provocam neles um desejo por sua companhia. Jesus sabe como falar ao coração sem que soubessem que era Jesus. Será que você já não pensou em desistir? Talvez tenha sido o mês passado. Talvez tenha sido na semana passada. Talvez hoje. Para as mulheres que foram embalsamar seu corpo ele disse - "Maria", de forma que somente ela saberia ser ele. A Palavra restaura a fé e a esperança. Existem três tipos de provações que podem minar a nossa fé e roubar a esperança. A tentação, as tribulações e o tempo de espera. Mas, é justamente nesses momentos em que Deus parece estar ausente que nossa fé é testada. Abraão recebe uma promessa e Deus parece sair de cena. Começa uma jornada na qual Deus aparecerá em alguns momentos para manter a fé de Abraão firme. Noé recebe uma palavra e confiado naquela palavra ele cortará madeiras por cem anos sem nunca ter visto uma gota de chuva descer do céu. Quando você não tiver nada em que se apoiar, volte-se para a Palavra e para as promessas. Elas são suficientes para aquecer seu coração. Continue a jornada! Continue cortando madeiras! Ouça a verdade do Evangelho e creia na obra da cruz e do perdão de Deus em Cristo por você. Não aceite mais a apatia. Decida que a partir de hoje você se unirá a Deus para viver uma nova história, um novo ciclo de fé e esperança. Para estes dois, ao partir o pão e dar a eles, seus olhos se abriram. Neste dia de Santa Ceia, ao partir o pão e beber do cálice Deus quer abrir seus olhos para a realidade do Cristo ressuscitado! 

 

No amor de Cristo,

Pastor Rodrigo Rodrigues Lima

sábado, 3 de abril de 2021

03.04.2021 - TEMA: Rejeite a dúvida

TEMA: Rejeite a dúvida

TEXTO: “Mas a serpente, mais astuta que todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: - É verdade que Deus disse: ‘Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim’”. Gênesis 3:1

OBSERVAÇÃO

A pergunta da serpente tem como propósito colocar em dúvida a palavra dada pelo próprio Deus.

Existem pelo menos três momentos em que o povo de Deus é colocado à prova. A tentação, a tribulação e a aparente demora do cumprimento de uma promessa. Nesses três momentos Deus parece se ausentar do ambiente, mas, na verdade a Sua Palavra é suficientemente fiel e verdadeira para que o Seu povo saiba que Ele está presente e não ceda às tentações, não fraqueje nas tribulações e não descreia de Suas promessas.

É nela que Adão e Eva deveriam se guiar, assim como Jesus se deixou guiar para vencer a tentação no deserto. É no Deus fiel às Suas promessas que levou Noé a cortar madeiras por mais de cem anos, sem nunca ter visto uma gota de chuva desde então. É no Deus fiel às suas promessas que Abraão andou por longos caminhos e por muitos anos até o cumprimento da promessa na vida de uma esposa idosa e estéril. Tudo o que eles tinham na caminhada, era a promessa, a palavra dada por Deus.

PRÁTICA

Entre experiências e promessas, existe um processo de desenvolvimento e maturação da minha obediência e da minha fé. Ao receber uma palavra dada por Deus, ainda que o caminho esteja nebuloso e Deus pareça estar ausente, devo me apegar à Palavra, à promessa. Nunca me esquecerei da pregação do Bispo Cecílio: “Pastor Rodrigo, continue a cortar madeiras”. Quando tudo parece estar fora de controle, lento ou distante, o servo de Deus deve continuar cortando madeiras. Quando tudo parece fora de controle, lento ou distante, a palavra de Deus e suas promessas são suficientes para eu seguir perseverando? Sim!

ORAÇÃO

Querido Pai, obrigado por essa preciosa palavra poderosa que fala profundamente ao meu coração. Que eu continue a cortar madeiras! Dá-me discernimento e sensibilidade para que eu não abrace qualquer semente maligna de dúvida enquanto minha fé e obediência são amadurecidas e consolidadas. Ajuda-me a ser fiel e obediente à sua Palavra em meus processos.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

02.04.2021 - Por um ministério vibrante - Gênesis 2

 Por um ministério vibrante

Gênesis 2

Pastorear e manter um ritmo contínuo de revitalização da igreja local é um gracioso desafio. Temos uma vocação que queima em nossos corações. O dom é uma chama que precisa constantemente estar alimentada para não apagar.

Lendo o capítulo dois de Gênesis, que relata o descanso de Deus, a gênese da terra, a formação do homem e da mulher, encontro três princípios essenciais para mantermos nosso ministério vibrante e a chama do dom sempre acesa.

1.      Descanso (Gênesis 2:2)

O verbo descansar mencionado nesta passagem pode ser traduzido por celebrar. O descanso tem a ver com a celebração do trabalho devidamente planejado, ordenado e realizado (Levítico 23:32). Deus concluiu e celebrou.

Nós pastores temos dificuldades com o descanso e encontramos facilmente uma lista de justificativas para não colocar em prática essa disciplina. Temos desculpas razoáveis. Um ministério na igreja que está sem alguém para liderar, a preocupação com o que as pessoas pensarão se nos virem desfrutar. Há uma história que diz:

“Certa vez um pastor tirou férias e foi para a praia. Caminhando na areia branca, foi reconhecido por um irmão que lhe disse: - ‘Pastor, o senhor aqui na praia? Sabia que o diabo não descansa?’ – ao que o pastor lhe respondeu: - ‘Sim meu filho! Por isso, ele o enviou para me perturbar’”. É cômico, para não dizer trágico.

Entretanto, o descanso é divino. O descanso é bíblico. O descanso é espiritual. O descanso é necessário.

Precisamos avaliar a nossa vocação à luz da vocação de Jesus. Ele não era apressado e tinha uma profunda compreensão de sua missão. O descanso era vital para o ritmo que ele tinha. O ócio contribui para o aumento da criatividade e auxilia o corpo a produzir proteínas e hormônios essenciais para estarmos saudáveis e vibrantes no exercício do labor pastoral.

Confesso que por muito tempo fui assolado pelo ativismo. O ativismo quase sempre é a expressão de algum sentimento oculto não resolvido. Ele pode estar escondendo a rejeição e o medo de ser rejeitado. Então, buscamos aprovação dos outros sabotando a nós mesmos e negligenciando a beleza e a sanidade do dizer “não”.

Se você não tem conseguido descansar, certamente tem lhe faltado a alegria no ministério ou está em vias de. Pergunte-se a si mesmo: “Eu tenho experimentado o verdadeiro descanso todos os dias? Tenho concluído aquilo que tenho planejado e ordenado para poder celebrar? Em quais áreas de minha vida existem pendências que geram um sentimento de incompletude e me impedem de descansar e celebrar? O que meu ativismo pode estar mascarando?”

Lembre-se, o descanso é divino, é bíblico, é espiritual e necessário.

2.      Todo trabalho é um culto. O labor pastoral é um culto a Deus (Gênesis 2:15)

A palavra cultivar vem do hebraico ABAD que significa servir, ministrar, lavrar e trabalhar. Também pode ser traduzida por culto. Tanto em inglês quanto em espanhol, a palavra usada para se referir às reuniões de culto é serviço. Serviço a Deus! Culto, cultivo. Alguns correspondentes em outras passagens:

“e cumpram seus deveres para com ele e para com todo o povo, diante da tenda do encontro, para ministrarem (abad) no tabernáculo. Portanto, você entregará os levitas a Arão e a seus filhos; de todos os filhos de Israel, os levitas são dedicados ao serviço de Arão.” Números 3:7-8

“Não adore (abad) essas coisas, nem preste culto (abad) a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Deuteronômio 5:9

Sirvam (abad) o Senhor com temor e alegrem-se nele com tremor.” Salmo 2:11

O trabalho, o cultivo e o ministrar ao Senhor em culto estão intimamente ligados. Tanto a relação de cuidado com a terra (trabalho) quanto o cuidado com o templo falam de uma perspectiva integral de adoração a Deus. Paulo escreve aos colossenses, especialmente aos escravos cristãos: “Tudo o que fizerem, façam de todo coração, como para o Senhor e não para as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” Colossenses 3:23-25

Numa dimensão mais ampla, tudo o que fazemos é um culto, um serviço a Deus. O cristão vive integralmente ao Senhor fazendo de suas tarefas um culto ao Senhor.

Mas, vamos refletir um pouco. Quantos pastores, lá no íntimo de seus corações, se sentem em um verdadeiro inferno? Não é para menos. Muitas lideranças não facilitam o labor pastoral. O autor aos Hebreus aconselhou às igrejas escrevendo: “Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará proveito nenhum para vocês”. Hebreus 13:17.

Em outros casos, pastores deixaram de amar profundamente o local onde Deus os colocou e estão expectantes por uma oportunidade de Deus para ir a um outro lugar  movidos por frustração e esgotamento. A tendência é perdermos a alegria pela igreja que pastoreamos e até ficarmos azedos com a instituição que pertencemos.

De todos os pastores revitalizadores que já ouvi, uma fala é uníssona e muito clara: “Ame o lugar onde Deus o colocou”. Em outras palavras, tenha prazer onde está. Faça do local onde Deus o colocou um "lugar de delícias".

Eu lhe pergunto: Seu trabalho é um Éden?

Éden significa lugar de delícias. Cultivar o solo do jardim certamente deveria ser algo prazeroso numa terra de delícias. Creio que Deus tinha em mente que o trabalho deveria associar adoração a Ele com prazer ao homem.

Deus quer que exista algo de significativo e prazeroso no trabalho. O homem foi criado para cumprir a vontade de Deus e é nisso que está o seu prazer. Trabalhar naquilo para o que você foi criado, desenvolvendo e exercendo as habilidades que Deus lhe deu devem o levar a uma vida plena consigo mesmo e com Deus.

Tenho descoberto que posso transformar meu trabalho em um Éden.

Creio que, de tempos em tempos, precisamos aceitar o convite de Deus para fazer um balanço dos nossos sentimentos e motivações e recalibrar a nossa vocação para resgatar a paixão por Ele e por aquilo que Ele nos confiou. Faça do seu ministério um culto e “transforme”, ou veja a sua igreja local em um Éden. Pergunte-se a si mesmo: Como o meu trabalho extrai o máximo do potencial de meus dons e habilidades? Como posso encarar o meu trabalho como um ato de culto a Deus e ter prazer ao mesmo tempo? Como posso transformar ou ver a igreja local que pastoreio em um Éden?


3.      Sozinho não (Gênesis 2:18)

Estamos falando de princípios para mantermos nosso ministério vibrante. Por isso, vou abordar duas realidades: a) A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério casadas; b) A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério solteiras.

a)      A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério casadas

Não é bom que o homem esteja só! A solidão não é boa para o homem e nem para a mulher.

Nesta passagem vemos que o homem tinha a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim. Deus viu que o homem precisava de ajuda, por isso, lhe faz uma auxiliadora.

Não é por acaso que a mulher será formada da costela, isto é, de um dos lados do homem e vista como "da mesma carne", ou seja, uma só carne (v.24)! Ela é auxiliadora! Ela completará o homem estando ao seu lado e este não estará só. É Deus quem leva a mulher até o homem (v.22). O princípio se aplica tanto a homens quanto a mulheres (pastoras) no exercício do ministério. O cônjuge é um presente de Deus. Eles estavam nus e não se envergonhavam, o que percebo que não há qualquer malícia ou máscaras, portanto uma relação de profunda interdependência e vulnerabilidade. (v.25)

Quando um dos cônjuges não tem o chamado pastoral, isso não significa que eles não fazem parte do ministério. Veja, não devemos “coisificar” o ministério e idolatrá-lo. O ministério é realizado por uma pessoa vocacionada e essa pessoa tem necessidades. Essa pessoa precisa ser ajudada, auxiliada, amada, cuidada e o casamento é a forma pela qual a pessoa vocacionada pode ser nutrida e até socorrida.

Minha esposa sempre foi uma grande parceira em meu ministério, sobretudo, para mim.

Peça para o seu cônjuge, a luz de Gênesis 2:18; 24-25 responder a você o quanto você tem facilitado para que ele(ela) seja seu auxílio. Peça também que avalie o quanto sente que você é interdependente e vulnerável. De repente você discorda de mim nesse aspecto, mas lhe digo que isso tem contribuído para eu ter um ministério vibrante e apaixonado. É necessário avaliar se o problema é o cônjuge ou a sua falta de vulnerabilidade e interdependência. Deus lhe deu este cônjuge!

b)      A realidade de pessoas vocacionadas para o ministério casadas

No caso de pastores e pastoras que não tem cônjuges, o princípio é o mesmo! Sozinho não! O apóstolo Paulo era um celibatário. Entretanto, ele nunca fez o ministério sozinho. Ele tinha seu companheiro Epafrodito, seu discípulo e filho na fé Timóteo. No começo ele teve Barnabé. Ele também tinha Tito.

Muitos pastores caminham só por não confiar nos outros. O quanto custa para você ter um ministério vibrante e estar apaixonado no ministério? Peça a Deus auxiliadores, ajudadores para você e para o seu ministério. Aprenda a capacitar e equipar pessoas em sua igreja local. Desenvolva-as. Você colherá muitos frutos para a glória de Deus.

No amor de Cristo,

Rodrigo Rodrigues Lima

02.04.2021 - TEMA: Celebrando o trabalho realizado

 TEMA: Celebrando o trabalho realizado

TEXTO: “E, havendo Deus terminado no sétimo dia a sua obra, que tinha feito, descansou nesse dia”. Gênesis 2:1

OBSERVAÇÃO

Após planejar, ordenar e concluir a criação da terra Deus descansou. Descansar pode ser traduzido por celebrar. O descanso tem a ver com celebração do trabalho realizado (Levítico 23:32). O verdadeiro descanso tem a ver com a conclusão de algo devidamente planejado e ordenado. Deus concluiu e celebrou. Eu tenho experimentado o verdadeiro descanso todos os dias? Tenho concluído aquilo que tenho planejado e ordenado para poder celebrar? Em que áreas de minha vida existem pendências que geram um sentimento de incompletude e me impedem de descansar e celebrar?

PRÁTICA

Deus tem o verdadeiro descanso para mim. Trabalhar e estar pleno naquilo que Ele me criou para realizar é um privilégio. Entretanto, não posso permitir que haja acúmulo dia a pós dia, mês após mês e ano após ano de pendências. Concluir o que se começa é prazeroso, mas quantas vezes não dormi direito por saber que havia pendências em minha agenda e nas minhas tarefas. Devo: 1) Organizar minha agenda diária, de maneira que eu termine o dia tendo realizado o que planejei e ordenei. Assim, poderei celebrar e descansar; 2) Estabelecer limites e sinalizar o que pode estar indo além dos limites das minhas possibilidades. Excesso de atividades não contribuem para que haja planejamento adequado e, consequentemente, que não se conclua as atividades. Isso gera um sentimento de incompletude e me rouba o descanso.

ORAÇÃO

Querido Pai, obrigado por essa preciosa palavra ao meu coração. Peço a Ti discernimento e sabedoria para administrar a minhas tarefas de maneira que o planejamento, a organização e a conclusão delas diariamente possam gerar sempre um mim a alegria, o prazer e a celebração de um dia concluído para o louvor da Sua glória.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

01.04.2021 - Igreja revitalizada, igreja em missão! Gênesis 1

 Igreja revitalizada, igreja em missão!

Gênesis 1

 1. Do caos à harmonia (v.2-3)

No princípio a terra era sem forma, isto é, devastada. Era uma confusão. Era desolada. O lugar estava dominado pelo caos. A escuridão era permanente. Havia uma verdadeira desordem. Entretanto, Deus é o autor da criação. Ele traz ordem ao caos. Ele promove harmonia nessa terra devastada. No lugar da devastação, passamos a ver edificação. A confusão dá lugar à organização. Em vez de escuridão, passamos a ver luz. O caos dá lugar à harmonia.

Igrejas que precisam de revitalização devem reconhecer a confusão, a devastação e até mesmo a escuridão que paira sobre elas. A princípio pensamos em estrutura, mas o que deve vir em primeiro lugar é o aspecto espiritual do pastor, da liderança e de seus membros. Precisamos sinceramente responder às seguintes perguntas: “O que está desordenado em minha vida? Em que área preciso contar com o auxílio de Deus para ordenar a minha vida? A desordem não combina com o caráter de Cristo em mim.”

A revitalização da igreja começa com a revitalização do pastor e dos líderes descendo aos membros. Respondendo honestamente a tais perguntas, poderemos nos render a Deus, reconhecer nosso pecado e confessar que precisamos de seu auxílio para que haja luz! Deus quer trazer luz.

Quando Paulo envia Tito para Creta, o objetivo é claro! “Foi para esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes...” (Tito 1:5)

Deus não unge métodos, mas unge pessoas. Pessoas cheias da vida de Deus passarão a refletir sobre as estruturas. A estrutura será orgânica e um reflexo da vida de Deus que flui através de nós.

Uma igreja em constante revitalização é uma agência do Reino de Deus para trazer ordem ao caos que domina o contexto no qual ela está inserida. Os lares estão um caos. Os casamentos estão em desordem à nossa volta. Famílias disfuncionais! Corrupção por todo lado. Entretanto, uma igreja em contínua revitalização poderá chegar a essa realidade cheia de compaixão e autoridade de Jesus para dizer: "Haja luz". Que brilhe a luz de Cristo através de sua igreja.


2.  Organização, processos e etapas (v.5; 7; 13; 19; 23; 31)

Deus é sempre oportuno. Ele sabe a hora certa das coisas. Ele não cria o homem primeiro, do contrário, como sobreviveria? Deus não é apressado e trabalha um dia após outro. Existe uma ordem na criação e dias específicos. Deus trabalha de modo a harmonizar todas as coisas. Deus é organizado!

Observamos na criação processos. Existem etapas bem definidas. Deus não começa pela criação do homem, mas trazendo luz à escuridão. Ele cria as condições climáticas e terrenas para que a terra se torne habitável. Ele trabalha no solo. Por fim, Deus cria o homem à sua imagem e semelhança e o processo é concluído com um descanso.

A revitalização da igreja deve seguir os mesmos princípios. Muitas igrejas desejam gerar vida e multiplicar, mas elas perderam o vigor. Nós não podemos fazer uma planta crescer da noite para o dia, mas podemos criar processos e etapas que criam as condições para que a planta cresça saudável.

Não podemos fazer a igreja avançar e crescer da noite para o dia, pois, Deus é quem dá o crescimento. Podemos trabalhar com Deus no sentido de criar processos e etapas para criar condições que gerarão um ambiente de crescimento, tal qual uma estufa. Paulo fala desse processo: “Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus”. I Coríntios 3:6

As fases da vida revelam que não podemos pular etapas. Não matriculamos nosso filho bebê em uma universidade para medicina. É irracional. De semelhante modo, a igreja enquanto uma comunidade orgânica, passa por etapas de crescimento. Em cada etapa ela precisa ser devidamente nutrida.

Existe um outro elemento essencial aqui: TEMPO! Deus poderia ter criado o mundo de uma única vez? Sim! Mas, Ele não o fez. Deus nos ensina o precioso valor dos processos. Processos e etapas falam de tempo. Revitalizar uma igreja leva tempo e quem determina é o próprio Deus.

Quando Paulo envia Tito para Creta, observamos um claro processo com etapas bem definidos. Leia toda a carta a Tito e observe as orientações paulinas.

Precisamos nos perguntar: “Tenho clareza dos processos e etapas de saúde da igreja? Tenho uma clara visão bíblica de uma igreja saudável e sei discernir os processos e etapas dessa comunidade? Qual é o próximo passo?” A cada etapa concluída, a cada processo nessa comunidade orgânica devemos ser capazes de dizer: “E viu Deus que isso era bom”.


3. Deus é criador e criativo. Revitalizar é ser criativo (v.1; 4; 7; 21; 27)

Deus traz à existência o que não existe. Expressões como “fez” e “criou” são o centro da ideia deste capítulo de Gênesis.  Tudo o que Deus faz é conforme o Seu caráter. Tudo o que Ele faz é perfeito. As coisas que Deus cria falam de quem Ele é. Refletem o Seu caráter, Suas escolhas e prioridades, Seus sentimentos e anseios. De semelhante modo, as coisas que criamos falam de quem nós somos. Refletem nosso caráter, nossas escolhas, nossas prioridades, sentimentos e anseios. A capacidade de criar é algo que se vê em toda a criação. O ser humano é consciente de sua criatividade. Até insetos criam. É impressionante ver um vespeiro, ou um ninho de barro criado pela ave João-de-Barro.

Uma igreja em contínuo processo de revitalização é criativa. Ela é capaz de comunicar com a geração atual sem perder sua identidade e propósito. Ela encarna sem perder a sua essência.

Quando Paulo chega em Atenas, movido por uma revolta em seu espírito, um descontentamento santo, ele cria uma ponte fabulosa e criativa para comunicar o evangelho no centro do conhecimento: “...encontrei também um altar no qual aparece a seguinte inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO”. Pois esse que vocês adoram sem conhecer é precisamente aquele que eu lhes anuncio”. Atos 17:23. Isso é fantástico!

A fonte e o alvo dessa criatividade é o próprio Deus. A igreja que revitaliza precisa identificar pontes na cultura inserida para comunicar a verdade e até mesmo ser contracultura quando for necessário.

Outro aspecto importante a respeito dessa criatividade tem a ver com a capacidade que Deus nos deu para a edificação do corpo por meio de dons espirituais e habilidades naturais. Deus deu a cada membro de nossas comunidades habilidades e dons para que possam todos criar! A igreja deve ser um ambiente criativo e que favorece a criatividade em favor da missão. (I Coríntios 12:4-11; Efésios 4:11-16)

Deus me deu a habilidade de elaborar sermões, estudos, livros, enfim, criar conteúdo. Deus me deu a habilidade de ensinar com didática e paixão. Deus me deu a habilidade de administrar e fazer gestão. Deus me deu a habilidade de encorajar. Deus me deu a habilidade de liderar e inspirar. Todas essas habilidades e dons são aspectos do caráter de Deus em mim. A pergunta é: O quanto estou explorando essas habilidades? Que notas eu daria a mim em cada uma delas? Em quais delas brilho e em quais delas preciso crescer?

Revitalizar é favorecer um ambiente para que as pessoas desenvolvam seus dons para o serviço. Isso é dar espaço para criar ministérios, formas de serviço e cumprirmos a missão de Deus. A criatividade deve ser um reflexo do caráter de Deus em seus filhos.


4. Deus é o provedor para toda criação. Ele é quem supre as necessidades da igreja e sua missão. (v.29)

Deus criou todas as condições para que eu possa plantar e colher. Ele proveu os recursos necessários para que eu viva. Tudo vem Dele. Deus oferece todas as condições para a vida ser mantida. É curioso pensar que que o desenvolvimento dos alimentos sugere fé. É necessário um tempo de espera para a colheita. Deus provê na medida certa e para o tempo certo. Ele é quem dá a semente.

A fonte de provisão da igreja é o próprio Deus. Ele é quem providencia o Salvador para reconciliar o homem com Ele. Ele é quem providencia a mensagem a ser pregada, a semente de salvação. É ele quem toca o coração dos perdidos por meio de sua graça preveniente. É dele que vem os dons para o serviço. É Ele quem dá o crescimento para a igreja. É ele quem provê os recursos humanos e financeiros para que a igreja se desenvolva.

A igreja se apropria desses recursos na medida em que cresce em obediência e dependência. Jesus disse: “E tudo o que vocês pedirem em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirem alguma coisa em meu nome, eu o farei.” João 14:13-14

Revitalizar está intimamente ligado à obediência e dependência do Deus provedor. Ele supre todas as necessidades da igreja que está cumprindo a missão totalmente obediente e dependente Dele.


5. A multiplicação da vida é um reflexo de quem Deus é. Multiplicação está no coração da grande comissão (v.22; 28)

Deus é o autor da vida e multiplicador! A criação perfeita é multiplicadora. Segundo os cientistas, o universo continua se expandindo, isto é, se multiplicando. Os seres vivos crescem e se multiplicam. Esse foi o imperativo de Deus ao criar os seres vivos. “Sejam fecundos, multipliquem-se...”. Cada ser vivo, desde então, tem gerado segundo à sua espécie.

Esse imperativo continua valendo. No novo testamento, no coração da Grande Comissão, Jesus disse: “Façam discípulos de todas as nações...” Mateus 28:19. Essa multiplicação da imagem de Deus em Cristo está intimamente ligada à multiplicação do homem na criação que deveria refletir perfeitamente a imagem de Deus.

A revitalização da igreja tem a ver com a restauração da imagem de Deus em cada ser humano. Fazer discípulos é restaurar o caráter de Deus na vida de cada ser humano na criação. Acredito que esse seja o principal propósito da revitalização da igreja. A igreja é instituída para proclamar as boas nova e fazer discípulos batizando e ensinando a obedecer a todos os mandamentos do Senhor Jesus.

Uma igreja que não tem cumprido esse papel precisa urgentemente de revitalização.

Pastores e líderes geram segundo à sua espécie. A igreja é cara do pastor. A igreja reflete os valores da liderança. Não podemos permitir esterilidade e nada menos que a imagem de Cristo em nós.

 

No amor de Cristo,

Rodrigo Rodrigues Lima

 

01.04.2021 - TEMA: "Do caos à harmonia"

TEMA: Do caos à harmonia

TEXTO: “A terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre as águas. Então Deus disse: - Haja luz! E houve luz”. Gênesis 1:3-4

OBSERVAÇÃO

No princípio a terra era sem forma, isto é, devastada. Era uma confusão. Era desolada. O lugar estava dominado pelo caos. A escuridão era permanente. Havia uma verdadeira desordem. Entretanto, Deus é o autor da criação. Ele traz ordem ao caos. Ele promove harmonia nessa terra devastada. No lugar da devastação, passamos a ver edificação. A confusão dá lugar à organização. O caos dá lugar à harmonia. Em vez de escuridão, passamos a ver luz. O caos dá lugar à harmonia.

PRÁTICA

Deus não tem prazer no caos, na confusão, na desordem e na escuridão. Sempre que começo o ano, faço uma agenda equilibrada, mas ao longo do ano a tendência é que o “caos” se instale. Aprendo que devo sempre ouvir a Deus quanto à minha agenda. Ele é Deus de harmonia, tranquilidade, equilíbrio e vida. Se mantiver minha agenda sob o Seu senhorio, sempre haverá luz e uma bela sinfonia em minha vida.

ORAÇÃO

Pai, obrigado porque o Senhor é um Deus harmônico. Submeto minha agenda a Ti e peço que sejas sempre absoluto. Que a Tua vontade prevaleça. Que Teu Espírito fale profundamente ao menor sinal de confusão.

quarta-feira, 31 de março de 2021

CONVICÇÃO DIVINA EM TEMPOS DIFÍCEIS

 CONVICÇÃO DIVINA EM TEMPOS DIFÍCEIS

Você sabe expor claramente o que Deus quer de você e o que ele tem para você? Talvez, se antes da pandemia isso não esteve muito claro, possivelmente agora no momento de pandemia tenha ficado mais nebuloso.

Quero compartilhar com você a importância e a benção de termos convicção divina.

 


1.      A convicção divina dá ousadia frente às resistências

Em Atos 5:38-39 diz: "Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele." Pela segunda vez o sumo sacerdote tenta parar Pedro, mas este está tão determinado em obedecer a Deus que o anjo do Senhor o livra da prisão. Vejo que quando Deus está no negócio tudo prospera ainda que com resistências, porque é de Deus.

 

2.      A convicção divina é uma visão com destino bem definido

Em Atos 16:10 diz: "Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o Evangelho." 
Paulo se vê impedido pelo Espírito de Jesus a pregar na Ásia, mas logo lhe sobrevêm uma visão para pregar na Macedônia. Quando Deus dá a visão, Ele dá o destino (alvo), dá a convicção (chamado) e o propósito fim (anunciar o Evangelho). Isso é o que se espera de alguém guiado por uma visão de Deus. Não havendo essa clareza nos vemos impedidos de diversas maneiras no desenvolvimento de nossos planos e isso nos frustra.

 

3.      A convicção divina nos leva a contar com o maior aliado: Deus!

Em Josué 10:14 diz: "Não houve dia semelhante a este, nem antes, nem depois dele, tendo o Senhor, assim, atendido à voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel." Josué tinha o propósito de tomar posse da terra prometida conforme o chamamento divino para a sua vida. Cinco reis aliançados atacam os gibeonitas, e estes pedem auxílio. Josué prevalece contra os exércitos, mas os cinco reis fogem. Para os perseguir, ele dá ordens ao sol e à lua para se deterem e Deus o atende. Quando se vive dentro do propósito de Deus pode-se enfrentar grandes lutas, mas Deus faz parar sol e lua quando está com o seu povo.

Como é importante haver um propósito divino e uma convicção divina para a sua vida! Seguir um propósito dado por Deus não significará ausência de batalhas (Josué 10:6;8;10); não significará ausência de rebeldia que atrase esse propósito (Josué 7); não significará ausência de alianças precipitadas em algum momento (Josué 9). Apesar dessas situações, convictos da nossa vocação e do propósito de Deus dado a nós, em meio a tais situações podemos clamar a Deus e sabemos que Ele fará coisas inexplicáveis pois, somos parceiro com Ele no cumprimento dos Seus propósitos. Devemos nos manter íntimos e perseverar com Ele.

 

4.      A convicção divina não permite espaços para baixar a guarda

Em Josué 18:3 "Disse Josué aos filhos de Israel: Até quando sereis remissos (relaxados) em passardes para possuir a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos deu?". Deus esteve com Israel em todas as batalhas os levando a prevalecer sobre os inimigos para tomarem possa da herança. Na distribuição houve questionamentos e dificuldades de um grupo que Josué precisou administrar, porém, com um outro grupo ele precisou ser firme que relaxou e não estavam tomando posse da terra. Há uma tendência natural de não manter o ritmo quando grandes batalhas são realizadas e conquistas são alcançadas, porém, na melhor hora não se pode procrastinar e relaxar.

A tarefa só acaba quando os propósitos de Deus se cumprem, quando ele "tica" em Sua agenda que você terminou. Não é hora de afrouxar. Esta é a melhor hora. A melhor hora para seguir cumprindo os propósitos divinos com convicção divina.

Convido você a dedicar um tempo de qualidade com Deus. Um tempo para revisitar suas devocionais, seus TOPOS, suas anotações em seu journal(diário) e revisitar sua história com Deus. Há uma frase que me marcou e nunca a esquecerei: "Deus não fará nada através de você além daquilo que Ele tem feito em você."

Não devemos "sobreviver", mas viver de forma abundante. Isso se consegue tendo convicção divina do que o Pai tem para você.

No amor de Cristo,

Pastor Rodrigo Rodrigues Lima